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GENEL TARTIŞM A BAŞKAN - Tartışma bölümümüze başlıyoruz

(TED Ankara Koleji Vakfı Özel Lisesi Son Sınıf Öğrencisi

B. GENEL TARTIŞM A BAŞKAN - Tartışma bölümümüze başlıyoruz

A análise de conteúdo é utilizada como sendo mais um instrumento na realização da presente investigação. Trata-se de um instrumento ou, “Um conjunto de instrumentos metodológicos () em constante aperfeiçoamento, que se aplicam a “discursos”() diversificados” de acordo com Bardin (1977, p.11), definindo a análise de conteúdo como

“Um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter por procedimentos

sistemáticos e objectivos de descrição do conteúdo das mensagens indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção

(variáveis inferidas) destas mensagens.” (Bardin,1977, p.44)

Refere-se a este propósito que a intenção da análise de conteúdo “é a inferência de conhecimentos”, (idem, ps.40-41), quer isto dizer que “o analista tira partido do tratamento das mensagens que manipula para inferir (deduzir de maneira lógica) conhecimentos sobre o emissor da mensagem”, desta forma, a produção de inferências sobre um texto pode tornar-se a razão de ser da análise de conteúdo.

Para Bardin (idem, p.31) a análise de conteúdo das mensagens possui duas funções: a primeira, função heurística, caracteriza-se por aumentar a propensão para a descoberta “É a análise de conteúdo “para ver o que dá”.” A segunda função de administração da prova, refere-se às hipóteses, em forma de questões, servindo de diretrizes para o método de análise de uma confirmação ou infirmação “É a análise de conteúdo “para servir de prova”.”.

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Neste contexto, Bardin (idem, ps.41-45) compara o analista ao arqueólogo porque “Trabalha com vestígios: os “documentos” que pode descobrir ou suscitar”, indicando que existem duas práticas científicas ligadas à análise “quer pela identidade do objecto, quer pela proximidade metodológica: a linguística e as técnicas documentais.”

Do exposto, depreende-se que as mensagens dos atores estão expressas nas suas falas, razão pela qual se tenta compreender as “entrelinhas” que se encontram na linguagem desses atores. Por outro lado, a análise documental permite obter o máximo de informação possível, com o máximo de pertinência, conjugando assim o aspeto quantitativo e qualitativo.

Sendo a técnica da análise de conteúdo uma ferramenta útil para a interpretação das perceções dos atores sociais, pode-se afirmar que o método do conteúdo centra-se na linguística e na hermenêutica, ou seja, o conteúdo de uma mensagem/comunicação pode apresentar-nos uma imagem polissémica devido à sua riqueza linguística, motivo pelo qual, os dados analisados têm de refletir todos os significados atribuídos pelo sujeito de pesquisa.

Na sequência do atrás exposto, organizou-se as fases da análise de conteúdo da seguinte forma: Pré-análise; exploração do material; tratamento dos resultados e interpretações; (Bardin, 1977, p.128). A conjugação do inquérito e da análise de conteúdo foi tida como garantia de maior rigor, ou seja, se por um lado no inquérito se vai analisar o que se adequa ao objetivo de estudo (escolha, formulação e enquadramento dos itens), por sua vez, a análise de conteúdo irá ajustar as respostas e o inquérito. Desta forma, após a recolha dos dados, foi construída uma grelha de categorização, para suporte da análise de conteúdo, técnica utilizada para as entrevistas, como a seguir se exemplifica:

Quadro 8. Grelha de Categorização

Categorias Sub-categorias PERCURSO

ESCOLAR

Dimensão pedagógica

79 PROCESSO DE ENSINO Dimensão pedagógica: Vantagens Desvantagens ARTICULAÇÃO ENTRE ESCOLAS Dimensão pedagógica Dimensão organizacional ALTERAÇÕES NAS ESCOLAS Dimensão pedagógica Dimensão organizacional FINANCIAMENTO Dimensão administrativa/financeira

A grelha foi construída de acordo com as cinco principais questões orientadoras da presente investigação. Assim, à questão (Como e por quem é feita a regulação do percurso escolar dos alunos, em termos de currículo e de atividades circum e extra-escolares?) corresponde o PERCURSO ESCOLAR; à questão (Como e por quem é feita a regulação do processo de ensino?) corresponde o PROCESSO DE ENSINO; à terceira questão (Como e por quem é regulada a articulação das escolas de música com as escolas protocoladas do ensino regular?) corresponde a categoria ARTICULAÇÃO ENTRE ESCOLAS; à questão (Como é que as escolas de música e as escolas protocoladas se adaptaram, que alterações tiveram de fazer ou que alterações sentiram como decorrentes do incremento deste regime? e Quais dessas alterações foram percecionadas como oportunidades ou constrangimentos?) corresponde a categoria ALTERAÇÕES NAS ESCOLAS; por último, à questão (Como e por quem é regulado o financiamento deste regime? e Que diferenças existem em relação aos outros regimes?) corresponde a categoria do FINANCIAMENTO.

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Nas cinco categorias das entrevistas subdividiu-se ainda, cada uma delas, em sub- categorias, uma vez que na análise de dados, de acordo com Bogdan e Biklen (1994, p.205), esta análise é um processo de “busca e de organização () de transcrições de entrevistas (…) e outros materiais que foram sendo acumulados, com o objectivo de aumentar a sua própria compreensão”. Como foi dito, este processo leva a um momento de redução de dados, com a finalidade de tornar mais percetível a apresentação dos mesmos, bem como a sua comparação e interpretação.

Desta forma, tomando como modelo a explanação de Maroy (1997, p.143), todo o material foi codificado numa grelha de codificação e a partir desta codificação, estabeleceram-se comparações verticais e horizontais. A vertical, “consiste em aproximar as análises provenientes da aplicação de diferentes categorias da grelha de análise à mesma unidade de análise”, que na presente investigação correspondeu à dimensão organizacional das diferentes categorias. A comparação horizontal, consiste em “aproximar análises verticais (…) a sistematizar as comparações difusas que são feitas na análise de cada situação encontrada” (idem, p.146), neste caso, correspondeu à aproximação da situação de cada escola, facilitando a interpretação das lógicas dos diferentes atores sociais.

Contudo, é importante referir que os modelos fornecidos por uma análise, como afirma Friedberg (1993, p.316) não são mais do que “um resultado parcial e provisório que corresponde a um estado de recolha dos dados, sem nenhuma pretensão à exaustividade”; o carácter científico das análises “é função do respeito por um processo de inquérito que deve garantir uma recolha e um tratamento dos dados tão abertos, sistemáticos e honestos quanto possível.” (idem, p.317), pretende-se assim desta forma “evitar o enviesamento das interpretações propostas para explicar a realidade” como explica Maroy (1997, p.147).

Conforme já foi referido, a recolha de dados foi efetuada segundo a utilização de dois instrumentos de colheita de dados (a pesquisa documental e entrevistas semi-estruturadas) que possibilitaram o desenvolvimento de linhas convergentes de investigação, ou seja, o processo de triangulação, com vista a evitar os enviesamentos e a garantir a qualidade dos dados para validar as conclusões da investigação.

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