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Dietary fiber intake amount and knowledge level of adult women: a cross- cross-sectional study

C. GEZER ve Z. DEMİR

Quando a dinastia Omíada assumiu o Império Islâmico, ele já se alastrava pelo Egito, Líbia, Crescente Fértil, Síria, Iraque e Pérsia (através da Armênia no sentido da fronteira com o Afeganistão); e, durante seu período de governo expandiu-se pelo Magreb (norte da África), Espanha e Portugal. Ainda adentrou à Europa, mas teve sua expansão bloqueada em 732, na França, na Batalha de Poitiers.

Grande parte do sucesso alcançado pelos Omíadas dizia respeito à unidade e estabilidade obtidas com a instauração de uma monarquia árabe. Sua manutenção também fora possível porque contou com a força dos sírios. Assim, com a casa Omíada controlando o processo sucessório do califado, a tendência seria de que houvesse menos tensão a cada alternância de poder; entretanto, como o caráter monárquico de poder conflitava com a tradição árabe, muitas vezes os califas eram tidos como usurpadores.

Umayyad society was based on the creation and perpetuation of an Arab military aristocracy that constituted a hereditary social caste. Syrian troops were the heart of the caliphs‟ powerful military. As the source of caliphal power and security, they were amply rewarded from the booty and tribute that poured into Damascus as a result of the conquests. Arab Muslims enjoyed special tax privileges, exempted from the more substantial taxes levied on non-Arab Muslims and non-Muslims. This preferential treatment became a source of contention, especially among non-Arab Muslims, who regarded their lesser status as a violation of Islamic egalitarianism. Their alienation contributed to the eventual downfall of the Umayyad dynasty. (ESPOSITO, 2005, p. 41)

Dentro do modelo político repressor estabelecido pelos Omíadas, na cidade de Kufa, antigos seguidores de Ali voltavam-se, cada vez mais, para os acontecimentos de Karbala no intuito de buscarem respostas para a situação vivenciada por Hussein. Muitas vezes a palavra de ordem era „vingança‟, no entanto, ainda não se formulava uma maneira para implementá-la contra os Omíadas.

Em 683, com a morte de Yazid houve um período em que a luta pelo poder desestabilizou o Império Omíada devido ao fato de que o sucessor, seu filho, encontrava-se profundamente adoentado. Assim, várias localidades iniciaram revoltas isoladas. Em Kufa, os líderes das diferentes tribos resolveram se ligar ao califado do Hedjaz. Concomitantemente a essa transição de poder, Kufa recebeu a visita de Mukhtar az-Zubayr que propunha que o novo Imã fosse o terceiro filho de Ali, Muhammad ibn al-Habafiyya – filho de outra esposa de Ali, não Fátima, a filha do profeta Mohammad.

Essa proposta acerca da sucessão fora contestada diretamente por um grupo de cidadãos de Kufa, Tawwabun27 (arrependidos), que propunha que o verdadeiro sucessor de Hussein fosse seu filho Ali Zayn al-Abidin (imamato, 680-713), o mesmo que não participara da batalha de Karbala – mas que fora capturado pelos soldados de Yazid e levado a Damasco para ser hostilizado. Depois de todo o cerimonial de humilhações sofridas, Ali Zayn al-Abidin permaneceu preso em Damasco, mas posteriormente foi libertado e, no momento em que Kufa vivenciava seu processo de agitações políticas, o imã residia em Medina.

Zubayr, ao propor al-Habafiyya como sucessor, ganhava a simpatia dos xiitas persas que eram tratados como muçulmanos de “segunda categoria” (mawali, clientes de tribos árabes) e difundia que em seu imamato a justiça seria restaurada e findaria a opressão.

Em 684, sob a liderança de Sulayman ibn Surad, líder dos Tawwabun, um exército de 3.000 homens foi reunido e marchou em direção à Síria. Zubayr ofereceu-se para tomar parte na marcha, mas sua participação, assim como de seus seguidores, foi negada. Assim, quando ocorreu a batalha, os Omíadas surpreenderam os Tawwabun com um contingente de aproximadamente 30.000 soldados. O novo massacre ocorrido passou a ser entendido pelos xiitas como mais uma prova de martírio. (TABARI, 1989, p. 80-83)

Após esse evento, Zubayr assumiu a liderança entre os xiitas de Kufa, mas veio a falecer proximamente. Todavia, sua defesa acerca do imamato de al-Habafiyya continuou sendo difundida. Ainda mais quando al-Habafiyya morreu e importantes conceitos do xiismo surgiram: a ideia de Mahdi (o corretamente guiado) e de Ghayba (ocultação) e retorno. Os seguidores de al-Habafiyya passaram a acreditar que ele não morrera, mas entrara num estado de ocultação e, escondido por Deus dos olhos dos homens, retornaria futuramente (Doutrina

27 Após a morte do Imã Hussein em Karbala, os partidários dos Ahl al-Bayt, em Kufa, sentiram-se fortemente

arrependidos. De certo modo, eles se sentiam culpados, pois, apesar de terem convidado Hussein para dirigir-se à Kufa e ter prometido ajudá-lo, seus companheiros foram assassinados pelos Omíadas sem qualquer ajuda deles. Devido a essa culpa, logo após a morte do califa Yazid, os árabes de Kufa formaram uma coalizão militar chamada Tawwabun. O objetivo dos Tawwabun era vingar a morte do Hussein para compensar a sua ausência enquanto o Imã estava em perigo mortal. Com isso, os Tawwabun acreditavam que para estabelecer a vingança não haveria limites e que poderiam, inclusive, morrer tentando. Mas tudo seria válido para expirar seus pecados.

do Retorno, Raj‟a). Apesar do afastamento do mundo real, os xiitas acreditam que o Imã se comunicaria com os homens através dos sonhos e visões. O Mahdi estaria aguardando o momento em que Deus designaria seu retorno, pouco tempo antes do “Dia do Juízo Final”. Nessa ocasião ocorreria a luta do bem contra o mal e prevaleceria o poder do Imã. “He [Mahdi] will arise with divine blessing and fill the earth with justice after it was previously filled with injustice and oppression”. (SHOMALI, 2010, p. 106)

Independentemente da difusão da crença no imamato de al-Habafiyya, os seguidores de Ali Zayn al-Abidin, mesmo depois da derrota frente aos Omíadas, continuaram reverenciando-o como o autêntico Imã da linhagem do profeta Mohammad. No entanto, o imamato de Ali Zayn al-Abidin foi marcado por sua participação indireta nas causas políticas e nas revoltas. Em 712/713 teria sido envenenado por ordem do Califa.

O quinto Imã do xiismo foi Muhammad al-Baqir (imamato, 713-743), filho de Hassan, e manteve-se afastado de atividades políticas, seguindo a trajetória de seu pai. Contudo, foi em seu período de vida que o imamato foi questionado por seu meio-irmão, Zayd – cujo cisma daria início a mais uma ramo do xiismo, Zaidita –, e pelo filho de al-Habafiyya, Abu Hashim, que continuava a reivindicar o direito ao imamato.

No final de seu imamato, durante a transição entre as dinastias Omíada e Abássida, conforme Muharrami (2008) ressalta, a própria turbulência política proporcionou aos xiitas um período de menos tensão e perseguições. E, a partir daí, al-Sadiq, filho de al-Baqir, pôde relaxar o estado de intensa dissimulação (taqiyyah) e voltar a estabelecer contato com as lideranças xiitas.

It was that period when the people turned toward Imam al-Baqir („a) to benefit from

the blessings of which they had been deprived for many years. The Imam („a) rose

up in order to keep alive the school [maktab] of the Ahl al-Bayt („a). He („a)

engaged in guiding and enlightening people conducting teaching sessions in Medina and Masjid an-Nabi in particular. He served as the reference authority for people, solving their scientific and juridic problems, as such his view served as proof for then. (MUHARRAMI, 2008, p. 113-114)

Já na ocasião da morte de al-Baqir (743), e ascensão de seu filho Ja‟far al-Sadiq ao imamato, a fraqueza político-administrativa do império muçulmano não apresentava reais condições para a integração da comunidade xiita, isso porque, apesar de estar distribuída por diversas regiões, não havia conexão entre elas. E, mesmo tornando-se Imã durante o surgimento da dinastia Abássida, al-Sadiq não assumira a liderança da ummah.

[...] na década de 740, seu poder [Omíadas] desabou de repente, diante de mais uma guerra civil e uma coalizão de movimentos com objetivos diferentes, mas unidos por uma oposição comum a eles. Esses movimentos foram mais fortes nas regiões orientais do Império, e particularmente fortes no Curasão, entre alguns grupos de

colonos árabes que estavam sendo assimilados na sociedade iraniana local, e também entre os “clientes” iranianos. Ali, como em outras partes, o sentimento xiita estava amplamente difundido, mas sem qualquer organização. (HOURANI, 2001, p. 49-50)