O começo do século XXI se apresentava como um momento importante para um novo tempo e uma nova história para democracia. A participação popular tornou-se uma questão relevante na agenda política, e a entrada de políticos evangélicos na CMN era a oportunidade oficial para uma mudança de fato, pois a participação de políticos evangélicos promoveriam uma visibilidade sem precedentes ao seguimento evangélico em Natal, que experimentariam uma oportunidade ímpar na história da CMN com a participação da sua maior bancada.
Em contrapartida, devido às novas demandas características do contexto social deste o início do século que se estabelecem grandes desafios para a principal forma de estruturação do Estado moderno, a participação de todos, independentes de religião, cor, gênero, o Brasil abria a possibilidade da participação política e social e com base nesta nova história política em que vereadores evangélicos se uniam na Câmara Municipal com os desafios de uma representação política para todo o munícipio de Natal. Sem fragmentação ética, política e religiosa os vereadores evangélicos estariam desenvolvendo os seus mandatos para toda a Natal.
O início de todo o trabalho vem com o desafio que cada um dos 21 vereadores estivessem na busca de ampliação ao máximo dos leques partidários e geográficos da atuação política com a finalidade de influenciar e desenvolver a participação com o máximo de vínculos para aprovação de projetos, emendas e requerimentos. Portanto os vereadores que chegavam iriam desenvolver estratégias para aquisição deste capital favorável para o bom desempenho da sua legislatura. Indicações, nomeações, emendas e
o conhecimento técnico dos regimentos da Câmara e das leis, seriam a primeira estratégia de entrada a Câmara Municipal de Natal.
3.1 CONHECENDO OS VEREADORES EVANGÉLICOS DA CÂMARA.
Os que chegavam a Câmara Municipal de Natal eram Salatiel de Souza nascido em 21 de dezembro de 1972, é casado e tem dois filhos. Morou no bairro das Quintas em Natal, um bairro periférico da Cidade e praticamente foi criado pela mãe e pelos avós, que eram evangélicos e participavam da Igreja Batista Cristã em Natal e localizada no bairro das Quintas, preservavam a prática de ir à igreja com a família aos domingos.
Esteve envolvido em várias atividades na Igreja e dentre essas atividades a de Embaixador do Rei, uma agremiação para crianças e adolescentes. Seu pai era pintor, esteve ausente na sua vida. Salatiel concluiu seus estudos no Winston Churchill, onde foi presidente do Grêmio Estudantil da Escola de 1991 a 1992, e foi vice-presidente da UMES até 1995. Estudou no Colégio Adventista, onde só cursou dois anos porque seus conceitos religiosos (doutrina batista) iam de encontro aos da Escola.
Na vida profissional, o primeiro cargo que Salatiel ocupou numa rádio foi o de atendente. Os telefonemas, os recados e os pedidos dos ouvintes da Rádio Tropical, em 1989, eram de sua responsabilidade. Ingressou no meio da comunicação em 1992, trabalhando como locutor e, posteriormente, como repórter contratado da Rádio Nordeste AM. Salatiel ainda trabalhou na Rádio Cabugi, na Rádio Poti e na Rádio Novos Tempos (de Ceará-Mirim), no ano de 1997. Sua introdução à TV se deu ainda em 97 com o convite do diretor de jornalismo da TV Potengi (atual Band), Max Fonseca. Salatiel tinha um quadro que se chamava Linha Dura, em que ele fazia comentários, denúncias e reclamações em um tempo estimado de dois minutos, dentro do programa Acontecimentos. Trabalhou na TV Potengi até 200243.
O vereador Salatiel de Souza assumiu o seu mandato em 01 de Janeiro de 2005, estava com 33 anos, exatamente a idade que Cristo foi até a cruz. Fazendo um paralelo
43 Texto: Luciana Oliveira. http://programaxequemate.blogspot.com.br/2009/09/saiba-mais-sobre-o- salatiel-de-souza.html. Visita realizada em 05 de Outubro de 2014
com a história de Cristo a expectativa do mandato seria a morte ou redenção na vida deste jovem de origem simples?
Edson Siqueira De Lima, aos 38 anos assumiu o mandato de vereador, entregou a vida a Cristo na Assembleia de Deus, nascido em Natal em 03 de Junho de 1966 casado e com superior completo44.
Gilson Moura é filho de uma família pobre do interior do estado, teve a sua origem política iniciada com a participação fundamental do ex-senador Carlos Alberto de Souza, que investiu e ofereceu o trabalho de reporte em sua empresa de televisão TV Ponta Negra, afiliada do SBT em Natal (RN), durante anos trabalhou e se destacou nos programas voltados para a prestação de serviço, trabalho este que lhe rendeu notoriedade para tentar e conseguir uma vaga na Câmara Municipal de Natal. O vereador Gilson Moura tinha 38 anos quando assumiu o seu primeiro mandato de vereador, chegava a CMN com quase sete mil votos nas urnas. Tem o Ensino Superior Completo45.
Francisco de Assis, o vereador Bispo Francisco de Assis nasceu em agosto de 1953, na cidade de Lagoa de Dentro (PB). Nos anos 70 morou na cidade do Rio de Janeiro, onde trabalhou como pedreiro e motorista. Em 1994 foi consagrado Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, instituição a qual integra até hoje. Foi nomeado, em 2003, como coordenador da FUNDAC-RN, órgão vinculado ao Governo do Estado. Foi eleito Vereador pela primeira vez em 2004, com forte apoio do eleitorado evangélico. 46 O bispo Francisco de Assis assumiu ao mandato de vereador aos 52 anos superior completo.
E por último Adenúbio Melo que é natural de Ipanguaçu (RN). Nasceu em 1967 e veio para Natal aos 17 anos, onde construiu uma trajetória de sucesso nas artes marciais do estado, conquistando vários títulos nacionais. Elegeu-se pela primeira vez para Câmara Municipal de Natal em 2004, com o apoio da comunidade evangélica47. Adenúbio possuía na época o ensino médio.
44http://noticias.uol.com.br/politica/politicos-brasil/2008/vereador/03061966-sargento-siqueira.jhtm. Os dados desta página são todos oficiais e fornecidos pela Justiça Eleitoral, que autorizou a publicação. A busca de Políticos do Brasil possui dados referentes às Eleições de 1998, 2002, 2006, 2008 e 2010. Visita em 05 de Outubro de 2014
45http://www.al.rn.gov.br/portal/deputados/76/gilson-moura. Visita em 05 de Outubro de 2014. 46http://www.cmnat.rn.gov.br/vereadores/8/bispo-francisco-de-assis#sthash.GbeE7mzl.dpuf.Visita em
05 de Outubro de 2014 .
47http://www.cmnat.rn.gov.br/vereadores/13/adenubio-melo#sthash.yZPNwnCr.dpuf Visita em 05 de Outubro de 2014.
As fontes dos dados consultados além da bibliografia existente na própria Câmara Municipal de Natal constituíram-se como base de conteúdos para compreensão do contexto familiar, social e político de cada um dos candidatos evangélicos e nos forneceu informações quanto à vida antes do mandato dos parlamentares citados nesta pesquisa e indicados no trabalho através de notas.
3.1 OS PRIMEIROS ANOS: 2005 – 200648.
Relatar a experiência dos primeiros anos na Câmara Municipal como representantes das Igrejas Evangélicas de Natal era um desafio e ao mesmo tempo algo novo em especial para as Igrejas Batistas e a IURD49, pois até o momento o vereador Salatiel de Souza e o bispo Francisco de Assis eram os seus primeiros representantes. A Convenção Batista do RN e a IURD enviavam os seus primeiros representantes a Câmara Municipal de Natal, a Assembleia de Deus já havia em outras legislaturas contado com a participação de outros vereadores.
O trabalho de um vereador além das atribuições normais políticas no cotidiano, consiste também em desenvolver estratégias para o seu desenvolvimento na dinâmica da Câmara concomitante aos os privilégios da função. É igualmente oportuno entender as expectativas e demandas sócias em relação às práticas dentro da Câmara, pois seria igualmente importante compreender as expectativas sociais em relação às suas ações e os parâmetros institucionais que orientam o comportamento dos agentes políticos.
A chegada desses novos vereadores ao campo político foi precedida tanto pela criação de novas pontes com a sociedade, pela barreira religiosa que seria dissolvida como também pela nova restruturação política no Brasil com os avanços do Governo Lula, juntamente com as novas representações ideológicas que ora avante seriam desenvolvidas.
Durante muito tempo, líderes pentecostais consideravam suja a atividade política, denunciavam os “candidatos de porta de templo”, que apareciam apenas em épocas de eleições e que, depois de eleitos, se fechavam aos interesses das bases que os elegeram,
48 ESCLARECIMENTO: Todos os vereadores citados foram procurados para conversar, apresentar informações, divergir da pesquisa ou sobre as suas ações na CMN durante o período de legislatura, mas o pesquisador foi ignorado durante o processo de construção da dissertação e as tentativas de encontro foram todas frustradas, cabendo a mim dar continuidade ao trabalho com as informações encontradas na própria CMN.
ou simplesmente fingiam atendê-las dando nome de seus mortos ilustres a escolas, praças e ruas. Em meados dos anos 80 a situação ainda era muito pior, pois muitos não chegavam nem nas calçadas quanto mais em portas de templos. A essa percepção crítica dos políticos evangélicos acrescentou-se a crítica moralista dos neopentecostais, que segundo Campos50, “eles desenvolveram uma repulsa aos políticos evangélicos tradicionais, acusados de transigirem em seus princípios morais para defender interesses próprios ou de grupos incrédulos”.
Não há dúvida de que os vereadores respondem a parte das expectativas sociais que os eleitores têm em relação a eles, mesmo que nem todas essas expectativas sejam condizentes com a motivação pessoal do Vereador ou com as imposições institucionais, pois diante do novo, é fundamental que aqueles que iniciam um projeto político venham se inteirar e compreender sobre tudo o que exige da nova função, para isso é necessário profissionais que entendam dos tramites, como também de pessoal qualificado que nem sempre nas Igrejas evangélicas se tem este tipo de profissional com este perfil. O primeiro grande dilema do “político cristão” é montar a sua assessoria para suporte na Câmara.
É neste contexto que o vereador inicia o seu mandato já um pouco distante da Igreja e dos irmãos da mesma fé, pois diante das novas atribuições muitos literalmente desaparecem do cenário religioso em virtude das novas atribuições e em alguns casos do próprio assédio que os membros promovem na vida do novo vereador, que agora é uma figura pública e que no imaginário popular das pessoas é aquele que pode fornecer o alívio imediato das mazelas sociais em que está inserido.
Segundo o próprio Salatiel de Souza evitava em ir a Igreja Batista Cristã, no início do seu mandato por se sentir muitas vezes assediado pelos membros da Igreja. Segundo ele em entrevista51 relatou que: “muitas vezes ao estacionar o carro, já se tinham pedidos de óculos, remédios, e ao caminhar ao templo da Igreja local o assédio continuava com pedidos de empregos, orelhão nas ruas, palanques para cultos públicos” e segundo o próprio Salatiel, as solicitações eram intermináveis.
50Leonildo Silveira Campos é professor da Pós-Graduação em Ciências da Religião na Universidade Metodista de São Paulo, autor de Teatro, templo e mercado: organização e marketing de um empreendimento neopentecostal, Petrópolis, São Paulo, Vozes-Simpósio-Umesp, 1997
Relações sociais entre os atores da esfera pública constroem-se a partir da interação de comportamentos motivados por valores que são, não apenas distintos, mas contraditórios.
Na esfera política municipal, notadamente na relação entre os agentes políticos e os eleitores, o mundo público das leis impessoais e universais é constantemente confrontado com a necessidade de burlá-lo para atender às demandas do universo privado dos parentes, dos amigos, dos apadrinhados, dos aliados como também das suas denominações ou Igrejas.
As ações dos vereadores, logo após assumirem os seus mandatos, foram ações que conferem a lógica real do atender mais o privado do que o público, demandas que realmente aconteciam no universo privado, dos apadrinhados como se constata nas ações que seguem.
Salatiel de Souza em seu primeiro mandato cooperou com a Igreja Batista Cristã, o qual era membro, com ajuda financeira e com a viabilização de ônibus para levar acampantes em prol da realização do seu retiro espiritual no período de Carnaval realizado em Natal, no Clube de Oficiais da Polícia Militar, o Bispo Francisco de Assis que fora eleito com Vereador pela primeira vez em 2004, com forte apoio do eleitorado evangélico, sofria deste mesmo assédio e contribuía com facilidades para os cultos públicos e intermediações para eventos em bairros e praças de Natal. Esta é uma prática corriqueira nas “demandas do universo privado dos parentes, dos amigos” e aqui em especial no favorecimento da comunidade evangélica. Esta mesma ação é constatada no vereador Adenúbio Melo na cooperação a eventos esportivos e tembem na ajuda a cultos e cruzadas evangelísticas. Gilson Moura e Sargento Siqueira em suas atuações e em seus seguimentos profissionais desenvolviam esta mesma prática corporativista.
Entende-se que a realidade socioeconômica dos diferentes grupos religiosos é algo importante para observação, pois o acesso a um político é algo quase inimaginável para a realidade de uma Igreja Local que sempre esteve muito distante da realidade. Para o político que se deparava com uma realidade nova e para a Igreja que teria agora possibilidades claras de uma maior evidência e acesso legitimado.
Os primeiros anos dos vereadores e as suas relações com as Igrejas evangélicas locais e as outras demais Igrejas era algo novo, tanto para o político como também para as Igrejas e o novo sempre é algo desconhecido, pois quanto maior a exposição de um indivíduo aos meios de comunicação de massa, maior o retorno em reconhecimento e esta era a realidade de Salatiel de Souza que na época apresentava um programa
informativo ao meio dia na Cidade, do Vereador Gilson Moura que desempenhava uma função de repórter investigativo em outra emissora de Natal. O vereador Adenúbio Melo que usava o seu marketing de ex-atleta para atingir as massas através da prática esportiva, o carisma do bispo Francisco de Assis, com a sua história de nordestino que venceu na cidade grande e que ao lado da sua sanfona, instrumento típico do nordeste encantava o povo com melodias sobre Deus falando ao coração e por fim o Sargento Siqueira que tinha na época o respeito de boa parte da corporação da polícia militar que o elegeu como seu representante na Câmara Municipal de Natal.
3.2 REQUERIMENTOS NO INÍCIO DA LEGISLATURA.
Após pontuar algumas ações dos vereadores no início da legislatura o propósito dessa seção é fundamentar a pertinência do trabalho desenvolvido através da postura da bancada evangélica nos primeiros anos de atuação na Câmara Municipal de Natal e tem como o objetivo analisar o trabalho desenvolvido pelos mesmos.
Apresentarei dados fundamentados nos requerimentos produzidos pelos próprios vereadores em seus dois primeiros anos de mandato. O acesso ao material foi de maneira formal solicitado a Câmara Municipal de Natal através de ofício encaminhado a Câmara Municipal de Natal no dia 11 de Março de 2014 e contou com o apoio do professor e orientador deste trabalho, o professor Homero de Oliveira Costa. A solicitação só foi atendida depois de várias visitas ao local e ficou disponível para cópia e analise no dia 11 de Agosto de 201452.
Requerimentos apresentados pelos vereadores no período de 2005 – 2006.
O quadro acima revela os requerimentos solicitados pelos vereadores evangélicos de Natal nos seus dois primeiros anos de trabalho. Um vereador tem muitas atribuições e dentre estas atribuições consta os requerimentos que segundo o regimento interno da Câmara municipal de Natal são aqueles pedidos verbais ou escritos, direcionado ao Presidente da Câmara ou através dele sobre qualquer assunto, por vereador ou por comissões53.
Por ser um representante legal do povo é através dos requerimentos que solicitações e demandas das pessoas são atendidas em alguns casos com uma maior prioridade.
Cabe ao vereador mostrar os problemas da comunidade e buscar providências junto aos órgãos competentes. Segue alguns requerimentos enviados a presidência da Câmara Municipal de Natal no período de 2005 – 2006 para que venha ser possível o entendimento das ações da bancada evangélica de Natal.
Adenúbio Melo, membro da Assembleia de Deus e eleito vereador de Natal pelo PSB, iniciou o seu mandato com o ímpeto de solicitar em seu primeiro ano na Câmara mais de 70 requerimentos ao Presidente da mesma. Requerimentos como o de Nº3133/2005 para o capeamento asfáltico da Av. Central localizada no bairro da Redinha. O requerimento Nº 2990/2005 que seja feita a desobstrução entre a “Assembleia de Deus” e a “Igreja Batista”, na Rua das Gameleiras, bairro de Cidade
53 Regimento Interno da CMN – Requerimentos e solicitações.
0 10 20 30 40 50 60 70 80 Salatiel Srg. Siqueira Adenúbio Bispo Francisco Gilson Moura 2006 2005
Satélite, pleito este solicitado pelos moradores do bairro. O vereador fez requerimento de Nº 2803/2005 solicitando que sejam instaladas duas bombas para drenar uma lagoa formada na Av. Boa Sorte localizada no bairro de Vale Dourado, nesta capital e mais dezenas de solicitações como estas foram encaminhadas ao Presidente da Câmara.
Salatiel de Souza, membro da Igreja Batista Cristã, eleito vereador pelo PFL, foi o segundo dos vereadores evangélicos a produzir mais requerimentos, mas alguns dentre tantos merece a atenção, pois o vereador Salatiel de Souza requereu ao Presidente da Câmara o Sr. Rogério Simonetti Marinho, a solicitação de votos de congratulações ao Empresário Felipe Catalão Maia pelo dia do seu aniversário, requerimento Nº3123/2005, importante ressaltar que Salatiel de Souza era filiado ao partido presidido no RN pelo pai do referido empresário o Sr José Agripino Maia, Senador da República. O requerimento Nº 3122/2005 mais um pedido de congratulações pelo dia do aniversário agora do Sr Augusto Carlos Garcia de Viveiros. Outro requerimento de Nº 2930/2005 o então vereador solicita moção de apoio à superintendência da Polícia Federal pela operação Corona, que visava coibir o turismo sexual internacional. Os demais requerimentos versão sobre reformas de quadras de esportes, iluminação pública e instalação de telefones públicos em bairros da Cidade.
O terceiro vereador a produzir mais requerimentos foi o Sargento Siqueira, membro da Assembleia de Deus e vereador eleito pelo Partido Progressista o PP requereu no seu primeiro ano na Câmara Municipal 44 requerimentos e dentre tantos registramos aqui três: O requerimento Nº 1893/2005 a solicitação para a viabilização de uma parceria com a Petrobras para a reforma do estádio João Machado, o extinto Machadão. O requerimento Nº 1783/2005 foi requerido ao Presidente da Câmara que seja enviado ao Desembargador Amaury de Souza Moura Sobrinho a solicitação da criação de uma Vara Criminal Especializada em processar e julgar os assaltos ocorridos no interior de transportes públicos. O requerimento de Nº 1689/2005 requer de forma regimental uma sessão solene em homenagem aos 170 anos da Polícia Militar do Rio Grande do Norte a ser comemorado no dia 04 de Novembro, convidando para tanto comandantes e ex-comandantes da corporação.
O quarto vereador evangélico a produzir mais requerimentos é o vereador Francisco de Assis, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e membro da Igreja Universal do Reino de Deus. Os requerimentos do vereador conhecido por bispo Francisco é que seja realizada a obra de concerto da grade de proteção da Av. Salgado Filho, próximo à passarela de Lagoa Nova, com a justificativa de que a obra visa à
segurança da comunidade, requerimento Nº 28/2005. O requerimento Nº 345/2005 que seja realizada a obra de reposição de lâmpadas na Rua Baraúnas próxima a Igreja Universal no bairro do Alecrim, pois é de grande importância para a segurança da comunidade, aponta à justificativa. O requerimento de Nº 1773/2005 é que seja realizada a colocação de um telefone público na travessa Presidente Médici no bairro de Igapó, a justificativa do vereador é a importância para o desenvolvimento social da comunidade.
O vereador que apresentou menos requerimentos no seu primeiro ano de ação na Câmara Municipal foi vereador Gilson Moura, 37 requerimentos no total, em contrapartida foi o que apresentou mais projetos de lei em seu primeiro ano na Câmara