BÖLÜM 2: TÜRKİYE’DE SOSYAL DEMOKRAT DÜŞÜNCE
2.2. Cumhuriyet Dönemi Sosyal Demokrasi
2.2.3. Erdal İnönü: Kemalizm’den Sıyrılış Denemesi
Este empreendimento efetuou a licitação das obras sob uma base de elementos desenvolvidos até o nível de projeto básico, porém com detalhamento
pouco superior em alguns temas, conforme solicitação do contratante, denominando- se, portanto: projeto básico avançado.
As definições a seguir estão apresentadas com o intuito de resgatar as exigências legais e a orientação para a produção dos projetos sob as quais foram elaboradas.
Segundo o Manual de Projetos da CDHU6, são definidas as etapas do projeto:
- Serviços Preliminares (SP): Atividades destinadas a subsidiar a elaboração das demais etapas de trabalho, compreendendo: vistoria, pesquisas, estudos etc.
- Estudo Preliminar (EP): Estudo e caracterização da viabilidade do programa e do partido arquitetônico e urbanístico a ser adotado. É a primeira aproximação da configuração espacial e do dimensionamento do projeto.
- Projetos Básicos (PB): Solução geral do problema com maior definição de dimensionamento e do partido arquitetônico e urbanístico a ser adotado, da concepção estrutural, das instalações, da terraplenagem, do paisagismo e da infra-estrutura, objetivando a clara compreensão da obra a ser executada.
- Projeto Executivo (PE): Solução definitiva, com o dimensionamento analítico e o detalhamento das partes que constituem o projeto, de modo a viabilizar a completa execução da obra.
- Documentos para Aprovação Legal (DAL): Trata-se da elaboração dos desenhos e documentos necessários à aprovação do projeto junto aos órgãos competentes.
Para cada tema de projeto são definidos os produtos correspondentes a cada etapa. Para os serviços de topografia e geotecnia estão definidos os conceitos,
documentos de referência e os parâmetros e diretrizes técnicas para sua elaboração. Refere-se, entretanto, a serviços executados in loco. Não consta no manual normas relativas aos serviços de contratação de vôo aéreo e correspondente restituição planialtimétrica, não há distinção ou complementação para estes serviços em áreas densamente ocupadas, como a de favelas.
A definição de Projeto Básico e de Projeto Executivo, segundo a Lei de Licitações e Contratos7 n. 8.666, de 21 de junho de 1993 (atualizada pela Lei n. 8.883, de 8 de junho de 1994, publicado no Diário Oficial da União em 9 de junho de 1994) e as condições para a contratação de obras e serviços estão destacadas a seguir:
Seção II: das definições:
I – Obra – toda construção, reforma, fabricação, recuperação ou ampliação realizadas por execução direta ou indireta;
II - Serviço – toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interesse para a administração, tais como: demolição, conserto, instalação, montagem, operação, conservação, reparação, adaptação, manutenção, transporte, locação de bens, publicidade, seguro ou trabalhos técnico- profissionais;
IX - Projeto Básico: conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar a obra ou o serviço, ou complexo de obras ou serviços objeto da licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução, devendo conter os seguintes elementos:
Desenvolvimento da solução escolhida de modo a fornecer visão global da obra e identificar todos os seus elementos constitutivos com clareza;
Soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de forma a minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes durante as fases de elaboração do projeto executivo e de realização das obras e montagens;
Identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra, bem como suas especificações, que assegurem os melhores resultados para o empreendimento sem frustrar o caráter competitivo para sua execução;
Informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos, instalações provisórias e condições organizacionais para a obra, sem frustrar o caráter competitivo para sua execução;
Subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra, compreendendo a sua programação, a estratégia de suprimentos, as normas de fiscalização e outros dados necessários em cada caso;
Orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimento propriamente avaliados.
X - Projeto executivo: conjunto dos elementos necessários e suficientes à execução completa da obra, de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas –(ABNT).
Seção II: das obras e serviços:
Art. 7º As licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços obedecerão ao disposto neste artigo e, em particular, à seguinte seqüência:
I – projeto básico II – projeto executivo
III – execução das obras e serviços
§ 1º A execução de cada etapa será obrigatoriamente precedida da conclusão e aprovação, pela autoridade competente, dos trabalhos relativos às etapas anteriores, à exceção do projeto executivo, o qual poderá ser desenvolvido concomitantemente com a execução das obras e serviços, desde que também autorizado pela Administração.
§ 2º As obras e os serviços somente poderão ser licitados quando:
I – houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para exame dos interessados em participar do processo licitatório;
II – existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os seus custos unitários;
III – houver previsão de recursos orçamentários que assegurem o pagamento das obrigações decorrentes de obras ou serviços a serem executados no exercício financeiro em curso, de acordo com o respectivo cronograma;
IV – o produto dela esperado estiver contemplado nas metas estabelecidas no Plano Plurianual de que trata o art. 165 da Constituição Federal, quando for o caso.
Verifica-se, portanto, uma possibilidade de contratar obras com o projeto básico, cabendo ao contratante definir e aprovar o conteúdo necessário e suficiente para a execução das obras, assim como definir e planejar as formas de contornar necessidades de adequações locais.
No caso de urbanização de favelas, cabe o julgamento de qual nível e em qual tempo devem ser elaborados diante das dificuldades implícitas neste tipo de intervenção. A descrição do caso selecionado abordará situações em que se constata a insuficiência dos produtos elaborados e qual a possibilidade real de o projeto fornecer as informações necessárias.
Na descrição pode-se observar duas ações inovadoras concebidas para a implementação deste programa. Com relação à gestão operacional do empreendimento descreve a atuação do EAT, buscando depreender o conhecimento adquirido durante sua atuação. Com relação aos subsídios específicos para a execução da obra descreve a atuação do EAT e do ATPO, buscando depreender as percepções do campo sobre a obra específica do núcleo Toledanos. Ambas experiências permitirão reflexões para sua reprodução no processo de implementação.
A criação do EAT foi concebida para atuar de forma multidisciplinar, devendo agir como facilitador na execução das obras. Surge aí o primeiro aspecto relevante desta experiência, cabendo uma investigação. Não foi definido um gestor em campo, mas sim um grupo de gestores em campo.
Dentro das teorias da multidisciplinaridade, transversalidade e de organizações matriciais, esta seria uma forma inovadora. Ocorre, entretanto, um despreparo para este tipo de atuação. A falta de convergência e adesão a este sistema pode propiciar inúmeros conflitos, decisões equivocadas e prejuízos para o empreendimento.