BAKIŞ AÇISI
3.2.2 Enformasyon Sistemlerinin Sınıflandırılması
No dia 21 de fevereiro de 2014 foi realizado o grupo focal com o intuito de obter avaliações qualitativas das diretrizes propostas, com o mínimo de interferência do pesquisador, que atuou apenas na mediação, a fim de incentivar os participantes a refletirem livremente sobre as perguntas apresentadas.
A duração do grupo focal foi de aproximadamente uma hora e trinta minutos, excedendo em trinta minutos o planejado, em função da ativa participação dos convidados. Desse tempo, vinte minutos foram destinados à explanação das diretrizes propostas pelo pesquisador e o restante foi utilizado para reflexões dos participantes sobre as diretrizes e as perguntas elaboradas.
Todos os que haviam confirmado participação estiveram presentes e foram apresentados informalmente no início. Exatamente no horário acordado com os participantes, o orientador da pesquisa fez a abertura do grupo focal e, em seguida, o pesquisador fez a apresentação, agradecendo a presença de todos e iniciando os trabalhos conforme planejamento.
O mediador informou aos participantes que eles não seriam identificados no registro da reunião, o que lhes deu ampla liberdade para comentar aspectos específicos de suas experiências profissionais. Os participantes autorizaram o mediador a gravar os seus comentários, o que permitiu ao mesmo manter total atenção nos entrevistados e nas suas participações. Durante o encontro, os tópicos previstos foram abordados e discutidos.
Conforme planejamento, após a abertura do encontro foram iniciadas as reflexões com duas perguntas: “Na pesquisa, observamos uma certa falta de integração entre a Governança Corporativa e a Governança de TI. Vocês concordam com isso?” e “Vocês conhecem algum modelo que integre essas duas Governanças?”.
Na primeira pergunta, o participante 11 abriu as reflexões se posicionando quanto à concepção teórica da Governança de TI, que deveria estar inserida na Governança Corporativa das organizações e no alinhamento com as áreas de negócio. Em seguida, o participante 06 reforçou a necessidade teórica de alinhamento, principalmente em organizações que não têm a tecnologia da informação como atividade fim, pois nas organizações onde a TI é a atividade fim, o entendimento do valor da TI é maior e há maior receptividade à implantação da Governança de TI. O participante 06 afirmou ainda que, na prática, a integração entre a Governança Corporativa e as áreas de negócio com a Governança de TI não ocorre como se espera na literatura. Ainda nessa reflexão, o participante 01 afirmou que há um distanciamento e falta de sinergia entre a Governança de TI e a alta administração, pois a alta administração de sua organização não tem a compreensão do valor agregado pela TI em seus resultados, entendendo a TI apenas como uma provedora de recursos tecnológicos. Em seguida, foi observado pelo mediador do encontro que o foco do grupo era a Governança Corporativa e não as áreas de negócio. Restabelecido o foco da discussão, o participante 02 externou que no setor público a Governança Corporativa não está presente e que o direcionamento da Governança de TI no setor não tem integração com os objetivos corporativos, tampouco uma aferição eficaz de sua implementação, mesmo com o alto valor dos investimentos ao longo dos anos. O participante 05 citou a necessidade de integração da Governança de TI com a alta administração e, consequentemente, com as áreas de negócio, uma vez que a função específica de TI não é clara em sua organização e a TI, muitas vezes, tem responsabilidades atribuídas de forma indevida por falta de processos claros e devido à incompreensão da alta administração quanto à função da TI na Governança Corporativa. O participante 05 afirmou, ainda, que, na prática, a teoria apresentada na literatura quanto à necessidade de integração não se aplica, e que há, de fato, um distanciamento e falta de integração entre a Governança da TI e a alta administração, consequentemente, à Governança Corporativa. Para finalizar, o participante 05 afirmou que em sua organização é necessário que esta integração ocorra em curto prazo e que a TI da organização possa viabilizar melhores controles e otimizar resultados de negócio, devidamente alinhados com as expectativas da alta administração. O participante 05 também afirmou que o modelo deverá ser teórico-prático e não somente teórico, e que a prática do modelo deverá levar à compreensão da Governança em todos os níveis da organização e não só na parte estratégica. O participante 09 contribuiu afirmando que empresas com atividade fim voltada à TI tendem a ter uma integração com maior facilidade que as demais, por já ter a compreensão do valor da TI pela alta administração. A participante 03 finalizou a primeira reflexão informando que
organizações mais novas têm maior receptividade à proposta de integração, ao contrário de organizações mais antigas.
Na segunda pergunta, “Vocês conhecem algum modelo que integre essas duas Governanças?”, o participante 11 abriu as reflexões citando a ISO/IEC 38500 como uma norma que estabelece os conceitos de Governança Corporativa e de Governança de TI, e que o COBIT 5 tenta, por meio de suas boas práticas, possibilitar essa integração. O participante 06 explicitou a dificuldade de se falar de um modelo pela complexidade dessa ação de integração. Ele fez essa afirmação devido à necessidade de a organização inteira fazer parte desse processo e que a mudança cultural, nesse caso, é muito complexa. O participante 09 afirmou que não conhece nenhum modelo que realize a integração, porém, conhece modelos que podem promovê-la. Para melhoria da compreensão da pergunta, o mediador falou um pouco sobre os modelos pesquisados e, principalmente, os modelos que têm a condição de integrar os dois modelos de Governança. O grupo foi unânime em afirmar que não conhece nenhum modelo que integre, efetivamente, a Governança Corporativa e a Governança de TI.
Em seguida, foi feita a apresentação resumida da pesquisa e das diretrizes propostas para um modelo integrado. Durante a apresentação, nenhum participante interagiu, aguardando as próximas perguntas para novas reflexões. Durante a apresentação foi reforçado que o grande desafio do modelo proposto é a identificação de uma forma sólida de integrar as Governanças Corporativa e de Governança de TI, principalmente, com a atuação ativa do Conselho de Administração. O participante 01 afirmou, após o término da apresentação, que no Exército ele vivenciou uma situação em que a alta administração interagiu e apoiou a Governança de TI, e, consequentemente, a implantação pôde ser conduzida com maior eficácia, mesmo não havendo uma integração Corporativa que lhe cobrasse a prestação de contas pela Governança de TI, como o modelo propõe.
Após a apresentação, foram feitas mais duas perguntas para concluir a reflexão do grupo. A primeira, “Vocês entendem que o modelo integrado proposto poderia preencher essa lacuna de falta de alinhamento?”, teve sua reflexão iniciada pelo participante 09, afirmando que o modelo preencheria essa lacuna se, de fato, com a implantação do modelo em alguma organização, os resultados fossem devidamente apurados. Como o questionamento em pauta é, se o modelo poderia preencher a lacuna, ele afirmou que sim, que poderia. O participante 01 fez uma observação com relação à atribuição de responsabilidades ao Conselho de Administração na Governança de TI. Inicialmente, ele não enxergava como o Conselho de Administração, que não é especialista em TI, poderia contribuir na Governança de TI, mas após
a apresentação do modelo, sentiu-se convencido dessa atribuição, concordando que o modelo pode preencher a lacuna da pergunta, inclusive citando exemplos do Exército.
Por fim, na última pergunta, “A implementação deste modelo, no seu entender, seria viável?”, o participante 05 disse que sim, desde que o Conselho de Administração siga rigorosamente sua implementação. Já o participante 03 refletiu que não só a implementação deveria ser aferida, mas também os resultados esperados pela empresa. O participante 04 parabenizou o estudo e afirmou que uma contribuição importante do trabalho é o olhar do responsável pela Governança Corporativa para a Governança de TI. Ele afirmou que, na maioria dos casos, quem quer a Governança de TI nas organizações é a própria TI e não a alta administração, e que esse pensamento é extremamente equivocado. O participante 06 apontou dois fatores importantes para a implementação eficaz no modelo, o conhecimento da organização sobre Governança de TI e seus benefícios, e a cultura da organização. Ele afirmou ainda que dentro do que foi apresentado, o modelo pode ser viável e gerar resultados significativos em organizações.
Ao final da reunião o mediador agradeceu a presença e a disponibilidade de todos os participantes e finalizou o grupo focal.