Günde 1 Dolardan Azla Yaşayan Yoğun Genç Nüfuslu 10 Ülke, 2002
9. GENÇLERİN ZARARLI MADDE KULLANIMI
A presença do Estado na condução do processo de implantação da pós-graduação é compreendida de modo diverso entre autores da área. O Conselho Nacional de Pós-
Graduação, no texto do I PNPG, justifica a necessidade de uma interferência efetiva na evolução do sistema de pós-graduação brasileiro, afirmando que,
[...] o processo observado até agora tem sido parcialmente espontâneo, e, nos casos em que foi induzido, o critério predominante foi o de expansão física pressionada por motivos conjunturais. Deve-se caracterizar daqui para a frente uma nova fase, um novo processo de crescimento mais sólido e mais equilibrado. (BRASIL, Ministério da Educação, I PNPG, 2005, p. 142)
Nessa mesma compreensão, Kuenzer e Moraes (2005, p.1.344) o definem como um processo que ocorreu inicialmente de forma espontânea, sem um planejamento por parte dos órgãos oficiais do Estado, vindo isso a acontecer somente em 1976, com o I Plano Nacional de Pós-Graduação.
Já Cury (2005) destaca o caráter institucional da pós-graduação, fruto do projeto político do Estado de estimular o desenvolvimento científico. “Ela tem-se feito acompanhar de um quadro legal que comporta um sistema de autorização, credenciamento conduzido por pares, um sistema de financiamento (constante e oscilante ao mesmo tempo) e uma sistemática de bolsas para mestrado e doutorado.” (CURY, 2005, p. 18). Na opinião de Barros (1998) o desenvolvimento da pós-graduação esteve ligado aos incentivos do Estado: “É ponto pacífico que a pós-graduação brasileira não se desenvolveu a partir de um processo espontâneo, mas de uma política de incentivos desencadeada pelo Estado, que a financiou através de suas agências: BNDE (FUNTEC), FINEP, CNPq, CAPES, FAPESP.” (BARROS, 1998, p. 146)
O relatório do Grupo de Trabalho da Reforma Universitária, em 1968, já destacava a importância da pós-graduação para a consolidação da universidade brasileira, tendo em vista a necessidade de formar os próprios professores e pesquisadores, sem precisar recorrer às universidades estrangeiras. “O relatório acolhia a pós-graduação como pré-requisito e co- requisito da universidade moderna cujos estudos e cujas pesquisas ajudariam tanto na formação de quadros quanto no incremento da pesquisa de alto nível.” (CURY, 2005, p. 15). Salientava também a urgência de se consolidar tais cursos por meio de uma política nacional, para centralizar os esforços e viabilizar as iniciativas necessárias. Nesse sentido, do Relatório surgiu a ideia dos Centros Regionais de Pós-Graduação, criados formalmente pelo Decreto nº 63.343/68, que tinham o objetivo de coordenar esforços e mobilizar recursos, pois, segundo Sucupira (1972, p. 220), as Universidades não dispunham de recursos humanos e materiais próprios para implantar, em curto prazo, a pós-graduação na diferentes áreas, ao nível condizente com a natureza e objetivos de tais cursos. No mesmo ano foi instituída, através do Decreto 64.085, uma comissão executiva para implementar os Centros Regionais.
A Lei nº 5.540, além de afirmar em seu artigo 2º a indissociabilidade do ensino e da pesquisa, estabelecia em seu artigo 24 que: “O Conselho Federal de Educação conceituará os cursos de pós-graduação e baixará normas gerais para sua organização, dependendo sua validade, no território nacional, de os estudos neles realizados terem os cursos respectivos, credenciados por aquele órgão.” (BRASIL, Lei n. 5.540), formalizando em lei o que já fora afirmado pelo Parecer CFE nº 777/65 e também pelo Estatuto do Magistério. Este também contribuiu para a institucionalização da pós-graduação, ao atribuir ao CFE a competência para conceituar e fixar as respectivas características dos cursos de pós-graduação, em seu artigo 25 anteriormente citado.
Em fevereiro de 1969, o Conselho Federal de Educação aprovou o Parecer 77, também de Newton Sucupira, que a partir do Parecer 977/65, definiu os procedimentos, condições e requisitos para o credenciamento dos cursos de pós-graduação. Estabeleceu também o período de cinco anos para o recredenciamento, o qual seria concedido por meio de parecer do CFE e homologação do Ministério de Educação e Cultura, e a explicitação das exigências básicas para funcionamento dos cursos, inclusive definindo a qualificação do corpo docente. Do candidato a professor, exigia-se, além do título de doutor:
1. atividade científica, cultural ou técnica constante de publicações feitas em livros ou periódicos conceituados, nacionais ou estrangeiras; 2. pesquisas realizadas; 3. experiência docente em nível superior; 4. cursos de especialização ou aperfeiçoamento em instituições qualificadas; 5. atividades de caráter técnico-profissional que revelem capacidade criadora. (BRASIL, Conselho Federal de Educação, 1975, p. 225)
O Decreto nº 67.350 de 06/10/70 definiu como Centro Regional de Pós-Graduação o conjunto de cursos de Mestrado e Doutorado, credenciados pelo CFE, funcionando de forma coordenada e orgânica, criando cinco centros regionais correspondentes às regiões Norte- Nordeste, Centro-Leste, Centro-Oeste Sul, e o Estado de São Paulo, que tinha como sede, respectivamente, as Universidades Federais de Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e a USP (GÓES, 1972, p. 227). Segundo Cury (2005, p. 15), tais Centros não chegaram a funcionar e isso levou o então ministro Jarbas Passarinho a nomear, em 1973, uma comissão para elaboração de uma nova política de pós-graduação. Esse grupo de trabalho da Secretaria-Geral do Ministério da Educação e Cultura sugeriu tanto a criação de um conselho nacional, quanto à elaboração de um plano nacional para a pós-graduação. Isso resultou no Decreto nº 73.411, de 1974, o qual criou o Conselho Nacional de Pós-Graduação, de caráter interministerial, sob o comando do ministro da Educação e Cultura. No artigo 2º, o
Decreto estabelece como atribuições do Conselho: “I – elaborar o Plano Nacional de Pós- Graduação; II – propor as medidas necessárias à execução e constante atualização da Política Nacional de Pós-Graduação.” (BRASIL, Decreto n. 73.411, 1975, p. 118). O Conselho geriu a pós-graduação até 1982, quando foi extinto, sendo suas funções assumidas pela CAPES.
O Parecer do CFE nº 1.683/74, também de autoria de Newton Sucupira, apresenta nova redação para o que afirmara o Parecer 77/69, com relação à nomenclatura do mestrado e do doutorado profissional. Este passa a ser denominado segundo o curso de graduação a que corresponde, com indicação da área de concentração. Essa mesma regra vale para denominar também o mestrado, tanto acadêmico quanto o profissional.
O parecer nº 8/75, também de Sucupira, resultou na resolução do CFE nº 51/76, estabelecendo as normas para a renovação periódica do credenciamento dos cursos de pós- graduação, a qual incluía a inspeção de uma Comissão de especialistas designadas pelo CFE, que deveria seguir um minucioso roteiro, definido pela resolução. Também a resolução do CFE nº 5/83, além de elencar as condições para o credenciamento, apresentava as exigências para que os diplomas do doutorado e do mestrado tivessem validade em todo o território nacional.