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Governança Corporativa é um tema atual e de crescente importância para todas as empresas. Os bancos são componentes importantes em qualquer economia uma vez que são agentes intermediadores de recursos entre investidores e a atividade produtiva. Além disto, o setor bancário também prover financiamento pessoal e acesso ao sistema de pagamentos, sendo fundamental para o desenvolvimento e manutenção de todos os demais setores da economia. A crise em sistemas bancários pode ter consequências bastante danosas para a economia como visto recentemente em todo o mundo. Neste contexto, a boa gestão de instituições bancárias é crucial para garantir a estabilidade do setor.

O objetivo deste trabalho foi analisar e identificar boas práticas de governança corporativa adotadas pelas empresas do setor bancário no Brasil.

Para tanto foi feito um estudo a respeito de aspectos conceituais de governança corporativa e de recomendações de boas práticas de governança corporativa feitas pelo IBGC, pela CVM e pela BM&FBovespa. A pesquisa empírica consistiu na análise de uma amostra de 26 bancos com ações negociadas na BM&FBovespa.

Os resultados encontrados nos permitem concluir que, apesar dos avanços que os bancos alcançaram em termos de boas práticas de governança corporativa, ainda há aspectos que podem ser melhorados. 54% dos bancos já estão listados em algum nível diferenciado. No entanto, apenas 1 banco faz parte do Novo Mercado. Parece que o principal entrave para a adesão ao novo mercado seja abdicar do capital preferencial o que pode levar perda de controle.

Com relação à média de número de Conselheiros, no conjunto, os bancos apresentam médias que estão de acordo com as recomendações de boas práticas. Em média, os mandatos do Conselho de Administração também estão de acordo com as boas práticas recomendadas, variando de 1 a 3 anos. 96% dos bancos estudados permitem a reeleição, o que é recomendável para se construir um Conselho experiente, produtivo, mas que não seja vitalício.

Percebe-se, analisando os estatutos dos bancos, que apenas 54% dos bancos proíbem o Presidente do Conselho de Administração também de atuar como Diretor Executivo. Um dado importante do estudo é somente metade dos bancos estudados têm Conselheiros Independentes o que não é bom sinal em termos de boa governança.

Ao observar todo o setor bancário percebe-se que ele possui extremos, alguns bancos com ótimas práticas de governança corporativa e outros com práticas ainda bem distantes das boas recomendações. Nota-se também que os bancos ainda têm muito a se desenvolver em relação à adoção de boas práticas de governança corporativa.

Os resultados obtidos com as boas práticas de governança corporativa são muitos, como mais transparência, equilíbrio entre desempenhos econômico, financeiro, ambiental social e aumento no número de acionistas, consumidores e fornecedores. No entanto, ainda há uma resistência das empresas a adotarem tais medidas.

Vemos como necessária a realização de outros estudos como complementação e aprimoramento deste, ampliando as análises comparativas entre do setor bancário, e de outros setores, como também a realização de trabalhos avaliando os efeitos da adoção de práticas de governança corporativa sobre a propriedade, o desempenho e valor da empresa.

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