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Endüstri 4.0 Uygulamalarının Üretim Süreçlerine Etkiler

ETKİLERİ

3.5 BOSCH SANAYİ VE TİCARET ANONİM ŞİRKETİ

3.7.2 Endüstri 4.0 Uygulamalarının Üretim Süreçlerine Etkiler

4 Família/empregados 8,8

5 Colegas empresários do APL 8,4

6 Fornecedores (Insumos e Equipamentos)

7,0

7 Consultores 5,7

8 Feiras, encontros comerciais 5,3

9 Fontes pessoais do APL 3,1

10 Sites na Internet 3,1

11 SINDINOVA e Instituições 2,7

12 Concorrentes fora do APL 2,6

13 Governo 0,0

TOTAL % 100,0

Fonte: Pesquisa do autor – 2007/2008

Na análise do total de fontes utilizadas e citadas pelos gerentes, tem-se o gráfico 12:

Fonte: Tabela 18 – Pesquisa do autor – 2007/2008

Gráfico 12 - Influência das fontes de informação em decisões de inovação Nova Serrana

Os resultados das apurações – tanto pela média, utilizando todas as respostas dadas, quanto selecionando apenas as cinco fontes mais citadas e fazendo sua relação percentual – não diferem substancialmente. Daí pode-se constatar que:

• As duas fontes de maior influência (experiência/ bom senso e intuição) nas decisões descritas formam um conjunto de qualidades individuais, subjetivas e formadoras do conhecimento tácito e pessoal do gerente. Mesmo quando consideradas somente as cinco fontes citadas mais influentes, prevalece esta categoria sobre as demais;

• Somando-se as duas características acima se obtém 41,4% (quando considerada apenas as cinco mais importantes). Este é um forte indicador da presença da centralização no gerente, nas decisões estudadas.

• O conjunto formado pela 3º até a 7º fonte mais importante constitui-se o chamado “ambiente informacional do APL”, conforme conceito adotado para este estudo. São as sete maiores médias apresentadas nas citações. Quando considerada somente as cinco mais importantes citadas pelos gerentes, este grupo de fontes de informação responde por 39,2% das avaliações de importância.

• Somando-se o conjunto de fontes vinculadas às características pessoais do gerente com o conjunto das demais fontes que se originam do ambiente informacional do APL, localizam-se aí aproximadamente 74% das fontes importantes para a decisão de inovação;

• A família e os empregados representam 8% da influência total sobre as decisões (consideradas apenas as cinco mais importantes) e é a 3ª nas médias obtidas. Considere-se, ainda que grande parte da parcela de participação da fonte “família e empregados” pode ser creditada a familiares que compartilham da sua gestão como sócios do negócio.

• A influência dos consultores ficou restrita a algumas empresas de maior poder econômico (casos das empresas G-2 e H-2, K-2), ou por parcerias com o próprio consultor (empresa N-2) e o caso específico de uma decisão ligada diretamente à contratação de um consultor (empresa F1 e seu processo de Qualidade Total). Assim consultores têm participações apenas pontuais nessas decisões.

• O SINDINOVA e as instituições que se fazem presentes no APL não foram apontados como grandes influenciadores dessas decisões.

• A soma da influência dos representantes de vendas (via informação trazida dos clientes) e dos fornecedores é da ordem de quase 19%. Esperávamos que esta participação fosse ainda maior, em função dos estudos anteriores e avaliações qualitativas realizadas, principalmente por Suzigan e outros e pesquisadores da RedeSist. A conclusão é de que sua influência só aparece no início do processo, quando estimula o empresário a pensar numa inovação, mas não têm maiores influências na fase de concretizar a decisão

• A influência do Governo83 é praticamente nula neste tipo de decisão, o que explica algumas reclamações ouvidas sobre a omissão governamental na vida do aglomerado.

7.7 – Os modelos de processos decisórios (MDO e MDC) e a pesquisa

Os dois modelos apresentados sinteticamente nas figuras 12 (p. 107) e 13 (p. 121) diferem, fundamentalmente, na fase final de tomada de decisão. Isso se dá no processamento das informações que alimentam a decisão final e pela forma como o gerente constrói seu conhecimento pessoal para a tomada de decisão final. Estabelece-se uma dicotomia para os casos pesquisados: ou a decisão final é um ato singular do gerente que a assume por inteiro (mesmo que compartilhe informações nas fases anteriores) ou ela resulta da repartição de responsabilidade entre os diversos atores representados nas fontes de informação da confiança pessoal do gerente, numa espécie de socialização da solução adotada.

Buscando uma conclusão sobre o que realmente ocorre, a partir das duas hipóteses sugeridas, foram reunidas as fontes listadas na pesquisa em três novos grupamentos, com o objetivo de tornar mais clara sua importância exercida em cada decisão. O critério dos agrupamentos foi o da localização da fonte nos diversos ambientes informacionais descritos (internos à organização, fora da organização, mas dentro do APL e fora do APL). Este novo grupamento ajuda, também, a se ter uma visão do peso relativo do conhecimento tácito e explícito, utilizado pelo gerente na decisão:

83 Governo para a maioria dos entrevistados é a figura ligada a qualquer entidade que poderia dar suporte à sua atividade. Neste caso, não há distinção de entidades, de funções (créditos e impostos, por exemplo) e nem de órbita de competência (estadual e federal). A prefeitura local pare estar isenta deste julgamento negativo, talvez pelo forte componente de comunidade que preserva a imagem do prefeito local, visto por alguns, como um lutador pela melhoria das condições das empresas.

Tabela 9 – Agrupamento das Fontes de informação utilizadas nas decisões de inovação de Nova Serrana, segundo os limites de abrangência de atuação de seus atores

Fontes de Influência

GRUPAMENTO

Experiência e bom Senso Intuição

Família/empregados

Fontes Internas à Organização Colegas empresários do APL

Outras fontes pessoais do APL

Fontes externas à organização Representantes de Vendas e de clientes Fornecedores (Insumos e Equipamentos)

Feiras, encontros comerciais

SINDINOVA e Instituições que atuam no APL

Componentes do Ambiente Informacional

do APL

Sites na Internet

Concorrentes fora do APL Consultores Governo Fontes Externas à organização e externas ao APL Fonte: Tabela 6

Cada grupamento é definido pelas suas fontes e atores:

Fontes Internas da Organização - são aquelas cujas informações e conhecimentos resultantes são gerados pelos atores diretamente vinculados ao ambiente interno da organização. Neste caso a experiência, bom senso e intuição (atributos pessoais do gerente) são somados ao uso das informações geradas por familiares e seus empregados vinculados a empresa;

Fontes Externas à Organização, mas pertencentes ao ambiente informacional do APL – aquelas cujas informações e conhecimento são gerados pelos atores de fora da organização, mas que transitam rotineiramente pelo espaço do APL. O princípio adotado é que fontes e atores estão submetidos à influência do ambiente informacional do APL. Adotamos, por simplificação, que feiras como a Francal, Couromodas, Novo Hamburgo, etc., - mesmo sendo externas ao APL foram consideradas dentro do grupamento do “ambiente informacional do APL”. Para justificar consideramos duas razões: i) a impossibilidade de separá-las, já que na lista o termo “feira” é genérico e ii) porque a maioria considerou a importância do item baseado na Feira de Nova Serrana, a mais importante para os entrevistados. Com relação às instituições que aparecem em conjunto com o SINDINOVA,

levou-se em conta apenas aquelas que estão rotineiramente vinculadas ao APL, o IEL e a FIEMG84.

Fontes Externas à Organização e ao APL – São as fontes “Sites da Internet” e a de “consultores”. Pelo critério adotado, considera-se que os sites da Internet trazem as informações e o conhecimento de fora do APL, e embora acessados no âmbito físico das empresas, não são fontes influenciadas pelo ambiente informacional específico de Nova Serrana. No caso de consultores deve-se considerar que eles, na sua maioria, são externos ao ambiente, e requisitados para consultorias específicas. Rigorosamente não se pode afirmar que não sejam influenciados pelo ambiente do APL, mas são tratados como fontes externas ao APL, porque deles se espera informações, conhecimentos e inovações de fora do ambiente.

A partir deste grupamento elaborou-se a tabela seguinte. Consideramos os percentuais ponderados das diversas fontes, segundo a avaliação dos empresários entrevistados:

Tabela 10 – Distribuição das fontes de informação, segundo sua importância relativa nas decisões de inovação tomadas pelos empresários pesquisados em Nova Serrana pelo porte das empresas.

AGRUPAMENTO POR FATORES MICRO PEQUENAS MÉDIAS TOTAL

FONTES DENTRO DA ORGANIZAÇÃO 42,0% 32,1% 51,0% 38,5%

FONTES DO AMBIENTE

INFORMACIONAL DO APL 47,9% 45,5% 49,0% 46,9%

FONTES EXTERNAS AO APL 10,1% 22,4% 0,0% 14,6%

TOTAL 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%

Fonte: Pesquisa do autor 2007/2008

No total da amostra a decisão de inovação é 38,5% influenciada pelas fontes internas da organização (o empresário com seu conhecimento pessoal, membros da sua família e empregados). A maior parte, 46,9% vem das informações geradas dentro do ambiente informacional do APL, conforme destacamos o gráfico a seguir:

84 Embora o IEL seja um instituto da própria FIEMG, eles têm papel distintos. Por exemplo, o IEL promove vários cursos e estrutura projetos para ajudar no gerenciamento do APL. Já a FIEMG, hoje, desenvolve um programa específico para implementação de um projeto de reaproveitamento de resíduos da indústria calçadista, por exigência das autoridades de meio ambiente de Minas Gerais.

Gráfico 13 – distribuição percentual das fontes de informação e sua influência nas decisões de inovação

Fonte: Tabela 9 - pesquisa do autor 2007/2008

O uso de fontes internas à organização é mais acentuado nas médias e micro empresas (51 e 42%, respectivamente), conforme apresentou a tabela 19. Mas o uso de informações do ambiente informacional é o maior responsável por influenciar as decisões de inovação (48%, nas micro empresas, 46% nas pequenas e 49% nas médias empresas).

Por outro lado, os dados atribuem ao conhecimento pessoal do gerente forte influência nessas decisões. É o que demonstra o gráfico 15 a seguir:

Gráfico 14 – A participação relativa da experiência e bom senso e da intuição declarada pelos gerentes ao tomarem decisões de inovação, por porte de empresas

Fonte: Tabela 10 - pesquisa do autor 2007/2008

É notável que as empresas de maior porte da amostra atribuam o maior percentual de uso às fontes de caráter pessoal (experiência e bom senso e intuição), ou seja, 45,1%. No total da amostra pesquisada este percentual cai para 29,3%. A participação de familiares e empregados influenciando essas decisões é de apenas 9,3%. Lembrando que a influência de familiares está mais diretamente ligada aos sócios da empresa, este percentual perde a força como um dos indicadores mais importantes apontado pelo nosso modelo MDC.

Em suma, evidencia-se que nas decisões de inovação relatadas, prevalece o uso das fontes do ambiente informacional do APL (48,6%), seguida das de caráter pessoal do gerente (29,3%). Ou seja, o uso de fontes e informação para as decisões está fortemente assentado no processamento pessoal de informações pelo gerente (seu conjunto de conhecimentos tácitos) e pelo processamento das informações oriundas do ambiente informacional, que também é de forte conteúdo tácito. Essas últimas evidências corroboram as constatações feitas por outros pesquisadores em APLs brasileiros. (LEMOS, 1999; LA ROVERE, 2003; LASTRES ET AL, 2003; SANTOS ET AL, 2003; RAPINI ET AL, 2004; SUZIGAN ET AL, 2005)

A junção da análise desses números e os aspectos qualitativos extraídos dos depoimentos dos gerentes entrevistados conduzem a algumas conclusões sobre os modelos propostos inicialmente, expressas no capítulo 5 e na parte final desta dissertação.

7.7 – O sucesso das decisões relatadas

Terminado o relato e ponderadas às diversas fontes e fatores que influenciaram a decisão foi feita a última pergunta: Se o empresário considerava que a decisão tinha sido:

i) Um sucesso

ii) Parcialmente bem sucedida iii) Não foi bem sucedida

Nenhum empresário apontou fracasso em suas decisões e aqueles que optaram por dizer que elas foram parcialmente bem sucedidas, assim o fizeram, por não se sentirem ainda seguros quanto aos resultados finais ou por estas se encontrarem em fase de implementação. É o que se visualiza no gráfico a seguir:

Gráfico 15 – Avaliação dos empresários sobre suas decisões de inovação

Fonte: Pesquisa do autor – 2007/2008

Esses dados também demonstram que, na maioria dos casos, há uma “convicção” dos gerentes sobre a correção de sua forma e métodos de tomada de decisão. Como a maioria declara que usa e checa as informações do APL, o filtro se dá pela experiência individual do gerente. As declarações de sucesso das decisões é uma extensão personalíssima desta convicção sobre um processo que ele considera de sua inteira responsabilidade.