1.2. İŞ SAĞLIĞI VE GÜVENLİĞİ (İSG) KAVRAMI
1.2.2. Kavramsal Çerçeve
1.2.2.1. İş Sağlığı ve Güvenliği Kavramı
Ainda é difícil estabelecer a classificação das obras lexicográficas dentro de uma
tipologia rígida, pois muitas características entram na composição de mais de uma tipologia.
A classificação em tipos e subtipos dependerá, portanto, do enfoque adotado pelo lexicógrafo,
que considerará o número de entradas, o público a que se destina, as línguas envolvidas, o tipo
de informação presente nas definições de cada entrada, a organização macroestrutural, a
apresentação do dicionário, o tipo de nomenclatura selecionada, entre outras questões.
De um modo geral e tradicional, porém, as obras de referência podem ser divididas em
duas categorias: os dicionários intralinguísticos, que são os DMs, e os interlinguísticos, que
são os dicionários bilíngues (doravante DBs). Há ainda uma outra distinção entre eles: os
quantitativos, cujo público-alvo são os usuários comuns, que necessitam de informações
gerais, e os qualitativos, destinados àqueles que buscam informações particulares e
pormenorizadas sobre a linguagem. Interessam-nos, aqui, os interlinguísticos qualitativos.
Apesar de ser um instrumento de grande importância nas sociedades contemporâneas,
o dicionário geralmente é utilizado, ainda hoje, de maneira precária. Para uma compreensão
de fato ampla dos verbetes consultados, o consulente deveria estar preparado para ativar com
eficiência certas habilidades ou experiências adquiridas, como, por exemplo, o seu
conhecimento de mundo, tanto cultural quanto científico, bem como os seus conhecimentos
linguísticos e metalinguísticos.
Critérios como a língua nativa do usuário, sua atividade profissional, sua faixa etária
ou seu nível de aprendizado em LE devem ser primordialmente considerados na elaboração
do projeto lexicográfico. Com a identificação do público-alvo, são tomadas todas as decisões
sobre a seleção da nomenclatura, forma de organização e conteúdo da macro e da
microestrutura.
Levadas tais necessidades em consideração, muito recentemente (a partir da segunda
metade do século passado), passou-se a reconhecer que todo dicionário deve ser elaborado
tendo em mente um público específico (BOGAARDS, 1999; BÉJOINT, 2000).
Haensch (1996) afirma que os dicionários, de modo geral, carecem ainda de
fundamentos lexicológicos, sobretudo no que diz respeito a uma noção clara da unidade
lexical que vão descrever.
No caso específico da regência verbal, quando tal informação está inserida no
dicionário, ela encontra-se geralmente implícita em exemplos ou abonações. Localizá-la,
portanto, dentre outras informações gramaticais, pode consumir grande tempo do consulente.
Vemos, então, a necessidade de um dicionário que poupe tempo do usuário ao pesquisar uma
dúvida pontual. Sanar essa dúvida torna-se ainda mais complicado para os aprendizes
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iniciantes de LE, que muitas vezes não dominam suficientemente o idioma para compreender
os exemplos e até mesmo fazer uma busca completa. Dessa forma, acabam escrevendo
inadequadamente a estrutura por pensarem na construção decalcada e reproduzi-la na LE, o
que provoca um alto índice de erro.
A dificuldade dos consulentes, quando consultam dicionários de língua geral, talvez se
deva ao fato de tais dicionários pretenderem uma pronta compreensão facilitadora (daí a
imprecisão no tratamento das preposições), ou mesmo porque o enfoque mais semântico-
pragmático das entradas omita o caso da regência. Dada a preferência dos aprendizes de LE
em consultar os DBs pela falta de clareza do DM, ressalta-se novamente a pertinência de uma
obra que una ambas as necessidades: um dicionário que contemple as duas línguas, LM e LE,
e que mostre claramente a questão da regência, apenas uma das questões do conjunto
gramatical de uma língua.
Nos DBs, as informações gramaticais, principalmente, são ainda menos detalhadas que
as presentes nos DMs, talvez porque se pressuponha que o interesse do público-alvo se reduza
apenas à busca de equivalentes semânticos. Assim, a maioria desse tipo de dicionário não se
estende, por exemplo, até a indicação das preposições adequadas de complementos nominais
ou verbais.
Por sua vez, os dicionários “especiais de língua” (DEs) recortam fatos linguísticos,
como os de sinônimos, de antônimos, de parônimos, de colocações, de verbos, de falsos
amigos, onomasiológicos, apenas para citar alguns, e neles é possível inserir maior número de
informações para cada unidade lexical tratada, mais precisas e eficazes, pelo fato de haver um
princípio norteador definido e delimitado, já que o lexicógrafo pode avaliar o comportamento
dessas unidades específicas, seu significado e uso, refletindo sobre as peculiaridades de cada
uma. Além disso, o usuário é beneficiado com a praticidade e rapidez de consulta relativa a
um fato particular.
Para enfatizar a importância e relevância de um DE, utilizamos a título de exemplo os
phrasal verbs da língua inglesa. Devido à dificuldade de usá-los corretamente, principalmente
por parte de falantes não nativos, vemos não poucas obras lexicográficas dedicadas
especificamente a eles. O uso impróprio da preposição acarreta erros consideráveis e
transtornos que podem ser evitados se o consulente dispuser de um DE, que seja de fácil
acesso e traga claramente as informações necessárias.
Mas a pesquisa de Lemmens (1996), dentre outras, relata as dificuldades de se
descreverem essas informações gramaticais específicas nos dicionários. De acordo com tal
pesquisa, muitas vezes a informação consta no dicionário de forma mais implícita que
explícita, inserida por meio de exemplos. Todavia, somente a metade dos consulentes percebe
sua presença e, quando esses sabem que há informações gramaticais no dicionário, não
conseguem distinguir de que tipo são elas. A gramática do verbo é uma das que passa
despercebida por um grande número de usuários, e os aprendizes iniciantes são os que menos
sabem extrair essas informações nos dicionários gerais.
Ainda com base nos dados da pesquisa de Lemmens (1996), tem-se que a maioria dos
alunos (75%) considera a categoria “combinação com outras palavras” um aspecto muito
importante a ser incluído nos dicionários. Tal constatação é corroborada por Schmitz (2001,
apud ZAVAGLIA E SILVA, 2006/2, p. 71), que afirma que a maioria dos aprendizes de LE
considera o dicionário uma das principais fontes de definição de palavras.
Outra pesquisa comprovou que o DB é uma ferramenta muito empregada na produção
de textos, independentemente do grau de conhecimento da LE do usuário (BÉJOINT, 2000
apud ZAVAGLIA E SILVA, 2006/2, p. 71-72). Além disso, nem mesmo metade dos usuários
identifica os índices gramaticais registrados pelos dicionários, talvez pelo fato de ignorarem
que essas obras também fazem referência à gramática.
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Como vimos, um dicionário geral, por ser um livro de consulta, não apresenta de
maneira rápida e prática as informações necessárias a um usuário, em determinada situação. E
os consulentes raramente percorrem todo o verbete do dicionário a fim de encontrar o que
desejam. Por isso os DEs são de grande valia: são mais fáceis de consultar, trazendo apenas as
informações necessárias para determinado público e função (DURAN & XATARA, 2006, p.
42).
Dentre os itens gramaticais relacionados à questão da regência verbal, podemos
encontrar, por exemplo, verbos que são utilizados com duas ou mais preposições diferentes,
ocasionando ou não alteração no seu significado, o que pode nos trazer dúvidas para a escolha
da preposição em função do enunciado pretendido.
Também pode ser problemático o uso de preposições diferentes para o mesmo sentido:
ESCLARECER
1. algo A alguém (explicar, informar)
Esclareci as razões de minha renúncia aos eleitores. alguém SOBRE algo
Esclareceu os jornalistas sobre os motivos da entrevista coletiva.
Ainda mais confuso é o uso de uma mesma preposição em sentidos diferentes, como
no exemplo abaixo.
DEDUZIR
1. algo DE algo (depreender; inferir)
De suas atitudes deduzi que não estava bem. F: déduire de
2. algo DE algo (subtrair, descontar, tirar)
O patrão deduziria do salário o adiantamento que me deu. F: déduire de
Face, então, à deficiência de dicionários que trazem o problema da regência verbal em
língua portuguesa paralelamente com outras línguas, surgiu a necessidade de tratar desses dois
aspectos numa única obra lexicográfica, como o DMRV. Na língua francesa, em especial, há
apenas DMs que tratam da regência. Nesse caso, aprendizes iniciantes ficam a mercê da
escolha aleatória, influenciada pela LM e passível de erro. E parece existir uma necessidade
crescente do público usuário de obras de referência especiais no mercado brasileiro, ainda
mais se bi ou multilíngue. Outro motivo que impulsionou nossa pesquisa é o fato de não haver
regras fixas e pré-estabelecidas para se saber qual preposição deve ser empregada juntamente
com certo verbo para se dizer algo, conforme explanado no capítulo I.
Sabemos, contudo, que, assim como nenhum DM consegue reunir todas as unidades
lexicais de uma língua, o nosso DMRV – um DE que faz um recorte bem preciso, o dos
verbos com complementos preposicionados – também não apresentará todas as traduções e
explicações adequadas a cada verbo de sua nomenclatura, ainda que os equivalentes propostos
em francês procurem ter o máximo de traços semânticos possível em relação aos verbos em
português.
Belgede
Çalışanların yönetime katılması alanı olarak iş sağlığı ve güvenliği
(sayfa 40-43)