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às empresas industriais" .'· Em 1895. lJCumulava. pelO' menos. O'S seguin.

tu CIlflOS: presidente da CO'mpanhia de Cenlros PastO'ris. da Companhia

TO'rres e da CO'mpanhia AgricO'la Paranapanema, e vice-presidente da Com­ panhia LeO'poldina,-

O CO'nselheiro, portantO'. atuava politicamente de maneira infO'rmal, fO'ra

dO's canais partidários e por meiO' de terceiros. Alguns políticO'S cumpriam ni­ tidamente a funçãO' de cO'rreias de transmissãO' de sua liderança. Miguel de Car\lalhO' era tal\lez. o mais destacadO' dentre lodO's. CO'rreligiO'nãrio dO' CO'n­ selheirO' desde O' ImpériO' e seu vizinho nO' municípiO' de CantagalO', partici­ pou ati\IHmente dO' mO'\limento armadO' cO'ntra Portela. fO'i secretário-geral e diretO'r dO'S Negócios dO' EstadO' e Justiça dO' governadO'r CarlO'S Baltasar da Silveira e vice-presidente provisóriO' dO' esladO', por eleição dO's cO'nstituintes de 1892. Secretãrio dos NegóciO's do Interior e Justiça e de Obras PUblicas e Industrias dO' govemo Porciúncuda. era tido como " braçO' direitO''' dO' CO'nse­ lheiro Paulino O'U "chefe supremo dos pauliniSlas"." lendo sidO' dirigente dO'S mais importantes da política fluminense. Panicipavam também dO' esta· do-maiO'r paulinista três membros de sua familia. Paulino JuniO'r, Belisârio AugustO' e Pedro Luís Soares de Sousa. Os três tiveram destacada participa­ çãO' na segunda CO'nstituinte Estadual. e 0'5 dO'is primeiros. ainda na primeira década republicana. iriam assumir papéis de grande projeçãO' nacional. na

cO'ndição de deputadO'S federais pelO' Estado do RiO'.

A presença dO's ex-mO'narquistas er-,1 de tal fO'rma dO'minadO'ra que em ge­ rai os republicanO's. mesmO' os mais fO'rtenltme identificados cO'mo históri­ cos. a edes se subordinavam em assuntO'S políticO's. especialmente os eleito­ rais. Pode-se apontar uma situação exemplar deMe tipo de relaçãO' em Cam­ pos. O'nde Nilo Peçanha. republicanO' históricO' e abolicionista radical. frutO' de uma nO'vissima geraçãO' de podíticO's. cO'nstruía sua trajetória à sombra dO' Barão de Miracema. antigo chefe da poderosa seçãO' local dO' PartidO' Con­

servadO'r, NO' primeiro pleitO' municipal numinense sob O' regime republica­ no, realizadO' em 11 de junho de 11192. NilO' trabalhou ativamente por uma chapa em que. entre 20 candidatO's. havia 1 11 cO'nservadO'res. um liberal e lII)tnas um republicanO',"

verdade que. na prática. hO'uve uma preocupaçãO' em rescrvar-5e O' cargO' de presidente dO' estadO' para O'S republicanO's históricO'S, que O' mO'nO'­ polizariam mesmO' quandO' tradiçionais figuras dl! política imperial - O'S cO'n­ selheiros Rodrigues Alves e AfO'nso Pena - já chegavam ã presidência da Repüblica. Mantinlla-se, assim, uma certa CO'ntinuidade da fase de cO'n50li­ daçãO' das estruturas republicanas, quandO' a CO'ndiçãO' de republicano histó­ ricO' rendia importantes - e talvez. indispensáveis - dividendO's políticO's. No planO' da poJltica local, nO' enTantO'. os republicanO's histôricos só se des-

tacavam como chefes políticos em poucos municípios. como Petrópolis. Pa­ raiba do Sul. Vassouras e Sapucaia.

O fundamental. contudo. é perceber que a tradicional dominação política dos ex-monarquistas expressava a realidade de sua inserção n� sociedade tluminense.23 Campos é mais uma vez exemplar. inclusive por apresentar um tecido social razoavelmente definido e diversificado. composto por lavra­ dores, usineiros, comerciantes. "capi talistas", industriais. operários fabris, artesãos, profissionais liberais etc. O Barão de Miracema. Manuel Coelho Barroso. Joaquim José de Sousa Mota, Benedito Galvâo Percira Batista. Luis Crisóstomo de Oliveira, Manlll:1 Gesteira P.dSSOS. BCnedito Gonçalves Pereira Nunes e Antônio Ribeiro Cardoso - tooos em algum nível ligados ao Partido Conservador - são os nomes inevitavelmente encontrados na primcira década republicana como diretores, membros do conselho fiscal ou

acionistas com atuação decisiva sobre os rumos de cerca de

90%

das empre,

saS locais de Capital aberto, cobrindo atividades bancárias, de seguro e in­ dustriais. Estes mesmos nomes se destacam. no período considerado. nas listas de deputados estaduais. vereadores, chefes partidários, provedores da Santa Casa de Misericórdia e diretores de empresas de serviços de utilidade pública, como os Correios, ou de diversões. como a Companhia de Teatro São Salvador."

Também em relaçâo a Niterói encontram-se indicações de uma inserção dessa natureza, embora a economia da capital apresentasse características particulares, em especial por suas conexôes com a da cidade do Rio de Ja­ neiro. Luis Carlos Fr6es da Cruz, por e1lempto, membro de uma das mais enrnizadas famnias de Niterói, onde exercia tradicional influência política. era advogado de empresas de diversos ramos. tendo presidido a Companhia de Seguro Aurorn de Niterói. lá a Companhia Nacional Manufatorn de Fu­ mos contava, entre seus primeiros diretores, com o Conselheiro Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves, deputado desde I1l7g. advogado e fazendeiro. e ainda com Oscar Varady, ativo chefe republicano desde 1890. e o senador Antônio Justino Esteves Júnior. Carlos Castrioto, tradicional líder conser­ vador e esteio do PRF em Niterói durante 11 primeira metade da decada de

1890, era banqueiro e cllpitalista com destacada panicipação acionária na Companhia de Seguros Aurora de Niterói."

Se o peso dos antigos monarquistas na direção politica e na própria so­ ciedade fluminense era considerável. é também verdade que isto náo signifi­ cava a e1listencia de um projeto divergente em relaçâo aos republicanos his­ tóricos. No recinto da ALERJ, por exemplo, os deputados proclamavam-se

representantes do povo fluminense como um todo c negavam a permanência

de conflitos remanescentes do períooo imperial. A bandeira republicana era

reivindicada como elemento unificador do PRF, "mesclado de todas as ori­

gens políticas do velho regime",H

Além desses fatores. o bom entendimento com o governo federal foi