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GEREÇ VE YÖNTEM

Belgede e - I S S N : (sayfa 25-31)

ÖZGÜN ARAŞTIRMA

GEREÇ VE YÖNTEM

No intuito de propiciar melhor compreensão sobre a magnitude das ampliações na aplicação do RDC, elencam-se todos os casos retro apresentados, segregados conforme os mecanismos de alterações legislativas utilizados:

1 – alterações realizadas no texto da própria Lei do RDC: a) Obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC);

b) Obras e Serviços de Engenharia no âmbito dos Sistemas Públicos de Ensino e de Pesquisa, Ciência e Tecnologia;

c) Obras e serviços de engenharia no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS; d) Aplicação dos recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil - FNAC destinados à modernização, construção, ampliação ou reforma de aeródromos públicos;

e) Obras e serviços de engenharia para construção, ampliação e reforma de estabelecimentos penais e unidades de atendimento socioeducativo;

f) Obras e serviços de engenharia relacionados a melhorias na mobilidade urbana ou ampliação da infraestrutura logística;

g) contratos de locação de bens móveis e imóveis, na qual o locador realiza prévia aquisição, construção ou reforma substancial, com ou sem aparelhamento de bens;

h) das ações no âmbito da segurança pública; e

i) Ações em órgãos e entidades dedicados à ciência, à tecnologia e à inovação.

2 – alterações legislativas fora do texto da Lei nº 12.462/2011, que remetem ao uso do RDC:

a) Obras e serviços no âmbito do Programa Nacional de Dragagem Portuária e Hidroviária II;

b) Obras e serviços de engenharia relacionados à modernização, construção, ampliação ou reforma de armazéns destinados às atividades de guarda e conservação de produtos agropecuários da CONAB;

c) Obras e serviços de engenharia relacionados ao desenvolvimento de projetos, modernização, ampliação, construção ou reforma da rede integrada e especializada para atendimento da mulher em situação de violência; e

d) Execução de ações de prevenção em áreas de risco de desastres e de resposta e de recuperação em áreas atingidas por desastres.

Até aqui, conforme sumarizado acima e tratado ao longo do capítulo, uma sequência de atos legislativos tiveram o condão de ampliar profundamente as possibilidades de aplicação do RDC, o que, em boa medida, teve o efeito de reduzir a importância da Lei Geral de Licitações, principalmente no que se refere a licitações e contratos de obras e serviços de engenharia.

Como se vê, a Lei Geral de Licitações está correndo o risco de perder totalmente sua aplicabilidade nas contratações públicas, até mesmo porque já tinha perdido espaço para a Lei nº 10.520/2002 (Lei do Pregão), preferência de fato nas aquisições de bens.

Por pouco, essa situação não se concretizou por meio da tramitação, no Congresso Nacional, da Medida Provisória nº 630/2013, já apresentada nesse trabalho, quando foi objeto de emenda da Senadora Gleisi Hoffman, que pretendia autorizar o uso do RDC em todas as licitações e contratos de todas as esferas de governo – União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Contudo, tal emenda não prosperou.

Caracterizando ainda mais esse processo de enfraquecimento da Lei Geral de Licitações, foi criada, em maio de 2013, pelo Senado Federal, uma Comissão Temporária

Externa do Senado Federal com a finalidade de atualizar e modernizar a Lei nº 8.666/93. Foram indicados como Presidente e Relatora da referida Comissão, os Senadores Vital do rego e Kátia Abreu, respectivamente.

Ao longo dos trabalhos da Comissão, diversas audiências públicas foram realizadas, oportunidades em que representantes de órgãos públicos e privados tiveram oportunidade de participar do processo, propondo medidas de aprimoramento da legislação de contratações públicas.29

Destaca-se entre elas a Nota Técnica nº 08 do IPEA, de novembro de 2013, em resposta à consulta pública da CTLICON, que veicula, dentre outras sugestões, a de que “A reforma da Lei nº 8.666 deve buscar seus principais pontos na Lei nº 12.462, que instituiu o Regime Diferenciado de Contratações (RDC), e não no PLC 32/200730 nem no seu

substitutivo atual.”31

O relatório final, produzido em dezembro de 2013 pela Comissão Temporária Externa – conhecida pelo acrônimo de CTLICON –, destaca que os exames realizados ultrapassaram a própria Lei nº 8666/93, ao analisar também as disposições do RDC, Lei nº 12.462/2011, e da Lei do Pregão, Lei nº 10.520/2002.32

Como consequência desses exames e análises, o relatório final propôs um projeto de Lei de normas gerais de licitações públicas, de abrangência nacional, cuja intenção é a substituição da Lei Geral de Licitações, a Lei do Pregão e a Lei do RDC. Atualmente, a proposta da Comissão tramita no Senado Federal sob a identificação de Projeto de Lei do Senado - PLS nº 559/2013.

Segundo a CTLICON, o Projeto de Lei se constitui de uma compilação dos diplomas legais citados, acrescidos de algumas inovações.

Da leitura do PLS, verifica-se que poucas foram as inovações propostas e que a grande maioria das normas são oriundas da Lei nº 12.462/2011. Essa constatação permite afirmar que, embora pretenda revogar o RDC, se o PLS vier a ser aprovado nos termos do projeto original, teremos uma lei muito semelhante ao RDC.

29 A lista completa das participações nesse processo está disponível no sitio do Senado Federal com as respectivas proposições em http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/112987, acesso em 16/06/2016.

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A lista completa das participações nesse processo está disponível no sitio do Senado Federal com as respectivas proposições em http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/112987, acesso em 16/06/2016.

31 Nota Técnica IPEA nº 08, p. 45.

32Relatório CTLICON, p. 4. Disponível em http://www.senado.leg.br/atividade/rotinas/materia/getTexto.asp?

Esse movimento todo sinaliza para uma permanência da ampliação das hipóteses de aplicação do RDC e, por consequência, um esvaziamento ainda maior da Lei Geral de Licitações até que o PLS nº 559/2013 vire lei, podendo significar, ainda assim, uma permanência da maioria das normas contidas hoje no RDC.

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