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Avrupa’daki En Büyük Nefret: Hollanda – Almanya rekabeti 2 Dünya savaşının izleri uzun yıllar boyunca tüm Avrupa’da hissedildi Öyle k

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equilíbrio mantido pelo govemo fluminense alr.tvês d<l absorção dos conflitos 1000ais passou a ser seriamente ameaçado quando os grupos di�si­ dentes começaram a se articular enlre si ou com racçõe� atuantes na política

nacional. Este processo teria inicio com li exclusão do PR F do gl\Lpo domi· nante de Campos e com o reconhecimento da eleição de seus representallles p:ml a Câmara Feder ..

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em 1896.

Iniciado o governo de Mauricio de Abreu em janeiro de 1895. no mês se­ guinte os delegados municipais do PRF reuniram-se em PeIr"Ópolis. então capital do estado. com o objetivo de discutir questões relativas iI direção partidária. exercida de fato por Porciúncula. que situava acima da comissão executiva. 1\ lista de delegados publicada pela imprensa sugere que estes não eram re(llmente vinculados às localidades que representavam. e que parJ a direçiio do PRF o mais importame talvez fosse garantir a presença de chefes políticos fiêis à sua orienulção.

Ausente Porciúncula. recém-nomeado enviado e.\tr .. ordinário e ministro plenipotenciário na AfiCntirw. Miguel de Carvalho c::omandou po1itic::amente a reunião. indicando a meSll diretora dos tmbalhos. Artur de Sá Earp. dele­ glldo por Sapucaia. apresentou proPUS"1 no sentido de. que o chefe único do partido fosse substituído dur�nte sua permanência no eKterior por uma co­ missão eleita por aquele plenário e integrada por 15 membros. três de cada um dos cinco distritos eleitor.Us em que se dividia o utado.-

Neste momento. os deleSlldos do

2.°

distrito. sediado em Campos. as­ sumiram Um(. posição que carJcterizaria suas relações com a direção parti­ dária nos anos seguintes: o questionamento da v'llidade da chefia única. Nilo

Peçanh.1. na condição de pona·voz do norte do estado. ainda tentou atenuar

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situação. esclarecendo que: não punl\.1 em duvida os mêritos pessoais de PorciÚneula. mas a chefia persorwIiZ'lda. Opunha-se tambêm à formação de

um diretório tão amplo quanto o proposto. incapaz de ter Il agilidade necessâ·

ria ao desempenho de fonç6es ex«utivus. Como opçiio. propunha a eleição de um diretório composto de cinco membros. representantes dM cinco dis­ tritos eleitoruis.

A proposta de Sâ Earp roi aprovada pelo plenário. garantindo assim a es· tabilidade panidária. na medida em que o grJnde numero de membros redu· zia os possíveis efeitos desagregadores que uma aliança dos representantes do 2.° distrito com outras lillenmças distritais poderia produzir. 1\0 apresen­ tar sua contraproposta. Nilo Peçanhu assesurJrJ que. se fosse derrotado. aceitaria a posição majoritli.ria. De fato. mmo Nilo como seus companheiros de distrito se submeteram à maioria. mas a partir de então suas relações cum a direção do PR F entrarum em acelerado processo de deterioração.

Assumir uma postura abenamente oposicionista em contudo uma atitude llrriscada. diante do poeer concentrado pelo governo, paniculMmente quando se Imt'lva de eleições em âmbito utadual. Assim é que. nas eleições dos deputados à ALERJ. em 2Q de maio de 1895. os mirJcemistas foram in_ cluídos n'l chapa do PRF. representando o 2.° distrito. A chapa oficial foi vitoriosa em todo o estado. e os mir�cemistas mantiveram uma atitudc"pru-

dente. Evetavam çriteçar o presedente do estado. Mauríceo'de Abreu, e che­ garam mesmo a elogiar sua mensagem à ALERJ relativa ao ano de 1896."'

Por outro lado. vertualmente empossebeletado de reduzer a enfluênda mera­

cemesta no norte do estado, Porciúncula, já de volta ao Brasil. provedenceou

o alijamento daquela facção da máquena parledâria. convocando para 30 de setembro de 1896. em Petrópolis. um çongresso do PRF. para maes uma vez des.:uter a organezação do deretóreo estadual. Na ocaseão, apresentou pro­ posta no sentedo de que este fosse çonstituedo de sete membros. eleetos tree­ nalmente pejos delegados dos munecípios após o reconheçimento dos pode­ res dos deputados estaduais e federais e dos senadores. A eleeção serea feeta por escrutínio de lestas. uma por munedpeo. çontendo nomes para represen­ tar çada um dos dnço distritos eleetorotis e mais um deputado fedenll e um senador." Esta fórmula deluia por todo o estado os vmos que elegeream os derigentes partedários. redulindo a enfluênda dos çhefes locaes.

A poseção do bloço meraçemista ficou bastante ameaçada pela proposta de Pordúncula. e suas tentatevas de derrubá-Ia foram rejeitadas pelo plená­ reo. Prevale<:eu por fim a dedsão de que os membros do deretório deveriam

ser eleetos naquela reunião. Ouvedos 05 delegados. a direção do partedo foe

entregue a Porceúncula. Martins Torres (1.0 destrito). o Vesconde de Que­

çamã (2."), Meguel de Carvalho (3.°). Hermogêneo Silva (4.°) e João Barçe­ los (5.")."

Esta composição evedenciou a vitaledade de dupla lederança Porceúncula _ Conselheero Pauleno. já que nos três primeeros distretos a chefia roube a ex-monarquistas. Assim como Mi,guel de Carvalho. o Visconde de Queçamã era intimo colaborador do Conselheero. tendo sido o primeero seçretário do Partedo Moderado em 1890. Embora Manins Torres, ex-leberal, preservasse certa autonomia em relação ao Conselheiro. era pouco simpático ao Batio de Meracema.'" No 4.° e 5.° distritos assumeram a chefia política republeca­ nos hestóricos estreitamente legados a Porceúncula:

ê

emportante lembrar que

Hennogêoeo Selva era presedente da Câmara Municipal de Petrópoles. base local do chefe mâximo do panido.

A derrota final dos representantes do 2.° distrito levou-os a abandonar o plenário, diferentemente do que haviam feeto na reuneão anterior. Nelo Pe­ çanha anunceou que renunciava naquele momento â vaga que lhe cabea na chapa oficial de candedatos à Cãmara dos Deputados, e alinnou sua dispose­ ção de concorrer pelo terço reservado à minoria." Consumava-se assim o rompemento entre o PRF e a facção meracemesta. que logo eria demonstrar disposição de radecalezar a setuação.

A luta que se segueu foe aberta. No plano da política local. a arma do

PRF roe o controle dos cargos de nomeação estadual. Entretanto. Porceún-

cuia não dispunha de boas alternativas para substituir 05 funcionários liga­ dos ao Barão de Miraccma, dada a inserção do grupo por ele liderado em Campm. Para rcorganiur 11 facção governista nesse município, foi desij:­

nado Alberto 8eumat, deputado gcral no Império Iij:ado aos ultraconserva­ dores. natural de Campos mas radicado em Cantagalo. onde era fazendeiro. advogado e vizinho do Conselheiro Paulino. Sezamat foi nomeado delegado de polícia em Campos. posição na qual deveria diriair a política local do

PRF. com a missão de controlar e vencer as eleiçõcs federaiS marcatJas l i de dezembro de 1896.

No plano estadual. os miracemiuas tentaram, em vão, o apoto do Vis­ conde de

Quiçamã.

represcntante do 2,° distrito no diretório do PRF," Ao mesmo tempo. seus representantes na ALERJ romperam com o govemo e renunciaram às comis5ÕcS de que panicipavam. A disputa teve repercussões em nível federal. na medida em que os dois gropos sc vinculavam a duas correntes políticas nacionais igualmente em connito oaquele momento: en­ quanto o PRF se identificava com a facção do Partido Republicano Federal liderada por Prudente de Morais_ os miracemistas ligavam-se ao gropo lide­ rado pof' Francisco Glictrio_ que dentro do partido nadonal se oponha ao presidente da República.

As eleiçôcs que se 5Cguiram nâo poderiam, portanto.

ter

um desfecho tranqililo. Os miraccmistas recusaram-se a disputar o terço reservado 1 mi­ noria e apresentaram candidatos a todas as vagas oolTCspondentes ao 2.°

distrito. O PRF, por seu lado. niio teve dificuldades para compor sua cha­

pa. mesmo no 2.° distrito: Luís da Silva Castro representava Madalena, con­ trolada pelo Conselheiro Paulino. e Eusébio de Queirós Carneiro Matoso •

.sobrinho do Visconde de Quiçamã. representava Macaé. Apenas Pedro Ta­ vares estava em posição dcHcada. pois, a despeito de sua tradição política em Campos. teria de enfrentar a máquina miracemista,

Ao contrmo do que cOrK:lui Barbosa Lima Sobrinho, que viu na eleição de 1896 apenas "Nilo Peçanha correndo isolado, sem outros recursos que o seu prestigio pessoa!"'."' 05 miracemistas armaram-se para obter um número sij:nificativo de VOtos e chegar ao momento da apuração amparados por uma expectativa que dirlCultassc

as

fraudes nonnalmcnte praticadas. Teceram um acordo com 5CUS lradick>nais advcrp por1elistas, que indic:anun Joio

Batista

Lapcr para

o Senado e Leonel LoreUi para a Câmara. dos Deputa­ dos. Com a inclusão desses nomes, os miracemista.s lentavam penetrar em

Madalena (alravés de Lorcui) e Cantagalo (alravts de Laper). maiores redu­ tos do Conselheiro Paulino. Além disso, os miracemistas contavam com o situacionismo de São João da Barra. que controlava a maioria das' mesas eleitorais do município,"