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4.2. Öğretmen Adaylarının Yazdıkları Hikâyelerde Kullanılan Temalar

4.2.2. Hikâyelerde Kullanılan Ana Temalar

Desde o seu aparecimento e consolidação como meio de comunicação de massa, a televisão sempre teve na imagem o seu diferencial em relação aos outros meios. O telejornalismo, porém, do modo como vem sendo feito até hoje – e com raríssimas exceções que só confirmam a regra – não sabe utilizar-se adequadamente do potencial informativo das imagens e dos sons, pois seu modelo de construção das notícias diárias ainda não conseguiu livrar-se do modo de fazer jornalismo típico de outras mídias, principalmente do rádio, do qual é herdeiro direto.

Para comprovar essa proximidade da TV com o rádio, basta recordarmos situações de nosso próprio cotidiano: em muitos casos a televisão é apenas ouvida pelas pessoas que, ocupadas com outras tarefas ou mesmo voltadas para outro meio de informação ou entretenimento, acompanham apenas o som da TV, sem grandes prejuízos para a total compreensão da mensagem veiculada.

Sempre que não dispõe de imagens para apresentar ao telespectador a televisão acaba fazendo rádio na tevê. Quando entra um repórter ao vivo de um determinado local com a foto dele em cima de um mapa de onde ele está falando, nada mais é do que rádio na TV.

Uma das coberturas de guerra mais faladas de todos os tempos, com reconhecimento internacional, foi a feita pela rede americana Cable News

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Network(CNN) sobre a primeira Guerra do Golfo. E o que ela menos mostrou foram imagens do conflito.

A única verdadeira imagem dessa guerra que a televisão nos mostrou foi a tela negra – supostamente os céus de Bagdá – e alguns minúsculos pontinhos luminosos representando os bombardeios distantes. Se recordarmos as representações aparatosas que usualmente o cinema faz da guerra, veremos que estamos aqui diante de um verdadeiro processo de corrosão do espetáculo bélico, uma operação de esvaziamento dos códigos televisuais, a ponto, muitas vezes, de reduzir toda a cobertura a uma voz sem imagem, a voz vacilante e monótona de Peter Arnett, transmitida de Bagdá via telefone. (MACHADO, 1997:264)

O telejornalismo não faz apenas rádio ilustrado, mas também aproxima-se, em muitas ocasiões, do jornal impresso e se rende à palavra escrita para apresentar informações que, se apenas oralizadas, dificilmente seriam absorvidas pelos telespectadores. Nas tevês pagas, e especialmente naquelas que se dedicam com exclusividade às notícias, como a já citada CNN a nível internacional, ou a Globo News no Brasil, a parte inferior da tela é constantemente preenchida por texto para ser lido, que pode ser complementar ou não as imagens mostradas. No dia 11 de setembro de 2001, por exemplo, quando a CNN mostrava as imagens do World Trade Center após os atentados terroristas, o telespectador atento já poderia ficar a par das repercussões da ação no resto do mundo, como a evacuação de embaixadas americanas e do Parlamento Europeu em Bruxelas, através da linha de texto que se movimentava na parte inferior da tela.

Mas nem é preciso apelar para as coberturas das redes pagas de televisão – que atingem um público mais restrito, elitizado e capaz, pelo menos em tese, de acompanhar facilmente a leitura do texto que aparece na tela. Com exceção da Rede Globo5, todas as outras redes abertas lançam mão de recursos parecidos. Nos telejornais é ela, a palavra escrita, a responsável pela identificação de jornalistas, entrevistados e locais, além de um suporte imprescindível nas reportagens que contêm grande quantidade de números, como comumente acontece nas matérias econômicas: enquanto o jornalista fala, lá estão os valores e os comparativos escritos na tela, com o intuito de reforçar a informação oral.

5 A Rede Globo fez uma única tentativa com linhas de texto informativas nas eleições de 2002. Nas noites

de 6 e 27 de outubro uma linha de texto informava os resultados parciais do primeiro e segundo turnos das eleições, sem interromper a programação normal. Com base em pesquisas internas, a direção geral e de jornalismo acharam a iniciativa pouco produtiva, pois além de confundir o telespectador tinha outro defeito considerado imperdoável: a linha de texto “sujava” a imagem. Na opinião dos executivos da emissora, a entrada ao vivo com boletins detalhados continuava a ser a atitude correta.

34 É evidente que nos últimos anos houve certa evolução em termos de produção de reportagens televisivas. Em função da heterogeneidade do público telespectador, percebeu-se que reportagens cheias de números, indicadores econômicos, dados estatísticos, eram pouco ou nada compreendidas. Adotou-se então o modelo do “personagem” 6 da reportagem. Uma determinada pesquisa apontando queda no

desemprego começa com alguém que passou vários meses desempregado e que finalmente conseguiu novamente uma colocação no mercado de trabalho.

Outra sobre o crescimento do mercado imobiliário é ilustrada por um casal de namorados que marcou a data do casamento, já que devido ao crédito farto no setor conseguiu comprar a casa própria. O modelo “personagem”, no entanto, já começa a dar sinais de esgotamento e começa a correr o risco de ficar tão banal quanto o da reportagem política citada no início do trabalho.

O pior de tudo é quando – por falta de uma produção adequada já antes do início da reportagem – o material apresentado no ar contradiz a própria notícia. Para agravar todo o quadro, o “personagem” da matéria desmente todo o conteúdo.

No dia 27 de junho de 2008 o Jornal Nacional apresentou uma reportagem totalmente contraditória7: o lead era a alta do preço da carne, principalmente da carne de segunda para o consumidor. Apesar de bem produzida, com apresentação de tabelas na tela para melhor informar o telespectador, o “personagem” escolhido para ilustrar o material não era um consumidor de carne de segunda. Para complicar, era um típico cidadão de classe média alta, que afirmava consumir bife diariamente (carne de primeira). As imagens mostravam o interior de uma casa de bom padrão com uma churrasqueira enorme. Para fechar e concordar com a produção do material o “personagem” dizia que agora, “só tem churrasco nessa churrasqueira se trouxerem a carne. O carvão, eu forneço”.