2.5.MEDYA VE ANLAMIN ÇOĞALTILMAS
2.7. KAMUSAL ALAN VE KİMLİK TEMSİLİ
2.7.2. GENÇLİĞİN İÇTEN ÖFKESİ
Esse tópico trata da identidade social, a qual de acordo com Deschamps e Moliner (2009) se estabelece a partir da pertença do indivíduo a diferentes grupos sociais, no qual ele define o seu lugar na sociedade. Concordando com a importância de se pertencer a um grupo, na definição do “eu”, Chamon (2003, p. 37) argumenta que e teoria da identidade social “propõe também dinâmicas identitárias em termos mais pessoais. Dessa forma, a abordagem da identidade se faz num eixo que liga um polo social a um polo mais pessoal”. Nesse sentido, a construção da identidade social depende das categorizações que os outros e as
instituições nos conferem, baseados nos nossos diversos pertencimentos: étnico, cultural, desempenho escolar, político, religioso e profissional (DUBAR, 2005).
A pertença a um grupo não garante a construção de uma identidade social positiva, argumentam Deschamps e Moliner (2009), pois dependemos de uma imagem favorável dos outros grupos, em relação ao nosso grupo de pertença, para que possamos desenvolver uma identidade social positiva. Sendo assim, Dubar (2005) argumenta que o indivíduo precisa fazer uma negociação entre as identidades que os outros lhe atribuem (a qual denomina de “identidade virtual”) e aquela que o indivíduo projeta, interioriza e adere, (chamada de “identidade real”). Adverte ainda que, nem sempre essas duas identidades coincidem, demandando uma negociação identitária por parte do indivíduo.
É sobre estas negociações contínuas, para manter identidades positivas, que Deschamps e Moliner (2009, p. 66) apresentam um modelo esquemático da Figura 4:
Figura 4: Representação esquemática da Teoria da Identidade Social (TIS).
Percebe-se assim a complexidade que se encontra incutida no conceito de identidade, uma vez que a mesma possui aspectos dinâmicos e fluidos, que ocorrem de maneira processual, ou seja, nunca estão totalmente acabados e se encontram em permanente processo de metamorfose, como afirma Ciampa (2005).
Com o intuito de identificar os processos pelos quais os sujeitos constroem suas identidades sociais e profissionais, é necessário que seja feito um planejamento minucioso, por meio do método científico. Assim, o próximo capítulo está reservado para a apresentação dos caminhos metodológicos percorridos, no qual descrevemos minuciosamente os critérios de seleção da amostra, a ferramenta de coleta de dados, bem como os procedimentos utilizados para a análise e interpretação dos resultados.
5 MÉTODO
O método só se vê bem pelos resultados que produz e, quando é exigente, a sua aplicação requer muita inteligência e intenção e também muito trabalho (BOURDIEU, 2007).
Por método, considera-se o estabelecimento de um conjunto de regras sistematizadas, numa ordem manifestada, buscando uma contraposição ao acaso, ou até mesmo à sorte, para atingirmos determinado objetivo. Considera-se então método, o estabelecimento a priori de um caminho a ser percorrido, bem como das ações a serem seguidas, para se chegar a determinado fim (MORA, 2001).
Para Abbagnano (2007, p. 780) método possui dois significados fundamentais, sendo que o primeiro mais amplo, referindo-se a “[...] qualquer pesquisa ou orientação de pesquisa”, ao passo que o segundo conceito é mais restrito, pois “[...] indica um procedimento de investigação organizado, repetível, autocorrigível, que garanta a obtenção de dados válidos”. É nesse sentido que Lakatos e Marconi (1991, p. 83) afirmam que “[...] a utilização de métodos não é da alçada exclusiva da ciência, mas não há ciência sem o emprego de métodos científicos” (grifos do autor).
Cabe aqui esclarecer que o conceito de método não deve ser confundido com o conceito de metodologia, pois não é raro estes dois termos serem utilizados em substituição, ou seja, como sinônimos. Esclarecendo essa pequena confusão terminológica, Demo (1985), ensina que metodologia significa o estudo dos caminhos e dos instrumentos que utilizamos para fazer ciência, ou seja, ela estuda o modo como as teorias são armadas. Utilizada de uma forma um tanto reducionista, metodologia seria, então, o estudo do método. Abbagnano (2011, p. 781) pontua ainda que “[...] a metodologia vem-se constituindo como disciplina filosófica relativamente autônoma e destinada à análise das técnicas de investigação empregadas em uma ou mais ciências”.
Esclarecidas as diferenças conceituais e, retornando a Lakatos e Marconi, verifica-se que o método é:
[...] o conjunto de atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo – conhecimentos válidos e verdadeiros –, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista (LAKATOS; MARCONI, 1991, p. 83).
Método seria então o caminho que o pesquisador deve percorrer, empregando as técnicas mais adequadas para atingir os objetivos de pesquisa ou, como afirma Abbagnano
(2007, p. 781), o “[...] conjunto de procedimentos técnicos de averiguação ou verificação à disposição de determinada disciplina ou grupo de disciplinas”.
Complementando estes conceitos, Chamon (2006) pontua que técnicas distintas podem ser utilizadas dentro de um mesmo método, entretanto sempre haverá uma que será a mais adequada. Bauer e Gaskell, por sua vez, (2010, p. 18) acrescentam que “[...] uma cobertura adequada dos acontecimentos sociais exige muitos métodos e dados: um pluralismo metodológico se origina como uma necessidade metodológica”.
Para que o caminho percorrido na presente investigação fique mais claro, apresentamos abaixo, por meio do quadro 1, as oito etapas que foram seguidas para que os objetivos propostos fossem atingidos.
Etapa 1:
Definição da pesquisa
- Definição do Problema - Definição do Objetivo Geral - Definição dos Objetivos Específicos
Etapa 2:
Elaboração do Método
- Estabelecimento dos procedimentos e ferramenta para a coleta dos dados quantitativos - Estabelecimento dos procedimentos e ferramenta
para a coleta dos dados qualitativos
Etapa 2:
Preparação para a coleta de dados
- Revisão da Literatura - Preparação do Questionário
- Elaboração das Entrevistas
Etapa 3:
Procedimentos Administrativos
- Autorizações das Instituições - Aceite do Orientador
- Autorização do CEP
Etapa 4:
Coleta de Dados
- Aplicação do Questionário - Realização das Entrevistas
Etapa 5:
Tratamento de Dados
- Tabulação e Análise Estatística dos Dados Quantitativos
(Software Sphinx)
- Categorização dos Dados Qualitativos (Sotware ALCESTE) Etapa 6: Análise de Dados - Quantitativos - Qualitativos - Triangulação de Dados Etapa 7:
Discussão dos Resultados
- Discussão dos Dados encontrados à luz da teoria estudada, associando-os a dados empíricos
e conclusões de outras pesquisas
Etapa 8: Conclusões
- Considerações Finais - Sugestões
Quadro 1: Etapas de realização da pesquisa.
Cabe enfatizar que o Quadro 1 apresenta as etapas percorridas na presente pesquisa, sendo que o mesmo foi elaborado exclusivamente para esse estudo, não servindo como
modelo para outras pesquisas, cujas características não sejam semelhantes. Diversos outros caminhos poderiam ter sido seguidos, que ofereceriam suporte metodológico igual ou até mesmo superior, no que se refere ao alcance dos objetivos propostos. O caminho metodológico se constitui por uma escolha a ser feita pelo pesquisador, devendo a mesma ser feita conscientemente, de maneiras a considerar os critérios da cientificidade e, sobretudo os prazos institucionais estabelecidos para a conclusão do estudo. Assim, a construção do modelo apresentado no Quadro 1, possibilitou a antecipação e a delimitação de cada uma das fases a serem seguidas no presente estudo, para que os objetivos fossem alcançados.