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3.3. BAGAJ VE YÜKÜN ZARARA UĞRAMASI HALİNDE

3.3.4. Hava Aracıyla Yapılan Taşıma Sırasında Bir Zararın

Até a Revolução Industrial, os recursos eram abundantes e a natureza ainda conseguia se regenerar das agressões causadas pelas indústrias (ALBERGARIA, 2014). O Brasil passou pelo processo de industrialização a partir do século XX, ainda que as origens do processo de industrialização se remontem ao século XVIII na Inglaterra. As indústrias que vieram não geraram o número de empregos necessário para absorver a mão de obra cada vez mais numerosa que vinha do campo para as cidades. Isso fez com que ocorresse um processo de metropolização acelerado, o que provocou sérios problemas ligados à qualidade das águas, tanto nas demandas do recurso como na poluição das massas existentes (CAMPOS, 2003).

A fase da Revolução Industrial Brasileira, entre 1930 e 1956, viveu com Getúlio Vargas uma mudança decisiva no plano da política interna, afastando do poder do Estado oligarquias tradicionais, que representavam os interesses agrário-comerciais. Vargas investiu forte na criação da infraestrutura industrial: implantou a indústria de base e aumentou a geração de energia (AZEVEDO, 2010)

O governo só veio a se preocupar com a elaboração de normas legais que regulamentassem atividades produtivas (mineração, agricultura e pesca) e normatizassem a utilização de recursos naturais, como floresta e água, a partir de 1906. No caso dos recursos hídricos, o Projeto do Código de Águas foi elaborado no ano seguinte (pelo jurista Alfredo Valadão, a pedido do Ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas) e encaminhado à Câmara dos Deputados para apreciação. Mas a edição do Código de Águas só veio a ocorrer quase três décadas depois, devido a sua inadequabilidade tanto aos dispositivos da Constituição Federal vigente, quanto aos problemas relacionados às secas periódicas que ocorriam no semiárido nordestino, provocadas, segundo Assunção e Bursztyn ( 2001), porque o Código estava inspirado em legislação de países úmidos.

Explicam Benjamín, Marques e Tinker ( 2005), que o tratamento que seria dado à água a partir desse momento foi influenciado pelo ciclo de profundas reformas políticas, sociais e legais acontecidas durante o governo de Getúlio Vargas. Assim, no primeiro mandato do governo de Vargas, proclamou-se o Código de Águas de 1934, que institui o regime legal das águas, e anulou-se o tratamento dado no Código Civil de 1916. As constituições anteriores e outras normas infraconstitucionais tinham disposto sobre aspectos relacionados com domínio, propriedade e competências legislativas, mas foi o Código de Águas que constituiu um verdadeiro marco legal do gerenciamento dos recursos hídricos no Brasil, adotando uma visão industrial da regulação do uso da água, bem afastada da visão ecológica atual. Nesse sentido, destacam Assunção e Bursztyn ( 2001) que do total de 205 artigos que compõem o Código, cerca do trinta por cento (30%), referem-se ao aproveitamento do potencial hidráulico. Estes artigos foram regulamentados e aplicados na íntegra, porque havia grande interesse do governo em viabilizar a produção de energia a baixo custo para atender às demandas das novas indústrias que estavam sendo instaladas no País.

As críticas feitas ao Código partem de que a água é considerada um bem industrial e não um recurso natural; os artigos não relacionados com o aproveitamento hidráulico foram deixados de lado. Em alguns casos, estabeleceram-se legislações paralelas (portarias, instruções normativas, leis etc.) para tratar dos problemas quando estes surgiam, e noutros casos disposições deveriam ter sido complementadas, mas isso não aconteceu, derivando na inaplicabilidade de várias dessas disposições (ASSUNÇAO; BURSZTYN, 2001; BENJAMÍN; MARQUES; TINKER, 2005; POMPEU, 2006).

Os artigos do Código de Águas que disciplinaram sobre as águas subterrâneas nunca foram efetivamente aplicados, derivando no extrativismo privado e público não controlado, resultando em riscos de contaminação, interferência ou sobre extração de água de aquíferos (REBOUÇAS, 2006b).

Apesar de que o Código de Águas não foi propriamente revogado, dos artigos do Código, alguns permanecem em vigor, outros, ou foram revogados por normas posteriores ou se tornaram inaplicáveis. Cid Tomanik Pompeu (2010) oferece uma explicação pormenorizada da aplicabilidade dos artigos do Código, temática que não se engloba dentro da presente pesquisa.

O Código de Águas previa uma legislação especial sobre a matéria para a gestão do semiárido. Não houve um texto consolidado para esta região brasileira. Durante o tempo foram promulgadas muitas leis regulando questões das secas e das competências de instituições. Nesse

contexto, pode-se considerar que no Brasil existiam duas legislações de águas, o Código de Águas para as regiões úmidas e um conjunto de leis dispersas, programas e projetos para o Nordeste (CAMPOS, 2013).

No Nordeste brasileiro, a principal política praticada no início do século passado para combater as secas foi a política de açudagem. Outras políticas foram a irrigação, postos agrícolas, piscicultura e outras (GUERRA, 1981).

A Constituição de 1937 manteve as disposições da constituição anterior em termos de águas e margens (POMPEU, 2010). A Constituição de 1946 repete os termos da redação da Constituição de 1934 e 1937 (CAMPOS, 2003c)

No campo da proteção frente a poluição das águas, na época dos anos 1940, a preocupação expressa-se mediante os Artigos 270 e 271 do Código Penal de 1940, vigente na atualidade, que prevê a proteção apenas da água potável contra envenenamento, corrupção ou poluição. Em 1967, a Lei nº 5.318, de 26 de setembro, instituiu a Política Nacional de Saneamento e criou o Conselho Nacional de Saneamento. A Lei estabeleceu que a Política Nacional de Saneamento compreenderia o conjunto de diretrizes e de técnicas destinadas a fixar a ação governamental no campo do saneamento (POMPEU, 1976).

Com o fim da II Guerra Mundial, o mundo entrava em uma nova era. A Europa, devastada pela guerra, estava sendo reconstruída. A tecnologia, cada vez mais avançada, demandava uma grande quantidade de matéria-prima natural. Nos anos 1950, as primeiras catástrofes ambientais aconteceram e o mundo voltou-se para um novo problema de alcance mundial: a poluição. O desenvolvimento a qualquer preço não atendia mais à sociedade internacional. Afinal, o padrão de vida coletivo estava sendo prejudicado pela degradação ambiental. Nesse período, o Brasil enfrentava problemas políticos internos: em 1964 houve o golpe militar, que deu início a uma nova fase no País (ALBERGARIA, 2014). A constituição de 1967 praticamente reproduziu os termos da anterior (POMPEU, 2010).

Em 1972, no Congresso das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano na cidade de Estocolmo, foi dado o primeiro alerta em relação à proteção do meio ambiente. O Brasil, no auge da ditadura militar, foi um dos países que alegou que preferia o desenvolvimento a qualquer custo, principalmente se fosse feito pela exploração do meio ambiente. Nesse momento, grandes obras estavam sendo construídas, como a Transamazônica, as usinas nucleares de Angra dos Reis e grandes hidroelétricas, como Itaipu (ALBERGARIA, 2014).

3.3.2 A Espanha