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EMEVÎLER DÖNEMİNDE ÜMMÜ HABÎBE

III. EVLİLİĞİ VE ÇOCUKLARI

1.10. EMEVÎLER DÖNEMİNDE ÜMMÜ HABÎBE

A. Londres

Londres é uma cidade com grande volume de emissões de GEE. A alta densidade populacional, concentração de veículos e consumo de energia fóssil para aquecimento, são alguns dos fatores que contribuem para esse quadro. De acordo com dados de 2006, Londres produzia 44 milhões de toneladas de CO2, o que representava 8% das emissões totais de GEE do Reino Unido. Essas emissões decorriam principalmente do consumo de energia nos setores doméstico, comercial, industrial e transporte público. Dentre as fontes, a principal era o consumo doméstico, que representava cerca de 40% das emissões de Londres, dois terços das quais provenientes de aquecimento. O setor comercial estava em segundo lugar, em função do consumo de energia elétrica. Outro setor relevante no levantamento da época era o de transportes, apresentando pouco de menos de ¼ das emissões totais, metade das quais provenientes de carros (transporte individual). As projeções para o ano de 2025 são de crescimento das emissões em 15%, para o patamar de 51 milhões de toneladas de CO2. (MAYOR OF LONDON, 2007).

A Prefeitura de Londres lançou um plano em 2006 com a meta de reduzir as emissões até 2025, num nível 60% inferior ao das emissões de 1990. Essa meta foi considerada, à época, mais ambiciosa do que a do governo britânico (federal). Para atingir esse nível, Londres terá que deixar de emitir 33 milhões de toneladas por ano, o que é um enorme desafio.

O cumprimento dessas metas pela cidade de Londres depende da execução de uma série de medidas, e seria facilitada em grande parte, se fossem adotadas políticas públicas no nível federal, em particular, nos setores tributário e energético. Enquanto isso não acontece, a cidade se organiza para cumprir suas metas dentro das esferas de suas competências. A coordenação de ações e compatibilização de competências entre as diferentes esferas de governo é imprescindível em matérias dessa natureza.

O Plano de Ação do Prefeito de Londres publicado em 2006 incluía medidas nos seguintes setores: doméstico, público, comercial, edificações, energia, e transportes. Em cada um desses setores, as medidas propostas pela prefeitura estão resumidas a seguir, a fim de ilustrar um

tipo de política ampla e ambiciosa, como é o caso da política de São Paulo. As áreas de atenção do plano de Londres são:

Doméstico

As moradias já existentes devem diminuir sua “pegada ecológica119

Comercial e Público

“ no que diz respeito às emissões de diferentes formas. O plano da prefeitura de Londres propõe as seguintes medidas para esse fim: promoção de eficiência energética: economia de energia, uso de equipamento eficiente sob o ponto de vista energético, melhoria da insulação (diminuir perdas de calor, o que diminui necessidade de aquecimento).

As emissões desses setores estão relacionadas com o consumo de energia elétrica. Mudanças de hábitos e combate ao desperdício são algumas das medidas propostas no plano que podem reduzir as emissões, que incluem desligar aparelhos eletro-eletrônicos durante a noite, reforma e adaptação de aparelhos de aquecimento ou refrigeração ineficientes. A prefeitura está desenvolvendo em parceria com diversos atores, projetos na área de reformas sustentáveis e introdução de medidas de sustentabilidade na gestão de edifícios já existentes para assegurar a redução das emissões propostas.

Edificações Novas

O plano propõe que os novos edifícios sejam construídos com base em critérios de sustentabilidade, usando os princípios e práticas de construção sustentável (“Green Building”). Propõe também a implementação de regulamentos já existentes nesse sentido, e a adoção de regulamentação adicional para que a construção sustentável, com enfoque em mudanças climáticas, torne-se prática corrente no município.

Energia

A maior barreira para a redução das emissões de GEE em Londres está ligada às fontes fósseis que predominam em sua matriz energética, proveniente de um sistema centralizado de geração e distribuição muito ineficiente, com altíssimas perdas. A cidade pretende reduzir essa dependência do “grid” (matriz energética) nacional, e aumentar a geração de energia

renovável no nível local. A prefeitura irá trabalhar junto ao governo federal para estimular a geração de energia renovável, para aproveitar o potencial que o país possui, por ser um país ilha. Outro investimento que o município pretende fazer é na geração de energia a partir dos resíduos sólidos gerados e despejados em aterros sanitários.

Transportes

As emissões do setor de transportes de Londres é relativamente baixa se comparada com outros centros urbanos do mundo, graças à grande cobertura e investimento em sistemas de transporte público. O enfoque do Plano é na redução de emissões de transporte individual (carros) e frotas.

Um dos problemas difíceis de serem resolvidos na área de transportes é a questão das emissões do setor de aviação, cuja resolução foge da alçada da prefeitura, e depende da cooperação de organismos internacionais, do setor público e privado, e de governos nacionais, já que o controle das emissões do setor aéreo é bastante complexo. O desafio torna-se ainda maior para a cidade, já que Londres constitui um dos principais “hubs” aéreos do planeta, de onde decolam e para onde se destinam muitos vôos, gerando enormes impactos em termos de emissões de GEE.

Um resumo de ações em execução por diferentes cidades no mundo é apresentado como anexo a este estudo, por conter exemplos de medidas práticas, facilmente implementáveis, que podem inspirar ação no nível subnacional para redução de emissões de GEE (Anexo 5). Além disso, casos de espaços participativos criados no âmbito de políticas públicas de mudanças climáticas também são citados adiante, na abertura do capítulo “Participação Pública e o Comitê Municipal de Mudança do Clima e Ecoeconomia de São Paulo”.

As diferentes políticas aqui citadas demonstram uma tendência de cidades de porte médio e grande em aprovar normas e políticas em prol do equilíbrio climático, estabelecendo metas de redução de emissões, e programas específicos em alguns setores onde as reduções são mais facilmente atingíveis. Exemplos dessas medidas encontram-se nos setores de transportes e de eficiência energética em edifícios comerciais ou residenciais. Os projetos de eficiência energético tornaram-se os mais comuns, dado ganho econômico que gera, em termos de redução de custos com eletricidade.

3.6. Desafios para a implementação de políticas públicas em