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4. Kısa süreli bellekten silinen bir bilginin hatırlanması mümkün değildir

1.3. Gelişim Kuramları

O empreendedorismo, a inovação e o processo criativo são elementos importantes que impactam na aceleração do desenvolvimento econômico e social de uma nação. Ao promover a interação entre os atores envolvidos na busca de inovação tecnológica, do desenvolvimento social e econômico, geram-se caminhos decisivos para o crescimento da competitividade, para a promoção de renda e da melhoria da qualidade de vida das pessoas, possibilitando a redução da emigração dos jovens e profissionais qualificados para outras regiões na busca de melhores oportunidades (AULICINO; PETRONI, 2012; PIETROVSKI et al., 2010).

Os habitats de inovação têm o propósito de oferecer espaços criativos, com infraestrutura física, jurídica de expertise, proporcionando ideias inovadoras, apoiando a melhoria da qualidade de vida através do estímulo ao desenvolvimento e da disseminação do conhecimento, ampliando a oferta de novas tecnologias e alavancando o seu entorno (LABIAK, 2012; LUZ et al., 2014; PIETROVSKI et al., 2010; ZOUAIN, 2008;).

Esses locais são constituídos como habitats de apoio pela estrutura apresentada e em virtude da sua importância para incrementar os setores econômico e social da região na qual se localizam. Suas

ações, como entidades promotoras e potencializadoras, alavancam e fortalecem novos empreendimentos (SARTORI et al., 2014).

Os PqTs, habitats de inovação de grande riqueza, destacam-se no quesito inovação porque têm a missão inerente de promover a inteligência, a infraestrutura e os serviços basilares para o crescimento e desenvolvimento de organizações intensivas em tecnologia. São entidades de criação, desenvolvimento e consolidação de empreendimentos inovadores, que visam contribuir para a transformação econômica, social e cultural por meio da inovação e da transferência de conhecimento e tecnologia (ANPROTEC, 2015).

Nesse contexto, as ações dos PqTs devem estar alinhadas com a região onde estão implantados, garantindo assim um olhar para as necessidades, potencialidades e expectativas das organizações que os compõem e também para a comunidade do seu entorno. A partir da criação de empreendimentos dessa natureza é preciso transformar e inovar a vocação econômica da região ampliando a ação dos atores, considerando suas especificidades, utilizando-se de políticas públicas com foco no desenvolvimento local. É preciso mapear a vocação da região e adaptar as novas tecnologias para que o avanço não descaracterize nem exclua aquelas que pertencem ao local (BIGLIARDI et al., 2006).

Ao estabelecer um processo de prospecção, este corrobora para conhecer a situação local e oportuniza inferir na realidade circundante dos PqTs, possibilitando a implantação de ações que visam melhorias futuras no seu entorno, gerando o comprometimento com os atores envolvidos (AULICINO; PETRONI, 2012).

Li e Hsieh (2011) destacam que a implantação de um PqT tem grande impacto no desenvolvimento local. Os autores apontam que pesquisas realizadas nos últimos anos ressaltam a importância da necessidade de atentar-se para três aspectos no momento de decisão, planejamento e implantação desse tipo de empreendimento, a saber:

 sociais: a população, a educação, o emprego, a renda e os níveis industriais e seus impactos;

 qualidade de vida: mudança na vida dos residentes no entorno do empreendimento; e

 culturais: interação entre PqTs e a condição da cultura da comunidade local.

É relevante conhecer e evidenciar a realidade circundante para que se possa incrementar a riqueza da comunidade por meio do

compartilhamento de conhecimento produzido no interior do parque, ressaltando a importância da promoção da cultura da inovação no planejamento e nas ações que objetivam alavancar a comunidade. Ao evidenciar as necessidades da comunidade do entorno torna-se possível compreender e planejar ações que contemplem o potencial dessa população em relação às suas competências e, consequentemente, à melhoria da qualidade de vida e às expectativas que ela possui quanto ao habitat de inovação instalado. A implantação de um empreendimento dessa natureza pode impactar positivamente na região de entorno quanto aos aspectos sociais, econômicos e culturais (LI, HSIEH, 2011).

Na visão de Bigliardi et al. (2006), é preciso projetar parques que estejam de acordo com as necessidades do local onde estão sendo implantados, é preciso conhecer as condições contextuais, atender às necessidades econômicas do entorno, identificar as potencialidades da comunidade, possibilitando assim, a transferência de tecnologia para as empresas locais já existentes e estimulando a inserção dos residentes locais no empreendimento. Consideram, ainda, esses autores, que a missão dos parques precisaria servir de inspiração para o planejamento estratégico, que deveria considerar a inclusão de variáveis econômicas, sociais, políticas e tecnológicas ao elaborar um projeto de PqTs.

Ao desenvolver trabalhos direcionados à avaliação de desempenho para PqTs, Bigliardi et al. (2006) comentam acerca de algumas políticas públicas europeias de recuperação de áreas degradadas, instalando nesses locais empreendimentos com o intuito de modificar e alavancar locais abandonados. Um exemplo desse trabalho é o parque 22@ Barcelona que recuperou a uma área de 1,2 milhões de metros quadrados numa região central de Barcelona, elevando a qualidade urbana com atividades intensivas em conhecimento, alta tecnologia, com a criação de empreendimentos voltados à investigação científica, cultura, biomedicina, entre outros, gerando mais de 130 mil novos postos de trabalho locais (SILVA, 2015).

Devem tratar essas questões para que o conhecimento criado dentro do parque não fique limitado a uma pequena parcela da população ou a poucas empresas; é preciso considerar mecanismos eficientes que garantam a disseminação do conhecimento, favorecendo o maior número de pessoas.

Dessa forma, o presente estudo identifica a necessidade de conhecer o perfil do entorno dos habitats de inovação a ser implantados e daqueles já em operação, antecipando e aprimorando no seu planejamento estratégico ações que possam envolver a comunidade do entorno e contribuir com ela, reduzindo o hiato entre a geração e a

utilização do conhecimento produzido nos centros de pesquisas e nas universidades, aproximando os atores envolvidos no sistema de inovação local para promover o desenvolvimento sustentável do parque e do seu entorno (ZOUAIN; PLONSKI; VEDOVELLO; ROGERO, 2014).