• Sonuç bulunamadı

Önemli muhasebe politikalarının özeti (devamı) 2.31 Henüz uygulanmayan yeni standart ve yorumlar (devamı)

4 Sigorta riskinin ve finansal riskin yönetimi(devamı) .2 Finansal riskin yönetimi (devamı)

4.2 Finansal riskin yönetimi (devamı) Piyasa riski (devamı)

Todos os professores, tanto do meio rural quando do urbano, participam juntos dos encontros pedagógicos que são realizados bimestralmente e o dia todo no espaço físico da escola da área urbana. Os encontros têm suas pautas preparadas pelos coordenadores pedagógicos, direção escolar e SME, um indício que demonstra a participação efetiva da secretaria dentro do trabalho pedagógico.

No período da manhã, o primeiro ponto da pauta é iniciar o encontro com textos de motivação e reflexão cedidos pela própria SME, mas dirigido pelos coordenadores pedagógicos e direção, orientados para estudo de textos relacionados às relações de convivência entre os sujeitos da escola, assim como as posturas na prática docente. Este momento é um dos espaços que a SME encontra para introduzir e direcionar posturas, condutas e práticas que julga ser necessário para os professores em seu exercício docente.

Nos turnos da tarde há sempre a presença da SME que direciona a discussão aos aspectos burocráticos, ao regimento escolar ou aos problemas que, por ventura, surgem no fazer docente. Discute questões que se voltam à prática docente, por julgar ser importante para os professores rever e modificar determinadas práticas em sala de aula. O que por um lado é importante, pois estes momentos oportunizam aos professores a reflexão sobre sua própria prática. Freire (1996) defende esse movimento dinâmico e dialético entre o fazer e o pensar sobre o fazer. Mas, em conversa informal, a compreensão dos professores do ensino fundamental II é que estes encontros deveriam contribuir mais em suas práticas, assim como as dificuldades pedagógicas vividas na escola que deveriam ser mais discutidas, afinal este espaço poderia ser um momento de ressignificar e fortalecer o fazer docente,

É importante que a gente debata nos encontros o que a gente vivencia no dia a dia dentro da sala de aula porque assim a gente pode melhorar o nosso trabalho. (P10UfII).

Os debates em torno das práticas exercidas em sala de aula devem ser pensados e discutidos com mais frequência e em conjunto, de acordo com que esta professora julga ser importante como forma de melhorar os fazeres docentes.

Nestes encontros pedagógicos ainda evidencia-se a pouca participação dos professores da área rural. As discussões e as decisões realizadas durante os encontros pedagógicos partem com mais frequência do grupo de professores da área urbana, especialmente do ensino fundamental II. É percebida a dificuldade que os docentes da área rural têm em partilhar seus conhecimentos, angústias e descobertas relacionadas à prática docente. Sua participação é maior nos encontros semanais de planejamentos, quando se reúnem separados dos demais professores.

A esse respeito, buscamos a ideia da dialogicidade de Freire (2005), enquanto “encontro em que se solidarizam o refletir e o agir de seus sujeitos” (FREIRE, 2005). Nesta perspectiva, o diálogo é importante e não pode reduzir-se a um ato de depositar ideias de um sujeito no outro, nem tampouco tornar-se simples troca de ideias, mas é um ato de refletir, fazer e refazer e de falar e ouvir o outro, em busca da transformação (FREIRE, 2005).

Os encontros pedagógicos não são os únicos momentos que os professores se reúnem para dialogarem, se formar, ressignificar suas práticas, planejar as atividades escolares ou debater questões referentes ao fazer docente. Existem outros encontros coletivos que contribuem para a reflexão e constituem-se nos momentos dos planejamentos semanais que é realizado uma vez por semana junto à coordenação pedagógica da escola.

Diferente dos encontros pedagógicos, nas reuniões semanais de planejamento os grupos de professores são separados. Os da educação infantil e fundamental I da área urbana se reúnem em um dia da semana com as coordenadoras pedagógicas após o seu horário de aula. Os professores do fundamental II se encontram também em grupos, mas em outro horário de acordo com o dia que cada um leciona na escola. Quanto ao grupo da área rural, deslocam-se uma vez na semana para a escola urbana para participar deste planejamento, porém em horários distintos dos demais grupos de professores e são nestas reuniões que os professores da área rural demonstram participar mais ativamente.

Os diálogos nestes encontros semanais ajudam os professores a planejarem, mas nos parece que estes encontros de planejamento precisam ser mais direcionados ao fazer docente. O planejamento, segundo Menegolla e Sant’Anna (2003) é o instrumento básico de todo o processo educativo. O que perpassa pelo pensamento de Gandin que defende o ato de planejar enquanto organização da própria ação. Neste sentido, “planejar, portanto, é pensar sobre aquilo que existe, sobre o que se quer alcançar, com que meio se pretende agir e como avaliar o que se pretende agir” (SANT’ANNA, 2003, p.21).

Partindo deste pressuposto, o planejamento é a ação inicial que estrutura a prática docente. Sobre os planejamentos das aulas, os professores da educação infantil e ensino fundamental I da área urbana têm mais facilidade de planejar, pois não lecionam em outras escolas e dispõem de mais tempo para estudar e se preparar melhor para as aulas.

Em contrapartida, os professores da área rural apresentam dificuldades, pois suas turmas são multisseriadas. Essa realidade torna-se um desafio na prática docente para este grupo, principalmente no que diz respeito a elaborar atividades diversificadas, o que gera, segundo os professores, a necessidade de ter à frente uma equipe pedagógica que os oriente. Mas, mesmo que estudos apontem que o planejamento é o instrumento orientador da prática docente e sua realização em conjunto com a coordenação pedagógica torna o trabalho pedagógico colaborativo, é preciso que a coordenação tenha como atribuição a assistência pedagógica (LIBÂNEO, 2004), para atender melhor aos professores e os problemas que surgem em suas ações.

Em relação aos professores do ensino fundamental II, estes também demonstram dificuldades em planejar suas aulas, mas em uma perspectiva diferente. Embora o planejamento seja fundamental na organização da própria ação docente, conforme apontado anteriormente pelos teóricos, os professores do ensino fundamental II por lecionar em outras instituições, no contra turno de Riacho de Santo Antonio, tendo em sua carga horária total no magistério entre 32hs e 60hs semanal, são os que menos planejam. A razão é a falta de tempo

em sentar para planejar com mais precisão devido seus horários serem corridos. Lecionar em outras instituições escolares e viajar todos os dias para as distintas escolas que trabalham, conforme acontecem com estes professores torna as condições de trabalho para eles um problema, pois os impede de ter mais tempo para estudar com mais constância, planejar as aulas, realizar pesquisas, repensar tarefas diversificadas para seus alunos e avaliar suas práticas e evidentemente desenvolver melhor a prática docente.

Embora a LDB responsabilize os sistemas de ensino em promover a valorização dos profissionais de ensino, assegurando-lhes “período reservado a estudos, planejamento e avaliação, incluído na carga de trabalho” (Art. 67, inciso V), a distribuição da carga horária atribuída ao magistério ainda é insuficiente para preparar-se melhor para o exercício da docência. A carga horária em sala de aula dos professores em foco ultrapassa 20 horas por semana, o que pode afetar não somente a qualidade de vida do professor como também comprometer a qualidade do ensino já que ficam sobrecarregados de trabalho.