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ĠLGĠLĠ YAYIN VE ARAġTIRMALAR

5. Oturum Amaç;

4.4. Aile eğitim programının otizmli çocuklu ailelerin otizmli çocuklarıyla ilgili algısı üzerine etkis

professoras pedagogas em relação a sua formação inicial, ao espaço escolar, às suas práticas de ensino e ao conhecimento matemático. Desta maneira, nosso intuito é, a partir das discussões feitas, até este momento, tentar montar um cenário que possa de alguma maneira expressar as representações que se tornam presentes e hegemônicas nos cursos

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de Pedagogia sobre a formação em Matemática a partir dos referenciais teóricos elencados.

Como ficou exposto, a estrutura organizacional do curso de Pedagogia da Universidade de São Paulo pode ser vista como uma referência na área educacional nacional e internacional pela avaliação que possui – nota 6 da Capes. Entretanto não nos parece que o ensino de Matemática é visto pela instituição como uma prioridade, apesar de tratarem todas as disciplinas do currículo do ensino básico com critério muito próximo. Sendo assim, o ensino e formação das professoras pedagogas para o efetivo exercício do magistério fica comprometido devido a este modelo de formação inicial pautado apenas no trato dos conteúdos didático-pedagógicos.

Não obstante o fato dos conteúdos disciplinares presentes no currículo de ensino básico do 1º ciclo, dentre eles os relativos ao ensino da Matemática, não serem abordados pelo escopo de disciplinas obrigatórias durante o período de formação na Licenciatura em Pedagogia temos ainda aqueles, feitos a partir de relatos amplamente abordados neste texto, que apontam o quanto são notórias as dificuldades das futuras professoras pedagogas ao lidar com esse conhecimento em particular.

Os cursos de Pedagogia ao se pautarem por um modelo de ensino extremamente aprofundado e focado no conhecimento teórico-metodológico da didática e da pedagogia, talvez em função da carga horária disponível ou da estrutura que possuem, releguem a formação específica dos conteúdos disciplinares constantes no currículo do ensino básico a um segundo plano e desta maneira permitam a oferta, apenas, das disciplinas de Metodologia de Ensino, que por si só muito pouco são capazes de fazer pela futura professora no que tange a complementar a carga de conhecimentos específicos que lhe faltam.

Desta maneira é possível ponderar que o conjunto de pessoas que de alguma maneira são responsáveis pela organização dos cursos de Pedagogia, isto é, do processo de formação das futuras professoras, não tem ao longo do tempo demonstrado interesse ou se preocupado em implantar uma organização que fosse possível alterar de forma significativa a oferta dos conteúdos conceituais que correspondem ao currículo do ensino básico, nos últimos anos.

Neste trabalho nos pautamos teoricamente no letramento matemático, nos mundos de Popper e nas representações de Lefebvre. Por este motivo, fomos capazes de discutir o ensino, a escola e as práticas escolares, local onde a professora pedagoga desenvolve suas atividades profissionais e todo o seu profissionalismo a partir dos dados

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que nos foram possíveis coletar. Mesmo assim, não fica claro a existência de consenso no que tange ou implique o fato do maior problema que temos, quando discutimos o ensino da Matemática no 1º ciclo, estar no processo de formação e não no produto, a professora pedagoga.

Quando nos propusemos a discutir um modelo de análise fundamentado que permitisse um processo de convergência entre os referenciais teóricos – o letramento, o conhecimento e as representações –, tínhamos em mente o fato de tentar observar como o conhecimento matemático, neste caso o letramento em matemática especialmente, transitava entre os mundos popperianos a partir de um complexo processo de mediação efetivadas pelas representações lefebvrianas. Contudo, as análises efetuadas nos permitiram observar que as professoras pedagogas após sua formação inicial, mesmo quando esta é acrescida de algumas outras formações complementares, não são capazes de transitar entre os mundos popperianos a partir das representações que fazem e consequentemente suas práticas de ensino são o resultado das representações mais básicas possíveis, isto é, transitam do mundo 1, para o mundo 1 em função das representações que são capazes de executar.

Em outras palavras. Um conhecimento matemático sistematizado chega à professora como parte do mundo 1, este conhecimento, mesmo quando chega por intermédio de alguém e não de uma obra, um livro, já representa uma representação desse mesmo conhecimento, contudo ainda pertencente ao mundo 1. Por sua vez a professora deveria ser capaz de incorporar esse conhecimento a partir da representação que dele faz – mundo 2, processá-lo a partir dos conhecimentos matemáticos e ferramentas complexas de análise que dispõe – mundo 3, de posse desse conhecimento criar uma nova representação, mas elaborada a partir do seu entendimento sobre este conhecimento e devolvê-lo ao mundo 1, ou seja, esta é a representação final sobre o conhecimento matemático sistematizado de que deveria fazer uso para ensinar seus alunos.

Entretanto o que fomos capazes de observar é que o conhecimento matemático sistematizado pertencente ao mundo 1 retorna ao mundo 1, ou seja, é ensinado aos alunos, como a representação de uma representação e isto acontece em virtude da formação inicial que a professora recebe. Em sua formação inicial nos cursos de Pedagogia devido ao fato da professora não ser instruída com os fundamentos básicos do conhecimento matemático – que compõe o mundo 2, esta não dispõe de ferramentas que a possibilitem a ressignificar as representações as quais é exposta e por este motivo não faz novas representações sobre o conhecimento matemático que recebe. Ou seja,

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ensina exatamente aquilo que recebe, isto é, as representações que é capaz de incorporar em seu escopo de conhecimento sem a possibilidade de fazer as correções e ajustes que se façam necessários para ensinar a todos os seus alunos.

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