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Adım 4: İkil değişkenleri aşağıdaki formülasyonları kullanarak güncelle, )

5.3 MA SS ’nın Adımlarının Örnek Bir Problem Üzerinde Gösterilmesi

5.4.1 Farklı özelliklere sahip 32 test problemi için test sonuçları

Dentre as concretas soluções preventivas propostas no âmbito penal, verifica- se a função de integração social geral da pena.

Essa função de integração social geral ou função dissuasória da pena é tratada por Francisco Muñoz Conde como função motivadora (motivação integradora ou estabilizadora entendida como categoria autônoma ou prevenção socialmente integradora) da norma penal, que, acompanhada dos demais instrumentos de controle social, exerce papel fundamental na ordem social:

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Disponível em http://eurlex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=COM:2011:0681:FIN:PT :PDF. Acesso em 27 de agosto de 2013.

O principal meio de coação jurídica é a pena, que serve para motivar comportamentos nos indivíduos e que é, ademais, elemento integrante da norma penal. A norma penal cumpre, para tanto, essa função motivadora que assinalávamos a princípio, ameaçando com uma pena a realização de determinados comportamentos considerados pelas autoridades de uma sociedade como não desejáveis. [...] A função da motivação que cabe à norma penal é primeiramente social, geral, é dizer, incidir na comunidade, ainda que em sua última fase seja individual, é dizer, incidir sobre o indivíduo concreto. [...] O controle social é uma condição básica da vida social. Com ele se asseguram o cumprimento das expectativas de conduta e dos interesses contidos nas normas que regem a convivência confirmando-as e estabilizando-as contra-faticamente, em caso de sua frustração ou descumprimento, com a respectiva sanção imposta em uma determinada forma do procedimento. O controle social determina, pois, os limites da liberdade humana na sociedade, constituindo, ao mesmo tempo, um instrumento de socialização de seus membros. ‘Não existem alternativas ao controle social; é inimaginável uma sociedade sem controle social’.114

Como se verifica, a pena, de acordo com a teoria da prevenção geral positiva, é um poderoso instrumento de integração social, hábil a coibir práticas criminosas no cerne da atividade econômica.

Conforme constatado por Antonio García-Pablos de Molina, a pena cumpre “uma função ‘pedagógica’, de exemplaridade, ‘ético-social’, reforçando a pretensão de vigência das normas jurídicas na consciência da comunidade por meio do ‘veredicto’ que a cominação legal implica”.115

Além disso, de acordo com Jorge de Figueiredo Dias, o delinquente econômico, sendo, em regra, relativamente ao delinquente comum, mais racional e calculado, e incorrendo em maiores riscos de degradação do status em caso de

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MUÑOZ CONDE, Francisco. Derecho Penal y Control Social. Bogotá: Editora Temis S.A., 2012, p. 22-25. Tradução livre do autor. No original: “El principal medio de coacción jurídica es la pena, que

sirve para motivar comportamientos en los individuos y que es, además, elemento integrante de la norma penal. La norma penal cumple, por tanto, esa función motivadora que señalábamos al principio, amenazando con una pena la realización de determinados comportamientos considerados por las autoridades de una sociedad como no deseables. [...] La función de motivación que cumple la norma penal es primariamente social, general, es decir, incide em la comunidad; aunque em su última fase sea individual, es decir, incida em el individuo concreto. [...] El control social es uma condición básica de la vida social. Con él se aseguran el cumplimiento de las expectativas de conducta y los intereses contenidos em las normas que rigen la convivencia, confirmándolas y estabilizándolas contra-fácticamente, en caso de su frustrácion o incumplimiento, con la respectiva sanción impuesta en una determinada forma o procedimiento. El control social determina, pues, los limites de la libertad humana en la sociedad, constituyendo, al mismo tempo, un instrumento de socialización de sus miembros. ‘No hay alternativas al control social; es inimaginable una sociedad sin control social.” 115

MOLINA, Antonio García-Pablos de. In: MOLINA, Antonio García-Pablos de; GOMES, Luiz Flávio.

Criminologia: introdução a seus fundamentos teóricos: introdução às bases criminológicas da Lei n.º

9.099/95, lei dos juizados especiais criminais. 4 ed. rev. atual. e ampl. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2002, p. 413.

condenação, pode, em certos casos, deixar-se mais facilmente motivar pela norma,116 em prol da denominada self-image como pilar de respeitabilidade.

Gabriel Ignacio Anitua observa que, de acordo com os estudos do economicista Gary Becker e da escola da análise econômica do direito da Universidade de Chicago, a lei penal também atua de uma segunda forma na geração de desincentivos quanto à escolha racional presente na teoria do delito dos crimes econômicos:

Nessa perspectiva, com a intenção de buscar pontos de contato com algumas das colocações do penalismo clássico, eram apresentados os trabalhos empíricos e teóricos sobre a motivação para cometer delitos – ‘as pessoas se convertem em delinquentes não por serem diferentes, mas porque seus custos e benefícios são diferentes – e sobre a função dissuasória da pena – geração de desincentivos, o uso das multas e a quantificação ‘ótima’ da pena concreta. Essas ideias refletiam sobre o individuo concreto, aquele que realizaria tal ato criminoso em busca de proveito e deixaria de fazê-lo se o benefício diminuísse ou se o custo aumentasse. É para esse indivíduo que seria destinada a teoria da prevenção geral negativa, ou da intimidação da pena concreta, pois a função da intimidação deve necessariamente consistir em incrementar os custos para o futuro delinquente. A análise econômica do direito refletiria, do mesmo modo, sobre o próprio sistema de justiça, que também deve fazer o cálculo econômico para impor penas concretas que logrem melhores resultados a custos menores. É por isso que às vezes eles justificavam certas práticas punitivas ou o desenho geral do sistema penal conforme as lógicas econômicas [...]. Para esses estudos, realizados com as novas tecnologias aplicadas às ciências econômicas, a existência do sistema penal teria um certo, e limitado, efeito de dissuasão.117

Com efeito, não se pode permitir que a Economia, especificamente a atividade empresarial, se torne uma zona livre de criminalidade, em que o menos ético terá o maior prêmio, vale dizer, o maior lucro.

Enquanto a criminalidade empresarial for considerada secundária em relação aos crimes tradicionais e também ao crime organizado, que já possui a devida definição, dois efeitos serão gerados: o Direito Penal continuará a encontrar

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DIAS, Jorge de Figueiredo. Breves considerações sobre o fundamento, o sentido e a aplicação das penas em Direito Penal Económico. In: PODVAL, Roberto (org.). Temas de Direito Penal

Econômico. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2000, p. 127. Prossegue o autor afirmando que

“que num campo como este, onde se encontram especialmente em causa orientações estaduais em matéria económica e social, os valores de acção devem predominar sobre os valores do resultado, só assim se podendo esperar o reforço efectivo daquelas orientações na consciência nacional”.

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ANITUA, Gabriel Ignacio. Histórias dos pensamentos criminológicos. Tradução Sérgio Lamarão. Rio de Janeiro: Revan: Instituto Carioca de Criminologia, 2008, p. 793-794.

dificuldades em lidar com os delitos praticados nos entes coletivos, e, consequentemente, as práticas criminosas continuarão sendo estimuladas diante da clara oportunidade em obter lucros ilícitos.

Agora, o fato é que as leis penais não podem apresentar como objeto tão somente a criminalidade patrimonial exclusivamente individual, mas devem abarcar também os comportamentos coorporativos criminosos, passíveis de valoração jurídica, com definições dogmáticas e de política criminal.

Assim, o controle social não se limita à função punitiva de detectar a criminalidade e identificar o infrator, mas também tem uma função constitutiva, partindo da atribuição de valor negativo a determinadas condutas até cominar uma pena, em um posterior juízo de subsunção.118

Naturalmente, as sociedades complexas se organizaram por meio de instituições, como as sociedades empresárias, que, portanto, devem ser protegidas e não podem sujeitar-se aos domínios da criminalidade.

Neste cenário, o Direito Penal não se restringe à função repressiva, e numa análise funcionalista, tem a comum finalidade de influenciar os comportamentos, dirigir as ações e gerar desincentivos, promovendo, dessa forma, a prevenção de práticas criminosas.

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“Considerada verdadeira revolução teórica e prática, esta criminologia – crítica ou criminologia nova – apresenta mudanças verdadeiramente radicais nas questões formuladas. As questões centrais da criminologia deixam de ser referentes ao delinquente e até mesmo ao crime, para serem dirigidas ao próprio sistema de controle, entendido como conjunto articulado de instâncias de produção normativa e de estruturas de reação da sociedade”. SMANIO, Gianpaolo Poggio. O direito

penal processual penal como instância formal de controle social. Dissertação (Mestrado em Direito).

4 A CRIMINALIDADE ECONÔMICA, PROCESSO PENAL E AS PRÁTICAS