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Görsel İletişim Türleri

Belgede Medikal İletişim (sayfa 94-106)

3. TEKNİK İLETİŞİM

3.3. Görsel İletişim Araçları

3.3.1. Görsel İletişim Türleri

Veja é a principal revista do país, com tiragem de 1.200.000, sendo que 915.000 são assinaturas e 152.000, vendas avulsas, de acordo com dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC), de junho de 2011. O total de leitores chega a 8.700.000, segundo levantamento do Projeto Brasil de Leitores, consolidado em 2010. Dados que foram atualizados em 2012 com poucas mudanças. A revista, na definição de seu sócio-proprietário Roberto Civita, tem como missão:

ser a maior e mais respeitada revista do Brasil. Ser a principal publicação brasileira em todos os sentidos. Não apenas em circulação, faturamento publicitário, assinantes, qualidade, competência jornalística, mas também em sua insistência na necessidade de consertar, reformular, repensar e reformar o Brasil. Essa é a missão da revista. Ela existe para que os leitores entendam melhor o mundo em que vivemos. (site http://publicidade.abril.com.br/marcas/veja/revista/informacoes- gerais, acessado em 03 de novembro de 2011).

Está claro que se trata de um enunciador imperativo que vem para “consertar, reformular e reformar o Brasil”, portanto, coloca-se como apto a indicar o melhor em todos os aspectos para o seu leitor/enunciatário que, com certeza, aceitará o seu discurso e se integrará a sua luta ideológica. De acordo com Augusti (2005, p.83), o jornalismo da revista aparece como uma instituição com poder normalizador, assumindo uma postura capaz de ditar normas para o leitor, com autonomia para determinar aspectos da vida particular do indivíduo. Augusti ressalta, ainda, que o público de Veja é formado pelas classes médias, segmento que está em busca de receitas sobre como viver melhor e que, muitas vezes, não tem acesso aos profissionais apresentados, ou seja, às fontes consultadas pela revista; o acesso é concretizado por meio das matérias, o que garante ao leitor um status de “formador de opinião”.

“Remetendo o saber científico para o leitor, o discurso do veículo em questão aponta para o homem contemporâneo àquilo que deve determinar seu comportamento” explica (AUGUSTI, 2005, p. 83). A revista pretende dizer ao seu leitor o que ele deve consumir, como deve se portar e a qual grupos deve se integrar para estar em consonância com a atualidade, ser aceito e bem sucedido. Ninguém precisa seguir as sugestões da revista, mas ela deixa claro que com isso trilhará um caminho mais longo do que se aceitar o direcionamento de quem se dedica à busca do melhor para satisfazer o seu público.

O leitor de Veja, segundo dados da Marplan/EGM Consolidado 2009, tem um índice de escolaridade 240% superior à média da população brasileira, mais de 45% possui curso superior, pós-graduação e MBA. Em relação à classe social, 32% representam a A; 37%, a classe B; 23%, a classe C e apenas 8%, a classe D. A renda individual de 41% é superior a 6 mil reais e a renda familiar de 45% é superior a 9 mil reais. A maioria dos leitores é mulher, 53%, contra 47% de homens.

Veja foi criada em 11 de setembro de 1968 pela editora Abril, hoje um dos grandes conglomerados de comunicação da América Latina. Nas primeiras publicações, foi editada como Veja e Leia. Com o tempo, a palavra Leia desapareceu. Seu nome foi defendido pelo fundador da editora, o italiano Victor Civita, que o relacionava com expressões comumente utilizadas no Brasil, como “veja só”, “veja se é isso”.

O primeiro número da revista tinha como manchete de capa, em tempos de guerra fria, “O Grande Duelo no Mundo Comunista”. O periódico começou com uma tiragem de 10.000 exemplares. Vinte anos depois, em 1988, alcançou uma tiragem de 370 mil exemplares. Tornou-se a principal revista brasileira, sobretudo, a partir do desaparecimento de O Cruzeiro e, em março de 2007, Veja atingiu a marca de duas mil edições e 1 milhão de leitores.

Visualmente, a revista também apresenta características marcantes que perduram como elementos identitários mesmo após 43 anos de existência. O primeiro deles é o nome da revista Veja que ocupa o espaço superior (do centro para a direita) da página desde sua primeira edição. Entendendo que o nome de uma publicação é o primeiro sujeito de enunciação que fala, pode-se inferir os efeitos de transmissão de saber imperativo nos leitores, conforme já observado.

As letras do logotipo do nome são impressas em cores distintas em cada edição. As cores são definidas em harmonia com a imagem que compõe a capa em questão,

ou seja, adaptam-se de acordo com os elementos presentes na superfície plana, sendo as mais recorrentes o branco, vermelho, preto, amarelo, verde e azul.

Na capa da revista há sempre o predomínio de uma imagem principal e, quando aparece mais de uma, são todas referentes ao mesmo assunto em destaque na edição. Há um padrão nas capas da Veja como o predomínio de fotografias (que se subdividem em fotografias jornalísticas, artísticas, ilustrações e montagens). Sempre há articulação entre os títulos, chamadas e imagens. Nesse sentido, Juarez Bahia explica que a confecção de qualquer título é uma arte:

o título faz parte da técnica de redação, mas é cada vez mais uma arte. Ele é inconfessadamente a primeira linha, a primeira oração ou a primeira frase de uma notícia, de uma reportagem, de uma análise ou de um editorial. Mas, por razões visuais, o título tem uma estrutura própria, independente do texto (BAHIA, 1990, p. 46).

Camargo (2002) afirma que na organização da capa de revista impressa há que se levar em consideração os elementos fixos, aqueles que ocorrem em toda edição e promovem a identificação do periódico, nome e logomarca; aqueles que situam a geografia e a cronologia do periódico; e os elementos móveis, aqueles que variam de acordo com a edição como as imagens em geral (diagramação), manchetes, rubricas, títulos, as chamadas para as matérias e noticias (CAMARGO, 2002, p. 77).

Quanto aos conteúdos, Veja trata os temas de uma forma clara e retrata com simplicidade e profundidade os acontecimentos de difícil compreensão para o leitor, privilegiando a função explicativa e referencial da linguagem.

A maneira como a revista aborda as questões sociais, com um tom imperativo, condiz com o próprio nome Veja. É um nome sugestivo, uma vez que expõe ao leitor o retrato do mundo, e essa característica tem a função de reforçar a identidade da marca, o simulacro de Veja como enunciador competente do saber fazer (informar) e do fazer fazer (influenciar) o enunciatário. Uma característica marcante da revista é ser opinativa e assumir o seu posicionamento político e ideológico, mesmo que nas entrelinhas. Nesse sentido,

a opinião aparece nas reportagens, misturada à informação, em forma de adjetivos. Em algumas matérias esses termos expressam um ufanismo exacerbado, acentuados elogios e uma tentativa de se alçar a imagem pessoal de alguém defendido pela redação ou de uma instituição, ainda nas graças da filosofia

patronal. Em outras reportagens aparecem a ironia, a crítica e a visão unilateral da revista, exprimidas por vocábulos depreciativos que revelam conceitos preconcebidos e protegidos pela empresa jornalística como patrimônio moral da ideologia representada nas entrelinhas das páginas (HOLDORF, 2010, p. 28).

Em várias reportagens constata-se esse tipo de procedimento, sobretudo, no relato referente à morte de figuras do Mesmo, aquelas mais próximas do mundo do enunciador. Adiante se verá como esse recurso foi empregado para retratar, por exemplo, a morte de Sérgio Vieira de Mello, de Mário Covas e do Papa João Paulo II.

A escolha de suas fontes, geralmente especializadas nas áreas de foco das reportagens, aumenta a credibilidade enquanto veículo de comunicação e faz com que os leitores tendam a confiar mais. A credibilidade de Veja é construída, também, por meio do uso de diversos tipos de infográficos que oferecem informações e dados detalhados sobre os fatos. Tais recursos aproximam o leitor dos acontecimentos produzindo o efeito de sentido de proximidade com os locais e com os personagens em causa naquelas reportagens.

Belgede Medikal İletişim (sayfa 94-106)

Benzer Belgeler