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LÜKS TÜKETİM ÜZERİNDEKİ ROLÜNE YÖNELİK BİR ARAŞTIRMA

4.5. Araştırmanın Yöntemi

4.5.3. Verilerin Analizi

4.5.3.1. Araştırmanın Bulguları

4.5.3.1.6. Hipotezlerin Test Edilmesi

Para falar em “universalização do direito” é necessário observar o tema como elemento relacionado aos constantes atritos entre os sistemas do direito e da economia.

No Brasil, passamos por um momento de reflexão quanto à necessidade de adequação do Direito, especificamente do Poder Judiciário, às novas tendências da sociedade que, como aponta o próprio Dreifuss, fazendo coro a outros sociólogos, lida com certo grau de complexidade e distinção progressivamente intensas.

Destarte, é possível tentar analisar os estreitamentos de laços entre os dois blocos sistêmicos do ocidente sob a questão de um movimento de convergência que tem, também, se intensificado.

O Poder Judiciário brasileiro, tal qual outras instâncias sociais, tem sofrido pressões em razão da intensa inclusão de camadas da sociedade brasileira, cujos problemas não chegavam à

análise e à proteção do Estado, que, desde a Constituição de 1988, tem sido acelerado pelo “livre acesso ao Judiciário”.

Tal princípio, conjugado com normas protetivas e inclusivas do cidadão, por exemplo, o Código de Defesa do Consumidor, o ECA, o Estatuto do Idoso etc., força-nos a considerar que hoje passou a ser mais nítida a necessidade de aperfeiçoamento das instituições para atender ao aumento vertiginoso de demandas sociais complexas.

Exemplo disso reside no fato de que a sociedade capitalista atual baseia-se em relações produtivas, voltadas para o mercado de consumo, reconhecidamente rápidas. O consumidor tornou-se ator principal da circulação de bens, mercadorias e serviços de modo que suas dificuldades, suas pretensões têm chegado gradativamente à esfera do Poder Judiciário em proporções antes inimagináveis.

A quantidade de problemas entregues às barras dos tribunais é desproporcional ao tamanho deste Poder, o que gera, por exemplo, problemas com a harmonização das decisões, pois não é raro casos idênticos receberem tratamentos diferentes.

Por vezes, pretensões idênticas são

solucionadas de maneiras antagônicas e orientações jurisprudenciais divergem, não havendo controle efetivamente eficaz para inibir tais situações. O descompasso aflige a recepção do resultado das decisões

do Judiciário pela sociedade, abrindo espaços para argumentos esvaziados como “somente pobres são condenados”.45

Diante deste cenário, o sistema é posto em xeque em suas mais variadas instâncias. A legislação é exposta a constantes alterações, nem sempre eficientes, por exemplo, no caso do processo civil. Desde 1992 o Código de Processo Civil passa por reformas, e hoje, depois de um esforço sobre-humano e gasto de recursos públicos para otimizar os procedimentos desta esfera, foi sancionado o novo Código de Processo Civil que objetiva modernizar as relações processuais civis do país, pois o Código de 1973 é acusado de estar ultrapassado e de ter perdido sua identidade inicial, após tantas reformas consecutivas, contudo, o processo manteve sua matriz individualista, desprezando-se, mais uma vez, a matriz coletiva, pois seria instrumento de transformação institucional.

Tentativas de simplificação das estruturas judiciárias brasileiras são implementadas, por exemplo, a valorização dos Juizados Especiais, a Lei de Arbitragem ou a possibilidade de realização de inventário, partilha, separação consensual e divórcio por via administrativa (Lei 11.441/2007) com a finalidade de desafogar o Poder Judiciário, contudo, sempre dentro da perspectiva da matriz individual.                                                                                                                          

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Análises sociológicas sobre o assunto: CAMPILONGO, Celso Fernandes. Interpretação

do direito e movimentos sociais. São Paulo: Elsevier, 2012; Política, sistema jurídico e decisão judicial. São Paulo: Saraiva, 2011. FARIA, José Eduardo. Direito e Justiça no século XXI: a crise da Justiça brasileira. Disponível em: [http://www.ces.uc.pt/direitoXXI/comunic/JoseEduarFaria.pdf]. Acesso em: 20 set. 2013. VIANA FILHO, Flávio. A justiça na teoria dos sistemas autopoiéticos. São Paulo, Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2012.

Na maioria dos casos, é utilizado o postulado econômico da mínima intervenção do Estado em questões de cunho particular dos indivíduos. Ou seja, afasta-se a intervenção estatal ou, ao menos, ela é posta em um segundo plano, o que reflete na organização dos indivíduos para resolver problemas meramente patrimoniais ou questões simples de personalidade que não precisem de intervenção estatal (como no caso dos divórcios em que não haja interesse de incapaz).

Apesar de válidas as tentativas, em razão da matriz individual, os problemas não foram superados e carregam forte carga de relevância social em questões como efetivo acesso à Justiça, transparência de andamento processual e das decisões, celeridade na prestação jurisdicional, controle externo etc.

As questões são múltiplas e bastante impactantes. Neste capítulo, os núcleos são a aproximação entre os sistemas da common law e da civil law e a investigação sobre eventuais benefícios desse encurtamento para o sistema brasileiro.

O centro das discussões será a análise fundada em observações de Dreifuss, que podem levar ao entendimento de que essa aproximação intersistêmica configura uniformização, tendente a atuar como meio de facilitação para a própria unidade do capitalismo moderno com bases globais.

Para tanto, voltamos à formação de ambos os sistemas (civil law e common law), a fim de ter uma visão mais ampla sobre as razões de seus afastamentos históricos e o posterior processo de aproximação entre eles.

Pretensamente, tem-se utilizado o argumento de que a aproximação ou a utilização, pelo sistema brasileiro, de mecanismos norteadores da Common Law poderia conferir uniformidade de tratamento aos casos semelhantes, posto serem instrumentos que podem dar maior efetividade aos processos, ajudando, de modo salutar, a implementar o amplo e irrestrito direito fundamental de acesso à Justiça.

Como assevera Edilson Pereira Nobre Júnior,46 a utilização, no sistema brasileiro, das regras relativas à common law conduzirá a mudanças de paradigma em nossa noção de Estado, pois as funções estatais, a partir do uso de figuras importadas como os

precedentes judiciais, importantes no sistema anglo-americano, precisam

ser reavaliadas e adaptadas.