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BAKIŞ AÇISI

4. Đ NŞAAT SEKTÖRÜNDE ENFORMASYON TEKNOLOJĐLERĐ

Cybulski e Lukaitis (2005) enfatizam que o aspecto “comunicação” é conhecido pelos gestores de TI e Negócio, entretanto é raramente articulada na corporação. Geralmente, a causa é atribuída ao excesso de tarefas diárias, indisponibilidade de tempo, falta de priorização e organização das pessoas.

Muitas vezes na conversação entre gestores de TI e Negócio, a responsabilidade de assegurar que a comunicação ocorreu de forma efetiva fica a cargo dos gestores de TI, pois os gestores de Negócio são muito ocupados para aprender o suficiente sobre questões de TI para poder falar com gestores de TI em matérias de TI (CYBULSKI e LUKAITIS, 2005), ou seja, entre os gestores de TI e Negócio existe uma lacuna de comunicação que precisa ser melhorada tanto nos níveis operacionais e táticos, quanto em nível estratégico.

Paulson (2001) vai mais além e compara o relacionamento entre equipes e gestores de TI e Negócio com uma mistura heterogênea entre água e óleo, ou seja, não se misturam. As organizações precisam fomentar a melhoria das conversações entre as pessoas dessas áreas.

Baseado em estudos de Von Krogh e Roos (1995), as conversas entre os gestores de TI e Negócio possuem características de uma conversação estratégica, pois é focada no progresso da organização, criando o futuro do Negócio, projetando e distribuindo recursos para o futuro. Segundo Chermack et al. (2007), uma conversação estratégica é um fenômeno descrito como um conjunto de conversações, interações e diálogos que ocorrem diariamente entre membros de uma organização em situações formais e informais.

Heijden (2009) afirma que uma conversação estratégica efetiva requer: uma linguagem comum, o alinhamento de idéias, engajamento em argumentações racionais e a evolução das idéias dentro da organização. Uma linguagem comum é alcançada através do entendimento mútuo dos interlocutores participantes de uma conversação tendo o cuidado com os termos técnicos e o contexto da conversa. Os gestores de TI devem falar uma linguagem que os gestores de Negócio entendem e vice-versa.

O alinhamento de idéias é um resultado da construção de um modelo mental coletivo ou institucional a partir de vários modelos mentais individuais. Os pressupostos compartilhados, os valores e uma estrutura básica de um objetivo unificado são críticos para o estabelecimento deste tipo de alinhamento (CHERMACK et al., 2007). Quando os gestores de TI e Negócio realizam reuniões entre si e cada um defende sua posição de forma irredutível, sem realizar a construção de um modelo mental coletivo sobre o tema, o que gera/potencializa os conflitos.

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Para se estabelecer o engajamento em argumentações racionais, os gestores de TI e Negócio devem estar abertos para receber contestação de suas idéias um pelo outro, obtendo a oportunidade de observar um novo ponto de vista ou um novo caminho a seguir.

A evolução das idéias na organização é o objetivo da conversação estratégica, desenvolvendo uma linguagem comum, trabalhando o alinhamento de idéias e estar aberto em criticar e ser criticado. Essas características são importantes, pois não existe uma verdade absoluta e um gestor pode ter uma visão e uma compreensão que não fora percebida pelo outro. Esses espaços de feedbacks construtivos ajudam os gestores a alcançar um consenso sobre determinado assunto em discussão.

A conversa estratégica é fundamental para a aprendizagem organizacional e é um dos principais processos para a formação e evolução de uma visão compartilhada (LIMA, 2007). De acordo com esse autor, a participação de cada gestor no processo de uma conversação estratégica é determinada pelo seu campo de atividades e competências, conforme ilustrado na Figura 14.

Figura 14: Conversa estratégica segundo os campos de atividade e de competências. Fonte: Extraído de LIMA (2007).

Lima (2007) discorre que o campo de atividades corresponde a área de atuação conferido ao gestor. Sendo esse gestor de TI, espera-se que desempenhe atividades de TI. O campo de competências do gestor de TI é o conjunto de elementos associados e que lhe conferem poder de mudança da sua realidade de acordo com os seus anseios. Esses elementos são: capacidade, conhecimento, habilidade, experiência, vivência, etc. Entretanto, no processo de conversação estratégica, os gestores de TI e Negócio colaboram cada um dentro da sua

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porção de competências no seu nicho de atividades com a formação e evolução da visão compartilhada, denominada porção de base. O gestor de Negócio atua nas áreas de Negócio, mas deve conhecer a TI e a vantagem estratégica que esta área pode agregar para a organização. Da mesma forma, a TI deve conhecer o Negócio e sustentar os seus objetivos estratégicos.

Através da conversação estratégica, fomentando a visão e o conhecimento compartilhado é possível contribuir para o Alinhamento Estratégico entre as áreas de TI e Negócio, sob a perspectiva da dimensão social do alinhamento (REICH e BENBASAT, 2000). Nesse sentido, espera-se que a dimensão conversas estratégicas tenha uma relação positiva com o Alinhamento Estratégico entre a área de TI e a de Negócio, como entre as áreas de Negócio e a de TI. Abaixo, as hipóteses decorrentes:

H1a – As conversas estratégicas influenciam positivamente o Alinhamento Estratégico entre TI e Negócio.

H1b – As conversas estratégicas influenciam positivamente o Alinhamento Estratégico entre Negócio e TI.

Baseado nas argumentações sobre conversação estratégica, foram relacionadas as competências conversacionais na Tabela 4 a seguir, baseados nos livros de Flores e Winograd (1989), Kofman (2002) e Echeverria (2008).

Tabela 4: Competências conversacionais associadas às conversas estratégicas

Competência Conversacional exigida Elementos de uma conversação estratégica

O escutar efetivo;

Expor e Indagar produtivos; e Compromissos conversacionais

Discussões com foco no futuro através de ações conjuntas entre as áreas

O escutar efetivo; e

Expor e indagar produtivos Linguagem comum buscando a compreensão e o entendimento O escutar efetivo;

Expor e indagar produtivos; e Compromissos conversacionais

Promoção do conhecimento, visão compartilhada almejando objetivos comuns.

O escutar efetivo; e

Expor e Indagar produtivos Alinhamento de idéias

Fonte: Elaborado pelo Autor.

A discussão entre os gestores de TI e Negócio é focada no futuro da organização, no planejamento de como a TI pode apoiar as estratégias de Negócio. Para isso, cada gestor deve

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escutar efetivamente quando o outro está expondo o seu ponto de vista, demonstrando interesse e abrindo oportunidades de parcerias através dos compromissos estabelecidos para o atingimento dos objetivos estratégicos. Ao conversar, há momentos de exposição da idéia quanto de indagação, que consiste em perguntar/questionar a fim de entender o que o outro gestor quis dizer, ou melhor, o que de fato preocupa ou inquieta o outro e que está por traz do que ele quer dizer (ECHEVERRIA e PIZARRO, 1996).

A utilização de uma linguagem comum deve ser perseguida através de uma exposição clara e objetiva, almejando a compreensão dos interlocutores. O escutar efetivo e o indagar produtivos são competências conversacionais que auxiliam na construção de uma linguagem comum, conforme Kofman (2002).

Através dos compromissos e recompromissos conversacionais são estabelecidos os objetivos comuns e as ações conjuntas entre as áreas de TI e Negócio. A TI se compromete a apoiar e sustentar os objetivos estratégicos do Negócio, enquanto o Negócio se compromete a investir em infraestrutura tecnológica priorizando os projetos de TI.

Antes de adentrar a fundo em cada uma das competências conversacionais elencadas, a próxima seção versará sobre a ontologia da linguagem, que faz referência à compreensão genérica do ser humano como um ser de linguagens.