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Hasta gruplarından(Grup I ile Grup II) kaybedilmiş olan hastaların tedavi öncesi serum NT-proBNP düzeyleri ile şifayla taburcu edilmiş olan hastaların teda

Grup III: Çalışmaya alınan kontrol grubu

14. Hasta gruplarından(Grup I ile Grup II) kaybedilmiş olan hastaların tedavi öncesi serum NT-proBNP düzeyleri ile şifayla taburcu edilmiş olan hastaların teda

O conhecimento do tempo de retorno da água à superfície após sua infiltração é uma condição fundamental para a avaliação da vulnerabilidade e gênese das nascentes. Além de ser uma ferramenta relevante na compreensão da dinâmica hidrológica subterrânea, a datação das águas modernas pelos métodos derivados das medições de trítio fornece importantes dados para estudos de contaminação e vulnerabilidade dos aquíferos (CHRISTENSON et al., 2006; MORAN et al., 2007). Poder afirmar a duração média do percurso da água em meio

subterrâneo possibilita a previsão do tempo necessário para que uma intervenção humana afete quantitativamente a exfiltração.

Apesar do uso corriqueiro desse método para datação de águas subterrâneas, via amostragem de poços tubulares, são escassos os registros na literatura acadêmica nacional e internacional de sua aplicação para o estudo de nascentes. Para as nascentes, a datação indicará não somente o tempo que a água levou entre a infiltração e a exfiltração, mas também o grau de vulnerabilidade a impactos e a fonte das águas da nascente. Por exemplo, nascentes com período de recessão curto podem indicar extrema sensibilidade ambiental, vulnerável a desaparecer em pouco tempo ante os impactos promovidos em sua área de recarga.

A medição de trítio na água das nascentes possibilita uma datação relativa de sua idade aparente e foi a técnica utilizada neste trabalho. Tendo por base a taxa de decaimento do trítio e a sua concentração nas precipitações desde os testes atômicos das décadas de 1950 e 1960, o valor de trítio nas amostras atuais pode ser utilizado para modelagem do tempo de retorno das águas.

Dados da literatura mostram que a concentração de trítio na precipitação sobre as áreas de recarga do rio Danúbio (FIG. 12) caiu de 1.000 TU em 1965 (próximo ao máximo do “bomb

tritium”), para aproximadamente 100 TU em 1980 e 10 TU no ano 2000 (ZIMNOCH et al.,

2003). Bedmar (1972) afirma que a máxima concentração de trítio foi registrada em 1952, com valores próximos a 10.000 TU. Segundo Varlam et al. (2003), a concentração de trítio na precipitação no ano de 2001 variou entre 10 e 30 TU ao redor do globo.

FIGURA 12 – Representação da concentração de trítio nas precipitações desde “bomb tritium” até o ano 2000 (gráfico à esquerda) e os valores calculados para as concentrações de trítio atuais das águas recarregadas neste

período (gráfico à direita).

Segundo Szabo et al. (1996) e Shapiro et al. (1998), o trítio é formado somente nas altas camadas da atmosfera, a partir da radiação cósmica. Conforme a água infiltra no solo, cessa- se a formação de trítio e a radioatividade decai – meia-vida de 12,33 anos (HAHM e KIM, 2008). Assim, considerando a taxa de decaimento do trítio em hélio tritiogênico, sabe-se que águas com baixa concentração de trítio indicam longos períodos de recarga, porém, águas com altas concentrações indicam curto período. Assim, admite-se que em escala global concentrações abaixo de 5 TU indicam águas “pré-modernas” com idade aparente de, no mínimo, 50 anos. Por outro lado, concentrações maiores ou iguais a 5 TU indicam águas “modernas”, com menos de 50 anos de idade aparente (BEDMAR, 1973). Para casos brasileiros, a literatura tem apresentado valores mais baixos, sendo aceito que concentrações abaixo de 1,5 TU estão relacionadas a águas anteriores ao bomb tritium (MOURÃO, 2007). As análises foram realizadas no Laboratório de Trítio Ambiental do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN). As amostras para cada nascente foram coletadas em setembro de 2011 e março de 2012, filtradas em filtros de 0,45 µm e armazenadas em recipientes de 1,5 L sem a presença de ar. No Laboratório de Trítio Ambiental foram analisadas quantitativamente pela técnica de espectrometria de cintilação em meio líquido com enriquecimento eletrolítico, com limite de detecção de 0,5 TU. Os resultados foram expressos em unidades de trítio (TU) e interpretados comparativamente. Para ampliar as possibilidades de interpretação dos resultados, foi calculada a concentração atual de trítio restante (residual) a partir dos dados da série histórica de trítio nas precipitações, segundo sua taxa natural de decaimento dada pela Equação 6; em que P é a concentração final de trítio, Po é a concentração inicial, λ é a constante de decaimento radioativo do trítio, e

t é o tempo

P = Po. ℮ -t (6)

Com isso, criou-se uma curva-padrão de concentração de trítio nas nascentes em função do ano prioritário de recarga subterrânea. Assim, o valor de trítio encontrado atualmente identificado na curva-padrão indica o período preferencial de recarga. Por sua vez, essa data refere-se à idade aparente máxima da água (FIG. 12). Na ausência de uma série histórica para os locais estudados, utilizaram-se os dados de Mourão (2007) para modelagem do decaimento do trítio na precipitação. A idade aparente foi calculada pelo modelo de mistura homogênea (modelo de pistão), que se baseia na média aritmética do trítio residual nas precipitações desde o bomb tritium.

Porém, para que seja válida tal assertiva, três premissas são colocadas: i) a taxa de mistura da água é constante no tempo e no espaço; ii) a variação espacial da concentração de trítio nas precipitações entre as áreas de recarga é desprezível; iii) as taxas de recarga em cada nascente são constantes no tempo.

Esse artifício não cria a possibilidade de uma datação absoluta, uma vez que suas premissas só permitem análises comparativas, dentro de um mesmo contexto. Isto, porém, é um avanço em relação à mera utilização das concentrações de trítio e suas relações com as explosões atômicas, classificando as águas como “modernas” e “pré-modernas”, conforme propõem Christenson et al. (2006). Com isso, pode-se comparar no interior desta pesquisa a idade aparente das águas e como é a dinâmica dessas nascentes.