1.6. Dünyada Girişimciliğin Gelişimi
1.6.1. Fizyokrat Düşüncede Girişimcilik
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BORRACHA DE PNEU
A reutilização dos resíduos de borracha na construção civil é uma das vá- rias formas de aproveitar o seu potencial, na melhoria de algumas propriedades do concreto e fazer com que esteja inerte num local, sem ocasionar mal a socie- dade.
4.1 DEFINIÇÃO E GENERALIDADES
A borracha é um composto originário do látex presente nas arvores deno- minadas de seringueiras e que após passar por um processo de industrialização dá origem a diversos produtos, sendo um deles o pneu de borracha dos veículos rodoviários, o qual é composto pelo próprio látex e junto a este outros produtos como o negro de fumo e também o enxofre.
A borracha de pneu que será utilizada na pesquisa é proveniente de pneus inservíveis que são passados pelo processo de recauchutagem e neste tem a sua camada exterior chamada de banda de rodagem, raspada dando origem os frag- mentos pequenos que podem ser separados em diversas granulometrias.
Com a determinação do Ministério do Meio Ambiente (2007) e sua modifi- cação pelo Ministério do Meio Ambiente (2007a) “as empresas fabricantes e im- portadoras de pneumáticos para uso em veículos automotores e bicicletas ficam obrigadas a coletar e dar destinação final, ambientalmente adequada, aos pneus inservíveis existentes no território nacional, na proporção definida nesta resolução relativamente às quantidades fabricadas e/ou importadas”. Estas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBI- ENTE - CONAMA) são medidas que estão sendo implantadas para ajudar no de- senvolvimento da nação em conjunto com a sua sustentabilidade, minimizando as agressões ao meio ambiente.
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4.2 CONCRETO PRODUZIDO COM BORRACHA DE PNEU
Para Bignozzi e Sandrolini (2005), a utilização de borracha de pneu para a confecção de concreto necessitou de uma maior quantidade de água para se conseguir uma consistência que possibilitasse a este ser classificado como auto- adensável.
Segundo Turatsinze (2006) a adição de borracha proveniente de pneu foi apontada como uma solução para diminuir a fragilidade em ensaios com barras de argamassa, tendo como desvantagem a diminuição nas resistências à tração e
compressão. O comportamento é promissor para a melhoria da durabilidade da estrutura, pois melhora a resistência à fissuração devido à aplicação de tensões.
Para Trigo (2008) a realização de concretos com adição de resíduo de bor- racha de pneu, com mesma resistência à compressão aos 28 dias que o traço referência foi possível através da adição de 15% mais de cimento no traço com borracha.
Segundo Minatel et al. (2008), a incorporação da borracha de pneu em bar- ras de argamassa fez com que os resultados de resistência à compressão de- crescessem até 50% do traço referência, mas, a queda na resistência não reper- cutiu de forma tão negativa, pois os resultados de absorção de água por imersão mostraram-se satisfatórios.
Segundo Akasaki et al. (2003) a diminuição da massa específica tornando a estrutura mais leve, juntamente com o aumento da resistência ao desgaste por abrasão são indícios que viabilizam a execução do concreto com adição de borra- cha de pneu para pavimentação e para peças pré-moldadas e, deste modo, tam- bém contribui para a durabilidade da estrutura.
Para César et al. (2006) a resistência à compressão do concreto com subs- tituição de parte dos agregados por borracha de pneu representou queda superior a 40% em relação ao concreto controle, e, tendo apenas no ensaio de tração na flexão resultados próximos entre os traços com adição de borracha e o concreto de referência.
Segundo Vita et al. (2007) os valores do ensaio de módulo de elasticidade dos concretos de alto desempenho com adição de resíduos de borracha de pneu, mesmo sendo inferiores aos do traço referência, ainda foram elevados. A relação
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entre a tração e a compressão apresentou a mesma ordem de proporcionalidade quando comparado com o CAD convencional. A resistência à abrasão/erosão também apresentou bons resultados com a inserção de borracha, auxiliando para o ganho de durabilidade.
Os resultados de Hernández-Olivares e Barluenga (2003) mostraram que o teor de 3% em volume de borracha no concreto obteve melhor resultado que as demais porcentagens de substituição, para o ensaio de resistência à compressão. Já para avaliação do efeito da alta temperatura no concreto, a adição de 3% de borracha reduziu a fissuração e o destacamento superficial.
As figuras 3 e 4 mostram os resultados dos ensaios realizados pelos auto- res Hernández-Olivares e Barluenga (2003).
Figura 3. Efeito da adição de Borracha na resistência a compressão. Fonte: Hernández-Olivares e Barluenga (2003).
Figura 4. Efeito da adição de Borracha sob altas temperaturas. Fonte: Hernández-Olivares e Barluenga (2003).
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Segundo Martins (2005), a ruptura dos corpos-de-prova de CAD com adi- ção de resíduos de borracha de pneu, em relação traço sem esta adição, quando submetidos à compressão, tração ou ao impacto, mostrou significativas mudanças de comportamento. A borracha de pneu teve efetiva participação física na conten- ção do estilhaçamento dos CPs após a ruptura, e também o aumentou a capaci- dade de absorção de energia para os ensaios de resistência ao impacto.
Barbosa et al. (2007) verificou que o comportamento de ruptura dos CAD com Borracha mostrou significativas mudanças de comportamento, quando sub- metidos ao ensaio de resistência à compressão e de resistência ao impacto, evi- denciando uma grande redução da fragilidade e o aumento da capacidade de ab- sorção de energia.
Segundo Marques 2005 o efeito do aquecimento até altas temperaturas no CAD com borracha afetou fortemente o módulo de elasticidade promovendo que- da superior a 90% nos resultados. A diferença entre os resultados do concreto referência e o concreto com borracha também foram mantidas com uma ordem de 30% menor para o concreto com borracha. A queda da consistência foi notada nos ensaios com borracha e para sua correção aumentou-se a relação á- gua/cimento da mistura.
Marques 2005 também estudou o efeito do aquecimento dos CPs de con- cretos na resistência à compressão. A perda de resistência entre concreto refe- rência e concreto com borracha foi da ordem de 44%.
Segundo Vita et al. (2006), os concretos de alto desempenho com adição de RBP na porcentagem de 3%, apresentaram valores de resistência à compres- são bastante próximos, independentemente da granulometria de borracha empre- gada, como mostra a figura 5 a seguir.
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Figura 5. Efeito dos tipos de granulometria na resistência a compressão. Fonte: Vita et al. (2006).
Segundo Rossignolo (2007) a adição da sílica ativa no concreto proporcio- na diminuição da zona de transição entre o agregado e a pasta de cimento. No traço com sílica ativa e a latex juntos, a queda no tamanho da zona de transição foi de 50 % em comparação ao concreto controle, além de melhorar a qualidade dos produtos de hidratação do cimento Portland nesta região, diminuindo o teor de C-H.
Para Rossignolo (2005) o bom desempenho da atuação da sílica ativa e do látex em pastas de cimento, foi evidenciado pela redução da porosidade e do teor de C-H, favorecendo a impermeabilização.
Para Nascimento, Trindade e Formagini (2007) uma alta substituição da areia do concreto por resíduo de borracha de pneu, entre 20 e 40%, ocasiona grande queda nos valores de resistência à compressão e à tração, mas para os ensaios de absorção de água por capilaridade e por imersão os resultados foram significativamente melhores que o concreto controle, como mostra a tabela 1.
Tabela 1. Ensaio de Absorção de água. Fonte: Nascimento, Trindade e Formagini (2007).
Ensaios Concreto
controle 20% Borracha 40% de Borracha
Absorção Capilar (g/cm²) 1,13 0.61 0,81
Absorção por imersão (%) 6,21 4,04 4,78