5.1. Sonuç ve Tartışma
5.1.3. Farklı ülkelerin sosyal bilgiler ders kitaplarının, bilim ve
Atualmente, os contratos de compra de etanol celebrados se restringem essencialmente aos de curto prazo, negociados no mercado spot, usados principalmente por usinas, distribuidoras de combustíveis e comercializadoras. A carência de contratos de longo prazo ocasiona maior incerteza para os produtores investirem em aumento de capacidade e para os consumidores a exposição a flutuações de preços e risco de oferta. Alguns dos principais fatores que levam a dificuldade de acordo para estes contratos são a seguir comentados.
Arbitragem. É o incentivo dos participantes em obter lucros nas
entressafras, em função da oportunidade de arbitragem de sua oferta, de acordo com os preços e, para as Distribuidoras que não querem arriscar suas margens. As arbitragem se dão da seguinte maneira: quando a oferta é maior que a demanda, os preços estão baixos, desta forma para os fornecedores, ou seja as usinas não é atrativo firmar contratos de longo prazo a este nível de preços. E quando ao contrário, a oferta é menor que a demanda, ocasionando preços mais elevados, são as distribuidoras que não querem firmar contratos de longo prazo, esperando que os preços se reduzam.
Maturidade do mercado internacional de etanol. No estabelecimento de
contratos de longo prazo para exportação, o problema é que ainda não existem mercados desenvolvidos. Como é exposto no Anexo 1 que descreve as perspectivas de mercado, muitos países possuem metas para o aumento do uso de biocombustíveis, mas na grande maioria não há definição sobre qual a opção a ser adotada, quais as especificações e como será a estrutura de distribuição. Além disto, os biocombustíveis estão no centro de uma controvérsia mundial sobre sua responsabilidade com respeito a redução de oferta de alimentos, gerando desconfiança em seu uso. A falta deste alinhamento ocasiona diversas dificuldades comerciais como o fato de não existirem dois contratos de exportação de etanol que sejam iguais. Os contratos de afretamento marítimo são elaborados utilizando um contrato padrão para combustíveis e químicos em que são necessários adendos para adequar este contrato ao transporte marítimo de etanol. O tema de especificações de qualidade é outra questão complexa, tanto para o álcool combustível, hidratado ou anidro, como para os álcoois hidratados de padrão industrial. O problema maior é que, enquanto não se organize esta base contratual
com suas especificações, não se consegue montar um mercado de futuros confiável e com liquidez. Hoje, fechar um contrato de etanol leva o triplo de tempo que se leva para fechar um de açúcar. A Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), que já possui contratos de etanol restritos a investidores locais, está empenhada em apresentar a primeira versão de um contrato-padrão internacional, nos moldes das commodities tradicionais.
Barreiras comerciais. As barreiras comerciais certamente são um fato
relevante, especialmente para os produtores brasileiros. Nos Estados Unidos há uma tarifa especial de importação de etanol combustível de 54 centavos de dólar por galão, além de outros subsídios à produção de milho que é a matéria prima para o etanol americano. Na Europa, apesar do etanol produzido no Brasil ter atualmente um custo que é quase a metade do custo de produção do etanol europeu, com as tarifas que incidem sobre o etanol brasileiro fazem que os preços do produto atinjam praticamente os mesmos níveis do etanol europeu. O valor da tarifa imposta pela União Européia ao etanol é atualmente de até 55%, ao mesmo tempo, a tarifa européia para o petróleo é de apenas 5%. Assim, os Estados Unidos só importam quando a demanda é maior que a oferta e o Japão, que seria outro mercado promissor, ainda não têm meta obrigatória de uso do etanol. Assim o etanol brasileiro só consegue colocação em janelas de oportunidades.
Estimular contratos de longo prazo e um mercado futuro para a comercialização de etanol, deixando o hoje predominante mercado “spot” para emergências e complemento da demanda, certamente dará aos consumidores
brasileiros e aos países importadores, maior previsibilidade em relação ao preço e à capacidade de suprimento5.
As mudanças na forma de comercialização do álcool são vistas como essenciais para garantir o abastecimento em um momento de crescente interesse estrangeiro pelo biocombustível e em que a demanda interna deverá subir dos atuais 13,5 bilhões de litros por ano para 17 bilhões de litros em 2010, segundo as estimativas do governo. Sem contratos de longo prazo, dificilmente haverá garantias de que o Brasil vai abrir mão de instrumentos como um imposto de exportação, quando houver riscos de desabastecimento aos consumidores do país6.
As questões chaves são se os usineiros e distribuidoras estão dispostos a limitar o mercado spot e dar maior previsibilidade à comercialização do álcool, qual é a viabilidade de montar estoques para o período de entressafra e como será a regulação do governo.
5 ANÁLISE DOS EFEITOS DAS MUDANÇAS ESTRUTURAIS NA INDUSTRIA
DE ETANOL
Os moldes de como cada indústria esta desenhada depende das especificidades dos produtos comercializados, características dos consumidores, grau de complexidade dos processos produtivos e das relações dentro dos elos da cadeia produtiva.
5
Alterar essa relação, contudo, exige mudanças tributárias como por exemplo, hoje a distribuidora que vai ao incipiente mercado futuro paga 3,65% de PIS/Cofins, mas não precisa recolher o tributo nas compras feitas diretamente às usinas.
6
A Petrobras prevê exportações de 3,5 bilhões de litros de álcool em 2011, sendo 90% destinados ao Japão, em contratos de 15 a 20 anos, obviamente terá que garantir esses volumes em contrato. O Japão é um país que precisa de 100% de garantia de fornecimento por conta de sua geografia, enquanto os outros podem ter alguma produção agrícola própria.
Na análise da indústria de etanol no Brasil, de acordo com a Figura 5, que mostra uma tendência observada com movimentos de integração horizontal, as empresas estão se concentrando formando grandes grupos, com dois objetivos principais. O primeiro é a redução de custos, construindo uma escala mínima de operação com seus respectivos e significativos investimentos. O outro objetivo é conseguir confiança para celebrar contratos de longo prazo, principalmente com os mercados externos, que não estão consolidados, cercados de desconhecimento e insegurança dos clientes. Sendo assim, grandes grupos inspiram mais confiança de que produtores isolados.
Produtores Agrícolas Produtores Agrícolas
Competitivo Oligopólio Produtores de Álcool Produtores de Álcool Competitivo Oligopólio Transporte Transporte Oligopólio(Dutoviário) Competitivo
Figura 05 - Tendência de formas de Competição Fonte: Elaborada pelo autor.
Economias de escala. No que tange a justificativa de aumento de escala,
pode-se identificar os movimentos de integração horizontal com os seus respectivos incentivos. Como foi anteriormente abordado, as fusões podem resultar em firmas
(Rodoviário)
Comercialização
Competitivo
Comercialização
mais eficientes, uma vez que o movimento de concentração poderia restaurar os ganhos das economias de escala. Esta é claramente a necessidade das empresas de etanol brasileiras que necessitam buscar a melhor forma de otimizar suas operações para concorrerem num mercado internacional. Outro argumento teórico citado é o de que a concentração pode ser um instrumento para reduzir o poder de mercado do comprador, que ocorre de fato com as produtoras de etanol que fornecem para o mercado brasileiro, onde poucas grandes distribuidoras de combustíveis detém grande parcela das compras.
Assim é entendido que dentre as principais estratégias observadas, empresas de energia e demais investidores de outros setores com elevado aporte de recursos financeiros e aquelas que já estão presentes na indústria, observa-se operações de aquisições em diversos elos da cadeia produtiva, com o conseqüente aumento da concentração horizontal e vertical da cadeia produtiva.
Poder de mercado. Neste aspecto, com a concentração da produção de
etanol nos maiores grupos, aumenta a possibilidade de coordenação do nível de produção e conseqüentemente os preços, prioritariamente para o mercado interno, pois para o mercado externo a determinação dos preços dependerá das condições de concorrência de etanol produzido de outras fontes que atendem os mesmos mercados alvo. Além do mais, esta coordenação pode se dar em um nível mais amplo visando a busca de arbitragem com o preço internacional do açúcar, alterando portanto a prioridade de produção em detrimento ao etanol.
Se aplicarmos o índice de concentração Herfindahl-Hirschman -HHI (vide anexo 2), para os 10 maiores produtores, constatou-se que a indústria ainda é pouco concentrada, com resultado de 79 para a safra 2004/2005 e 118 para a safra 2006/2007. Mas o relevante é verificar a rápida evolução deste índice aumentando
em 50%, que indica a tendência à concentração. Esta tendência é evidenciada pelo número de transações de fusões ou aquisições envolvendo usinas que em 2006 foram nove e saltando para 25 em 2007, movimentos ilustrados na Figura 06.
Embora segundo critério antitruste indique uma concentração pequena para que as empresas tenham poder para influenciar os preços do mercado, historicamente os cartéis dos usineiros agiram de forma organizada a fim de regular a oferta do produto e influenciar diretamente o nível de preços.
Número de fusões e aquisições no setor de açúcar e álcool no Brasil 1 1 3 2 7 11 8 5 5 8 9 25 6 0 5 10 15 20 25 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 * 2008 até março
Figura 06 – Fusões e aquisições no setor de açúcar e álcool no Brasil Fonte: KPMG.
Produtores Agrícolas Produtores Agrícolas Competitivo Oligopólio Produtores de Álcool Produtores de Álcool Competitivo Oligopólio Transporte Transporte Monopólio/ Competitivo Oligopólio(Dutoviário) (Rodoviário) Comercialização Comercialização Competitivo Oligopólio
Figura 07 - Tendência de Verticalização Fonte: Elaborada pelo autor.
Outro viés muito importante que está sendo observado na indústria é apresentado na Figura 07 que mostra a mudança do perfil das empresas segmentadas por um modelo de empresa verticalmente integrada. No lado esquerdo é ilustrado qual era o perfil predominante das empresas em cada elo. Nos primeiros elos, com o intuito de garantir o fornecimento da matéria prima, as empresas preferiam atuar tanto na produção de álcool como no processo agrícola da plantação da cana de açúcar. No elo do transporte, quase a totalidade do produto era transportada por meio rodoviário, composto por muitas empresas. Na comercialização, um grande número de empresas atua competitivamente. O lado direito da figura mostra a tendência atual das empresas atuarem em todos os elos da cadeia produtiva, conjuntamente com movimentos de horizontalização em grandes grupos levando a indústria a se direcionar para características de oligopólio.
No que se segue, uma discussão sobre as potenciais vantagens decorrentes destas estratégias:
Economias de escopo. Um dos exemplos de eficiência decorrentes destas
economias é a utilização do conhecimento sobre o negócio, por exemplo, uma usina pode aproveitar o domínio tecnológico adquirido no processo produtivo para adequar a qualidade da matéria prima e da outra ponta atender as especificações exigidas pelos clientes. Podem também obter eficiências quando as decisões de investimento são conjuntas nos elos complementares da cadeia, o que traz ganhos na implantação dos projetos. E ainda, nos casos das empresas que já atuam no setor de petróleo também haverá ganho pelo compartilhamento das várias infraestruturas como de transporte, terminais e armazenagem.
Incertezas. Em relação ao desafio de entrar em novos mercados a teoria
sobre incerteza ajuda a entender as necessidades das empresas se organizarem em grandes grupos verticalmente integrados. Estas incertezas ocorrem desde a segurança de fornecimento de matérias primas até a colocação do produto no mercado consumidor. A maior dificuldade para sanar esta falha, conforme ilustrado anteriormente, é a de se firmar contratos de longo prazo entre os agentes desta indústria, que pela teoria seriam a aproximação dos contratos completos que eliminariam a incerteza. Assim a alternativa natural para mitigar estas incertezas é a integração vertical.
Práticas discriminatórias. Na argumentação teórica foi visto que a
integração vertical pode levar a restrição de acesso a um bem ou serviço. Atuando desta forma as empresas podem praticar diversas práticas anticompetitivas como fechamento de mercado através do domínio dos gargalos da cadeia, como é o caso da rede de transporte dutoviária. Hoje, somente uma única empresa possui estrutura para este transporte e como esta mesma empresa está efetivando sua entrada nas outras etapas, tanto na produção como na comercialização, poderá ter incentivo e
capacidade de dar preferência pela passagem de seus produtos. Este comportamento é previsível pela literatura que versa que o detentor do segmento considerado gargalo pode restringir totalmente o acesso ou restringir de uma forma parcial, mas, favorecendo alguns grupos em detrimento de outros competidores. Este caso empírico também revela o mesmo incentivo principal apresentado para a conduta de fechamento de mercado que é a possibilidade de alterar a competição através do favorecimento das firmas coligadas e exclusão das demais.
Possivelmente com a perspectiva que outros grandes grupos produtores também estão intencionados em investir na própria rede de transporte. Assim, a possibilidade de fechamento de mercado ou o temor de dificuldades para acesso aos dutos leva a duplicar então os custos com a construção de infra-estruturas paralelas.
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), que representa os principais usineiros de São Paulo, pretende construir um alcoolduto ligando a Hidrovia Tietê à região de Ribeirão Preto e, posteriormente, ao litoral paulista. O duto terá extensão de 600 km e custará cerca de US$ 1 bilhão. Na mesma linha a Companhia Brasileira de Energia Renovável (Brenco) apresentou pedido de autorização para a construção de um alcoolduto de 1120 quilômetros ligando o município de Alto Taquari (MT) ao porto de Santos, que faz parte do total de investimentos incluindo 10 usinas de etanol.
As indústrias sucroalcooleiras temem entregar à Petrobras o controle sobre uma das mais importantes rotas de transporte de etanol do país, São Paulo, que é responsável por 70% da produção nacional. Temem também perder o controle sobre o principal custo da cadeia de exportação do combustível. Estima-se que o duto reduzirá o custo de transporte de R$ 0,04 centavos por litro para RS$ 0,01 centavo,
representando uma economia de R$ 900 por cada caminhão de 30 mil litros. Estas falhas de mercado seriam amenizadas se houvesse a plena credibilidade que a agência reguladora exercesse o papel de eliminar a prática de tal estratégia discriminatória.
A mais importante diferença entre o projeto dos usineiros e o da Petrobras está no controle do duto. A estatal vem sondando produtores de açúcar e de álcool para participar do seu empreendimento, mas tem deixado claro que será a acionista majoritária, com poderes para decidir quem e como usará o alcoolduto. No projeto da Unica, todos os seus associados poderão utilizar o duto para escoamento de sua produção.7
A Petrobras é a maior empresa de Energia do Brasil e da América Latina, possuindo reputação de entrar num setor com vistas a tornar-se a principal empresa do mesmo. 8 Para tal conta com sua alavancagem em indústria correlata e seu poder de empresa estatal (chamada na literatura de empresa deep-pocket). A divulgação de seus planos de investimentos explicita sua intenção de construção de toda uma logística para transportar o etanol por meio dos alcooldutos e investir em algumas usinas. Por todo este relativo gigantismo ela é vista como uma grande ameaça para o setor privado envolvido na indústria sucroalcooleira.
Risco Moral. Já a justificativa para a atuação também na etapa de
comercialização está no Risco Moral como forma de garantir que seu distribuidor faça seu melhor esforço para colocação do seu produto no mercado. Isto é especialmente importante para a penetração em mercados que ainda não possui
7 E ainda há um questionamento sobre a viabilidade econômica do projeto da Petrobras, que se não houver a participação das principais indústrias de São Paulo, dificilmente a estatal conseguirá atingir o volume de oito milhões de metros cúbicos de álcool por ano necessário para rentabilizar o seu duto.
8 Empresas de Energia é um conceito que abrange as empresas que atuam em todos os segmentos deste negócio (Petróleo, Gás Natural, Produção de Derivados, Geração de Energia Elétrica, Petroquímica e Energias Renováveis)
atuação, principalmente o externo. A questão do risco moral é fruto do problema de assimetria de informação que, neste caso, o produtor não tem informação completa sobre os mercados, quando atribui a colocação do seu produto a um comercializador. Como foi levantado, o principal problema desta relação é a dificuldade de observar se a comercializadora está se esforçando de fato para vender a produção ou não. A necessidade de implementar contratos de incentivos para mitigar tal falha de mercado pode ser uma opção mais onerosa que a própria integração da empresa, o que estaria justificando as consolidações ao longo da cadeia, em especial, aquelas envolvendo as comercializadoras.
Os meios descritos na tentativa de amenizar estas distorções são: o monitoramento, contratos eficientes e a verticalização. Nesta linha, um dos fatos mais relevantes que exemplifica claramente a potencial relevância do problema de risco moral desta indústria foi a compra de 100% dos ativos de distribuição de combustíveis da Esso no Brasil, em abril de 2008, por 826 milhões de dólares pela Cosan. Com esta aquisição ela dominará toda a cadeia do combustível, da produção à distribuição. Trata-se da primeira produtora de etanol do mundo a deter esse sistema totalmente integrado, assegurando assim o canal de distribuição para o seu etanol no Brasil. Esta transação mostra fortes indícios que foi incentivada principalmente para garantir a colocação do etanol produzido pela Cosan no mercado interno, além de agora possuir acesso às informações de mercado até então nas mãos das distribuidoras.
Efeitos Competitivos da Integração Vertical. À luz da metodologia
proposta em Riordan (2005), apresentada na seção 3.3, pode–se ter uma noção mais abrangente dos efeitos dos movimentos das empresas. Em primeiro lugar, os possíveis efeitos sobre os competidores podem ser a restrição ou dificuldade de
acesso ao segmento de gargalo, neste caso os alcoodutos, ou ainda tornar mais fácil a formação de cartéis, por exemplo, grupos associados para construção de estruturas de escoamento próprias, ou seja poucas empresas passam a dominar o segmento de gargalo, aumentando a possibilidade de exercício de poder de mercado, utilizando-se de instrumentos como a prática de preços não competitivos das tarifas de acesso. A segunda etapa da análise é a identificação dos efeitos negativos sobre o consumidor. Neste ponto o grande risco é a exposição à condutas de cartel que visem regular a oferta para elevar os preços. E o terceiro item a se analisar é o efeito líquido na concorrência. Este efeito poderia ser observado através de uma análise da variação do custo marginal após o processo de verticalização. Uma provável redução de custos poderia advir de melhores eficiências nas etapas de planejamento e das decisões de produção.
6 CONCLUSÃO
Este trabalho apresenta a indústria de etanol e uma análise dos incentivos competitivos das empresas ativas e potenciais entrantes e suas implicações na concorrência e bem estar do consumidor. A seguir, algumas considerações.
A primeira delas é a clara tendência de verticalização das maiores empresas, mesmo as que já atuam e principalmente aquelas novatas, como exemplo a Petrobras e a Brenco.
Com o suporte teórico sobre os incentivos à verticalização, verificou-se que um dos principais é a redução das incertezas, ou seja a redução da dependência dos fornecedores e a tomada de decisão conjunta dos investimentos em todos os elos da cadeia. Outro incentivo é o do risco moral, que através da verticalização ocorre a redução das assimetrias de informações, principalmente na etapa de comercialização. No entanto, a integração vertical traz potenciais danos à concorrência no mercado tais como a possibilidade de ocorrer o fechamento de mercado dos alcooldutos por empresas integradas e que atuam ou prentendem atuar na venda do etanol. Evidentemente este é o elo mais susceptível ao exercício do poder econômico por constituir o gargalo da cadeia produtiva, que mesmo não sendo a única alternativa para o transporte, tem um grande diferencial de custo em relação aos outros modais, sendo um fator crítico para competitividade das empresas. De fato, observa-se movimentos na indústria para a construção de um segundo alcoolduto para concorrer com o primeiro (estratégia conhecida como by- pass) para mitigar este risco. Este é um exemplo da necessidade de atuação das autoridades regulatórias (ANP) e de concorrência (Sistema Brasileiro de Defesa da
Concorrência) com vistas a analisar a conduta das empresas que possuem este domínio.
Na integração horizontal os principais incentivos identificados foram a