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Hikâyedeki Fonksiyonları Açısından Şahıs Kadrosu

1. BİRİNCİ BÖLÜM: HAYATI, EDEBÎ KİŞİLİĞİ VE ESERLERİ

2.3. Şiirlerinde Motifler

3.1.4. Şahıs Kadrosu

3.1.4.1. Hikâyedeki Fonksiyonları Açısından Şahıs Kadrosu

2.3.1. Metodologia de Intervenção Participativa (MIP)

Considerando-se a descaracterização cultural pelo enfraquecimento do artesanato de taquara e a exclusão da comunidade do processo de desenvolvimento turístico, procedeu-se à aplicação da Metodologia de Intervenção Participativa (MIP), tal como apregoada por Nunes (2001); ESALQ/USP (2006), FENACERCI (2006) e UNIFACS (2008). As reuniões entre a equipe técnica e a comunidade (Figura 3) ocorreram mediante convocação prévia pela distribuição de convites de porta em porta, dentro dos princípios do empoderamento comunitário e protagonismo social.

(a) (b)

Figura 3 – Reuniões de mobilização comunitária – Lavras Novas, Ouro Preto, Minas Gerais – (a) Com os artesãos; (b) Com os jovens.

Foram feitas as seguintes indagações, na MIP: qual (is) seria (m) o (s) método (s) indicado (s) para revitalizar o artesanato de taquara? Como viabilizar o replantio e recomposição da matéria-prima para a recuperação ecológica e paisagística dos sítios degradados? Ao mesmo tempo, como garantir a inserção dos atores sociais envolvidos, com efetivo retorno socioeconômico para os artesãos e a comunidade? A partir destas indagações, foi estabelecida uma linha de ação, o Projeto de Revitalização do Artesanato de Taquara.

Baseando-se no conceito de turismo participativo de Wunder (2000), estas reuniões, além de possibilitarem o acesso da comunidade aos processos decisórios para

a construção consensual do projeto, serviram de retroalimentação para ajustar as intenções iniciais às necessidades e anseios da comunidade. Portanto, metas inicialmente previstas puderam ser reelaboradas. Por exemplo, a idéia inicial da fundação da Associação dos Artesãos de Taquara teve de ser modificada para Associação dos Artesãos de Lavras Novas, devido ao interesse demonstrado por diversos segmentos.

2.3.2. Oficinas de artesanato de cestaria de taquara e esteira

Após o processo de mobilização inicial desencadeado pela MIP, discutiu-se com os artesãos a organização das oficinas de artesanato de taquara (confecção de balaios e de esteiras). Essas oficinas foram planejadas e ministradas pelos próprios artesãos a 17 jovens do distrito, com idades entre 12 e 19 anos, durante três meses, com início em 8 de julho de 2006 e término em 7 de outubro de 2006.

Seguindo orientação dos artesãos, a oficina de artesanato de cestaria foi oferecida às mulheres e homens mais jovens, entre 12 e 15 anos, e a oficina de esteira, aos homens mais velhos, entre 16 e 19 anos, por se tratar de trabalho que exige maior força física (Figura 4).

(a) (b)

Figura 4 – Oficinas de artesanato de taquara em Lavras Novas, Ouro Preto, Minas Gerais - a) Balaios; b) Esteiras.

O número de alunos por turma baseou-se na funcionalidade e viabilidade da aprendizagem, segundo recomendação dos artesãos que já ministraram oficinas de artesanato de taquara em outros momentos.

Como a demanda pelas inscrições nas oficinas foi muito grande, adotou-se como critério de seleção a ordem de inscrição. As aulas ocorreram aos finais de semana, com o apoio da equipe técnica, dentro dos princípios de respeito e valorização das potencialidades locais.

Os objetivos básicos abrangeram: conhecimento do método prático de entrela- çamento das fibras de taquara para a confecção de balaios e esteiras; compreensão das etapas de confecção; padronização e estruturação das peças; análise e aplicação do método em situações básicas; e reaproveitamento dos resíduos do processo de produção.

Os materiais utilizados para corte e manipulação da taquara foram: facas comuns, martelos, trenas e fitas métricas. As instruções foram dadas de maneira informal, sem o uso de apostilas.

Foram distribuídas bolsas de estudo, com o financiamento do Programa Monumenta (BID/UNESCO), por meio da ONG Rede de Gênero e Geração - ReGar – Ouro Preto, como forma de estímulo ao aprendizado dos alunos e de ajuda financeira às famílias.

Procedeu-se a uma avaliação qualitativa, baseada na verificação e julgamento dos materiais e dos métodos utilizados, para saber se estes atingiram os objetivos estabelecidos.

2.3.3. Oficina de plantio experimental de taquara

Esta oficina originou-se do grande interesse demonstrado pelos artesãos, durante as reuniões, em aprender técnicas de plantio, a fim de se evitar a extinção local da taquara.

Primeiramente, por meio da MIP, reforçou-se a necessidade de valorizar e proteger o entorno da localidade (onde se encontra a taquara nativa), enquanto cenário natural de importância ímpar para a continuidade do turismo local.

Os objetivos básicos abrangeram: aprendizagem do método prático de coleta da taquara; compreensão das etapas de preparação de colmos (padronização e estruturação) para a confecção de estacas; entendimento das etapas de preparação do solo e plantio; e análise e aplicação do método no replantio.

Dentre os tipos de propagação vegetativa, a divisão de touceiras, rizoma e parte do colmo e toletes de colmo parecem ser os mais indicados para a reprodução da taquara, tanto pela maior facilidade de obtenção das estacas, quanto pelo fato de seus rizomas

serem entouceirantes. Em Lavras Novas, porém, os dois últimos tipos são os mais viáveis, tanto pela possibilidade de obtenção de clones, quanto pela dificuldade de obtenção de sementes, produzidas apenas no final do ciclo de vida da planta. A divisão de touceiras, por sua vez, é a menos indicada, devido à relativa escassez de matrizes disponíveis para a obtenção das mudas a serem propagadas.

Considerando-se a troca de experiências entre a equipe técnica e os artesãos, os colmos foram selecionados e coletados segundo técnicas adotadas pela comunidade local. Assim, o material foi coletado em dias de lua minguante, pois as pessoas da comunidade alegam que nessas ocasiões há uma menor incidência de pragas e doenças que acometem a planta.

Os artesãos verificaram o ponto de coleta retirando uma pequena lasca da casca verde junto ao nó, a fim de se perceber a cor da polpa. Quando branca, a taquara está muito verde, e não deve ser colhida, pois está mais vulnerável a insetos e fungos, seu tempo de vida útil é menor e perde a cor mais facilmente. A casca amarela e polpa alaranjada evidenciam a passagem do ponto, pelas fibras duras e pouco flexíveis. A coloração levemente alaranjada e a casca pouco amarelada indicam o ponto ideal de coleta.

Os colmos foram coletados com foices, por meio de corte em bisel, rente ao nó. Foram divididos em estacas, dispostas em cinco tratamentos, no Delineamento em Blocos Casualizados, com quatro repetições constituídas de cinco estacas (Figura 5). Desse modo, foram usadas vinte estacas por tratamento, em cada área.

Figura 5 – Detalhe do Experimento com Taquaras – Lavras Novas, Ouro Preto, Minas Gerais.

As estacas foram plantadas sem adubação e em terreno localizado no próprio distrito (encosta de ocorrência natural da taquara, próxima a um curso d’água), em valas de 20 cm de largura por 20 cm de profundidade, separadas 0,5 m entre si, em duas áreas contíguas: 1) com sombreamento (sombrite 50%) e 2) sem sombreamento, nos meses de dezembro de 2006, e março de 2007, respectivamente. Os tratamentos foram: 1) rizoma e parte do colmo; 2) tolete de colmo com um entrenó, deitado; 3) tolete de colmo com um entrenó, em pé; 4) tolete de colmo com dois entrenós, deitado; e 5) tolete de colmo com dois entrenós, em pé.

As estacas foram manejadas pelos próprios moradores (irrigação diária e mondas), até a eventual emissão de raízes e conseqüente formação de mudas. Visitas técnicas periódicas permitiram verificar as condições gerais do solo e das estacas, bem como avaliar o índice de enraizamento, que é indicativo do (s) tratamento (s) mais adequado (s) para propagação posterior.

Procedeu-se a uma avaliação qualitativa, baseada na verificação e julgamento dos materiais e dos métodos utilizados, para saber se estes atingiram os objetivos estabelecidos. Da mesma forma, a partir do percentual de enraizamento foi elaborado um histograma com as médias de enraizamento das estacas nas áreas 1 e 2.