1. VERGİ UYUŞMAZLIKLARI VE VERGİ UYUŞMAZLIKLARININ
1.3. Vergi Uyuşmazlıklarının Çözüm Yolları
1.3.2. Vergi İdaresi
1.3.3.2. Hataların Düzeltilmesi (Düzeltme)
Como dito no Capítulo 1, o letramento foi um marco evolutivo na cultura ocidental, e com a invenção do alfabeto foi que o Ocidente tomou um caminho cada vez mais determinante na experiência do conhecimento.
A herança cultural e tecnológica ocidental provém de uma única fonte: a escrita fonética [...] Enquanto o Velho e Novo Testamentos forneceram a espinha dorsal e linhas mestras da cultura ocidental dos três últimos milênios, o sistema principal e dominante de processamento de informação do ocidente (até o aparecimento da eletricidade) foi o alfabeto. O alfabeto tem sido o principal dispositivo de programação das culturas ocidentais. (KERCKHOVE, 2009, p. 97)
Foi na década de 1990 que a internet ocupou seu lugar definitivo na sociedade. No Brasil, a internet ainda era desfrutada por poucos, seu uso limitava-se às universidades, mas rapidamente tomou um lugar de importância, e o armazenamento digital já era realizado, mesmo que de forma ainda precária – os servidores ainda não possuíam capacidade suficiente para armazenar grandes quantidades de dados e documentos de texto que, mais tarde, armazenariam também imagens e sons.
Muitas das informações geradas eram espalhadas na web sem controle, não existia uma organização e muito menos ambientes on-line que concentravam certos tipos de documentos.
Como conta Rossetto (2008, p. 102):
Inúmeros projetos foram desenvolvidos para analisar a questão da publicação de livros e periódicos eletrônicos, e por extensão as formas de gerenciamento dos catálogos bibliográficos por meio de softwares específicos para esse fim. Com o desenvolvimento de tecnologias cada vez mais sofisticadas para produzir e disponibilizar textos pela internet, novos padrões para o tratamento da informação e protocolos de comunicação foram implementados para ter uma infraestrutura compatível com a demanda crescente de informações nesse meio.
Milhões de pessoas acessam a web e usufruem de todo tipo de informação disponível que vai desde o pagamento de contas até a reserva de um hotel do outro lado do mundo. Da mesma forma que se consegue ler um livro no sofá de casa,
consegue-se fazer uma leitura na tela, usando ferramentas adequadas para isso. Para os cegos em especial, foram criados vários tipos de ferramentas e tecnologias assistivas a fim de ajudá-los a compartilhar conosco, videntes, o que a web pode oferecer.
Hoje, com a aceleração da informática em todos os meios educacionais, todos os alunos com deficiência visual, cegos ou com baixa visão, têm mais possibilidades de contato com novas ferramentas, que os colocam em contato com um mundo virtual rico em informações. Isso tem colaborado para que muitos se profissionalizem e entrem em contato com o mundo do trabalho, optando por funções nas quais o conhecimento dos recursos informacionais seja exigido, e muitos têm se destacado com sucesso. (PROFETA, 2007, p. 231).
Tardiamente, o cego conseguiu um posto no mundo da informação digital, como conta Amiralian (apud NASSIF, 2007, p. 239):
Na Idade Antiga, a deficiência era concebida como algo demoníaco – o que representava a eliminação e o abandono do deficiente –, excluindo-o da vida em sociedade. Na Idade Média era intensificada a crença no sobrenatural, os deficientes ora eram rejeitados ora eram percebidos como pessoas desprotegidas, que necessitavam de assistência, sendo recolhidos em asilos. Nos séculos XIX e XX, ocorre uma grande modificação com o surgimento das concepções científicas na compreensão e atendimentos para com as pessoas com deficiência. Há uma preocupação dos médicos em explicar cientificamente as causas das deficiências e viabilizar propostas de educação e reabilitação para aqueles que, por diferentes razões, são diferentes dos demais. A partir da segunda metade do século XX [...] intensificou-se a necessidade de “educação” aos deficientes.
O cego ainda está em desvantagem no que tange à leitura on-line. Por mais que saibamos dos avanços tecnológicos, ainda há poucas bibliotecas digitais e virtuais no Brasil que atendem aos padrões de acessibilidade.
Muito se tem pesquisado para favorecer o cego nessa questão. Hoje, desde que o ambiente web seja acessível, o deficiente consegue realizar uma leitura on-line por meio de ferramentas que geram áudio sem grandes problemas, e estas serão o foco a partir de agora.
Nesse sentido, existem duas ferramentas muito utilizadas por pessoas videntes, inclusive, para se “ler” os conteúdos da web: os leitores de tela e os livros falados. O leitor de tela é um software usado para obter resposta do computador por meio sonoro e também pode ser usado apenas para uma maior eficiência e conforto do usuário. As pessoas portadoras de deficiência visual podem navegar pela internet utilizando um programa de leitura de tela. Esses programas vão passando por textos e imagens e sintetizando a fala humana. Basicamente, o programa lê para a pessoa o que está na tela.
A segunda ferramenta são os livros falados – arquivos sonoros com uma ou várias pessoas lendo um determinado livro. Os livros falados são gravados em vários formatos, possibilitando sua execução em qualquer tipo de aparelho. Dependendo do tamanho do arquivo, pode vir separado por capítulos (como no códice), e geralmente a leitura é realizada por profissionais da voz que cuidadosamente empregam a interpretação necessária para o texto lido e, em alguns casos, ainda há uma trilha sonora de acordo com o contexto.
Essas duas ferramentas propiciaram uma verdadeira revolução para o deficiente visual, pois até então o cego não conseguia autonomia para navegar pela web, muito menos escolher sozinho o livro que gostaria de ouvir.
Existem vários leitores de tela disponíveis no mercado – alguns gratuitos, outros pagos. Alguns só funcionam em um determinado sistema operacional ou só funcionam em inglês. Da mesma forma, existem vários sites que concentram livros
falados em vários idiomas. De qualquer maneira, essas duas ferramentas merecem atenção por promoverem maior acessibilidade ao cego.