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PAN EL ÜYELERİNİN KONUŞM ALARI

(TED Ankara Koleji Vakfı Özel Lisesi Son Sınıf Öğrencisi

A. PAN EL ÜYELERİNİN KONUŞM ALARI

O facto de os investigadores qualitativos se interessarem pelos problemas humanos e sociais, pela forma de ver o mundo e pela interação entre investigador e investigado, tornou a entrevista num instrumento fundamental de recolha de dados, na investigação naturalista.

A entrevista “consiste numa interacção verbal entre o entrevistador e o respondente” Afonso (2005, p.97). Podendo tornar-se (...) uma das fases mais agradáveis da investigação; a da descoberta, a das ideias que surgem e dos contactos humanos mais ricos para o investigador” (Quivy & Campenhoudt, 2008, p.70).

Para Ruquoy (1997, p.89) a entrevista (...) é o instrumento mais adequado para delimitar os sistemas de representações, de valores, de normas veiculadas por um indivíduo” e “releva mais da arte do que das técnicas” (idem, p.95). Por seu lado, Bogdan & Biklen consideram-na uma “conversa intencional” para obter informação, sendo a entrevista (...) utilizada para recolher dados descritivos na linguagem do próprio sujeito, permitindo ao investigador desenvolver intuitivamente uma ideia sobre a maneira como os sujeitos interpretam aspectos do mundo” (idem, 1994, p.134).

De acordo com estes autores, nas investigações em educação, as técnicas de entrevista são utilizadas para recolher informações de conteúdo, servindo de base para inferir as perceções e atitudes dos atores que exprimem a sua realidade através da linguagem.

Na presente investigação qualitativa a entrevista foi utilizada como estratégia principal para a recolha de dados. Dado o carácter exploratório que se atribuiu à entrevista, optou-se pela entrevista semi-estruturada (para a qual foi construído um guião como instrumento de gestão), uma vez que esta, tendo um formato intermédio entre a estruturada e a não

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estruturada, é a que melhor se enquadra nas “questões de pesquisa” e “eixos de análise” conforme indica Afonso (2005, p.99):

“ O guião deve ser construído a partir de questões de pesquisa e eixos de análise do projecto de investigação. A sua estrutura típica tem um carácter matricial, em que a substância da entrevista é organizada por objectivos, questões e itens ou tópicos. A cada objectivo corresponde uma ou mais questões. A cada questão correspondem vários itens ou tópicos”.

Deste modo, tornou-se relevante entrevistar representantes de todos os setores envolvidos neste processo, independentemente, de desempenharem um maior ou menor protagonismo nas escolas. Assim, foram entrevistados, em ambas as escolas de música: os diretores; os professores; no que respeita ao critério da categoria dos docentes entrevistados, optou-se pela escolha de um professor de Formação Musical, por ser uma disciplina teórica e mais abrangente em número de alunos do regime articulado, bem como por um professor de instrumento, nestecaso, foram os professores do curso de piano. Para além destes, realizaram-se ainda entrevistas às professoras coordenadoras; na escola particular, à coordenadora do regime articulado, no caso da escola pública (como não tem este cargo) à coordenadora do ensino básico; a uma professora em cada escola genérica com protocolo estabelecido com as escolas de música; a elementos do pessoal não docente; a alunos; a pais/encarregados de educação. Relativamente ao Ministério da Educação, à técnica da ex-DRELVT que trabalha mais diretamente com as escolas, e a uma professora que, também, é técnica num organismo do Ministério8 e ainda à ex-Ministra da Educação. A síntese das entrevistas realizadas constam do quadro seguinte:

Quadro 5. Síntese das entrevistas

Categorias dos Entrevistados Número de entrevistas

Ex-Ministra da Educação 1

Técnicas do Ministério da Educação 2

Diretores das Escolas de Música 2

8

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Escolas Genéricas com protocolo 2

Professoras de Instrumento 2

Professoras de Formação Musical 2

Professoras Coordenadoras 2

Pessoal Não Docente 4

Alunos 4

Pais/Encarregados de Educação 2

A opção para a realização de entrevistas a estes atores, deveu-se ao facto de responder mais claramente aos objetivos propostos no presente estudo, uma vez que de acordo com Friedberg (1993, p.310)

“(...) multiplicar os testemunhos de actores que, de um ponto de vista formal (...) se encontram em

situações distintas e deveriam portanto ter uma visão diferente da realidade (...) e multiplicar (...) as entrevistas com actores que segundo os mesmos critérios estão em situações senão idênticas, pelo

menos muito semelhantes e que por isso deveriam ter uma percepção comparável da realidade.” As entrevistas foram organizadas através de um contacto efetuado pela investigadora, no qual se estabelecia a data e local, bem como se informava quais os objetivos deste estudo.

As entrevistas tiveram uma duração variável, consoante os atores, tendo a mais curta uma duração de 3’07’’ e a maior uma duração de 34’01’’. Foram realizadas em diversos locais: na escola de música particular, tiveram lugar na mediateca (aos 5 alunos, 1 funcionária administrativa, 1 auxiliar de ação educativa e 1 encarregado de educação); na sala de aula (1 professora de instrumento, 1 professora de formação musical); no gabinete do diretor (o diretor pedagógico e a coordenadora do regime articulado); na escola de música pública, na secretaria (1 funcionária administrativa e 1 assistente operacional); na sala de aula (1 aluno; 1 encarregado de educação; 1 professora de instrumento; 1 professora de formação musical e a coordenadora do ensino básico); no gabinete da diretora, (a diretora); na escola genérica com protocolo com a escola de música pública, no gabinete da diretora (a diretora do mega agrupamento); na escola genérica secundária com protocolo com a escola de música particular, numa sala de reuniões (a professora que dá apoio ao

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articulado); nas instalações da ex-DRELVT, num gabinete de trabalho (a técnica que trabalha com as escolas); numa outra escola de música, na sala de aula, (uma professora de música que também desempenha funções num organismo do Ministério); no ISCTE, no gabinete de trabalho, a Professora Doutora Maria de Lurdes Rodrigues (ex-Ministra da Educação).

As entrevistas foram realizadas individualmente, exceto no caso de uma entrevista coletiva realizada a três alunas, na escola de música particular, por tal ter sido solicitado.

Conforme verbalmente estabelecido e aceite no início das entrevistas, estas foram gravadas em áudio, excetuando-se a entrevista à professora da escola genérica com protocolo com a escola de música particular, que não autorizou a gravação. Por este facto, foram tomadas notas que após transcrição foram enviadas à referida professora; após este procedimento, a professora reenviou a entrevista alterada, com o pedido de ser esta a versão única da sua entrevista. Todas as outras entrevistas gravadas foram transcritas pela investigadora, tendo sido garantida a confidencialidade das informações, e enviadas (via e- mail, de acordo com o combinado) aos entrevistados, mantendo as interjeições, pausas, redundâncias, etc.. Alguns pediram para serem suprimidas as referências às escolas, bem como alguns pleonasmos.

O guião das entrevistas, no quadro infra exemplificado, foi organizado em seis blocos temáticos (A a F), com um conjunto de perguntas semi-abertas, conforme se indica a seguir: 9

Quadro 6. Guião das entrevistas

BLOCOS OBJETIVOS TÓPICOS

A

Legitimação da entrevista e motivação do

entrevistado

- Informar sobre o enquadramento da entrevista;

- Informar sobre o objetivo da entrevista;

- Realçar a importância do contributo do entrevistado;

- Esclarecer qual o tema em investigação;

- Papel do entrevistado enquanto ator duma escola com características

9 Nos anexos, meramente como exemplo, encontra-se um guião de perguntas, que serviu de suporte às entrevistas, adaptando-se as perguntas de acordo com os atores entrevistados, mas sempre conforme os objetivos propostos neste guião.

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- Garantir a confidencialidade; específicas;

B

Percurso Escolar

- Averiguar as lógicas e perceções sobre as lógicas de incremento deste regime/percurso escolar pela tutela;

- Averiguar as lógicas das opções por este regime;

- Lógicas da tutela;

- Perceções sobre as lógicas da tutela por parte dos diretores, dos professores, do pessoal não docente, dos pais e dos alunos;

- Perspetivas da tutela, dos diretores, dos professores, do pessoal não docente, dos pais e dos alunos;

C

Processo de Ensino

- Conhecer as perceções sobre o regime articulado;

- Fatores percecionados como facilitadores da aprendizagem e/ou positivos;

- Fatores percecionados como fontes de constrangimento e/ou como negativos;

D

Articulação

- Compreender como e por quem é feita a articulação entre as escolas de música e as escolas do ensino genérico;

- Como é feita a articulação a nível pedagógico;

- Como é feita a articulação a nível organizacional;

- Quais os principais atores da articulação;

E

Alterações

- Identificar as alterações que decorreram, nas escolas implicadas, com o incremento do regime articulado;

- Alterações a nível pedagógico;

- Alterações a nível organizacional;

- Principais dificuldades sentidas;

F

Financiamento

- Compreender o financiamento do regime articulado em comparação com os regimes integrado e supletivo;

- Caracterizar o financiamento do regime articulado;

- Identificar as principais diferenças relativamente aos regimes integrado e supletivo;

Este guião foi nos seus tópicos, adaptado em função de cada categoria de entrevistados. Na transcrição das entrevistas, os entrevistados são identificados por um registo alfanumérico, conforme se explica no quadro infra exposto, ou seja: atribuiu-se a letra A a todos os entrevistados na escola de música particular; a letra B aos entrevistados na escola de música pública; a letra C para as técnicas do Ministério da Educação e a letra D para a ex-Ministra da Educação, por exemplo: A9:4 significa que é a entrevista realizada a uma

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professora de instrumento, na escola de música particular e cooperativa, seguida do número da página donde é extraída a citação.

Quadro 7. Código das entrevistas

Nº e código da entrevista

ENTREVISTADOS

1 – A0 Profª. Escola regular com protocolo com Escola música particular 2 – A1 Funcionária Administrativa – Escola música particular

3 – A2 Auxiliar Ação Educativa - Escola música particular 4 – A3 Aluna – Escola música particular

5 – A4 Aluno - Escola música particular

6 – A5 Encarregado Educação - Escola música particular 7 – A6 Alunas - Escola música particular

8 – A7 Diretor Pedagógico - Escola música particular

9 – A8 Coordenadora regime articulado - Escola música particular 10 – A9 Profª Instrumento (Piano) - Escola música particular 11 – A10 Profª Formação Musical - Escola música particular

12 – B1 Funcionária Administrativa – Escola música pública 13 – B2 Assistente Operacional - Escola música pública 14 – B3 Profª Instrumento (Piano) - Escola música pública 15 – B4 Profª Formação Musical - Escola música pública 16 – B5 Diretora - Escola música pública

17 – B6 Aluno - Escola música pública

18 – B7 Encarregado Educação - Escola música pública

19 – B8 Coordenadora do ensino básico - Escola música pública 20 – B9 Diretora Escola regular com protocolo Escola música pública 21 – C1 Técnica do Ministério de Educação

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22 – C2 Técnica do Ministério de Educação 23 – D1 Ex-Ministra da Educação