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2.2. Okul İklimi Kavramı

2.2.2. Okul İklimi Tipleri

2.2.2.1. Halpin ve Croft’a Göre Okul İklimi Tipleri

Descrição física do espaço

O piso da igreja é de cerâmica, mas o “altar” é de carpete, e apresenta dois níveis de altura diferentes. No nível mais alto encontram-se: portas à esquerda e à direita; o batistério; três cadeiras para os “administradores” do culto; o púlpito ao centro e, à direita deste, uma estante com um microfone. Esse nível é ornamentado com dois arranjos florais, localizados entre as portas e o púlpito. No segundo nível encontram-se os instrumentos: o piano à esquerda, o piano elétrico à direita, e a mesa para ceia no centro. Entre o piano e a mesa há uma estante, e bem no canto esquerdo uma caixa de som, próxima ao primeiro banco. No nível do templo estão os bancos, duas fileiras com 14 bancos cada. O templo é todo branco, bem iluminado e ventilado: cinco grandes janelas de cada lado, quatro ventiladores laterais e dois de teto no centro. Próximos às janelas e ventiladores encontram-se as outras caixas de som, três de cada lado. Acima da entrada do templo está uma pequena galeria onde ficam equipamentos e operador de som.10

10Batistério é o local onde se realizam os batismos, uma espécie de tanque na qual a pessoa é

Esquematicamente, a igreja pode ser assim representada:

FIGURA 4: Representação esquemática do templo da IBT

Descrição de um culto (11/11/2007)

10h10min – Começa o culto com um processional feito ao piano por Ester (nessa primeira parte do culto, a pianista toca uma música de livre escolha, como forma de indicar que o culto está começando). Nesse dia ela escolheu um hino do Cantor Cristão (n. 461 – Fujamos à tentação). Ainda há conversas de pessoas que

estão entrando no templo. Pastor, Auxiliar de culto e regente entram e tomam assento nas cadeiras preparadas para eles. A conversa vai diminuindo paulatinamente. 11

10h12min – “Alegrei-me quando me disseram, vamos à casa do Senhor”,

Salmos 122:1. A auxiliar de culto recitou esse texto e pediu desculpas à Ester (pessoa

que faz as ordens de culto) por ter fugido da ordem pré-estabelecida e impressa em forma de boletim. Em seguida, saudou os visitantes presentes e deu avisos à comunidade de reuniões e datas importantes que se aproximavam.

10h15min - Prelúdio. Sim, com certeza (hino n. 236 do HCC). Ester ao piano e Deborah ao piano digital com som de órgão, tocam o hino somente uma vez. A auxiliar de culto retoma a palavra, convida uma irmã da congregação para orar e fala:

temos ouvido, em algumas igrejas, que o período de adoração inicia com o período de cânticos. É um erro, pois nós sabemos que a adoração deve ser um estilo de vida daqueles que servem ao Senhor. O momento de adoração é em todo o culto, em toda a vida. Passa então a palavra ao regente que conduz o período do canto

congregacional. 12

10h18min – O regente, Elizeu, pede para que todos fiquem em pé. São cantados cânticos avulsos: Vamos adorar a Deus; Ao que está assentado no Trono, acompanhados com piano, piano digital e contrabaixo. Apesar de serem cânticos ditos mais ‘populares’, grafados como em um songbook – melodia e cifra –, são todos regidos nos padrões tradicionais. Ester improvisa sobre as melodias, com muitas oitavas e escalas. Por serem avulsos, a letra desses cânticos é impressa em um encarte do boletim. Todos em pé lêem em seus encartes as letras e cantam. Logo em seguida, cantam o hino n. 405 CC – Gôzo e paz. Cerca de 90% dos membros presentes nesse culto possuem seu próprio Cantor Cristão, dos quais aproximadamente 70% são edições com ‘música e letra’ (partituras).

10h23min - A palavra é passada a auxiliar, que faz uma leitura bíblica já determinada no boletim. Em seguida destaca a participação especial do Conjunto Feminino da igreja, com o canto de um hino avulso com o hino O nome sem igual.

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Cantor Cristão (CC): coletânea de hinos antigos, constituído de partituras em formato coral e usado em larga escala no séc. XX. Sua primeira edição é de 1890, e sua última revisão foi feita em 1958.

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O Hinário para o Culto Cristão (HCC) é uma coletânea de hinos, lançado em 1990 em comemoração ao centenário do CC.

10h27min – A auxiliar mais uma vez retoma a palavra e conduz a congregação em um momento de oração silenciosa. Deborah toca um cântico usando o timbre de piano + strings. O volume está tão baixo que não consigo identificar que cântico é num primeiro momento. Então percebo que é Sim, teu amor quebranta meu

coração, outro cântico destes ditos ‘populares’. Ela tocou o cântico três vezes. A

música começou todos abaixaram suas cabeças; acabou, e todos, automaticamente, as levantaram.

10h30min – Elizeu se levantou e falou que os irmãos, primeiramente, estariam ouvindo somente a música do hino tocada aos pianos, mais um hino ‘novo’ do CC, n.461 – Fujamos à tentação: Sempre estamos aprendendo hinos novos. O coro da

igreja aprende esses hinos no ensaio de sábado. Enquanto Ester toca o hino ao piano, vocês estarão trazendo seus dízimos e ofertas (‘novo’, aqui, quer dizer simplesmente

um hino pouco ou nunca cantado na igreja, uma vez que o CC possui 580 hinos). Deborah acompanha Ester com som de órgão. Elas tocam uma vez o hino, uma introdução breve e Elizeu começa a reger. Todos lendo em seus CC tentam acompanhar o regente em seu canto. Acabado o hino todos tomam assento.

10h35min - A auxiliar do culto toma a palavra ressaltando que o segundo domingo de novembro é dia do diácono. Chama os diáconos à frente, profere palavras sobre significados e funções do corpo diaconal em uma igreja e pede ao pastor que ore por eles. Cinco diáconos e duas diaconisas vão à frente. O pastor pede para que todos se coloquem em pé. Nenhuma música durante a oração. 13

10h38min - Mais uma vez o conjunto feminino canta, Transformou-me, outro hino avulso e estrófico.

10h41min - O pastor toma a palavra e diz: Gosto muito de ouvir esse

conjunto, Ester sabe escolher os hinos, é suave. Muito bom! Fala ao coração

(ressaltando mais uma vez que, além de tocar, e preparar a ordem de culto, Ester, é coordenadora do conjunto feminino, no qual toca, além de escolher o repertório). A mensagem se baseia no texto de Êxodos 40: 34-38. Enquanto o pastor fala há um silêncio profundo na igreja.

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O diáconato é uma função na igreja cristã geralmente associada a algum tipo de serviço, que pode ser diferente entre as tradições denominacionais. Nas igrejas batistas é um ministério para leigos, cuja função é auxiliar o pastor em assuntos administrativos do culto, entre outros.

11h05min - Após a mensagem, cantam o hino n. 96 CC – Deslumbrante. As duas pianistas tocam e todos cantam bem forte regidos por Elizeu. Por ser um hino bastante conhecido muitas pessoas sequer abrem seus cantores, cantam de memória.

11h08min – A auxiliar de culto encerra o momento com palavras de despedida e pede a uma irmã que ore encerrando o culto.

11h10min – Ester toca o poslúdio: um hino estrófico mais lento14.

11h11min – Há uma elisão entre o hino anterior e um hino mais rápido:

Vamos nós trabalhar, também do CC (n. 422), que indica o momento de real término

do culto. Esse período é chamado recessional. Após a música todos se cumprimentam.

Da galeria, de onde observei esse culto, a impressão que tive foi a de estar olhando por um vidro claro e transparente. O ambiente sereno, o alto controle sobre todas as ações durante o culto, o silêncio, o caráter solene, as roupas de todos, discretas e sem cores ou cortes extravagantes, criavam um espaço sem grandes efeitos, constante e quase imutável de quem vê uma tela emoldurada com vidro e bem presa a uma parede. Quase imutável, a não ser pelos jogos de luz que batem no vidro que a emolduram, luz que dá nuances a essa cena: “para mim, ao menos, a cena é aquela aparência, a forma ou refração da situação ‘objetiva’ em que nos encontramos, colorindo-a ou nuançando-a e, com isso, tornando-a diferente daquilo que sabemos que ela é quando nos damos ao trabalho de sobre ela pensar objetivamente” (Crapanzano; 2005:35).

A sensação de estar olhando para um tela, vem, creio eu, do modo como as coisas acontecem em IBT. A disposição de pessoas e instrumentos em diferentes cultos é quase inalterada: o pastor se assenta sempre no mesmo lugar, o regente rege da mesma estante, e ao que pude observar, as pessoas também costumam se assentar nos mesmo lugares – ou muito próximos a estes – em que estiveram no culto anterior. O que difere esta cena do caráter fixo da tela é a sua constituição primeira: pessoas. Entretanto, as intenções dos discursos nessa igreja, que regem essas pessoas durante o culto, parecem querer ir à contramão dessa universal permanência da mudança, buscando assim uma constância em sua forma de ser. Talvez, a busca por ser uma

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Na fala de Ester sobre as divisões do culto ela ressalta a importância do caráter das músicas nos momentos de início e término do culto: Na hora do prelúdio e do poslúdio também são

músicas mais suaves. A hora que acaba o momento de aviso é o prelúdio – vamos orar, vai começar o culto. E o poslúdio é aquele momento de introspecção final em que você vai repensar o culto.

‘tela imutável’, ainda que utopicamente imutável, presa a parede de uma tradição que muitos acreditam não mudar, seja o desejo dos que ali estão.

2.4.2. IBP: Olhando pelo prisma