1.3. Kadının Çalışma Nedenleri
1.3.3. Hukuki Nedenler
Os testes de comunicabilidade também devem ser executados em laboratório. O seu objetivo é avaliar a qualidade da comunicação entre o projetista e o usuário:
Communication and the understanding of information is dependent on the context in which the information is presented and the background, e.g. gender, education, social condition and the natural surroundings, of the senders and receivers (BERLO, 1960, p. 37).36
No processo de design um arquiteto ou planejador tenta criar uma imagem 3D mental do espaço em sua mente e, em seguida, tenta converter esta imagem mental em um conjunto de planos que são a representação de como o novo ambiente ficaria na realidade. A tarefa seguinte para o arquiteto é o processo de codificação de projetar o
36 “Comunicação e a compreensão da informação depende do contexto no qual a informação é apresentada e contexto das pessoas, por exemplo, sexo, escolaridade, condição social e do ambiente natural, dos emissores e receptores” (Tradução Livre).
154 espaço tridimensional da mente em um meio bidimensional, como esboços, desenhos técnicos ou desenhos em perspectiva (BILDA e GERO, 2005). Uma hipótese é que este pode ser difícil e pode dar origem a informações imprecisas ou ambíguas resultando em desencontros (LOGIE, 1995). Uma vez que a informação é criada e transmitida para o receptor de informação, que está a critério do receptor para interpretar seu significado. A forma como o arquiteto codifica a informação e a forma como o receptor decodifica a informação podem influenciar os resultados pretendidos, como mostra a figura 89.
FIGURA 88 - Ilustração simplificada de como diferentes contextos e configurações podem influenciar o comunicação e discussão entre a fonte e o receptor
Fonte: BERLO, 1960, p. 89.
Se o receptor decodifica e compreende as informações da forma como foi criada existe uma grande possibilidade de discussões e feedback sobre o processo de design:
In some cases the architect/source can consciously omit parts of schemes that are not fully designed and even hide areas of schemes behind carefully placed trees and other features or use a non-realistic perspective to his/her advantage. The receivers/jury members can decode and create different mental images of the proposal than what the architect may or may not have had in mind (SVENSSON et. al, 2006). 37
37“Em alguns casos, o arquiteto pode conscientemente omitir partes dos esquemas que não são totalmente concebidos e até esconder áreas de desenho cuidadosamente por trás árvores ou usar de uma perspectiva Emissor: Arquiteto, Planejador Gestor Receptor: Autoridades Políticos Pessoas leigas Condições sociais Diferentes idades Conteúdo da informação Experiências anteriores Fonte: Educação Habilidades de comunicação Atitude Conhecimento Cultura Etc Fonte: Educação Habilidades de comunicação Atitude Conhecimento Cultura Etc
155 É com base nessas lógicas que o teste de comunicabilidade visa buscar entender como acontece o processo de decodificação da informação, para facilitar a comunicação entre designers e atores da cidade em melhor utilização de recursos tecnológicos como apoio a tomadas de decisão.
No caso de testes de comunicabilidade, a gravação da interação do usuário com o modelo durante o teste é necessária, pois a análise é feita principalmente a partir deste registro. Além das anotações do observador durante o teste, as gravações em vídeo também podem ser feitas para enriquecer os dados, o que permite a verificação da reação do usuário relativa a algum trecho da interação.
Nesse teste são mostrados para o grupo de testes alguns vídeos gravados previamente, para se verificar o ganho de comunicação que os modelos tridimensionais trazem para a gestão da paisagem urbana.
A análise é dividida em três etapas, seguindo a proposição de Prates et al., (2000): Etiquetagem, Interpretação e Perfil Semiótico.
a) Etiquetagem: Consiste em assistir às gravações da interação e atribuir a expressão de comunicabilidade. Descreveremos alguns conjuntos de expressões, seus significados e algumas ações de interface que caracterizam cada uma delas.
- É isso mesmo? – O usuário se surpreende com a resposta demonstrada pelo vídeo.
- Eu já imaginava... – O usuário tem clareza entre as interpretações abstratas e relativas do espaço.
- Hum?! – O usuário não entende/concorda com o resultado apresentado.
Para conseguir determinar o conjunto de expressões e ações, é importante observar o usuário e fazer anotações ou mesmo gravar as feições do usuário através de uma webcam. É indispensável fazer anotações sobre suas ações no momento do teste para determinar qual o problema na comunicação e conseguir ajustar os ruídos.
não-realista a sua vantagem. Os membros receptores podem decodificar e criar diferentes imagens mentais da proposta do que o arquiteto pode ou não ter tido em mente” (Tradução Livre).
156 b) Interpretação: Consiste em tabular e consolidar a informação obtida, ou seja, as expressões obtidas, associando-as a classificações de problemas de interação ou diretrizes de design.
A classificação genérica define os problemas de interação como: dificuldades de navegação, ruído na definição de significado, percepção, impossibilidade ou erros de execução da tarefa e incompreensão ou recusa da resposta apresentada.
c) Perfil Semiótico: Consiste em interpretar os dados resultantes do passo anterior, dentro do quadro teórico da semiótica na tentativa de se reconstruir a meta-mensagem sendo transmitida pelo designer ao usuário através da interface.
Através da tabulação dos resultados, esse último passo acrescenta à avaliação problemas identificados de decodificação da linguagem 3D e na percepção do espaço podendo fazer considerações sobre possíveis premissas de design e conhecimentos táticos utilizados.
Essas informações coletadas no teste permitiram verificar o nível de compreensão sobre a paisagem existente e sobre a paisagem modelada. Esse resultado permitirá entender se os modelos tridimensionais possuem a aplicabilidade nas tomadas de decisão como se acredita até essa etapa da tese.