• Sonuç bulunamadı

HUKUKİ EL ATMANIN DAYANAĞI OLAN İMAR PLANLARI

C. FİİLİ EL ATMA

I. HUKUKİ EL ATMANIN DAYANAĞI OLAN İMAR PLANLARI

Dada a importância em adquirir vantagem estratégia e buscar competitividade tendo em vista que a concorrência está cada dia mais acirrada, a gestão da demanda emerge como um fator chave para o entendimento e a manutenção do mercado. Segundo Narasimhan, Mcleavey e Billington (1995), a gestão da demanda proporciona à empresa lidar com as necessidades dos consumidores e, também, com a coordenação dos fornecedores, sendo assim, um ponto de união entre o ambiente em que a empresa faz parte e o planejamento da produção.

Decisões de gestão do processo de produção exigem identificar: o que o cliente precisa, as características do mercado e, consequentemente, do produto e, as necessidades de capacidade e materiais. As dependências entre as atividades, a categorização dos processos de negócio, o compartilhamento de recursos, a troca de informação e o modo como os relacionamentos são estabelecidos, são aspectos relevantes das relações entre fornecedores e empresas. Assim, torna-se importante estabelecer parâmetros ou referências que ajudam a compreender as diferentes formas pelas quais os relacionamentos dentro do negócio podem ser desenvolvidos. Nesta direção, o processo de gestão da demanda tem o intuito de identificar padrões e tendências de consumo, alinhando suprimento e demanda a um processo produtivo eficiente, e desta forma, ajudar a empresa a investir melhor – pensamento este que, como observado por Corrêa, Gianesi e Caon (2001), visa atender às variações de demanda, criar e/ou modificar a quantidade e o momento da demanda, utilizando estratégias de

marketing e/ou de vendas de forma a adequar a capacidade de produção, são algumas razões

para gerenciar a demanda.

A otimização dos processos e procedimentos de produção é preocupação central do mundo empresarial e constitui tema constante de vários estudos. Amplamente investigada na literatura, o estudo e a prática do Planejamento e Controle da Produção (PCP) pelas empresas

tem contribuído para a compreensão de processos básicos para a promoção de iniciativas concretas voltadas ao atendimento de clientes cada vez mais exigentes e cenários cada vez mais instáveis, complexos e competitivos. Inovações constantes nos produtos, nos processos, em tecnologias e, na forma de gestão, resultam em desafios cada vez maiores e demandam, em muitos e muitos casos, uma gestão voltada para a qualidade, pontualidade, flexibilidade, variedade e custo aceitável, com vistas ao aprimoramento constante em todos os seus processos produtivos. Neste contexto, é útil um processo de previsão capaz de operacionalizar de forma eficiente o PCP, de modo a reduzir os erros de previsão e, as perdas associadas às incertezas no processo de tomada de decisão, bem como, situar a gestão da demanda como uma ferramenta para as empresas repensarem seu negócio enquanto buscam por um equilíbrio entre as exigências do mercado e a capacidade de produção.

Vários estudos mostram os benefícios do uso da previsão e da gestão da demanda não só para a área de PCP como também por toda a cadeia produtiva chegando até ao

consumidor final. Croxton et al. (2002) observam que o objetivo de gerenciar a demanda é

atingir a demanda dos consumidores de maneira mais eficaz e eficiente, levando a companhia a ser mais pro ativa para se antecipar à demanda e mais reativa à demanda não prevista. Sugerem uma estrutura para programar um processo de gestão da demanda, colocando oito

processos da gestão da cadeia de suprimento (GCS) identificados pelo Global Supply Chain

Fórum, incluindo os sub-processos e suas atividades que descrevem a estratégia e os

processos operacionais que compreendem a gestão da demanda, quais sejam: gestão da relação com o cliente, gestão de atendimento ao consumidor, gestão da demanda, preenchimento de pedido, gestão do fluxo de produção, gestão da relação com fornecedores, desenvolvimento de produto e comercialização e gestão de devolução. Os autores enfatizam que uma boa implementação e execução do processo de gestão da demanda pode trazer benefícios significativos para a empresa, como por exemplo, a redução dos níveis de inventário, melhoria na utilização de recursos e disponibilidade de produtos, e que a real oportunidade de se implementar a gestão da demanda vem quando a administração alcançar outros membros da cadeia de suprimentos (SC) e integrar este processo com os processos de provedores e clientes.

Lehtonen, Smaros e Holmstrom (2004) destacam a importância de se obter maior visibilidade da demanda na SC focando na introdução de novos produtos. Utilizam um modelo de simulação de dados de um ponto de venda para examinar o valor de aumentar a visibilidade da demanda do ponto de vista do fabricante e onde aconteceriam prováveis ganhos com relação à visibilidade da demanda, ao observar diferentes tipos de informação de

demanda (estacionária, incerta e imprevisível). Quando os autores citam Fisher et al. (1994),

Kiely (1998) e Lee et al. (1997), observam que para sincronizar produção com demanda atual

de forma a responder, eficientemente, às exigências do mercado, são necessários dados mais precisos sobre a demanda. A direção é alinhar informação de demanda à jusante, como dados de ponto de vendas ou vendas diretas por toda a cadeia, aumentando, assim, a eficiência na SC à montante.

Padoveze, Biaggi e Campos (2004), ao analisarem as recentes crises econômicas e o seu impacto no desempenho das empresas, falam da dependência da nossa economia para sobrevivência no mercado global, salientando que a previsão de demanda dos produtos de uma empresa sempre dependerá da conjuntura econômica atual e futura, e que a informação sobre as vendas futuras destaca-se como um fator limitante básico para todo o processo de planejamento da empresa, seja no âmbito estratégico ou no âmbito operacional, fornecendo subsídios para decidir sobre novos investimentos, novos produtos e mercados. Em outras palavras, conhecer o comportamento da demanda é crucial para definir as diretrizes da cadeia produtiva e, consequentemente, para elaborar o planejamento estratégico, tático e operacional da produção de forma a antecipar e satisfazer a demanda dos clientes.

Nesse contexto, o entendimento e a aplicação das técnicas de previsão constituem um elemento chave não só para realizar estimativas mais precisas sobre o comportamento futuro do mercado, mas, também, para planejar e coordenar varias atividades entre os vários departamentos de uma empresa, funcionado como uma ferramenta de suporte à decisão – seja em direção ao posicionamento da concorrência, seja em questões sobre o planejamento de materiais, capacidade ou produção (expansão da capacidade, controle de estoques), seja em

políticas de marketing (previsões de receitas e despesas, estabelecer estratégias de vendas

como promoções e investimento em propaganda), seja em estabelecimento de metas e quotas de vendas ou ainda determinação de pontos de vendas, entre outras.

Na próxima seção tratar-se-á mais especificamente da previsão de demanda dentro da área do Planejamento e Controle da Produção, contemplando as situações (decisões) nas quais previsões de curto, médio e longo prazos, são aplicadas, uma vez que as restrições e as decisões tomadas neste domínio, colaboram para a determinação de quotas de vendas, que é o propósito principal deste trabalho.