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– GRUP’UN ORGANİZASYON VE FAALİYET KONUSU

EKSPERTİZ RAPOR ÖZETLERİ devamı

DİPNOT 1 – GRUP’UN ORGANİZASYON VE FAALİYET KONUSU

O trabalho foi desenvolvido em duas partes: na primeira parte, foi feita uma revisão bibliográfica, enfocando os pressupostos teóricos funcionalistas, em especial sobre

52 A escolha da CGE como corpus de estudo se dá devido à riqueza que apresenta. A CGE é um documento

histórico compilado por Pedro Afonso, conde de Barcelos e filho natural do rei D. Dinis de Portugal. A crônica foi escrita em 1344 e reelaborada por volta de 1400. Trata-se, portanto, de um texto pertencente ao período do Português Arcaico. É considerada a mais importante das crônicas historiográficas portuguesas anteriores ao século XV e um marco da prosa medieval em língua portuguesa. No que diz respeito às características da CGE, Cintra (1961) considera um dos mais extensos ensaios da prosa portuguesa. Uma das grandes discussões que Cintra aponta em sua análise crítica, ao longo da introdução de seu livro, diz respeito às incertezas que envolvem a origem da Crónica Geral de Espanha, já que encontramos dois principais manuscritos para ela – um pertencente à Biblioteca da Academia de Ciências de Lisboa e o outro à Biblioteca Nacional de Paris.

53 Como se trata de uma obra tão volumosa, propusemo-nos analisar, de um ponto de vista sintático e semântico,

apenas um fragmento da Crônica Geral de Espanha de 1344. O texto digitalizado no Corpus do Português contém, ao todo, 406.064 palavras. O trecho selecionado para o trabalho em questão possui 38.688 palavras. 54

Cabe esclarecer e considerar que, no século XVII, muito do que era escrito no Brasil era escrito por portugueses que aqui viviam. Optamos por selecionar como corpus do Brasil os textos que tivessem sido escritos por brasileiros ou portugueses aqui residentes.

55 Obra que contém importantes informações sobre a partilha dos mares do Moluco, ou ilhas Molucas e Filipinas,

gramaticalização, e os principais estudos concluídos até o presente momento sobre as construções com verbos-suporte, os quais orientarão a análise a ser empreendida posteriormente.

Na segunda parte, passamos, então, à coleta dos dados, identificação e digitação do corpus de ocorrências relativo a três períodos representativos da história da Língua Portuguesa, quais sejam: período arcaico, período moderno e período contemporâneo, da modalidade escrita do português brasileiro e do português europeu. A digitação dos dados foi feita no programa SPSS, o que facilitou a visualização, a análise e a sistematização dos dados56. O próximo passo foi a análise das ocorrências do uso do verbo tomar com a aplicação das categorias de análise. Durante a seleção dos corpora, tomamos o cuidado de verificar o intervalo de tempo entre os textos (por isso a opção pelos três períodos mencionados), já que a pesquisa explorou o fenômeno da gramaticalização do verbo tomar em tempo real57.

Após a coleta e seleção do corpus, os exemplos foram codificados da seguinte maneira:

1. CP-19:Fic:Br:Aguiar

CP representa o Corpus do Português. Em seguida, informa-se o ano designado por dois números (19); o nome do gênero pelas abreviações ficção (Fic), acadêmico (Ac) ou notícia (N), e a variedade nacional brasileira (Br) ou portuguesa (Pt), seguida do nome do autor do texto (Aguiar).

Uma análise assistemática do uso da língua em diversos contextos e a observação de pesquisas já realizadas podem indicar a multifuncionalidade do verbo tomar no português e o consequente surgimento de novas categorias funcionais às quais o item pode vir a pertencer, ou seja, tomar não faz parte apenas da categoria de verbo predicador pleno, como preconiza a maioria dos dicionários e gramáticas da Língua Portuguesa. Pante (2012), ao analisar as ocorrências do verbo tomar em apenas duas crônicas pertencentes aos séculos XV e XIX, confirmou a existência de um modelo morfossintático bem definido (Vsup +N), o qual, muitas vezes, está em relação de nominalização com um verbo pleno. Por isso, faz-se necessário, por meio de pesquisas, a observação do comportamento sintático-semântico do verbo tomar ao passar pelo processo de gramaticalização de verbo pleno a verbo-suporte.

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A numeração dos exemplos é feita de modo independente, ou seja, em cada capítulo se reinicia uma nova sequência. Além disso, optamos, para melhor visualização do leitor, por utilizar o negrito nos exemplos aqui estudados do Corpus do português.

57 Um método que consiste em investigar as ocorrências entre períodos distintos. Diante dos dados observados,

Inicialmente foram detectados os usos do verbo tomar. Foi feito um levantamento do comportamento desses usos desde o português arcaico até o português contemporâneo, admitindo-se que algumas ocorrências possam ter conservado, em alguns contextos, o seu significado básico, presente no português arcaico, ou terem apresentado uma mudança de valor semântico no decorrer do tempo.

A análise dos dados coletados ocorreu com base nas seguintes observações: (i) categorias às quais cada ocorrência de tomar pertence, o que permitiu a depreensão de um continuum de gramaticalização; (ii) aspectos que influenciam o fenômeno, propriedades relacionadas à sintaxe e à semântica dos usos do verbo tomar. A análise das construções com verbos-suporte tomar encontradas será de cunho sintático-semântico, no sentido de que será estabelecido seu significado como predicado complexo – significado diferente dos significados de seus constituintes como verbo predicador pleno – e será feita uma comparação com o que é explicitado nas gramáticas tradicionais do português brasileiro e do português lusitano; (iii) grau de integração entre o verbo e o elemento nominal; (iv) análise da frequência do item, já que a literatura prevê que, à medida que o processo de gramaticalização de uma forma se desenvolve, o item torna-se mais frequente (cf. Bybee, 2003); e (v) análise dos contextos sintáticos de ocorrência do item, para verificar o aumento (ou não) de sua fixidez e de sua previsibilidade com o avanço do processo.

A exposição dos resultados encontrados foi feita de maneira sistemática, separando-se as diversas construções e tentando explicitar, entre elas, um continuum de gramaticalização, dando uma visão dessas estruturas e de como aparecem e se comportam no registro escrito do período escolhido.