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Erken Dönem Siyasal İktidar ve Muhalefet Gerilimi

2.1. Parti-Devlet Bütünleşmesi ve Muhalefet

2.1.1. Erken Dönem Siyasal İktidar ve Muhalefet Gerilimi

A subjetividade em EJSV, ou seja, o meio pelo qual o autor dá-se a conhecer, revela-se através de juízos de valor; adjetivação; modo poético de narrar; comunicação com o leitor e indefinição. Em vários pontos de seu texto, Pigna foge da objetividade de historiador e emite juízos de valor. Especificamente, no prefácio, dá abertura à subjetividade, relatando medidas da Revolução Libertadora, deixando entrever uma visão apaixonada e triunfante sobre Evita:

El odio de sus encarnizados enemigos la sobrevivió. Dinamitaron el lugar donde murió para evitar que se convirtiera en un sitio de culto, prohibieron su foto, su nombre y su voz, pasaron con sus tanques por las casitas de la Ciudad Infantil hasta convertirla en ruinas, abandonaron la construcción del hospital de niños más grande de la América porque llevaría su nombre, echaron a ancianos de los hogares modelos, quemaron hasta las frazadas de la Fundación, destrozaron pulmotores porque tenían el escudo con su cara, secuestraron e hicieron desaparecer su cuerpo por 16 años. Pero como sospecharon los autores de tanta barbarie, todo fue inútil. (EJSV, p. 11)217

Através de juízos de valor, o autor exprime sua opinião a respeito dos eventos que narra. Um exemplo de juízo de valor é o modo como se refere às mães das crianças que discriminavam a menina Eva Duarte por sua condição de filha natural:

217Tradução nossa: “O ódio de seus encarniçados inimigos a sobreviveu. Dinamitaram o lugar onde morreu para evitar que se convertesse num local de culto, proibiram sua foto, seu nome e sua voz, passaram com seus tanques pelas casinhas da Cidade Infantil até convertê-la em ruínas, abandonaram a construção do maior hospital infantil da América porque levaria seu nome, despejaram anciãos dos lares modelos, queimaram até as mantas da Fundação, destroçaram respiradores porque tinham o escudo com seu rosto, sequestraram e fizeram desaparecer seu corpo por 16 anos. Mas como suspeitaram os autores de tanta barbárie, tudo foi inútil”.

Aquellas senhoras de doble moral justificaban su actitud cruel y discriminadora en la

defensa de las “buenas famílias” que incluían a sus maridos que, como ellas bien sabían, embarazaban a sus amantes fuera de sus hogares “bien constituidos”,

generando aquellos niños en los que estas nobles damas ejercían su venganza. (EJSV, p. 26)218

Ao juízo de valor, soma-se a adjetivação, o modo como o autor qualifica pessoas, situações e comportamento, deixando entrever sua posição como, por exemplo, quanto à moral da época em que Eva viveu a primeira infância:

Aquella doble moral, obscena y machista, aceptaba y hasta festejaba en secreto estas

dobles vidas, entendido como “necesidades masculinas” el mantenimiento de dos relaciones paralelas. Pero para “la segunda” y sus hijos no había piedad. Maria Eva

era una hija natural. Lo natural no era bueno por entonces, y los “hijos naturales” quedaban fuera de aquella peculiar naturaleza humana. Desde chiquita, Eva tuvo que ubicarse por ahí, en los suburbios de la vida. (EJSV, p. 20)219

No fragmento citado, observa-se a utilização do recurso das aspas para introduzir no discurso os designativos do pensamento comumente aceito na sociedade a respeito da marginalização dos filhos das relações de concubinato. Com isto, além de indicar que este não é o seu pensamento, o autor torna vívido esse modo de pensar e o apresenta ao leitor.

Em outro momento da narrativa biográfica, encontramos adjetivação:

Volvió al teatro en agosto de 1940, con la compañía cómica de Leopoldo y Tomás Simari que estrenaba Corazón de manteca , de Hicken, y luego actuó en una obra del título premonitorio: ¡La plata hay que repartirla!, de Antonio Botta, donde interpretaba a una gitana. (EJSV, p. 60, grifo nosso)220

O autor classifica como premonitório o título da peça em que Eva atuou. Isto indica o conhecimento prévio que o biógrafo possui sobre a integralidade da vida da biografada. São as políticas que, futuramente, irá desenvolver no peronismo junto aos trabalhadores que aqui dão sinais. Esse vislumbre parece indicar a hipótese de que o teatro, o rádio e o cinema formaram a personagem política Evita.

O uso de adjetivos verifica-se também quando o autor comenta a divulgação na mídia que Eva começa a ter em seu início de carreira como atriz: “Evita Duarte era una estrella en ascenso. Si bien algunas revistas trataban de mostrar una imagem de “trepadora” o “arribista”,

218Tradução nossa: “Aquelas senhoras de dupla moral justificavam sua atitude cruel e discriminadora na defesa

das ‘boas famílias’ que incluíam seus maridos que, como elas bem sabiam, engravidavam suas amantes fora de seus lares ‘bem construídos’, gerando aquelas crianças nas quais estas nobres damas exerciam sua vingança”.

219Tradução nossa: “Aquela dupla moral, obscena e machista, aceitava e até festejava em segredo estas vidas

duplas, entendida como ‘necessidades masculinas’ a manutenção de duas relações paralelas. Mas para ‘a segunda’ e seus filhos não havia piedade. María Eva era uma filha natural. O natural não era bom naquela época e então os ‘filhos naturais’ ficavam fora daquela peculiar natureza humana. Desde pequenina, Eva teve que ficar por aí, nos subúrbios da vida”.

220Tradução nossa: “Voltou ao teatro em agosto de 1940, com a companhia cômica de Leopoldo e Tomás Simari que estreava Coração de manteiga , de Hicken, e logo depois atuou numa obra de título premonitório: O dinheiro tem que ser repartido, de Antonio Botta, onde interpretava uma cigana” (grifo nosso).

estaba luchando para sobrevivir en ese mundo complejo y despiadado” (EJSV, p. 62).221

Neste fragmento, observa-se o recurso das aspas uma vez mais, para indicar opinião alheia da qual possivelmente discorda, pois ao classificar o mundo como complexo e sem piedade, parece manifestar desculpas para o comportamento da atriz.

A obra social de Eva Perón recebe o qualificativo de monumental ao ser confrontada à da Sociedade de Beneficência. O uso de aspas neste fragmento que tece críticas à história social não indicam discurso alheio, mas ironia:

La historia oficial, que ha sido tan “piadosa” y “distraída” con la Sociedad de Beneficencia, reservó toda su “agudeza” y “perspicacia” para cuestionar hasta en sus

más mínimos detalles la monumental obra social de Eva Perón. (EJSV, p. 126)222 O autor não poupa juízo de valor e adjetivação ao referir-se ao General Franco, ditador que governava a Espanha, quando Evita lá esteve em sua viagem pela Europa:

[...] La multitud irrumpió en vítores cuando salió con Franco a los balcones del Palacio Real. Curiosamente, el representante de las ideas más retrógradas y reaccionarias, el heredero ideológico de los conquistadores y genocidas de América, lucía en su pecho la condecoración que le otorgó el gobierno argentino: la Orden del Libertador de América José de San Martín, el hombre que liberó medio continente

del dominio absolutista español. El “Generalísimo” trataba de absorber algo del

carisma de Evita, mientras le imponía la Orden de Isabel la Católica, la reina que junto a su marido, el también católico rey Fernando, inició el genocidio americano. Un Franco desconocido dijo, como si estuviesse emocionado: […]. (EJSV, p. 146)223 O fragmento revela crítica não só aos históricos reis espanhóis, Isabel e Fernando, mas também à Igreja, ao apresentar o adjetivo “católico” como identificação dos sujeitos do genocídio efetuado na América.

O Papa Pio XII recebe um qualificativo em sua descrição: “[...] Papa de doble moral que había colaborado con Mussolini y Hitler y ahora lo hacía con sus camaradas sobrevivientes” (EJSV, p. 158).224 Pigna apresenta não apenas seu juízo de valor, como a tese

221Tradução nossa: “Evita Duarte era uma estrela em ascensão. Embora algumas revistas tratassem de mostrar

uma imagem de ‘trepadora’ ou ‘arrivista’, estava lutando para sobreviver nesse mundo complexo e desapiedado”.

222Tradução nossa: “A história oficial, que foi tão ‘piedosa’ e ‘distraída’ com a Sociedade de Beneficencia,

reservou toda sua ‘agudeza’ e ‘perspicácia’ para questionar até em seus mais íntimos detalhes a monumental obra social de Eva Perón”.

223Tradução nossa: “[…] A multidão irrompeu em vivas quando saiu com Franco aos balcões do Palácio Real. Curiosamente, o representante das ideias mais retrógradas e reacionárias, o herdeiro ideológico dos conquistadores e genocidas da América, luzia em seu peito a condecoração que lhe outorgou o governo argentino: a Ordem do Libertador de América José de San Martín, o homem que libertou meio continente do

domínio absolutista espanhol. O ‘Generalíssimo’ tratava de absorver algo do carisma de Evita, enquanto lhe

impunha a Ordem de Isabel a Católica, a rainha que junto ao seu marido, o também católico rey Fernando, iniciou o genocídio americano. Um Franco desconhecido disse, como se estivesse emocionado: [...]”.

224Tradução nossa: “Papa de dupla moral que havia colaborado com Mussolini e Hitler e agora o fazia com seus camaradas sobreviventes”.

de que o encontro de Evita com o Papa tinha como fim discutir as bases de um acordo para ajudar ex-nazistas, refugiando-os em solo argentino.

A caracterização dos opositores ao peronismo feita pelo historiador também apresenta juízo de valor e adjetivação:

Ciertos sectores de las clases medias y altas no toleraban el ascenso de miembros de la clase trabajadora hacia posiciones de poder que creían reservadas para ellos. Algunos personajes que nunca se habían preocupado por la democracia, los derechos humanos y las libertades públicas, que de manera complaciente habían apoyado las represiones conservadoras, aparecían ahora como paladines de la libertad denunciando los atropellos del peronismo. Lamentablemente, este ímpetu libertario les desaparecerá con la caída de Perón y no verán como antidemocráticos ni los

fusilamientos ni las detenciones de la llamada “Revolución Libertadora”. (EJSV, p.

190)225

Novamente, há o recurso de antecipar eventos que, na narração de temporalidade linear, só seriam comentados bem mais adiante, como a Revolução Libertadora, ocorrida em 1955. Isto afirma o conhecimento do historiador e sua capacidade avaliativa, embora de modo bastante subjetivo. Semelhante recurso emprega o autor ao comentar sobre os lares de acolhimento de crianças, idosos, mães trabalhadoras:

El concepto inovador de estos hogares rompía con los tradicionales depósitos de ancianos y les devolvia su dignidade. En 1955, las obras de otros tres hogares de la Fundación, en las províncias de Córdoba, Santa Fé y Tucumán, fueron suspendidas por el golpe que derrocó a Perón. (EJSV, p. 227)226

O historiador designa, ainda, os opositores como inimigos movidos por pensamento primitivo e mesquinho:

Los enemigos de Evita se indignaban cuando veían la magnitud de sus logros y

decían que la ayuda social de la Fundación era demagógica y “excesiva”, partiendo del primitivo y mezquino concepto de que todo aquello era demasiado para “esa

gente acostumbrada a conformarse con poco”, por la que sentían un indisimulable desprecio, que se iba tornando cada vez más recíproco. (EJSV, p. 214).227

As aspas indicam o discurso direto, a fala alheia, o modo de pensar dos opositores com o qual não compartilha o autor.

225Tradução nossa: “Certos setores das classes médias e altas não toleravam a ascensão de membros das classes trabalhadoras a posições de poder que acreditavam reservadas para eles. Alguns personagens que nunca tinham se preocupado com a democracia, os direitos humanos e as liberdades públicas, que de maneira complacente tinham apoiado as repressões conservadoras, apareciam agora como paladinos da liberdade denunciando os atropelos do peronismo. Lamentavelmente, este ímpeto libertário desaparecerá com a queda de Perón e não

verão como antidemocráticos nem os fuzilamentos nem as detenções da chamada “Revolução Libertadora”.

226Tradução nossa: “O conceito innovador destes lares rompia com os tradicionais depósitos de anciãos e lhes devolvia sua dignidade. Em 1955, as obras de outros três lares da Fundação, nas províncias de Córdoba, Santa Fé

e Tucumán, foram suspensas pelo golpe que derrubou Perón.”

227Tradução nossa: “Os inimigos de Evita indignavam-se quando viam a magnitude de suas conquistas e diziam

que a ajuda social da Fundação era demagógica e ‘excessiva’, partindo do primitivo e mesquinho conceito de que tudo aquilo era demais para ‘esa gente acostumada a se conformar com pouco’, por quem sentiam um

Além dos juízos de valor e da adjetivação, constitui marca de subjetividade e, portanto, de ficcionalização da história, em EJSV, o modo poético com que o autor narra alguns eventos, construindo um breve enredo para apresentar situações. Um exemplo é a narração da chegada da mãe de Evita, Juana Ibarguren, com seus filhos ao enterro de seu pai, Juan Duarte, que vivia com a família oficial:

Todas las miradas se clavaran en Juana y su prole. Las señoras y los señores

“respetables” no podían creer lo que veían. “Cómo se atreve”, era en aquella tórrida mañana de verano la frase menos original, que competía con “qué coraje” y “qué descaro”. (EJSV, p. 21)228

Outro exemplo do modo de narrar poético está na narração sobre o dia da votação em que Perón havia se candidatado pela primeira vez à Presidência, em 1943, tendo sido eleito:

El 24 de febrero hacía un calor terrible en Buenos Aires: era una jornada

“bochornosa” como les gustaba de decir a los speakers de las radios y escribir a los

redactores de los diarios. Pero lo sería en más de un sentido para la oposición que descontaba su triunfo. (EJSV, p. 121)229

De modo subjetivo e poético, como narrador onisciente, o historiador narra o estado de ânimo de Evita:

Evita estava enferma y enojada. Le parecía absolutamente injusto que lo que no habían logrado los contreras, los gorilas – que todavía no se llamaban así pero actuaban cono tales –, lo consiguiera su precaria salud. No podía ser que perdiera esta guerra a muerte por culpa de un mal que surgía de ella misma, de algo que la atacaba desde adentro, cuando se sentía tan fuerte e invencible para enfrentar y derrotar a todo lo que quisiera destruirla desde afuera. Se enojaba con los que querían cuidarla. Indignada con el mundo y con su suerte, repetía: “No tengo tiempo, los tratamientos son para los oligarcas, para los que no trabajan; mis grasitas no pueden esperar más, ya esperaron demasiado”. (EJSV, p. 252)230

A informação introduzida por “parecia-lhe” indica o conhecimento pleno do narrador onisciente. No entanto, sendo o texto biográfico e historiográfico, deveria apresentar a documentação ou o relato no qual se baseia para fazer tal afirmação. Isto não é feito. Pigna não apresenta nenhuma fonte. Da mesma forma, procede com a declaração em discurso direto

228Tradução nossa: “Todos os olhares se cravaram em Juana e sua prole. As senhoras e senhores ‘respeitáveis’

não podiam acreditar no que viam. ‘Como se atreve’, era naquela tórrida manhã de verão a frase menos original, que competia com ‘que coragem’ e ‘que descaramento’”.

229 Tradução nossa: “Em 24 de fevereiro fazia um calor terrível em Buenos Aires: era uma jornada

‘mormacenta’, como gostavam de dizer os speakers das rádios e escrever os redatores dos jornais. Mas o seria em mais de um sentido para a oposição que descontava seu triunfo”.

230Tradução nossa: “Evita estava doente e enjoada. Parecia-lhe absolutamente injusto que o que não tinham conseguido os opositores, os gorilas – que ainda não eram chamados assim mas atuavam como tais –, o conseguisse sua precária saúde. Não podia ser que perdesse esta guerra para a morte por culpa de um mal que surgia dela mesma, de algo que a atacava de dentro, quando se sentia tão forte e invencível para enfrentar e derrotar a tudo o que quisesse destruí-la de fora. Irritava-se com os que queriam cuidar dela. Indignada com o

mundo e com sua sorte, repetia: ‘Não tenho tempo, os tratamentos são para os oligarcas, para os que não

indicado pelas aspas. Embora tenha uma aparência de discurso baseado em documentação, isto se revela muito frágil porque o historiador não cita a fonte. O mais provável é que seja especulação para apresentar uma visão de Evita, mais um exemplo de ficcionalização portanto.

Segue na mesma linha, em outro momento, a narração sobre o sentir de Evita: “Sería su último 17 de octubre. Eva seguramente lo presentía y por eso su discurso tuvo tanto sabor a despedida” (EJSV, p. 284).231 A afirmação do pressentimento intensificada pela locução adverbial “com certeza” precisaria da prova testemunhal para ser investida de objetividade, no entanto, apesar de ficcional, visto tal prova não ter sido apresentada, apela à credulidade do leitor que permanece fiel ao pacto biográfico, pois esta é uma afirmação em meio a outras que, sim, contam com o estatuto da prova.

O recurso da ficcionalização é empregado de forma mais amiúde à medida que a narração aproxima-se da morte de Evita. A narração passa a um tom mais emocional, em determinados momentos como, por exemplo, no fragmento abaixo:

Crecía en ella la ansiedad, que se iba convirtiendo en desesperación por todo lo que le quedaba por hacer. También sentía bronca por la certeza del inmenso alívio, de la perversa alegría que provocaba su sufrimiento y su inevitable final en sus enemigos,

que no habían dudado en pintar en una parede cercana a la residencia “Viva el cáncer”. (EJSV, p. 295)232

O leitor que já leu a respeito da história de Evita sabe que a inscrição na parede é real, entretanto Pigna não apresenta fonte quando a menciona, possivelmente contando com o conhecimento prévio do leitor. Esse fato real ao lado da descrição dos sentimentos de Evita, também sem comprovação documental, além da profecia post eventum233 sobre sua morte, parecem ter o efeito de afirmar a onisciência do narrador que segue ficcionalizando os fatos históricos:

Seis días después, el 7 de mayo, cumplía 33 años. Pesaba 37 kilos y le pesaba horriblemente ese saberse morir, esa maldita sensación de irse con tantas cosas por hacer, con tantos hospitales, hogares y escuelas por inaugurar. Se preguntaba y preguntaba: ¿Por qué me tengo que morir yo? Por qué me estoy muriendo y no se mueren tantos hijos de puta que no hacen otra cosa que pensar en sí mesmos y en

231Tradução nossa: “Seria seu último 17 de outubro. Eva com certeza o presentia e por isso seu discurso teve

tanto gosto de despedida”.

232Tradução nossa: “Crescia nela a ansiedade, que ia se convertendo em desespero por tudo o que lhe ficava por fazer. Também sentia irritação pela certeza do imenso alívio, da perversa alegria que provocava seu sofrimento e seu inevitável fim em seus inimigos, que não haviam duvidado em pixar numa parede próxima à residência

‘Viva o câncer’”.

cómo joder a los demás? Evita sabía que no habría más cumpleaños, que aquél sería el último, el número 33; como Jesús, se atrevió a pensar. (EJSV, p. 305)234

Na narrativa, em algumas ocasiões, o narrador dirige-se ao leitor apenas para retornar a um ponto específico, “cómo vimos en el capítulo anterior” (EJSV, p. 253)235; para introduzir

uma contextualização, como em “Recordemos que, en el marco de la guerra, Estados Unidos había incluído al celuloide en la lista de artículos “estratégicos”, que sólo eran providos a naciones aliadas” (EJSV, p. 93),236 quando comenta a produção de filmes na Argentina no

contexto da Segunda Guerra; para indicar ironicamente a situação da Sociedade de Beneficência que movimentava altas somas de dinheiro, mas não para repartir entre os pobres, tampouco para remunerar bem os funcionários, “El lector podrá pensar que las enfermeras, médicos, mucamas y asistentes de la Sociedad cobraban muy buenos sueldos, porque a ellos también alcanzaba la “beneficencia”; [...]” (EJSV, p. 126);237 ou para fornecer meios de os leitores verificarem com seus próprios olhos aquilo que descreve:

Si los lectores desean vivir la muy interesante experiencia de conocer cómo era una de estas instituciones y de palpar de cerca la calidez y el lujo, pueden acercarse a Lafinur 2988 en la ciudad de Buenos Aires, sede actual del Museo Evita, donde funcionaba el Hogar de Tránsito Nº 2, que milagrosamente sobrevivió a la furia de

los “libertadores”. (EJSV, p. 225)238