SÜRECĐNĐN AŞAMALARI
4.1.3 Đ nşaat Sektöründe Enformasyon Teknolojilerinin Gelişimi
Gratton e Goshal (2002) durante cinco anos observaram o processo de conversação dentro de várias companhias ao redor do mundo e consideraram muitas destas conversas ritualizadas. Algumas vezes foi percebida simplesmente uma concatenação de insignificância de palavras e fragmentos não relatados. Uma das conversações assistidas em uma reunião de uma grande companhia farmacêutica parecia com um jogo de ping-pong, com os fatos sobre o desempenho laboral sendo rebatidos de um lado para o outro da mesa. Da perspectiva do gestor sênior, o objetivo do jogo era ganhar, defendendo vigorosamente o seu ponto de vista sobre o trabalho do seu subordinado e este saíra da reunião acreditando que ganhou o embate.
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O subordinado se retirou com o sentimento de que não fora escutado, sentindo-se desvalorizado. Mas isso não constituiu uma surpresa, tendo em vista que sua expectativa antes de ir para a reunião era esta. Nessas conversações existiram ganhadores e perdedores e também uma instância ritualizada, fronteiras pré-arranjadas, formatos a serem respeitados. As partes envolvidas na conversa realmente não esperavam desenvolver alguma nova idéia, e nem chegar a alguma conclusão coletiva. Essas conversações são cheias de regras como: onde se sentar, quando falar, o tempo alocado para a reunião, etc.
A conversação acima observada por Gratton e Goshal é bastante comum em várias organizações entre superiores e subordinados e suas características também podem ser observadas nas conversas entre os gestores de TI e Negócio. Muitas das reuniões entre esses gestores funcionam como um embate, cujo objetivo é aniquilar os demais participantes, através das palavras e argumentações. Neste aspecto de conversações existem perdedores e vencedores simplesmente pelo fato de alguns gestores crerem que a sua verdade é única e absoluta, não aceitando o ponto de vista do seu interlocutor.
Echeverria (2008, p. 158) discorre que para escutar, os gestores devem permitir que o seu interlocutor fale e faça perguntas. Essas perguntas permitem que os gestores de TI e Negócio compreendam uns aos outros, fundamentando os seus juízos e elaborando histórias coerentes.
Kofman (2002, p. 98) afirma que o expor produtivo é uma forma de compartilhar idéias individuais com outras pessoas, ajudando-as a compreender “porque as pessoas pensam o que pensam”. Desse modo, o expor produtivo resolve impasses de idéias, cognições e propósitos. O autor ainda elenca uma série de estratégias para o expor produtivo e que podem ser utilizadas em uma conversação, por exemplo, entre os gestores de TI e Negócio, onde cada gestor deve...
• ...tomar posse das observações, pontos de vista e deduções que ele próprio expressa, reconhecendo que estas não são a verdade absoluta;
• ...estar aberto a reconhecer para si mesmo e para o outro gestor a possibilidade de estar equivocado;
• ...expor os pressupostos, preconceitos e presunções de que tenha consciência; • ...fundamentar o raciocínio através da exposição das observações;
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• ...comparar as conseqüências com os objetivos, sugerindo ações baseadas em pontos de vista levantados;
• ...explicar as situações fazendo com que o outro gestor compreenda as sugestões sobre um contexto particular;
• ...buscar a compreensão do outro gestor sobre o argumento apresentado;
• ...dar abertura para que o outro gestor possa opinar sobre o que foi exposto, propondo que eles contribuam com complementos ou maneiras diferentes de se realizar qualquer ação;
• ...evitar proteger o próprio ponto de vista, sem entender quais são as posições do outro gestor;
• ...expor a sua opinião com humildade e respeito ao outro gestor.
Expor produtivamente ajuda os gestores de TI e Negócio a revelar e solucionar diferenças de conhecimento (compartilhamento de dados), diferenças de raciocínio (compartilhamento de padrões e deduções) e as diferenças de propósitos (compartilhamento de objetivos). Dessa forma, o expor produtivo auxilia para minimizar essas características citadas e que são consideradas uma lacuna no relacionamento entre os gestores de TI e Negócio (LUFTMAN e BRIER, 1999; BASSELLIER e BENBASAT, 2007; REICH e BENBASAT 2000; DE HAES e VAN GRENBERGEN, 2008; LAHDELMA e DAHLBERG, 2006).
3.3.5.2 O indagar produtivo
Outra competência importante que está relacionada com o expor, é o indagar produtivo que, segundo Kofman (2002, p. 102), é a forma de perceber a capacidade lógica das outras pessoas, ajudando-as a expor não somente os seus pensamentos, mas também a razão de seus pensamentos. É uma forma de estímulo às percepções das pessoas quanto ao interesse e à abertura de serem escutadas pelos demais, gerando a compreensão da importância do compartilhamento de visões e opiniões distintas, fazendo com que os indivíduos aprendam uns com os outros. O indagar produtivo gera um ambiente de cooperação e derruba as
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barreiras de defesa, possibilitando a coordenação de ações para o benefício coletivo. Dessa forma, o indagar produtivo minimiza algumas lacunas existentes nas interações entre os gestores de TI e Negócio elencadas por Flores, 1997; Luftman e Brier, 1999; Bassellier e Benbasat, 2007; Tan e Gallupe, 2006; dentre outros.
Kofman (2002, p. 104) discorre sobre algumas estratégias para o indagar produtivo e que pode ser usadas nas conversas entre os gestores de TI e Negócio, onde cada gestor deve possuir a atitude de...
• ...não interromper o discurso do outro gestor. Primeiramente, exercer a ação de escutar efetivamente, absorvendo o posicionamento do outro gestor e assim que esse finalizar começar a indagação produtiva;
• ...dar atenção ao outro gestor, tanto verbal como corporal, deixando para verificar e-mails, atender celular e outras interferências para depois da conversação;
• ...resumir o ponto de vista do outro gestor, demonstrando se o que fora absorvido foi realmente o que ele desejou transmitir;
• ...compreender, mesmo que o outro gestor não concorde com sua opinião, que possivelmente ele está discordando por não ter a compreensão total dos argumentos que sustentam o seu ponto de vista;
• ...compreender como o outro gestor fundamenta o raciocínio;
• ...solicitar para que o outro gestor expresse o seu raciocínio e as variáveis utilizadas de avaliação;
• ...indagar sobre as sugestões do outro gestor com relação aquelas questões relacionadas ao ponto de vista dele;
• ...solicitar que o outro gestor demonstre o ponto de vista com exemplos e casos concretos.
Aquela comunicação no qual os gestores só expõem ou só indagam, mesmo realizando essa atividade com destreza, é inefetiva (KOFMAN, 2002). O expor produtivo deve andar em paralelo com o indagar produtivo e o escutar efetivo, pois as conversas ritualizadas derivam da utilização isolada de uma destas habilidades, conforme Gratton e Goshal (2002).
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3.3.6 A comunicação efetiva
A comunicação efetiva é composta pelas competências conversacionais escutar efetivo, expor e indagar produtivos. A nomenclatura desta dimensão foi realizada baseada em Kofman (2002, p. 91) onde o autor discorre que se faz necessário desenvolver um modelo organizacional baseado em relações honrosas entre os seres humanos, sendo que as organizações são um sistema no qual as pessoas se associam para se atingir objetivos institucionais. Essa associação se baseia em processos de comunicação efetiva que é a arte de equilibrar produtivamente o expor e o indagar. Adiciono nesse contexto o escutar efetivo (ECHEVERRIA, 2009).
Dessa forma, dentro da dimensão competências conversacionais, criou-se outra sub- dimensão denominada comunicação efetiva e espera-se que ela tenha uma relação positiva com o Alinhamento Estratégico entre as áreas de TI e Negócio, uma relação positiva com as conversas estratégicas e também com os compromissos. Portanto, as seguintes hipóteses são formuladas:
H3a – A comunicação efetiva influencia positivamente o Alinhamento Estratégico entre TI e Negócio.
H3b – A comunicação efetiva influencia positivamente o Alinhamento Estratégico entre Negócio e TI.
H3c – A comunicação efetiva influencia positivamente as conversas estratégicas. H3d – A comunicação efetiva influencia positivamente os compromissos.
3.4 MODELO DE PESQUISA
A partir das investigações realizadas na literatura para a elaboração desse trabalho, foi elaborado um desenho referencial que servirá como apoio para a construção do modelo da pesquisa, conforme Figura 21. O desenho de referência dá destaque à interação entre os gestores de TI e Negócio, através das conversas estratégicas. Em cada um dos desenhos que
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representam as pessoas das duas áreas, pode-se notar a influência dos modelos mentais e das
competências conversacionais para a realização de uma conversa estratégica. Outro fator
que também influencia uma conversação são as emoções que estão representadas no símbolo de coração. Todos esses itens destacados serão tratados nas seções posteriores.
Henderson e Venkatraman (1993), Luftman (2000), Brodbeck (2001), Rezende (2002) e Brodbeck e Hoppen (2003) discorrem que o alinhamento entre TI e Negócio é um processo dinâmico e constante, levando tempo para se construir e muito mais tempo para se sustentar (LUFTMAN, 2000). Por isso, foram incluídas as flechas verticais e horizontais, correspondendo, respectivamente, ao grau de Alinhamento Estratégico entre TI e Negócio no decorrer do tempo.
Qual a relevância em se estudar conversações? Lavin-Loucks (2005) responde a esse questionamento, afirmando que “as conversas permeiam todo aspecto da vida social”. Assim, depreende-se do levantamento de literatura, que as conversações propiciam um compartilhamento de visões e conhecimento e a formação de parcerias, dentre outros aspectos. Quanto maior a prática das conversações entre os gestores de TI e Negócio, utilizando habilidades de competências conversacionais no decorrer do tempo, maior será o grau do Alinhamento Estratégico entre ambos. Dessa forma, haverá uma maior integração entre os objetivos, missão e planejamentos estratégicos entre as áreas de TI e Negócio.
Figura 21: Desenho de referência Fonte: Elaborado pelo Autor.
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O modelo hipotético de pesquisa adotado neste trabalho foi criado baseado na literatura pesquisada sobre governança de TI, Alinhamento Estratégico entre as áreas de TI e Negócio, conversas estratégicas e competências conversacionais.
A questão principal desta investigação: “Qual a influência das conversações entre os gestores de TI e Negócio no Alinhamento Estratégico entre essas duas áreas?” levanta as seguintes variáveis e dimensões:
• Na dimensão “competências conversacionais” existem duas sub-dimensões:
- Sub-Dimensão (COME) – Comunicação efetiva: envolve o expor produtivo, o escutar efetivo e o indagar produtivo;
- Sub-Dimensão (COMP) – Compromissos: envolve os compromissos conversacionais.
• Dimensão (CE) – Conversas Estratégicas: representam os elementos de uma conversação estratégica;
• Na dimensão “Alinhamento Estratégico” existem duas sub-dimensões: - Sub-Dimensão (TIANE): Alinhamento Estratégico entre TI e Negócio; e - Sub-Dimensão (NEATI): Alinhamento Estratégico entre Negócio e TI.
O modelo foi revisado pelos orientadores desta pesquisa, sendo que as relações e hipóteses podem ser mais bem entendidas conforme Figura 22:
Figura 22: Modelo de pesquisa proposto Fonte: Elaborado pelo Autor.
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4 METODOLOGIA
Moura e Ferreira (2005) afirmam que na etapa metodológica devem ser explicados minuciosamente todos os procedimentos a serem realizados para se chegar aos participantes da pesquisa, obtendo as informações que o pesquisador julga relevantes para que posteriormente seja realizado a análise dos dados coletados.
Todos os procedimentos realizados estão descritos nesta seção, através das seguintes seções: a) fases da pesquisa, b) classificação da pesquisa, c) definição do escopo da pesquisa de campo, d) definição da população alvo da pesquisa, e) instrumento de pesquisa, f) validação semântica do instrumento de pesquisa, g) pré-teste, h) procedimento de coleta de dados, i) ferramentas para armazenagem e análise dos dados, j) análise dos dados, k) fases da pesquisa, e l) Cronograma de atividades.
4.1 FASES DA PESQUISA
Para que os objetivos da pesquisa fossem alcançados, foi elaborada a figura abaixo, de forma a organizar a pesquisa contemplando quatro fases: preparação, definição, realização e finalização.
Figura 23: Fases da pesquisa Fonte: o Autor.
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4.2 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA
A técnica de pesquisa será através de método misto, pois utilizará procedimentos quantitativos e qualitativos (TASHAKKORI e TEDDLIE, 1998). Serão realizadas alegações pragmatistas - que buscam integrar os métodos quantitativos e qualitativos num só estudo. A análise quantitativa contribuirá para o desenvolvimento de conhecimento (através da elaboração de variáveis, hipóteses e questões; medição; teste de teorias), empregando estratégias de pesquisa (como questionário para coleta de informações), gerando dados estatísticos (CRESWELL, 2007). Haverá também a análise de uma questão aberta (qualitativa) para que o respondente contribua com a sua opinião sobre a importância das conversas entre os gestores de TI e Negócio e sua influência no alinhamento entre as duas áreas.
Este estudo adota a perspectiva institucional na exploração de processos conversacionais entre gestores de TI e Negócio, justificando através do empirismo a aplicação de método quantitativo. Porém, será utilizado o método qualitativo, exclusivamente na fase empírica de análise da questão aberta.
Será aplicada, pois visa resolver um problema representado em questão de pesquisa: “Qual a influência das conversações entre os gestores de TI e Negócio no Alinhamento Estratégico entre essas duas áreas?”
Será uma pesquisa descritiva, expondo particularidades de determinada população: gestores de TI e Negócio. Realizando observações, classificações e interpretação dos fatos, isentando o pesquisador de qualquer interferência.
A estratégia de pesquisa utilizada será o método survey. Segundo Malhotra (2001, p. 179), o método survey é um questionário estruturado aplicado para obter informações específicas dos entrevistados em uma amostragem de uma população, onde são realizadas várias perguntas sobre o comportamento, as intenções, as atitudes, as percepções e motivações dos respondentes. Malhotra ainda destaca as vantagens de utilização do método
survey:
• Simples aplicação;
• Confiabilidade dos dados obtidos, pois as respostas são limitadas às alternativas mencionadas;
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A pesquisa é bibliográfica, uma vez que compreende a investigação baseado em estudos realizados nas seguintes fontes de conhecimento: artigos, periódicos, journals, livros técnicos e especializados, de origem nacional e internacional.
Por fim, a pesquisa será de campo, através da coleta de dados junto aos gestores de TI e Negócio em organizações públicas e privadas.