4. BALIKESİR İL MERKEZİ İLE ÇAĞIŞ YERLEŞKESİ
4.2 Çağış Yerleşkesi Hakkında Genel Bilgi
4.3.1 Güzergâhın Genel Durumu
A propósito do papel dos técnicos como atores importantes no processo de constituição de associações, atuando num paradigma de totalidade ou holístico4, Sperry; Mercoiret; Ferraris (1999) apontam que
Sem dúvida, a ação desenvolvida pelos órgãos do Governo com os agricultores, durante o exercício do Programa Convivência com os Cerrados, reforçou a aproximação entre os membros das comunidades e funcionou como base para o movimento associativo de Silvânia. O Programa enfocava a propriedade agropecuária como um todo e apoiava-se tanto nas práticas geradas pelos próprios agricultores como nas produzidas pela pesquisa. Suas atividades
4 Perspectiva de atuação da extensão rural em que a abordagem e a intervenção compreendem a propriedade como uma totalidade complexa e sistêmica, neste sentido, constituindo um paradigma mais condizente com a questão da sustentabilidade em todos os seus aspectos.
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uniam a tecnologia agropecuária ao gerenciamento das fazendas, ao associativismo e ao crédito rural. (SPERRY; MERCOIRET; FERRARIS, 1999, p. 20-21)
Defensor de uma atuação mais autônoma e protagonista dos agricultores, sobretudo os pequenos, e suas famílias, Lacki (1997) propõe um conjunto de três ‘pilares’ como fundamentais para conferir sustentabilidade a estes sistemas de produção, a saber: tecnologia adequada e que seja apropriável pelos pequenos produtores, capacitação permanente e organização para a atuação de forma coletiva.
Sobre os desafios dos órgãos externos de apoio daqui para frente, os autores que estudaram as associações de Silvânia e região, consideram que
No momento, os grandes desafios que se colocam aos órgãos externos de apoio são: adequar as estratégias de ação para tornar os agricultores ainda mais independentes do apoio técnico; multiplicar a idéia de fazer nascer a disposição em reproduzir em outras localidades as práticas bem-sucedidas em Silvânia; e continuar contribuindo para aumentar a produtividade das culturas e dos rebanhos, sem comprometer a sustentabilidade da região. Esses desafios podem ser representados por um conjunto de perguntas, que deverão ser respondidas pelos órgãos de apoio: como as informações produzidas pela pesquisa poderão ser mais bem aproveitadas pelos agricultores? Como poderão eles contribuir para o processo de captação e divulgação dessas informações? Qual será a utilidade dessas informações para os componentes de cada associação? Qual será a utilidade dessas informações para a sociedade em geral? (SPERRY; MERCOIRET; FERRARIS, 1999, p. 41)
A preocupação com o papel da assistência técnica e extensão rural, o papel dos técnicos como mediadores do processo de constituição de associações de
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produtores rurais está presente na obra de Pinheiro (1999) como se pode perceber no trecho seguinte:
Os principais agentes envolvidos na fundação de associações foram os técnicos de extensão rural, assessores de pastoral e sindicalistas. A pergunta que surge é: o que levou a que mediadores com inserções tão diversas identificassem no associativismo uma saída para a agricultura familiar na década de 1980? É evidente que a resposta não é uma só, nem é a mesma para cada um deles, pois está relacionada com as diferentes visões que possuíam sobre as possibilidades e limitações da agricultura familiar. (PINHEIRO, 1999, p. 336-337)
O autor reforça a opção feita em dado momento pelos integrantes dos órgãos oficiais de assistência técnica por determinado público decorrente de um processo de reavaliação da finalidade e importância da extensão rural como política pública
No caso dos extensionistas, verificou-se, desde o início da década de 1980, um processo de reavaliação do trabalho junto à então chamada pequena produção. Esse processo iniciou-se a partir da constatação de que o modelo de extensão baseado na utilização massiva de insumos e defensivos industriais, vigente na década de 1970, tinha uma reduzida penetração entre os pequenos produtores. (PINHEIRO, 1999, p. 336, grifos do autor)
No mesmo sentido, diz o autor citando o trabalho de Musumeci (1987)
As transformações decorrentes da escassez de recursos decorrente das reformulações da política de crédito agrícola na década de 1980, levou o sistema oficial de extensão a buscar novas formas possíveis para a continuidade de suas atividades, concentrando seus esforços no desenvolvimento do ‘trabalho social’ e na ‘organização comunitária’.” (Pinheiro, 1999: 336-337)
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Desta forma, continua o autor, a extensão rural
“resgatou o aspecto mais humanista da extensão que, segundo avaliações dos extensionistas, havia sido substituído por uma visão excessivamente tecnicista. A influência dos extensionistas se deu na maior parte das associações fundadas na década de 1980 e foi importante principalmente na tentativa de encontrar soluções adequadas para a escala de produção das pequenas propriedades. Porém, o trabalho dos extensionistas não se limitava apenas à parte técnica; vinha acompanhado, também, do desempenho de um papel de ‘animadores culturais’, isto é, promovendo reuniões e outras atividades que estimulassem a participação dos lavradores.” (Pinheiro, 1999: 337)
No caso do Estado de São Paulo, o trabalho desenvolvido pelos profissionais do ITESP – Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo, órgão responsável no Estado pelas ações de ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural) são representativos desta estratégia, através da priorização do trabalho e do atendimento a demandas coletivas, ou seja, de grupos de produtores. Por um lado, tal definição visa a atender aos grupos organizados ao mesmo tempo em que pretende suprir tais serviços de forma mais racionalizada, otimizando os recursos materiais e humanos do Instituto.
Também por parte da CATI, o motivador de uma ação nesta linha foi – e tem sido – o PEMH – Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas, com seus estímulos diversos oferecidos para as comunidades que se organizarem em associações, que foca os agricultores familiares e suas organizações num determinado território compartilhado, sobre o qual se pretende promover ações com vistas ao desenvolvimento sustentável.
Tais aspectos estão presentes no trabalho de Bergamasco e Norder (2003), como se pode ver abaixo:
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Outro componente fundamental do projeto foi a busca de alternativas que pudessem garantir a sustentabilidade do assentamento, não apenas no sentido do uso racional e conservacionista dos recursos naturais, mas também da organização sócio-econômica e cultural em construção pelos assentados. Estes pressupostos garantiram a prática da extensão rural enquanto processo educativo, onde o saber técnico/teórico/acadêmico e o saber popular/prático/cotidiano puderam interagir e realimentar o trabalho conjunto. (BERGAMASCO; NORDER, 2003, p.122)
Matos (2002), entretanto, é bastante crítico no que diz respeito ao volume de recursos destinados pelo Estado para que as ações cabidas à extensão rural possam ser exercidas. Não se pode perder de vista a diminuição do papel do Estado no contexto do neo-liberalismo e do processo de globalização acelerado a partir dos anos 90.
...além de insuficientes, uma grande parte desses recursos (destinados pelo MDA à agricultura familiar e à reforma agrária) fica comprometida por falta de orientação técnica, tanto no que diz respeito às tecnologias adequadas às condições do quadro natural e à dimensão familiar da produção, quanto a todos os aspectos organizacionais e gerenciais envolvidos na produção e na comercialização. No conjunto, os recursos destinados à capacitação e à assistência técnica, não chegam a 2% do total, caracterizando o pouco caso com essas questões, que nos parecem vitais para o sucesso das políticas que envolvem mudanças de hábitos culturais, particularmente de baixa escolaridade, como é o caso. (MATOS, 2002: 362)
O autor, a exemplo de outros autores já referidos, também questiona a própria capacidade de intervenção dos extensionistas na realidade, face às diversas tarefas de que precisam dar conta, em especial a de incrementar e fortalecer a organização
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coletiva dos agricultores, em virtude de uma deficiência de capacitação dos mesmos para tais missões.
A questão que se coloca é sobre as possibilidades reais de uma ajuda externa aos processos de organização e à construção da autonomia comunitária. [...] Até que ponto nossos profissionais de assistência técnica, extensão rural e a militância dos movimentos da sociedade civil são formados nessa perspectiva? qual a capacidade de incorporar a análise crítica da realidade nos nossos currículos de formação profissional, promovendo o conflito criativo na dinâmica da aprendizagem, no lugar da conformação ao saber inquestionável das elites dominantes? (MATOS, 2002, 366)