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2.2. Toplumsal Cinsiyet ve İktidar

2.2.1. Connell’in Toplumsal Cinsiyet ve İktidar Temellendirmesi

A. IMPLEMENTAÇÃO FONÉTICA DA DURAÇÃO NO PRÉ-NÚCLEO

Sobre os pré-núcleos dos sintagmas entonacionais finais de leitura de apresentadores do sexo masculino, percebemos uma clara tendência a um aumento da duração vocálica na passagem da pretônica para a tônica. Já na passagem desta para a pós-tônica, as tendências são opostas. Os Quadros 23 e 24 (anexo) trazem os valores de duração vocálica do pré-núcleo dos sintagmas entonacionais finais na leitura dos apresentadores masculinos.

O aumento da pretônica para a tônica foi observado em 5 dos 6 sintagmas chilenos, com aumento médio de 39%, e em 4 dos 5 sintagmas espanhóis, com aumento médio de 60%. É interessante observar que, no único sintagma espanhol em que não houve aumento de duração, foi observada uma não alteração do valor, ou seja, a duração vocálica foi a mesma tanto na pretônica quanto na tônica. O valor médio de variação é de + 28% no Chile. A vogal tônica apresenta, em média, um aumento de duração vocálica menor no Chile (39%) do que na Espanha (60%).

Na passagem da tônica para a pós-tônica, a tendência observada nas duas variedades, ainda que não tão predominante, é oposta: no Chile, há um predomínio da diminuição da duração vocálica, observada em 4 dos 6 sintagmas, com valor médio de 33%. Na Espanha, ao contrário, observa-se um predomínio do aumento da duração vocálica, fato percebido em 3 dos 5 casos, com média de 88%. O valor médio de variação é de – 6% no Chile e de + 34% na Espanha. Nos casos em que passa a durar mais, o valor médio de aumento é de 48% no Chile e de 88% na Espanha. Quando passa a durar menos, o valor médio de diminuição é de 33% no Chile e de 46% na Espanha.

B. IMPLEMENTAÇÃO FONÉTICA DA F0 NO PRÉ-NÚCLEO

Não observamos uma diferença significativa quanto ao valor inicial da F0 no pré-núcleo dos sintagmas entonacionais finais de leitura nas variedades aqui estudadas.

No Chile, ela começa, em média, em 145 Hz, variando de 110 Hz a 177 Hz; na Espanha, ela começa, em média, em 139 Hz, variando de 125 Hz a 176 Hz.

A tendência nas duas variedades é que haja um aumento de F0 na passagem da vogal da 1ª sílaba para a vogal do 1º acento tonal; isto se observa em 5 de 6 dados no Chile e também em 5 de 6 dados na Espanha. No Chile, o aumento médio é de 27%, com variação média de + 21%; na Espanha, o aumento médio é de 32%.

O único caso de diminuição no Chile alcança o pequeno valor de 11%, e pode ser justificado por estar muito próximo do núcleo, no qual a tendência é uma queda brusca de F0. O único caso de exceção na Espanha ocorre em um sintagma sem pré- núcleo, cujo único acento tonal corresponde ao núcleo; é uma tendência neste tipo de sintagma que o núcleo se encontre ensurdecido. Os dados aqui comentados podem ser verificados nos Quadros 25 e 26 (anexo).

Os Quadros 27 e 28 (anexo) apresentam os valores de F0 dos referidos dados nas sílabas pretônicas, tônicas e pós-tônicas. Identificamos, em ambas as variedades, um aumento de F0 na vogal tônica: tal comportamento se observa em 5 dos 6 sintagmas chilenos – com média de 32% – e nos 5 sintagmas espanhóis – com média de 32%, sendo que, em 1 dos dados, a pretônica é surda. O único caso de diminuição no Chile alcança o pequeno valor de 9%; como mencionado antes, este fato pode ser justificado por estar muito próximo do núcleo, onde a tendência é uma queda brusca de F0. Assim, podemos afirmar que a F0 do pré-núcleo dos sintagmas entonacionais finais na leitura de notícias de apresentadores do sexo masculino apresenta um aumento no valor da vogal tônica, ainda que a curva varie: no Chile, metade dos sintagmas apresenta um movimento ascendente e a outra metade, um movimento descendente. Na Espanha, o comportamento é muito parecido: em 2 de 5 sintagmas, o comportamento é ascendente; nos outros 3, é descendente.

Na vogal pós-tônica, observa-se o predomínio de um movimento descendente nos dados chilenos, em 4 de 6 sintagmas; nos outros dois casos, há um movimento ascendente com o pico, seguido por um movimento descendente. Nos dados espanhóis, em 2 sintagmas, há um movimento ascendente com o pico, seguido por um movimento descendente; em 1 sintagma, o movimento ascendente com o pico se estende até o fim; nos outros 2 sintagmas, há um movimento descendente.

O valor médio de F0 na vogal pós-tônica chilena tende a diminuir (em 4 de 6 dados, com média de 17%). Nos dados espanhóis, aumenta em mais dados (em 3 de 5 dados), mas a média geral de variação é de -6%.

Com base no comentário anterior, percebemos que o pico tende a se localizar na tônica chilena (4 de 6 dados) e na pós-tônica espanhola (3 de 5 dados). As Figuras 18 (exemplo chileno, a seguir) e 19 (exemplo espanhol, a seguir) mostram o pico na tônica; as Figuras 6 (exemplo chileno – pág. 96) e 15 (exemplo espanhol – pág. 101) mostram o pico na pós-tônica.

0 a cu sa dos de pre di car el Cris tia nis mo 0

L+H* H+L* L%

acusados de predicar el Cristianismo 40 300 100 200 P it c h ( H z ) Time (s) 7.113 8.859 8.85875392 CHL5

Figura 18. Exemplo chileno de pré-núcleo de sintagma entonacional final em que o pico se localiza na tônica

0 la ma yor par te 0 en las cos tas de Cá diz 0

L+H* L* L%

la mayor parte (...) en las costas de Cádiz 70 300 100 150 200 250 P it ch ( H z) Time (s) 9.664 11.46 11.4593951 EHL5

Figura 19. Exemplo espanhol de pré-núcleo de sintagma entonacional final em que o pico se localiza na tônica

Comprovamos que a tendência da F0 no pré-núcleo de sintagma entonacional final de leitura de notícia de homens é apresentar um valor inicial não tão distante nas variedades chilena (145 Hz) e espanhola (139 Hz), aumentando essa média nas tônicas; nas pós-tônicas, há uma diminuição na variedade chilena; na variedade espanhola, há mais dados de aumento, mas predomina um valor de diminuição.

C. ATRIBUIÇÃO TONAL NO PRÉ-NÚCLEO

Como visto no item anterior, a tendência nos sintagmas entonacionais finais de leitura de notícias de apresentadores do sexo masculino, sejam do Chile ou da Espanha, no pré-núcleo, é aumentar na tônica; o pico poderá se localizar tanto nessa sílaba quanto na pós-tônica. Assim, propomos, basicamente, dois padrões para os sintagmas de ambos os apresentadores: L+H* e L+>H*, em proporções opostas.

Para o apresentador chileno, no pré-núcleo, o padrão proposto predominante é L+H* (3 dados de 6), ao lado de L+>H* (2 dados de 6). Propomos um terceiro padrão, correspondente a apenas um dado (CHL6), em que o valor de F0 da tônica se encontra

muito próximo ao da pretônica, ou seja, já é baixo; neste caso, o padrão é L*, mas se trata de uma exceção. Ortiz, Fuentes e Astruc (2010) haviam proposto o padrão L+>H* para o Chile; apesar de não ser o predominante, também o encontramos em nossos dados. A única diferença entre L+H* e L+>H* é a localização do pico, na tônica no 1º caso e na pós-tônica no 2º caso. Como exemplos, temos a Figura 18 (pág. 110) para o padrão L+H* e a Figura 6 (pág. 96) para o padrão L+>H*.

Para o apresentador espanhol, no pré-núcleo, propomos o padrão L+>H* como predominante (3 dados de 5) e também L+H* (2 dados de 5). O padrão proposto para a Espanha por Estebas Vilaplana e Prieto (2010) é L+>H*; como já explicado, a única diferença é a localização do pico, que, neste caso, está na pós-tônica, não na tônica. A Figura 15 (pág. 101) exemplifica o padrão L+>H*, o predominante. O padrão L+H* pode ser visto na Figura 19 (pág. 111).

4.2.1.3. Síntese da análise dos dados da leitura de apresentadores do sexo