2.7. Antik çağ tiyatrolarının oturma düzenleri
2.7.2. Greco-Helenistik ve Greco-Roma Tiyatrosu Oturma Düzeni
Até aqui, pode-se inferir que os principais danos causados pela corrupção são indiretos, ou seja, aqueles que impactam na imagem da instituição financeira, inclusive no mercado. Os prejuízos financeiros diretos são passíveis de diminuição por meio de ações efetivas de combate às práticas de corrupção. Então, percebe-se a importância dos investimentos em estratégias de prevenção como as que priorizam aspectos como a educação corporativa, que propague os valores éticos da organização e da sociedade em que está inserida. Pode-se dizer que a redução da corrupção passa pelo desenvolvimento do indivíduo.
Há um número significativo de autores que pesquisou o tema pelos mais diversos motivos, por exemplo, na França onde a corrupção estendeu suas raízes amplamente, chegou a ser instituído primeiramente o Tribunal de Contas. No Brasil, um dos pioneiros no assunto é Leite (1987) e entre os mais modernos, Romano (2009) destaca a cidadania e a ética, que sobressaem para ele como estratégias significativas, uma vez que a corrupção começou a alarmar o mundo. Comenta ainda que medidas de combate foram tomadas, em especial nos Estados Unidos, onde surgiu a lavagem de dinheiro.
Entre muitas ações, foi elaborado o Código de Conduta para os Funcionários Federais, segundo Dittenhofer (1972) que se tornou um estudioso das fraudes na administração pública. É importante salientar que a TI e outros principais institutos internacionais mostram que, nos
35 últimos dez anos, o Brasil não melhorou significativamente seu desempenho no combate à corrupção.
Como indicador do WDI a TI, com dados coletados em mais de 180 países, indica que o nível de combate à corrupção no Brasil manteve-se praticamente estável de 1998 até os dias de hoje e, deve-se destacar, que os indicadores têm um papel fundamental para ajudar a balizar os esforços de cada país.
Esses esforços que levam ao rápido desenvolvimento econômico de um país podem ser muito bons, porém Stuart (2009) afirma que podem trazer contradições uma vez que as instituições fiscalizadoras não acompanham o ritmo de crescimento do país e isso cria novas oportunidades para a prática de inúmeras fraudes.
O Autor afirma que há poucos crimes com tanto impacto, sobre tantas pessoas, como a corrupção e, por isso, em qualquer lugar do mundo deveria ser tratada como um dos piores crimes, pois segundo Stuart (2009) ela representa uma violência não só contra as instituições, mas contra as pessoas e explica em sua entrevista à BBC que afinal de contas “[...] o dinheiro da corrupção vem, por exemplo, de construções mal feitas, de livros didáticos que desapareceram das escolas e de remédios que não foram distribuídos” (STUART, 2009) e, sendo assim, não é um crime sem vítimas, na verdade, as vítimas podem ser contadas aos milhões.
Crowe Horwath RCS (2010) constata que um fator que contribui com a corrupção encontrado no Brasil é a escassez de auditores. Segundo eles, nas nações com maior número de auditores e fiscais formados e treinados por habitantes, há grande diferença porque conseguem deter a corrupção na origem, quando ainda é de pequeno porte. O levantamento dessa consultoria no Brasil revela que o país tem uma das menores taxas de auditores por habitante em pesquisa
36 comparativa a 20 países desenvolvidos e em desenvolvimento na América e Europa (CROWE HORWATH RCS, 2010).
Afirmam que o ônus da prova seja pela demora na apuração (ou no julgamento); seja pela impunidade dos corruptos, a imunidade parlamentar, o foro privilegiado entre outros, constituem- se como ‘ato de solidariedade à corrupção’, pois, enquanto o Tribunal de Contas descobre as irregularidades, formaliza e instrui o processo, até sua ida para julgamento, o fruto do crime já sofreu desvio, ‘o réu até já morreu’.
Percebe-se assim, que o tempo dos trâmites torna-se inimigo da Lei e do bem comum, os danos são incalculáveis e o Estado mesmo que gaste com a manutenção do preso na cadeia, terá dificuldade em aplicar a ‘justa pena’, além de não conseguir reaver os recursos desviados. Neste sentido, Souza (2010) embasado em estudo da FGV mostra que o Brasil perde 5% do PIB a cada ano por causa da corrupção pública (o equivalente a R$ 130 bilhões) e assim, deixa de crescer cerca de 2% ao ano.
Essa proporção é corroborada pelo escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes (UNODC) que patrocina campanhas anuais de combate à corrupção e registra que a soma paga em subornos em todo o mundo num montante astronômico, que colabora para a pobreza global, atrapalhando o desenvolvimento e afugentando investimentos.
Também podemos verificar em Quadros (2007), ao revelar que a corrupção consome 20% dos investimentos e menos de 1% é revertido para a instituição lesada, e chega a propor a criação de entidades de fiscalização superior (EFS), que teriam um novo modelo de controle para eliminar gargalos; como por exemplo; o afastamento imediato do infrator (corruptor ou corruptível) da administração pública e a adoção da inversão do ‘ônus da prova’ para agilizar a conseguir a materialidade das provas do fenômeno investigado.
37 No Brasil, começam a surgir instituições que se ocupam da erradicação da corrupção com a criação de órgãos de controle como o caso da ONG Associação dos Amigos de Ribeirão Bonito (AMARRIBO), dirigida por Verillo que revela “[...] É tão fácil, tão comum culturalmente a corrupção que quase todos os prefeitos fazem algo errado. É a institucionalização da corrupção” (VERILLO, 2009), além de órgãos do próprio Estado como a Controladoria Geral da União (CGU), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e os Tribunais de Contas da União (TCU), Estados (TCE) e Município (TCM).
A abordagem desses fatos deve chamar a atenção do cidadão e das instituições quanto à
necessidade de se investir nos institutos de controle. Uma das medidas urgentes é dinamizar a atuação do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional do Ministério da Justiça) aparelhando-o para dar mais celeridade aos acordos de repatriamento dos ativos.