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Hz Safiyye Vâlidemiz ve Hz Peygamber‟in Onunla Zifafa Girmesi

Dentre os bairros, destacamos os dois mais antigos: O Centro e São Sebastião. O Centro, com mil, oitocentos e setenta e quatro (1.874) prédios, entre casas de morada,

comerciais e de serviços, fica próximo ao rio Curimataú, na parte baixa, “onde a cidade começou”, no final do século XIX. Caracteriza-se por possuir instituições como bancos, a sede da Prefeitura, o Fórum, a Coletoria, cartórios, a Central do Cidadão, uma agência dos Correios, escolas, a igreja matriz e praças, como a Mauro Pessoa, onde se realiza a maior parte dos eventos sócio-culturais da cidade. Os prédios comerciais se confundem com as fachadas de casas mais antigas, sob influência da tendência do ecletismo na arquitetura brasileira do início do século XX, ou o estilo neoclássico (puro) da antiga Estação Ferroviária, do final do século XIX. Na outrora denominada rua Grande, há ainda as residências que resistem ao tempo e às formas mais contemporâneas e que se impõem pela beleza e conservação,como a casa de Seu Zezito, construída pelo Cônego Luis Adolfo, em 1923, no mesmo período da construção da torre da igreja matriz . Outras residências e/ou pontos comerciais ficam espremidos pelas fachadas contemporâneas de farmácias, boutiques, escritórios, lanchonetes, pontos de moto-táxi etc.

O bairro São Sebastião, que fica no alto da área urbana, é o mais populoso, com aproximadamente duas mil, quinhentas e quarenta e quatro (2.544) casas de moradia. O comércio, de acordo com os moradores, é mais popular do que o do Centro. Por já não comportar o aumento populacional no Centro, foi para lá que a cidade “foi crescendo”, com construções ou ampliações de prédios como, por exemplo, o Hospital Monsenhor Pedro Moura108, a câmara de vereadores “Palácio Vereador José Peixoto Mariano” e o mercado

público. O bairro é mais conhecido pelos moradores por Alto de São Sebastião, pois com relação à topografia é a parte mais elevada da cidade.

108 Obra social do então Pe. Pedro Rebouças de Moura, nos anos 50, com o nome de Hospital Imaculada Conceição.

A classificação do espaço “alto” e “baixo” (mais próximo ao rio, antes de cruzar a linha férrea), no início, nos pareceu confusa, visto que, quando estamos nas proximidades da igreja matriz, por exemplo, e nos referimos ao entorno da Praça Barão do Rio Branco, onde moram D. Dalva, Sr. Alfredo e D. Donzinha, para citar os mais antigos, ouvimos a pergunta “vai subir?” ou a informação “quando veio a enchente de 64 o pessoal daqui

subiu” [mudaram de residência]. Entendemos, finalmente, que se trata da parte mais

elevada na parte baixa no centro da cidade, o que nos faz pensar na existência de outra relação, não apenas a geográfica, no estabelecimento dessa classificação. Por isso, nos referimos mais uma vez a Durkheim (1990, p. 199), pois para o sociólogo, “as coisas eram tidas como fazendo parte integrante da sociedade, e era seu lugar na sociedade que determinava seu lugar na natureza”.

No plano da sua existência local, os bairros supracitados, exceto o Alto de Santa Luzia, que fica “fora” do centro urbano, não possuem, contudo, fronteiras territoriais estáveis. Os doze bairros são territórios sociais “aproximados”, cuja definição e delimitação pertencem, muitas vezes, à oralidade presente na memória dos meus interlocutores, por ter sido ou ainda ser, para alguns, parte do trajeto deles ou de seus familiares e amigos.

Assim, os bairros em Nova Cruz nos parecem lugares intrinsecamente articulados com outras unidades sociais, polarizados em torno de uma rua ou praça, de uma instituição pública ou privada, de uma loja, bem como da paróquia, com suas capelas e seus respectivos padroeiros, os quais nomeiam quatro bairros da cidade: Santa Luzia, Santa Maria Gorete, São Judas Tadeu e São Sebastião.

Essa divisão sócio-espacial do município também é representativa na atual organização eclesiástica, uma vez que o nome de alguns bairros e de comunidades se origina da homenagem dada a um santo padroeiro.

Desde a Idade Média, a paróquia representa uma unidade político-religiosa da Igreja. Tais territórios foram modificados ao longo dos séculos. Os sucessivos arranjos ocorreram por diferentes motivos, dentre os quais podemos citar os eventos sociais e econômicos e situações demográficas (ROSENDAHL, 2001).

A paróquia representa também, para seus paroquianos, um lugar simbólico, onde cada habitante, na maioria dos casos, se insere e desenvolve uma forte identidade religiosa com o lugar. Tal discussão interessou-nos, pois em nossa pesquisa de campo, observamos que as comunidades paroquianas estão diretamente ligadas à dinâmica de povoamento.

Perante a impossibilidade de desenvolver a descrição e análise relativa a cada bairro, esclarecemos que tal discussão pretendeu situar nossa pesquisa empírica com elementos que contribuam para uma descrição do local, a partir dos discursos dos moradores. Continuaremos, com o mesmo propósito, a seguir nos tópicos “a ponte, as avenidas e as ruas” e “seguindo os trilhos”.

4.2.2 A ponte, as avenidas e as ruas

Os pontos de referência dos moradores, quer por ainda fazerem parte de seus trajetos diários ou porque evocam um tempo passado, representando os “civilizadores” desses espaços, especialmente quando enfatizam que “antes tudo era mato”, estão circunscritos nas ruas, nas avenidas e na ponte, no perímetro urbano de Nova Cruz. São três ruas principais. A da entrada principal da cidade é a avenidaAssis Chateaubriand109. O atual

109 Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo nasceu em Umbuzeiro, Estado da Paraíba, em 5 de outubro de 1892 e faleceu em São Paulo em 4 de abril de 1968. Assis Chateaubriand tomou o partido da Aliança Liberal, na campanha que teve por desfecho a vitória da chamada “Revolução de 1930”. Foi Senador

prefeito, Cid Arruda, nos informou que a mesma “tinha sido idealizada por meu pai [Lauro Arruda] e pelo influente amigo [o próprio Assis Chateaubriand], para ser uma avenida de

contorno para interligar com os municípios vizinhos, Logradouro e Jacaraú [do Estado da

Paraíba]”. Leonardo Arruda, irmão do prefeito de Nova Cruz, complementou as informações:

A homenagem ao Assis Chateaubriand foi em razão da colaboração que ele, como Senador, deu a Nova Cruz na seca do ano 1958, como abertura de frentes de trabalho para a construção de uma estrada, dando ocupação e renda para os flagelados. Lutou também para a ligação rodoviária Nova Cruz - Paraíba, cujo um dos trechos foi construído agora [...].

Foto 4 - Avenida Assis Chateaubriand – Entrada do perímetro urbano