4. Kısa süreli bellekten silinen bir bilginin hatırlanması mümkün değildir
1.2. Görme
apresentada e pela importância em incrementar os setores econômico e social da região na qual se localizam. Suas ações, como entidades promotoras e potencializadoras, alavancam e fortalecem novos empreendimentos e estimulam o desenvolvimento local (SARTORI et. al., 2014).
Cunha e Cunha (2005) discutem a ideia de desenvolvimento local com base em conceitos de evolução e de interação apresentados pelos atores do processo. Segundo os autor, esse desenvolvimento provoca um impacto concreto no espaço físico delimitado como um bairro, cidade ou
região, e um impacto abstrato que se reflete nas relações sociais com movimentos e interações dos atores sociais locais. Apontam, ainda, que a direção e intensidade desses impactos (positivo, negativo ou ambos), dependem da forma como os atores envolvidos nesse processo se organizam e interagem para ascender aos objetivos comuns de melhoria de qualidade de vida e aumento da competitividade.
Sob esse olhar, os PqTs destacam-se no quesito inovação, porque têm a missão inerente de promover o conhecimento, a infraestrutura e os serviços basilares para o crescimento e desenvolvimento de organizações intensivas em tecnologia. São entidades de criação, desenvolvimento e consolidação de empreendimentos inovadores que refletem suas ações na modificação econômica, social e cultural por meio da inovação e da transferência de conhecimento e tecnologia (ANPROTEC, 2015). Conhecer o ecossistema da região onde serão implantados ou já se encontram em operação é importante para que esta se fortaleça e receba investimentos direcionados e adequados ao contexto social, proporcionando um desenvolvimento real.
Pradella (2013, p. 7) ressalta a importância de compreender que “o desenvolvimento deve ser entendido levando-se em conta os aspectos locais, aspectos estes que têm significado em um território específico”. Entretanto, o desenvolvimento de um país ou de uma região não deve ser considerado apenas pela lente macro, mas se deve observar e avaliar os aspectos locais significativos para uma região específica.
Considerados habitats de conhecimento e inovação, os PqTs tornaram-se iniciativas de grande importância na esfera produtiva mundial, tendo por objetivo maior o desenvolvimento. Com seu alto grau de impacto, contribuem para a transformação econômica, social e cultural do País (GARGIONE, 2011; ZOUAIN, 2003).
Na visão de Kohl (2011, p. 9) “[...] o global passa a ter sua importância associada ao local e vice e versa, já que um está em constante mudança por conta das interferências do outro e, por conta disto, muitos autores utilizam o termo glocal, a junção dos dois aspectos, para se referir ao desenvolvimento”.
Nesse contexto, as ações dos PqTs precisam estar em consonância com a localidade e com a região onde foram implantados, para que possam garantir a sinergia entre as necessidades, potencialidades e expectativas, tanto das organizações que os compõem quanto da comunidade do seu entorno, visando à troca de conhecimento e oportunidades para os atores envolvidos. Para o PqT essa relação não é estrutura basilar para o seu sucesso, mas é uma ação que o fortalece diante da sua missão.
Segundo a IASP (2015), 45,4% dos PqTs estão concentrados em cidades de até 500 mil habitantes, onde as universidades, centros de pesquisa e governos articulam-se para fomentar o desenvolvimento da cultura da inovação como mostra a Figura 8.
Figura 8 - Localização dos parques tecnológicos por tamanho de cidades
Fonte: adaptado de IASP (2015).
Ao tomar conhecimento e evidenciar a realidade circundante dos PqTs, é possível incrementar a riqueza da comunidade por meio do compartilhamento de conhecimento produzido no interior do parque, ressaltando a importância da promoção da cultura da inovação no planejamento e nas ações que objetivam alavancar a comunidade.
Se questões como essas não forem consideradas, corre-se o risco de o parque transformar-se em ilha de excelência, não cumprindo assim sua missão social. Portanto, é necessário que haja estímulos à sinergia entre parque e comunidade de entorno com a promoção de atividades que provoquem desenvolvimento econômico, por meio da geração de emprego e renda; mas, para isso, faz-se necessário conhecer as necessidades e competências dos locais circundantes aos empreendimentos (LI; HSIEH, 2011).
Para que se possam concretizar tais objetivos, faz-se necessário conhecer profundamente a comunidade estabelecida no entorno do parque, compreender quem são essas pessoas, suas demandas, capacidades e necessidades, possibilitando aos gestores dos parques e das organizações concentrar esforços para planejar e executar ações que
contribuam com o desenvolvimento sustentável do entorno do parque, da região e do País.
Sanz (2003) é enfático ao dizer que os PqTs provaram, nos últimos 30 anos, que são elementos poderosos para o desenvolvimento regional desde que o modelo seja adequado para a região onde se localizam.
Pradella (2013) adverte que desenvolvimento local não está relacionado apenas com crescimento econômico, mas também com a melhoria da qualidade de vida da população e a necessidade de conservação do meio ambiente.
Esses três fatores também são apontados por Kohl (2011), o qual afirma ainda que estes se inter-relacionam e são interdependentes, pois os aspectos econômicos influenciam de forma positiva ou não o aumento de riquezas e as condições de trabalho, refletindo diretamente nas oportunidades sociais e nas questões ambientais.
A articulação entre diversos atores e esferas de poder, seja a sociedade civil, as organizações não governamentais, as instituições privadas e políticas e o governo também é um fator que influencia no processo do desenvolvimento local, pois cada ator realiza ações direcionadas para o avanço interno (da organização) e externo (local, região, país) (KOHL, 2011).
Os PqTs são capazes de influenciar mudanças na consciência social e coletiva sobre a importância da tecnologia e da inovação, produzindo impactos positivos nas regiões onde estão implantados, tanto para as empresas instaladas no parque quanto para a comunidade no seu entorno (GAINO; PAMPLONA, 2014).
O parque 22@ Barcelona é um exemplo de mudança, pois investiu num novo processo de produção no distrito industrial de Poblenou, região central abandonada de Barcelona que, nos séculos XVIII e XIX, era focado na indústria manufatureira, implantando estratégias de ação com base na tecnologia visando à transformação local com a implantação de novas atividades econômicas, resultando na renovação da região, na promoção dos setores financeiro, universitário e digital, beneficiando o capital humano e a gestão do conhecimento (SILVA, 2015).
A aproximação de todos os atores envolvidos nesse processo gera possibilidades de cooperação para todos, tanto dentro quanto fora do PqT, transformando ideias em oportunidades, valorizando o capital humano, gerando emprego e renda, motivando a competitividade e a sustentabilidade tanto das organizações quanto do entorno do parque.
Habitats de inovação como os PqTs são capazes de regenerar e dinamizar uma região, principalmente aquelas que se encontram atrasadas ou estagnadas; entretanto, as dificuldades são barreiras determinantes, pois é preciso que haja fortes investimentos em infraestrutura física e social. Diante da dificuldade de transpor essas barreiras, é possível identificar alguns PqTs brasileiros com grande geração de conhecimento tecnológico tornando-se ilhas de excelência no assunto, não conseguindo compartilhar e atingir as instâncias socioeconômicas regionais e, consequentemente, não colaborando para a revitalização de territórios social e economicamente deprimidos (GAINO; PAMPLONA, 2014).
Diante dessas questões é importante criar um ambiente de cooperação entre as organizações empreendedoras, a comunidade local, o governo e as instituições de P&D para fertilizar ideias inovadoras e proporcionar o desenvolvimento e a disseminação do conhecimento, ampliar a oferta de novas tecnologias e alavancar o entorno ou a região no qual se localizam.
2.5 LEITURA DE ENTORNO DOS HABITATS DE INOVAÇÃO: