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2 KARIŞTIRILMA İHTİMALİ KAVRAMI

2.1 Tanımlanması

2.1.2 Geniş Anlamda

Esta pesquisa teve por objetivo verificaro nível de conhecimento dos alunos de Ensino Médio de uma escola pública de São Paulo, no que tange aos conceitos elementares de Estatística e como uma intervenção de ensino contextualizada a partir de uma visita cultural (exposição Leonardo Da Vinci – A Exibição de um Gênio), utilizando como ferramenta o ambiente computacional, poderia incrementar este conhecimento.

A pesquisa, de cunho quali-quantitativo, seguiu um modelo quase- experimental, no formato pré-teste/intervenção/pós-teste, complementada pela análise qualitativa das atividades executadas durante a intervenção de ensino. Participaram da pesquisa 45 alunos de duas turmas da 2º série do Ensino Médio de uma escola pública da cidade de São Paulo, formando dois grupos controle e experimental, que responderam a um caderno de questões, denominado pré-teste, mas apenas o grupo experimental foi submetido à intervenção de ensino.

A intervenção de ensino consistiu em uma atividade contextualizada e motivadora, na qual foi formulada uma pergunta de pesquisa, a coleta de dados dos pelos próprios alunos, utilização do ambiente computacional para tratar os dados, o que foi realizado ao longo de um total de sete encontros, num total de 7 horas/aula. O grupo de controle, não participou da intervenção de ensino, e seguiu com os conteúdos programados pelo professor de Matemática, conforme previsto no planejamento da escola.

O elemento motivador foi a visita à exposição de Leonardo Da Vinci, que foi escolhida porque nos permitiu contextualizar nossa questão de pesquisa: “A envergadura dos braços é igual à altura de uma pessoa”, proposta por Da Vinci no seu famoso desenho do Homem Vitruviano. Assim, teríamos facilmente um motivador de pesquisa com os alunos, a fim de provar se a conjetura de Da Vinci se sustentava diante de evidências empíricas. Poderíamos, inclusive, nos aprofundar e estudar a relação áurea, também estudada por Da Vinci, onde

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temos outras relações no corpo humano. A exposição estava em cartaz na cidade, e havia um grande apelo da mídia para conhecermos a exposição, o que nos ajudou a motivar os alunos a participarem do pré-teste e da intervenção de ensino proposta.

A intervenção de ensino do grupo experimental também tinha como complemento, a utilização de um software de planilha eletrônica Tabletop, que tem a vantagem de apresentar os dados de forma icônica, minimizando a dificuldade do tratamento estatístico, e fazendo com que o aluno tenha mais facilidade na sua manipulação, mas sem excluir a necessidade do uso de representação gráfica não icônica para formalização de conceitos de propriedades. Resolvemos trabalhar com um software para a intervenção de ensino, pois os alunos das escolas públicas de São Paulo são pouco (ou quase nada!) incentivados a utilizarem os computadores disponíveis. Também a escolha do software Tabletop foi motivada pela fácil manipulação e por já ser um software utilizado nas pesquisas desta área na PUC-SP.

Após exposição das nossas razões de pesquisa e da definida da questão de pesquisa no Capítulo 1, partimos para o nosso referencial teórico no capítulo 2. Definimos alguns conceitos elementares de estatística nos baseando em Cazorla e Santana (2006), e verificamos como os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN+ (2002) dão grande ênfase à parte da Matemática que trata dos fundamentos da Estatística. Também abordamos os conceitos de medidas de tendência central, e nos apoiamos em Toledo e Ovalle (1985) para as definições de média aritmética, moda e mediana.

Fizemos, ainda no capítulo 1, um relato histórico do Homem Vitruviano de Leonardo Da Vinci. Abordamos quem foi Vitruvius, sua obra e influência que teve no período Renascentista.

Ainda no capítulo 2, citamos o INAF – Indicador de Alfabetismo Funcional, e apresentamos os diversos níveis de alfabetização, segundo este indicador. Mostramos também as evoluções dos níveis de alfabetismo funcional apresentados pelo INAF nos anos de 2002/2004. Este indicador mostra que a população brasileira tem pouca (ou quase nenhuma) intimidade com a leitura de gráfico e tabelas. O relatório apresentado pelo órgão responsável pelo

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INAF, Instituto Paulo Montenegro, mostra que mesmo utilizando gráficos e tabelas que fazem parte do cotidiano das pessoas, e que envolvem conceitos elementares de Estatística, os resultados se mostram muito baixos.

Prosseguimos no capítulo 2, nos referenciando ao letramento estatístico segundo GAL (2002). Para ele, a alfabetização estatística para uma pessoa adulta de uma sociedade industrializada, refere-se à competência desta pessoa para interpretar e avaliar criticamente a informação estatística, os argumentos relacionados aos dados ou a fenômenos estocásticos, na tomada de decisões pessoal e profissional.

Outro teórico que nos ajudou no desenvolvimento deste trabalho foi Rumsey (2002). Para Rumsey, o termo letramento estatístico deve ser substituído por competência estatística, que envolve cinco componentes: atenção aos dados, entendimento básico de Estatística, coleta de dados e resultados, interpretação num nível básico e habilidades básicas de comunicação.

Estas teorias nos ajudaram a explicar a necessidade do conhecimento estatístico no indivíduo que participa de uma sociedade organizada. Este conhecimento faz com que não se sinta marginalizado ou discriminado, ao tentar ler (ou entender) uma notícia de jornal, onde gráficos e tabelas são ferramentas freqüentemente utilizadas. Ainda, a teoria de Rumsey nos ajudou a montar o desenho do nosso experimento, utilizando, principalmente, a visita à exposição de Leonardo Da Vinci, como elemento motivador para os alunos. A teoria de Rumsey ainda nos explicou que a competência estatística é a base para o raciocínio e pensamento estatísticos, desenvolvendo habilidades científicas de pesquisa, que é a capacidade de explicar, julgar, avaliar e tomar decisões baseados em informações estatísticas.

Já a teoria dos Campos Conceituais de Vergnaud (1982), nos ajudou e deu subsídios para buscarmos a formação do conceito dos sujeitos e assim, procurarmos entender a formação do desenvolvimento, das aprendizagens e das competências.

Os níveis de leitura de gráficos, proposta por Curcio (1987) foi outra base de consulta para nosso trabalho. Nessa, Curcio revisa os níveis de leitura proposta por Bertin (1967) e sugere os seguintes níveis: leitura dos dados, leitura dentro

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dos dados, leitura além dos dados e leitura atrás dos dados. Utilizamos esta teoria na confecção do nosso instrumento de teste (pré e pós). Neste instrumento, propomos exercícios que explorem os quatro níveis sugeridos por Curcio.

As conversões de registros de representações também foram abordadas neste trabalho. Destacamos as idéias de Duval (2003) e sua Teoria de Registros de Representações Semióticas, o que nos ajudou também na elaboração do instrumento de teste e na análise das diversas respostas que obtivemos dos alunos pesquisados no grupo experimental.