BÖLÜM 2: GALATA ŞEHRİNİN MEKÂNSAL YAPISI VE GELİŞİMİ
2.3. Ticaret Alanları
2.3.5. Galata’daki Diğer Ticaret Alanları: Çarşılar, Dükkânlar ve Mahzenler
Foi por meio do mapeamento etnográfico, recurso fundamentalmente utilizado para contatar os terapeutas alternativos, que se descobriu que em meados de 1980 alguns adeptos
às práticas alternativas relacionavam-se com centros holísticos norte-americanos.
Sandra, que desde então se encontrava ligada àquilo que definiu como rede da Nova
Era internacional, após participar de algumas palestras e congressos começa a implementar
esforços para vincular em um mesmo circuito os praticantes locais das mais distintas modalidades alternativas, na ocasião, afiliados a yoga, ao tai-chi-chuan, à macrobiótica, à parapsicologia, à astrologia.
Em suas palavras, a informante:
Buscava reunir gente que se dedicava à atividade pedagógica independente. Em geral, gente que trabalhava em sua própria casa, em grupos pequenos, sem possuir habilitação específica para exercer suas atividades. Pessoas que trabalhavam com técnicas corporais, com a filosofia, métodos experimentais, de tudo um pouco. (...) Essa idéia de integrar as pessoas que trabalhavam com diferentes práticas me empenhou a trabalhar incessantemente. Então, para poder conversar chamamos mais de 30 pessoas que trabalham nas mais variadas áreas.
Durante a década de 1980, em especial na segunda metade, os espaços alternativos começam a surgir em Campinas em maior número, o que lhes possibilitou ganhar uma maior visibilidade dentro daquilo que se pode considerar o período inicial de expansão das práticas alternativas.
As tentativas de Sandra em criar conexões locais entre praticantes de disciplinas alternativas e intensificar as relações regionais entre esses praticantes foram seguidas, a partir de 1986, por sua amiga Lindaura. Para tanto, ambas se valeram de conferências, reuniões informais e seminários que contaram, inclusive, com a participação de visitantes internacionais.
Procurando estreitar relações entre aqueles que de certa forma estavam ligados ao mesmo circuito, difundindo atividades ligadas a um mesmo fim e organizando eventos onde todos se juntavam em um mesmo espaço físico e participavam das mesmas atividades, essas
amigas promoveram o surgimento de uma rede alternativa local.
O perfil dos espaços alternativos que surgiram nessa época era do tipo “esotérico”, e as atividades realizadas (cursos, workshops, consultas e palestras) tornaram-se mais abertas ao público em geral, o que pode ser explicado pela promoção regular de atividades realizadas nessas localidades. Nesse período as técnicas terapêuticas também compareciam dentre os serviços oferecidos por nesses espaços, apesar de praticadas em menor escala do que atualmente.
A partir de 1990 o circuito alternativo campineiro se vê transformado por uma crescente profissionalização e uma progressiva ênfase nos objetivos terapêuticos. Também se registra uma progressiva diversificação nos serviços oferecidos por cada centro ou clínica holística. Ao mesmo tempo, se multiplicam os espaços alternativos que outorgam certificados reconhecidos por centros holísticos norte-americanos, especialmente o título de mestre em disciplinas alternativas.
Tabela 5: Indica as práticas alternativas oferecidas nos espaços alternativos campineiros
PRÁTICAS ALTERNATIVAS OFERECIDAS NOS ESPAÇOS ALTERNATIVOS CAMPINEIROS
DÉCADA DE 1980 DE 1990 a 2003
Acupuntura, aromaterapia, astrologia, biodança, búzios, cromoterapia, do-in, florais de Bach, grafologia, meditação, hipnose, macrobiótica, naturismo, neurolingüística, numerologia, parapsicologia, regressão, runas, tarot, técnicas de expressão corporal, técnicas de meditação e de relaxamento, terapia de vidas passadas, terapias angélicas.
Acupuntura, acupuntura eletromagnética, alongamento, aromaterapia, arte arcana (wicca), artes manuais (confecção de velas, incensos e mandalas), astrologia, biodança, bioenergética, biomagnetismo, biopranaterapia, búzios, cromoterapia, dança do ventre, dança dos orixás, dança educativa e terapêutica, dança sensual, defesa psíquica, do-in, florais (Bach e Saint Germain), fotos da aura (Kirlian), ginástica laboral, grafologia, hidroterapia, hipnose, limpeza energética, massoterapia, neurolingüística, numerologia, parapsicologia, psicoterapias (reichiana, gestalt-terapia e
junguiana), reflexoterapia, regressão, reiki, RPG, shiatsu,
técnicas de meditação e relaxamento, expressão corporal e relaxamento, tarot, terapias angélicas, terapia quântica, terapias expressivas (cores, movimentos, som), terapia de vidas passadas, vegetoterapia,
yogaterapia hormonal.
Nota-se, a partir da Tabela 5, que a intensidade com que surgiram os espaços
alternativos durante a década de 1980 é bem menos intensa do que a observada atualmente.
Em 1996, relembram Sandra e Lindaura, as disciplinas mais populares incluídas no
circuito alternativo de Campinas compreendiam terapias com elementos naturais: florais de
Bach, aromaterapia, cromoterapia, hidroterapia; sistemas de alimentação natural: vegetariano, macrobiótico; psicoterapias: terapia bioenergética, vegetoterapia, terapia reichiana, terapia
junguiana, programação neurolingüística; disciplinas esotéricas: astrologia, numerologia,
grafologia, tarot; técnicas de movimentos orientais: tai-chi-chuan, yoga, biodança; práticas terapêuticas fundamentadas em preceitos orientais: moxabustão, shiatsu, reiki, do-in; técnicas de meditação budista; práticas indígenas: identificadas como xamanismo e outras práticas pertencentes às mais diversas orientações: dança dos orixás, terapias angélicas, magia pagã européia etc. Nesse período, devido à clientela demandada, foram intensificados as ofertas de cursos, palestras e seminários que combinavam várias dessas disciplinas: workshops sobre meditação com anjos, cursos que enfatizavam a astrologia aplicada aos florais de Bach e astrologia psicológica.
Assim, de acordo com os relatos dessas informantes e como ilustrado na Tabela 5, a partir dos anos 1990 há uma reconfiguração da oferta de cursos e atendimentos terapêuticos no âmbito dos espaços alternativos. Uma parcela crescente de espaços que durante 1980 possuíam um perfil acentuadamente “esotérico” vai pouco a pouco incorporando um número cada vez maior de técnicas terapêuticas ao leque de atividades oferecidas, promovendo a ampliação das possibilidades de formação profissional nessa área.