3. HEGEMONİK ERKEKLİK Hegemonya Nedir?
3.1. Pierre Bourdieu’nun ve Connell’in Hegemonik Erkekliğe Bakışı
3.1.1. Hegemonik Erkeklik Nasıl İşler?
A. IMPLEMENTAÇÃO FONÉTICA DA DURAÇÃO NO NÚCLEO
Os valores de duração do núcleo dos sintagmas entonacionais não finais ascendentes na leitura de apresentadores do sexo masculino podem ser vistos nos Quadros 29 e 30 (anexo).
No apresentador chileno, há um aumento de duração vocálica em todos os dados na passagem da vogal pretônica para a tônica, com média de 102%. Já na passagem da tônica para a pós-tônica, todos os dados apresentam o mesmo comportamento, mas em sentido oposto: observa-se, sempre, uma diminuição, com média de 29%.
Nos sintagmas do apresentador espanhol, identificamos que a tendência é que a vogal tônica dure mais do que a pré-tônica, fato observado em 16 dos 20 dados, com uma média de 90%. Os valores são muito variados, mas é comum que sejam bastante altos. A diminuição, além de pouco frequente, alcança um valor muito baixo: a média é de 10%, sendo os valores - 1%, - 11%, - 24% e - 12%.
Todos os quatro sintagmas que apresentam um valor de diminuição de duração correspondem, no enunciado como um todo, ao sintagma imediatamente anterior ao sintagma entonacional final, o que deve ter motivado tal diminuição. Apenas em EHL3b e em EHL6, que também são sintagmas imediatamente anteriores ao sintagma entonacional final, não percebemos essa situação; porém, o valor de aumento nesses dados é bem inferior ao que se observa nos demais contextos (o aumento é de apenas 22% em EHL3b e de 8% em EHL6, quando a média geral é de 90%).
Quanto à passagem da tônica para a pós-tônica, não podemos falar de tendências: são 7 casos de aumento (média de 38%) e 7 casos de diminuição (média de 26%). É importante ressaltar que, considerando os casos de aumento, a tônica aumenta muito em relação à pretônica (média de 90%); já a pós-tônica aumenta pouco em relação à tônica (média de 38%).
B. IMPLEMENTAÇÃO FONÉTICA DA F0 NO NÚCLEO
Podemos observar que os núcleos de sintagma entonacional não final ascendente na leitura dos apresentadores do sexo masculino quanto ao valor de F0 tendem a apresentar um aumento: este comportamento se dá na vogal tônica e na vogal pós-tônica de todos os dados do apresentador chileno, sem exceção. No apresentador espanhol, a tendência é a mesma na vogal pós-tônica; quanto à vogal tônica, há aumento em metade dos dados e diminuição na outra metade - a média geral de variação indica um valor negativo (-1%). Ditos valores se encontram nos Quadros 31 e 32 (anexo).
No apresentador chileno, como dito, é unânime o aumento da F0 na vogal tônica e na pós-tônica; os valores não apresentam grande variedade. A tônica apresenta um aumento de 20% em média, variando de 14% a 29%. A pós-tônica apresenta um aumento um pouco menor, com média de 9%, variando de 7% a 13%.
No apresentador espanhol, observamos o mesmo comportamento na pós-tônica: um aumento de F0, com média de 19%. Sobre a tônica, observa-se o mesmo número de casos de aumentos e de diminuições: 10 para cada um. No entanto, seja para mais ou para menos, a variação é pequena: nos casos de aumento, a média é de 8%, variando entre 1% e 22%; nos casos de diminuição, a média é de 11%, variando entre 2% e 31%. A média geral de variação é de - 1%.
Sobre o comportamento da F0, encontramos grande uniformidade neste tipo de sintagma. No apresentador chileno (Figura 5, pág. 95), há uma subida na tônica que continua na pós-tônica, a qual sobe um pouco mais e depois desce. No apresentador espanhol, a pós-tônica sempre aumenta, com movimento ascendente (há apenas um caso de movimento descendente). A tônica, como visto anteriormente, varia mais seu movimento: dos 20 sintagmas produzidos, 10 apresentam um aumento, em que predomina um movimento final ascendente (Figura 8, pág. 97), e 10 apresentam uma diminuição, em que predomina um movimento final descendente (Figura 14, pág. 100).
C. ATRIBUIÇÃO TONAL NO NÚCLEO
Para os núcleos com que contamos dos sintagmas entonacionais não finais ascendentes referentes ao apresentador chileno, propomos o padrão L+H* HL%, sem exceção. Este padrão indica uma pretônica baixa com aumento na tônica, aumento que se estende até a pós-tônica, onde passa a descer (como exemplo, Figura 5, pág. 95).
Para o apresentador espanhol, propomos três padrões: (a) H+L* H% (para 7 dados), com pretônica alta e tônica baixa, mas com movimento final ascendente (exemplo, Figura 9, pág. 98), (b) L+H* H% (para 7 dados), com pretônica baixa e tônica e pós-tônica com movimento ascendente (exemplo, Figura 8, pág. 97) e (c) L* H% (para 6 dados), com pretônica e tônica baixas, mas com movimento final ascendente (exemplo, Figura 7, pág. 97); o que caracteriza o tipo de sintagma é o movimento ascendente no final.
Nossos padrões diferem do proposto por Ortiz, Fuentes e Astruc (2010) para o Chile, L+H* L%, e do proposto por Estebas Vilaplana e Prieto (2010) para a Espanha, L* L%. Parece-nos que essa diferença se deve à posição do sintagma entonacional no enunciado como um todo: ele indica uma pausa não imposta por um sinal ortográfico; o movimento final ascendente-descendente no apresentador chileno e o ascendente no apresentador espanhol indicam que haverá uma continuidade de fala.
4.2.2.2. Os pré-núcleos de sintagmas entonacionais não finais ascendentes na leitura de apresentadores do sexo masculino
A. IMPLEMENTAÇÃO FONÉTICA DA DURAÇÃO NO PRÉ-NÚCLEO
Sobre a duração vocálica dos sintagmas entonacionais não finais ascendentes na leitura de notícias de homens, parece que não há uma tendência a ser observada nos pré- núcleos. Consideramos os Quadros 33 e 34 (anexo) para entender o porquê.
O apresentador chileno apresenta, na passagem da vogal pretônica para a tônica dos sintagmas entonacionais não finais ascendentes, dois casos de diminuição, um de aumento e um de ausência de variação; a variação média é de - 14%. Na passagem da tônica para a pós-tônica, são dois aumentos e duas diminuições, ainda que os valores de aumento alcancem uma média maior (76%) do que os de diminuição (11%); a média geral de variação é de + 33%. Como contamos com poucos dados, não podemos falar de tendências; porém, considerando os dados com que contamos, identificamos uma não caracterização quanto à duração.
Tampouco encontramos uma tendência de aumento ou diminuição da duração vocálica nos sintagmas entonacionais não finais ascendentes do apresentador espanhol. Na passagem para a tônica, identifica-se preferência pelo aumento (8 de 12 dados), mas com grande diferença nos valores: a média de aumento é de 127% e a de diminuição é de 25%; a variação média é de + 76%. Na passagem para a pós-tônica, são dez aumentos, sete diminuições e um caso de ausência de variação; a variação média é de - 0,2%.
Em síntese, considerando os dados aqui analisados, podemos afirmar que a duração não apresenta sistematicidade quanto ao aumento/redução das tônicas em
relação às pretônicas no pré-núcleo dos sintagmas entonacionais não finais ascendentes na leitura de notícias de apresentadores chilenos e espanhóis.
B. IMPLEMENTAÇÃO FONÉTICA DA F0 NO PRÉ-NÚCLEO
Os pré-núcleos de sintagma entonacional não final ascendente de leitura de notícias de apresentadores do sexo masculino, quanto ao valor da F0, no Chile, começam com o valor médio de 152 Hz, variando de 101 Hz a 186 Hz (são 4 dados). Na Espanha, contamos com vinte sintagmas; a média da F0 inicial é de 151 Hz, variando de 123 Hz a 191 Hz. Não podemos fazer nenhuma afirmação genérica opondo as variedades, uma vez que contamos com apenas quatro sintagmas chilenos; além de as médias estarem bastante próximas, com uma diferença média de apenas 1 Hz, o valor máximo também se encontra muito próximo. Apenas o valor mínimo se encontra um pouco mais distante, mas é apenas um caso de F0 inicial mais baixa nos dados chilenos.
Os Quadros 35 e 36 (anexo) apresentam os valores, em Hertz, da F0 média da primeira vogal do pré-núcleo e da F0 média da vogal do primeiro acento tonal, com os respectivos percentuais de aumento ou diminuição. Sobre o percentual de variação do valor médio de F0 na passagem da primeira vogal para a vogal do primeiro acento tonal, percebe-se sempre um aumento da F0 nos sintagmas chilenos, com média de 41%. Nos sintagmas espanhóis, a tendência também é o aumento, observado em 12 de 13 dados (aumento médio de 22%). O único caso de diminuição nos dados espanhóis é EHL6, em que ocorre uma diminuição de apenas 1%; esta diminuição pode estar relacionada ao alongamento excessivo da vogal tônica, que aumentou 354% sua duração em relação à vogal anterior. Ainda que em ambos os apresentadores a tendência seja um aumento de F0 na passagem da 1ª vogal para a vogal do 1º acento tonal, percebe-se que tal aumento
se faz sentir mais no jornalista chileno.
Os Quadros 37 e 38 (anexo) apresentam os valores de F0 dos dois apresentadores nas vogais do pré-núcleo. Quanto à implementação fonética da F0, observa-se que ambas as variedades apresentam um aumento na vogal tônica (nos quatro sintagmas chilenos e em 10 dos 11 sintagmas espanhóis que possuem pré-núcleo e que não começam pela vogal tônica – há um caso em que a primeira vogal é surda). No apresentador chileno, o aumento é de 34%, e todos apresentam um movimento
ascendente até a pós-tônica, na qual a curva sobe mais um pouco e, em seguida, desce, localizando-se aí o pico.
No apresentador espanhol, a vogal tônica tende a aumentar a F0, com uma média de 22% em 10 de 12 dados. Na curva, ela pode ser ascendente (7 dados), ascendente- descendente (5 dados) ou descendente (6 dados). Na pós-tônica, não se identifica um comportamento padrão: a F0 aumenta em 9 dados e diminui em outros 9. Na curva, há grande diversidade: 6 casos de movimento ascendente e, posteriormente, descendente, 3 casos de movimento apenas ascendente e 9 casos de movimento apenas descendente; é importante mencionar que o pico se localiza na pós-tônica nos 9 dados dos dois primeiros comportamentos, ou seja, o pico só se localiza na tônica quando o movimento da pós-tônica é totalmente descendente..
O comportamento da F0 nos sintagmas entonacionais não finais ascendentes chilenos pode ser observado na Figura 5 (pág. 95). Para o comportamento nos sintagmas espanhóis, consideremos as Figuras 7 para o pico na pós-tônica (pág. 97) e 11 para o pico na tônica (pág. 99).
C. ATRIBUIÇÃO TONAL NO PRÉ-NÚCLEO
Para o Chile, propomos o padrão L+>H* para o pré-núcleo dos sintagmas entonacionais não finais ascendentes na leitura de homens, tal como propuseram Ortiz, Fuentes e Astruc (2010). Este padrão indica que a tônica apresenta um movimento ascendente de F0, cujo pico se localiza na pós-tônica (fig. 2 – pág. 92).
Para a Espanha, propomos três padrões, sendo o padrão predominante o mesmo proposto para a leitura chilena: L+>H* (11 dados – fig. 8, pág. 97), L+H* (6 dados – fig. 11, pág. 99) e H+L* (1 dado – fig. 13, pág. 99); a diferença entre o padrão predominante e L+H* é que este indica que o pico se localiza na própria tônica, e não na pós-tônica, e H+L* indica que a tônica apresenta um movimento descendente em seu início. A proposta de Estebas Vilaplana e Prieto (2010) é L+>H*; apesar de não ser nossa única proposta, é a predominante.
4.2.2.3. Síntese da análise dos dados da leitura de apresentadores do sexo masculino (sintagmas entonacionais não finais ascendentes)
Após a análise prévia, identificamos algumas tendências dos sintagmas entonacionais não finais ascendentes na leitura de notícia de apresentadores do sexo masculino:
Como o apresentador espanhol realiza mais pausas, seus sintagmas tendem a ser
mais breves do que os do apresentador chileno (três deles duram menos de um segundo); os enunciados espanhóis duram, em média, 2477 ms e os chilenos, 6891 ms. Consequentemente, observa-se, no apresentador espanhol, um menor número de sílabas (18 sílabas no apresentador espanhol e 51 no chileno). Porém, o apresentador chileno apresenta um número pouco maior de sílabas por segundo (7,5 S/S, contra 7,2 S/S do apresentador espanhol).
Sobre a duração no núcleo, percebemos, na tônica, uma tendência ao aumento:
em 100% dos dados chilenos (aumento médio de 102%) e em 80% dos dados espanhóis (aumento médio de 90%). Nas pós-tônicas, todos os dados chilenos diminuem (média de 29%). Nos dados espanhóis, não há uma caracterização: metade dos dados aumenta (média de 38%) e a outra metade diminui (média de 26%).
No núcleo, com relação à F0, há um aumento de 20% na tônica chilena, com movimento ascendente; na pós-tônica, onde se localiza o pico, o aumento é de 9%, com movimento ascendente e, em seguida, descendente. Sua atribuição tonal é L+H* HL%. Nos dados espanhóis, a tônica pode aumentar (em 50% dos dados, com valor de 8%) ou diminuir (em 50% dos dados, com valor de 11%); a média geral de variação é de - 1%. O movimento da F0 pode ser ascendente (50%) ou descendente (50%). A pós-tônica aumenta em todos os dados, com movimento ascendente em 93% (há apenas uma exceção). Há três propostas de atribuição tonal: H+L* H% (35%), L+H* H% (35%) e L* H% (30%).
Não há uma tendência para a duração no pré-núcleo. Nos sintagmas chilenos, há
dois casos de diminuição, um de aumento e um sem variação; a pós-tônica aumenta em dois dados e diminui em dois. Nos sintagmas espanhóis, a tônica
aumenta em 8 dados e diminui em 4; a pós-tônica aumenta em 10, diminui em 7 e não se altera em 1 deles.
No pré-núcleo, a média de F0 da primeira vogal é de 152 Hz no apresentador chileno e de 151 Hz no apresentador espanhol. Em ambos os casos, há um aumento para a vogal do primeiro acento tonal, de 41% para o apresentador do Chile e de 22% para o da Espanha (este apresenta um único caso de diminuição, de apenas 1%, correspondente a 8% do total). Sobre a implementação fonética da F0, identificamos um aumento na vogal tônica do apresentador chileno em 100% dos dados (34%) e na do apresentador espanhol em 92% (22%), com movimento ascendente no primeiro deles e ascendente (39%), ascendente- descendente (28%) ou descendente (33%) no segundo. No Chile, o movimento ascendente da tônica se estende à pós-tônica, onde se localiza o pico, com movimento descendente em seguida; a atribuição tonal é L+>H* para todos os dados. Já na Espanha, observam-se 4 comportamentos diversos: (a) o mesmo do Chile (em 33%), (b) um movimento apenas ascendente (em 17%) e (c) um movimento descendente (em 50%). A atribuição tonal é L+>H* para os dois primeiros comportamentos (50%); para os casos de movimento descendente na pós-tônica, L+H* (44%) e H+L* (6%).
4.2.3. Sintagmas entonacionais não finais descendentes na leitura de apresentadores do sexo masculino
Os números de dados de sintagmas entonacionais não finais descendentes na leitura de notícias de apresentadores do sexo masculino, ao considerarmos a origem geográfica, são bastante divergentes: ao passo que contamos com apenas dois sintagmas deste tipo no apresentador chileno, contamos com nove no apresentador espanhol, encontrando-se sintagmas deste tipo em todos os seis enunciados de leitura do apresentador da Espanha. Isto parece indicar que o estilo de leitura do apresentador espanhol apresenta mais pausas, dividindo mais a notícia em segmentos entonacionais. A multiplicação de acentos tonais poderia ser atribuída ou estar correlacionada à duração dos enunciados totais nos dados do apresentador da Espanha, que são mais longos do que os das notícias do apresentador do Chile. Sendo assim, nossas análises sobre a entoação do apresentador chileno, neste aspecto, se encontram bastante limitadas.
Apresentam-se, no Quadro 7, os sintagmas entonacionais em questão do apresentador chileno e do apresentador espanhol, além das pausas iniciais e finais que os delimitam, iguais ou superiores a 100 milissegundos.
Número da notícia
Sintagmas chilenos Sintagmas espanhóis
1 “Con un delincuente muerto y doce detenidos culminó un operativo antinarcóticos de investigaciones en la capital (378 ms)”
“(356 ms) que estudia además el envío de observadores a la zona (429 ms)”
“(429 ms) allí la violencia (64 ms) no cesa
(299 ms)”
2 X “(353 ms) en el acuerdo firmado entre eslavos
y albaneses (310 ms)”
3 X “En Colombia la INTERPOL sigue la pista a
doscientos terroristas extranjeros que podrían entrenar a los guerrilleros colombianos (375
ms)”
“(163 ms) de Colombia (438 ms)”
4 X “(384 ms) y el Viceconsejero Vasco de
Interior (351 ms)” 5 “Seguimos con noticias del mundo crece
la preocupación de la comunidad internacional tras el arresto de veinticuatro trabajadores humanitarios en
Afganistán (330 ms)”
“De nuevo las avalanchas de inmigrantes que llegan en pateras a las costas españolas (39 ms) son noticia (327 ms)”
“(296 ms) por la Guardia Civil (356 ms)”
6 X “Una mina sin ninguna garantía de seguridad
para sus trabajadores (30 ms) ha vuelto a convertirse en una trampa mortal (402 ms)” TOTAL DE
DADOS
2 9
Quadro 7. Lista dos sintagmas entonacionais não finais descendentes na leitura de notícias por homens. A duração das pausas em ms, anotada entre parênteses, delimita a fronteira dos sintagmas quando superior a 100 ms (em negrito) e não delimita fronteira quando inferior a 100 ms (sem negrito). A letra maiúscula inicial indica que o sintagma entonacional está no início da notícia e, portanto, é precedido por
um silêncio.
O Quadro 8 nos mostra a duração, o número de sílabas e a velocidade de fala de cada um dos sintagmas apresentados anteriormente.
Sintagmas Código de referência Duração total (sem pausa inicial ou final) Número de sílabas Velocidade de fala (sílabas por
segundo)
“Con un delincuente muerto y doce detenidos culminó un operativo antinarcóticos de investigaciones en la capital (378 ms)”
CHL1 5222 ms 42 sílabas
8,0 S/S
“Seguimos con noticias del mundo crece la preocupación de la comunidad internacional tras el arresto de veinticuatro trabajadores humanitarios en Afganistán (330 ms)”
CHL5 6763 ms 54 sílabas
“(356 ms) que estudia además el envío de observadores a la zona (429 ms)”
“(429 ms) allí la violencia (64 ms) no cesa (299 ms) EHL1a EHL1b 2416 ms 870 ms 19 sílabas 6 sílabas 7,9 S/S 6,7 S/S “(353 ms) en el acuerdo firmado entre eslavos y
albaneses (310 ms)”
EHL2 1899 ms 15 sílabas
7,9 S/S “En Colombia la INTERPOL sigue la pista a
doscientos terroristas extranjeros que podrían entrenar a los guerrilleros colombianos (375 ms) “(163 ms) de Colombia (438 ms) EHL3a EHL3b 5751 ms 535 ms 40 sílabas 4 sílabas 7,0 S/S 7,5 S/S “(384 ms) y el Viceconsejero Vasco de Interior
(351 ms)” EHL4 1696 ms sílabas 12
7,1 S/S “De nuevo las avalanchas de inmigrantes que
llegan en pateras a las costas españolas (39 ms) son noticia (327 ms)”
“(296 ms) por la Guardia Civil (356 ms)”
EHL5a EHL5b 3576 ms 780 ms 28 sílabas 6 sílabas 7,8 S/S 7,7 S/S “Una mina sin ninguna garantía de seguridad para
sus trabajadores (30 ms) ha vuelto a convertirse en una trampa mortal (402 ms)”
EHL6 3064 ms 25 sílabas
8,2 S/S
Quadro 8. Duração total, número de sílabas e velocidade da fala dos sintagmas entonacionais não finais descendentes na leitura de homens – em negrito, as sílabas do pré-núcleo e do núcleo (em
EHL3b, não há pré-núcleo)
Por haver menos pausas na leitura do apresentador chileno, seus sintagmas apresentam uma extensão bastante maior do que os sintagmas espanhóis: destes últimos, apenas um (EHL3a) dura mais do que os sintagmas chilenos, além de alguns sintagmas serem bastante curtos, como EHL1b, EHL3b e EHL5b, que duram menos de 1000 milissegundos (ou menos de um segundo). O desvio padrão é de 1089,652 nos dados chilenos (duração média de 5993 ms) e de 1663,184 nos dados espanhóis (duração média de 2287 ms).
A menor quantidade de pausas na leitura do apresentador chileno também faz com que haja mais sílabas em seus sintagmas; nossos dados contam com 42 e 54 sílabas (média de 48 sílabas – desvio padrão 8,485). Nos nove sintagmas espanhóis, não há nenhum dado com mais sílabas; o de maior número apresenta 40, sendo que há três sintagmas que contam com menos de 10 sílabas (a média é de 17 sílabas – desvio padrão 12,029).
Quanto à velocidade de fala, o apresentador chileno realiza uma leitura mais rápida: em ambos os sintagmas, a média é de 8,0 sílabas por segundo (desvio padrão 0). O apresentador espanhol apresenta uma média de 7,5 sílabas por segundo, só ultrapassando o apresentador chileno em um sintagma (EHL6); o desvio padrão é de 0,497.
Tais características geram um efeito diferente na leitura das duas variedades. Com esta diferença dialetal, percebemos a leitura do apresentador espanhol como mais dinâmica, por apresentar mais movimentos melódicos.
4.2.3.1. Os núcleos de sintagmas entonacionais não finais descendentes na leitura de apresentadores do sexo masculino
A. IMPLEMENTAÇÃO FONÉTICA DA DURAÇÃO NO NÚCLEO
Podemos observar que os núcleos de sintagmas entonacionais não finais descendentes na leitura de homens (do apresentador chileno e do apresentador espanhol), cujos valores se encontram nos Quadros 39 e 40 (anexo), tendem a apresentar um aumento de duração vocálica tanto na passagem da vogal pretônica para a tônica quanto da tônica para a pós-tônica. Na passagem da pretônica para a tônica, ocorre um aumento médio de 85% em todos os sintagmas chilenos frente a sete casos de aumento e dois de diminuição no apresentador espanhol (aumento médio de 165%).
Não há ocorrências, no apresentador chileno, de vogais pós-tônicas (nos dois casos, encontram-se palavras oxítonas); no apresentador espanhol, na passagem da tônica para a pós-tônica, mais uma vez, predominam os casos de aumento da duração vocálica, ainda que por pouco: são quatro casos de aumento (aumento médio de 15%) contra dois de diminuição (diminuição média de 39%). Porém, a média geral de variação tem um valor negativo: - 19%.
Identificamos, nos sintagmas do apresentador espanhol, três comportamentos diversos: (a) sempre um aumento, tanto na passagem para a tônica quanto para a pós- tônica, (b) diminuição na passagem para a tônica e aumento na passagem para a pós- tônica e (c) aumento na passagem para a tônica e diminuição na passagem para a pós- tônica.
A situação (a) é a mais comum, observada em cinco dos nove sintagmas. Nos casos em que a duração da vogal tônica é menor do que a vogal pretônica (EHL1b e EHL6), parece que há uma relação a um foco na palavra anterior; em EHL1b, ocorrem uma pequena pausa e uma negação antes do núcleo e, em EHL6, a palavra do núcleo é um adjetivo, que vem qualificando um substantivo. Quanto à situação (c), observada
em EHL2 e em EHL3a, é possível que a diminuição da duração vocálica na sílaba pós- tônica se deva à consoante /s/ que se encontra travando as sílabas (respectivamente, as
palavras são “albaneses” e “colombianos”); isto não se dá em nenhum outro caso e, em EHL2 (“albaneses”), a vogal em questão se encontra entre a consoante /s/, tanto antes
quanto depois.
Ainda sobre o apresentador espanhol, nos casos em que há aumento de duração vocálica, percebemos que a vogal tônica costuma aumentar bastante em relação à pretônica (aumento médio de 165%) e a pós-tônica costuma aumentar pouco em relação à tônica (aumento médio de 15%).
B. IMPLEMENTAÇÃO FONÉTICA DA F0 NO NÚCLEO
Observamos que os núcleos de sintagma entonacional não final descendente na leitura de homens (do apresentador chileno e do apresentador espanhol) apresentam, com pequenas exceções, um aumento no valor da F0 da vogal tônica, seguido por um movimento descendente que se estende pela sílaba pós-tônica. Os valores dos respectivos dados de F0 podem ser vistos nos Quadros 41 e 42 (anexo).
No apresentador chileno, a vogal tônica tem um aumento médio de F0 de 71% em relação à vogal anterior. Ainda que não haja sílabas pós-tônicas, por se tratar de palavras oxítonas, observa-se que a F0 começa alta na tônica, com pico antecipado, e segue em queda.
No apresentador espanhol, dos nove núcleos, quatro contam com uma sílaba pretônica ensurdecida, ou seja, há um salto muito grande de F0 na sílaba tônica. Em quatro núcleos, o aumento da F0 na passagem da vogal pretônica para a tônica é, em