3) Dövüş–Kaç Sistemi-DKS [Fight–Flight System (FFS)]: Şartsız aversiv uyaranlara duyarlılığın temelidir ve psikotizmin nedensel temeli olarak düşünülür
1.3. Eysenck’in Kişilik Teorisi (PEN Model), Pekiştireç Duyarlılık Teorisi (PDT) ve Psikopatoloji
Tradição mantida secularmente na cidade, afirma que neste local existiu a primeira sé visigótica, sobretudo baseada no aparecimento de achados arqueológicos em que avultam duas lápides funerárias (uma delas datada de 622-554 da era cristã), e pedras ornamentadas com lavores típicos daquela época. Outras versões históricas admitem, do mesmo modo, que no edifício esteve instalada a mesquita muçulmana. O certo é que, segundo fontes documentais fidedignas, aqui se fundou, em 1259, com licença de D. Afonso III, a igreja de Santa Maria, que o mesmo monarca concedeu, no ano de 1270, à ordem de S. Bento de Avis355.
A paróquia passou à posteridade, com o título de Santa Maria da Feira – embora o seu orago seja o de N.ª S.ª da Assunção -, porque, desde 1261, no terreiro envolvente se efectuava o mercado popular que aquele rei havia concedido à cidade de Beja. Nela exerceu a sua actividade social, com sede desde a instituição de 8 de Dezembro de 1500 e até cerca de 1550, a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia, fundada pela
352
Ibidem, pp. 116 e 117.
353 ESPANCA, Túlio, Convento de N.ª Senhora da Assunção (Lóios), p. 16 (cit. por SILVA, José
Custódio Vieira da, O Tardo-Gótico em Portugal, A arquitectura do Alentejo, p. 117).
354
Ibidem, p. 117.
355
ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Beja, XII, Lisboa, Academia Nacional de Belas-Artes, 1992, p. 127.
rainha D. Leonor, viúva de D. João II, e tendo como 1.º provedor Rui Lopes, fidalgo da câmara del-rei D. Manuel356.
O edifício encontra-se afogado por nivelamentos frontais posteriores à fundação trecentista, sobretudo na fachada principal, que olha ao ocidente e se ampara, afortunadamente, no alpendre de arquitectura de transição gótico-mudéjar. É este um curioso exemplar do estilo híbrido que no Alentejo se divulgou a partir dos últimos decénios do séc. XV e que, no caso particular da cidade, poderá andar na órbita cultural do infante D. Fernando, duque de Beja, aqui residente, em paço sobranceiro, infelizmente destruído em 1895357.
Tem cinco arcos góticos, de lanceta muito pronunciada e de perfis moldurados, três faciais e dois laterais nascentes de colunetas de pedra e bases de alvenaria muito elevada, com capitelação profusa, exótica ou de folhagens de cardo, marmórea (Fig. 90). Quatro torrinhas cilíndricas, de agulhas cónicas, envolvidas e rematadas por ameias chanfradas, protegem e flanqueiam o conjunto, imprimindo-lhe pitoresca silhueta, com suas abóbadas de penetrações e bocetes estrelóides, simplificados. Vestígios da primitiva cobertura de travejamento – talvez em trabalho de alfarge -, são evidentes no corpo interior, de frustes cachorros embebidos nos alçados358.
Sotopostas rasgam-se as três portadas de calcário regional, concebidas na arte tardo-renascença de finais do séc. XVI, sendo as laterais adinteladas, com cornijas pronunciadas e remates de cruz com o monograma de I. N. R. I., e o central, mais ancho, de arco pleno, emoldurado e acantonado de duas colunas estriadas, da ordem dórica. No eixo, a marca donatária da ordem de Avis.
A empena da igreja, desenhada em linhas de notória simplicidade e de frontão triangular encimado pelo sinal do Redentor, marmóreo, é protegida por botaréus e rasgada de três janelões de alvenaria e únicos que concedem iluminação às naves359. Agigantadas na ilharga setentrional, ligeiramente recuadas e outrora separadas do templo por uma obstruída ruela-saguão, elevam-se, elevam-se, altaneiras e geminadas, as torres paroquial e camarária do relógio (Fig. 91), amalgamadas em revestimento de argamassa, que pretendeu reforçar o conjunto da ruína manifesta, que vinha de épocas antigas e se agravou durante o terramoto de 23 de Abril de 1909. O bloco, formado por um prisma de secção quadrangular, com cerca de 5 metros de largura por 9 metros de 356 Ibidem. 357 Ibidem. 358 Ibidem, p. 128. 359 Ibidem.
comprimento, rematado com coroamento de características diferentes, é fortemente cunhado por aparelho recuperado da construção medieval, onde é visível uma pilastra visigótica360. Sofreu vários arranjos circunstanciais e aditamentos, como a cúpula do oriente e o alto campanário do ocidente, este de quatro olhais, que se rematou no ano de 1873. De 1761 parecem ser os três mostradores circulares, de horas, que identificam o relógio, cujo mecanismo foi feito nesse ano pelo mestre serralheiro bejense António Franco, em substituição de um primitivo do reinado de D. Manuel I.
Sotopostas, na face do Largo de Santa Maria, - que também se chama Largo do
Porvir -, correm três peças de evocação simbólica pacense, de mármore, que são:
cabeça romana de um touro, de grandes dimensões, metida em disco emoldurado, semelhante ao par existente no Museu Regional, o brasão antigo da cidade, representado pelas armas de Portugal, em chefe, carregadas por cinco besantes em aspa, e em contra chefe, por um castelo de três torres361.
Relíquia dos fundamentos é a abside do monumento, bem característica da arquitectura gótica portuguesa de finais da centúria ducentista ou de alvores da imediata, talvez ainda na época de D. Dinis e consequência das diligências do seu primeiro reitor, padre Joanes Muniones, após a instituição de 1259-70.
Todavia a obra primitiva deveu-se, sem dúvida, à ordem de Avis, sua donatária a partir deste ano e ainda por mercê tércio-joanina362. Mantêm, no aspecto exterior (abstraindo a desaparecida cortina ameiada do coroamento, barbaramente substituída, nos fins do séc. XVIII, pelo subsistente remate abobadado de grossa alvenaria); a estrutura e planta poligonal primitiva, de panos protegidos por contrafortes de andares, trabalhados em cantaria granítica e de calcário regional. Frestas geminadas, de lunetas de quadrifólios muito elegantes, hoje tapadas, são rematadas por cornijamento de modilhões e gárgulas zoo-antropomórficos, bem típico do estilo ogival363.
O corpo interior (Fig. 92) dispõe-se em planta rectangular, inspirado no templo- salão de Santo Antão, Évora, concebido por Afonso Álvares e Manuel Pires, mas este de Santa Maria, cujos fundamentos – na traça actual – devem andar pelos primórdios do último quartel do séc. XVI; desconhece-se, em absoluto, o seu tracista e construtor, que podem andar na órbita daqueles mestres de pedraria, porquanto a igreja, como comenda de S. Bento de Avis, foi remodelada certamente em tempos do arcebispo 360 Ibidem, pp. 128 e 129. 361 Ibidem. 362 Ibidem. 363 Ibidem.
cardeal D. Henrique, grande protector da mesma ordem, do mestrado, na época, da Casa Real Portuguesa364.