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3. YÖNTEM

3.3. Grupların Denkliği

Esta categoria também apresenta trabalhos que levam em consideração a utilização de aparelhos elétricos em sequências didáticas. No entanto, fazem isso dentro dos parâmetros estabelecidos pela Teoria da Aprendizagem Significativa de David Ausubel.

Para ensinar de acordo com o que o aluno já sabe, dando a devida atenção ao que Ausubel considera como fator isolado mais importante num processo de ensino, as propostas da categoria 2 consideram os aparelhos presentes no cotidiano dos estudantes para, através da análise de seu funcionamento, abordar os conceitos físicos envolvidos.

O foco do trabalho de Laburú, Gouveia e Barros (2009) está na análise de desenhos de circuitos elétricos feitos pelos estudantes. Segundo os autores, os desenhos podem servir para apontar dificuldades conceituais. Esta proposta inclui aulas tradicionais, atividades experimentais e a realização de desenhos dos circuitos montados. Deixando de lado os símbolos estabelecidos cientificamente na representação de circuitos, nesta etapa os estudantes são incentivados a elaborar os próprios signos na representação pictórica.

Em relação ao objetivo do trabalho, os autores destacam:

[...] pretendemos verificar a potencialidade da estratégia pedagógica baseada no uso de desenhos dos alunos para expressar ou apontar dificuldades conceituais, quando do estudo de circuitos elétricos. (LABURÚ, GOUVEIA e BARROS, 2009)

Desta forma, lâmpadas e baterias foram usadas pelos autores para inspirar os desenhos e investigar as concepções dos estudantes quanto aos conceitos introduzidos tradicionalmente.

Quanto à utilização de desenhos, os autores se apoiam na Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel, ao destacarem que:

[...] tal estratégia estabelece que esquemas e conhecimentos previamente adquiridos pelo sujeito formem uma base de sustentação para tornar compreensíveis novos significados. (LABURÚ, GOUVEIA e BARROS, 2009)

E continuam a expor as influências da Teoria de Ausubel, quando ressaltam que a organização do ensino deve ser feita de forma hierárquica e progressiva, partindo dos aspectos mais gerais da matéria de ensino e indo em direção a aspectos mais específicos:

[...] a mudança conceitual pode ser encorajada quando se provêem oportunidades aos estudantes para que construam um qualitativo e intuitivo entendimento do fenômeno, antes de haver o domínio dos seus princípios quantitativos. É a partir desse pressuposto que propomos a representação por desenhos, como estratégia de ensino para a aprendizagem de certos conteúdos de Física. (LABURÚ, GOUVEIA e BARROS, 2009)

Almeida (2014) traz uma proposta de abordagem do conteúdo de eletricidade na Educação de Jovens e Adultos, utilizando aparelhos usados pelos estudantes.

O objetivo deste projeto é de que o estudante pudesse construir suas ideias sobre os conceitos de eletricidade como corrente elétrica, diferença de potencial e resistência elétrica e suas relações e a estimativa do consumo de energia elétrica dos dispositivos elétricos, através do entendimento do funcionamento de dispositivos elétricos. (ALMEIDA, 2014)

Para introduzir os conceitos de carga elétrica, corrente elétrica, diferença de potencial e potência de forma significativa, o trabalho de Almeida (2014) envolveu a observação das informações técnicas contidas em disjuntores elétricos e baterias de telefones móveis. Chuveiros elétricos e lâmpadas também foram analisados, ressaltando-se a diferença entre aparelhos 127 e 220 volts, com foco nos resistores e filamentos. A resistência do resistor dos chuveiros foi medida com o auxílio de um multímetro, assim como a resistência de bastões de grafite usados em lapiseiras e de traços feitos com grafite em uma folha de papel. Estas atividades foram realizadas com o objetivo de evidenciar as características de um resistor que influem no valor de sua resistência.

Num projeto que também visa introduzir conceitos de eletricidade a partir de situações do cotidiano, Lara (2014) buscou promover a aprendizagem significativa por meio de atividades que envolvem a análise do consumo de energia elétrica da escola.

“Como ponto de partida, apresentamos como tema motivador, um problema real que está acontecendo na Escola: o excesso no consumo de energia elétrica.” (LARA, 2014)

Lara (2014) também menciona as orientações dadas pelos PCN, no sentido de contextualizar o ensino de Física, visando à formação para a cidadania. No que diz respeito ao uso de aparelhos elétricos no ensino de Física, este projeto realizou um levantamento da potência dos aparelhos usados na escola (lâmpadas, microfones, aparelhos de ar condicionado...) assim como do tempo de uso. Os dados foram coletados, analisados e discutidos com a participação dos estudantes que, ao fim, sugeriram formas para evitar excessos no consumo de energia elétrica.

Ao utilizar esquemas conceituais como instrumento de ensino, de aprendizagem e de avaliação em eletrodinâmica no ensino médio, Müller (2014) busca inovar e melhorar as aulas de Física. Nesta proposta, esquemas conceituais são uma flexibilização dos Mapas Conceituais de Novak. A diferença está em que os esquemas são mais flexíveis e permitem a inclusão de elementos diferentes dos previstos na Teoria de Novak. Neste sentido, apesar de não mencionado por Müller (2014), os esquemas conceituais se aproximam dos Mapas Mentais. Moreira (2012c) esclarece a diferença entre mapas mentais e conceituais ao colocar que:

Mapas conceituais também não devem ser confundidos com mapas mentais que são livres, associacionistas, não se ocupam de relações entre conceitos, incluem coisas que não são conceitos e não estão organizados hierarquicamente. (MOREIRA, 2012c)

Ainda sobre Mapas Conceituais, Moreira (2013) coloca que “Também não devem ser tomados como equivalentes a outros tipos de mapas como, por exemplo, mapas mentais (Buzan e Buzan, 2000) cuja principal função é criar uma associação de ideias.” (MOREIRA, 2013)

A autora destaca a relevância de se usar mapas conceituais, ou ainda esquemas conceituais, pois:

[...] ao confeccionar um mapa conceitual, o aprendiz está representando externamente, ainda que parcialmente, sua estrutura cognitiva conceitual. Através dele, o aluno faz a relação entre os conceitos potencialmente significativos, para ele, referentes ao tema em estudo. (MÜLLER, 2014)

Chamando a atenção para a importância da literatura no processo de aprendizagem de conceitos científicos, Rosa, Rosa e Leonel (2015) propõem a utilização de contos. Especificamente elaborado para esta proposta, o conto Tratamento de choque: um raio no campo de futebol é apresentado como material potencialmente significativo no ensino de Física, Biologia, Química e Matemática. As personagens estabelecem diálogos sobre conceitos de eletricidade e situações do cotidiano e o fato fortuito da queda de um relâmpago num campo de futebol funciona como situação- problema em torno da qual o conto se desenvolve.

Os autores defendem a tese de que a narração científica, apoiada na Teoria da Aprendizagem Significativa e aplicada a partir de metodologia própria, possibilita a compreensão dos conceitos científicos e a relação estabelecida entre estes e o cotidiano dos estudantes. (ROSA, ROSA e LEONEL, 2015)

Ao defenderem que os contos podem ser usados como organizadores prévios, os autores chamam a atenção para uma característica em especial: o material usado para este fim deve conter os conceitos previamente identificados na estrutura cognitiva dos estudantes, para que os aprendizes percebam a relação entre eles e os novos conhecimentos. Antes de elaborar um material com esta característica, é necessário considerar o conhecimento presente na estrutura cognitiva dos estudantes. (ROSA, ROSA e LEONEL, 2015)

3.1.3 Categoria 3: Unidades de Ensino Potencialmente