2.6. Dünyada Yaygın Olarak Uygulanan Okul Öncesi Eğitim
2.6.4. Head Start Eğitim Programı
Na pr opost a da Escola Plur al, as at ividades cult ur ais são valor izadas com o im por t ant es m om ent os de apr endizagem : “ são vivências significat ivas que
desencadeiam pr ocessos de t r oca, cooper ação, convivência” , e que não devem
ser t r at adas com o “ apêndices” , m as t er espaço gar ant ido dent r o do cur r ículo. ( BELO HORI ZONTE, s/ d b, p.13) .
“ Ao incor por ar , no cot idiano escolar , oficinas de t eat r o, r ecr eios cult ur ais, celebr ações, cor ais, j ogos, sar aus lit er ár ios, est am os possibilit ando que educandos e educador es desenvolvam sua consciência e ident idade cult ur ais” ( idem , p.13)
A flexibilidade na or ganização dos t em pos de apr endizagem per m it e que pr át icas cult ur ais que, t r adicionalm ent e, cost um avam acont ecer nas escolas em hor ár ios “ m ar ginais” , ganhem , na E. M. Hor izont es, st at us de at ividade cur r icular . I sso se dá pr incipalm ent e por m eio de pr oj et os. Valendo- se da liber dade de concepção e de m et odologia que são confer idas, em gr ande
m edida, pela “ aur a” de inovação ( e at é de exper im ent alism o) que cer cam o t r abalho por pr oj et os, alguns pr ofissionais da escola vem conseguindo fazer com que a vivência de pr át icas cor por ais não se lim it e à m er a execução de m ovim ent os.
A seguir , passo a falar sobr e os pr incipais pr oj et os que envolvem o m ovim ent o cor por al.
4 .3 .1 . O pr oj e t o Liv r e Escolh a : r e la çã o com o con h e cim e n t o
No segundo capít ulo, for am abor dadas a concepção e a or ganização do “ Livr e Escolha” . Reit er o, aqui, a im por t ância desse pr oj et o com o canal par a que a dim ensão cor por al da for m ação ( assim com o a est ét ica, ar t íst ica, m usical et c) sej a cont em plada pelo cur r ículo.
Oficinas com o Jogos e Br incadeir as, Capoeir a, Teat r o, Jogos Dr am át icos e Br eak t r azem par a dent r o da escola conhecim ent os que não cost um avam fazer par t e dos cur r ículos t r adicionais. Acom panhando as aulas nessas oficinas, per cebi um a pr eocupação, por par t e dos pr ofessor es, em ar t icular às pr át icas cor por ais out r os conhecim ent os sobr e os t em as em quest ão. I sso é feit o de diver sas for m as: diálogos, r egist r os, est udos de t ext o, pesquisas, et c.
Par a ilust r ar as consider ações acim a, passo a r elat ar um a aula de capoeir a, m inist r ada pela pr ofessor a Sar a às cr ianças do 1o ciclo.
A aula com eçou com um a sessão de exer cícios de alongam ent o, r ealizada no espaço do est acionam ent o, j unt o com a t ur m a de capoeir a do 2o ciclo
( m inist r ada por um pr ofessor de Mat em át ica) . Logo em seguida, Sar a se dir igiu com sua t ur m inha ( 18 alunos) par a a sala do CRATE. Ela subiu as escadas cor r endo, os alunos fizer am o m esm o, r indo m uit o, afinal não é t odo dia que se vê um a pr ofessor a cor r er .
Logo ao ent r ar na sala, as cr ianças j á com eçar am a se m ovim ent ar , m ist ur ando m ovim ent os de capoeir a com acr obacias invent adas por elas. Sar a cham ou- os par a conver sar . Com t odos assent ados no chão, em cír culo, a pr ofessor a, por m eio de per gunt as dir igidas à t ur m a, r ecor dou as infor m ações est udadas nas aulas ant er ior es sobr e a hist ór ia da capoeir a. Recor dou t am bém os m ovim ent os apr endidos: m eia lua, m ar t elo e um a posição de defesa. Ensinou m ais um :
bênção. Algum as cr ianças se em polgar am e com eçar am a r epet ir os
m ovim ent os. Sar a cham ou a at enção, pedindo a elas que obser vassem pr im eir o, pr a depois fazer .
Ut ilizando um apar elho de som por t át il, Sar a colocou m úsicas de capoeir a e r ecor dou com os alunos a ginga. Em seguida, pediu a eles que se agr upassem em duplas, par a t r einar a ginga e os out r os m ovim ent os apr endidos. Os alunos se saír am m uit o bem , acr escent ando out r os m ovim ent os ( cr iados por eles) àqueles apr endidos, j ogando com sur pr eendent e dest r eza.
De novo assent ados em cír culo, Sar a falou da difer ença ent re a capoeir a
r egional e angola. Falou do m est r e de capoeir a e de sua função de “ puxar ” as
m úsicas. Falou t am bém da r oda de capoeir a: inst r um ent os, cum pr im ent os e out r os r it uais. Foi ent ão a vez de fazer em a r oda. Sob um cor o de palm as for a de r it m o ( Sar a t ent ava sincr onizá- las) , as duplas for am se sucedendo no cent r o da r oda, um as com m aior desenvolt ur a, out r as m ais t ím idas.
Falt ando uns 15 m inut os par a o final do hor ár io, passou- se par a a “ car t ilha” sobr e a hist ór ia da capoeir a, que foi elabor ada por Sar a e est ava sendo ilust r ada pelas cr ianças. Sar a r ecor dou a passagem da aula ant er ior e em seguida a m onit or a ( aluna do 3o ciclo)21, leu o t r echo- base par a a ilust r ação do dia. De vez em quando, algum a cr iança lar gava o desenho par a desafiar um colega a m ais um j ogo de capoeir a. A aula t er m inou sem que as cr ianças t ivessem concluído o desenho, o que ficou com binado par a ser feit o na aula seguint e.
Com o no caso da aula de capoeir a, a pr eocupação com um conhecim ent o m ais abr angent e a r espeit o dos t em as t r at ados se m anifest a em boa par t e das oficinas do Livr e Escolha assist idas por m im .
Na oficina de Jogos e Br incadeir as ( do 1o ciclo m at ut ino) , sej a por desenhos e r egist r os escr it os, sej a infor m alm ent e, por m eio de conver sas, per cebe- se que é dada im por t ância ao significado dos t em as abor dados e das at ividades vivenciadas. Na oficina de Gr afit e ( 3o ciclo) , m inist r ada conj unt am ent e por um a pr ofessor a de Por t uguês e um j ovem da com unidade, est uda- se, por int er m édio de t ext os e m úsicas, as or igens e r am ificações do m ovim ent o hip- hop.
Cont r ast ando com as aulas de Educação Física, quando em ger al pr edom ina a pr át ica ir r eflet ida de at ividades, no Livr e Escolha os t em as t endem a r eceber um t r at am ent o didát ico m ais elabor ado. Todavia, dur ant e o per íodo em que est ive na escola, um significat ivo núm er o de int er r upções — dias em que as oficinas deixar am de acont ecer por causa de pr ofessor es falt osos ou par alisações r elat ivas à cam panha salar ial — com pr om et eu o desenvolvim ent o
21
Out r o aspect o que j ulgo int er essant e no Pr oj et o Livr e Escolha é a possibilidade de alunos ( em ger al do 3o ciclo) at uar em com o m onit or es. O Pr ofessor Daniel, por exem plo, planej a e
dest e pr oj et o. Com sua per iodicidade afet ada, o Livr e Escolha acabou por assum ir um car át er fr agm ent ár io, at é ser t ot alm ent e int er r om pido após a gr eve, com o j á foi r elat ado no pr im eir o capít ulo. Segundo um a pr ofessor a,
“... t eve gent e pr opondo o t ér m ino [ do Livr e Escolha] por que não est ava agüent ando de angúst ia. Não conseguia fazer o seu t r abalho. Aí dá vont ade de chut ar o balde, m esm o.” ( pr ofessor a do 1o ciclo)
O diálogo abaixo, ext r aído de ent r evist a, ilust r a a r eper cussão que a int er r upção do Livr e Escolha t eve ent r e os alunos da escola:
Talit a: [ o Liv r e Escolha foi int errom pido] Por causa da greve,
né, a gent e não podia per der t em po.
Pesquisador a: E você acha que Livr e Escolha é per da de t em po?
Talit a: Eu acho que não. Eu acho que nesse pont o a escola
est á er r ada. Sem pr e isso acont ece. Só no pr im eir o sem est r e que t em essas coisas. Quando t em pr o segundo, é um , dois m eses.
P: E, vocês for am consult ados, se devia cont inuar ou não? Todo o gr upo: Não.
Mar t a: I gual esse negócio do final da Livre Escolha, a gent e
foi chegando da gr eve, aí eles não est ão pondo m ais o negócio de Livr e Escolha por que... pr a r epor m ais as aulas, por que a gent e per deu m uit a aula, for am dois m eses de gr eve. Ent ão eles t ir ar am o Livr e Escolha. Por que o Livr e Escolha é com o se fosse um a oficina, né, pr a você apr ender essas coisas. Aí eles t ir ar am e puser am as pr ofessor as no lugar , ent endeu?
Ana Paula: É por que, t am bém , não est á t endo Livr e Escolha,
eu acho que é por que as professor as acham que elas t êm m uit o t r abalho pr a dar pr a gent e.
( Talit a, 10 anos; Mar t a, 12 anos e Ana Paula, 9 anos; alunas do 2o ciclo)
Mais um a vez apar ece a quest ão da hier ar quia dos saber es. At ividades que envolvem as dim ensões est ét ica e cor por al do conhecim ent o são pr et er idas em favor de out r as consider adas m ais “ sér ias” e, por isso, m ais im por t ant es. Per cebe- se, por par t e dos educador es, um a cer t a cont r adição ent r e o desej o de am pliar os hor izont es do t r abalho educat ivo, incor por ando ao cur r ículo novos t em as e linguagens, e a pr eocupação em assegur ar a apr endizagem de cont eúdos e habilidades consider ados, hist or icam ent e, cent r ais no pr ocesso de escolar ização.
4 .3 .2 . O M om e n t o Cole t iv o: e spa ço de a ce sso e pr odu çã o de cu lt u r a
Seis t ur m as de cr ianças de seis a oit o anos, assent adas no chão do audit ór io, assist em a um a peça de t eat r o apr esent ada por alunos de um a escola vizinha. Em com plet o silêncio, dedicam t ot al at enção à t r am a que envolve um a m enina- flor e seus am igos inset os. Após a apr esent ação, um bat e- papo sobr e a peça. Os adolescent es do 3o ciclo discut em , com seus pr ofessor es e as coor denador as do t ur no e do ciclo, as nor m as de convivência na escola. Um gr upo de pagode, que t em ent r e seus int egr ant es um aluno da E. M. Hor izont es, apr esent a- se no audit ór io. Out r o gr upo, for m ado por cr ianças da pr ópr ia escola, encena, par a os seus colegas do 2o ciclo, um a peça de Mar ia Clar a Machado.
Est es são alguns exem plos de at ividades desenvolvidas no Mom ent o Colet ivo dur ant e o ano de 2001. Um a conv er sa, um a peça de t eat r o, um film e, um a palest r a, um a gincana, um a apr esent ação de m úsica, de dança... o Mom ent o Colet ivo é, na escola, im por t ant e espaço de socialização e inst r um ent o de acesso e pr odução de bens cult ur ais pelos alunos e pr ofessor es. O pr oj et o foi idealizado com clar o obj et ivo de am pliar o espect r o da ação educacional da escola. Segundo a equipe pedagógica,
“ Est e t em sido um m om ent o e espaço pr ivilegiado para desenvolver gr adat ivam ent e diver sos aspect os do pr ocesso de convivência r espeit o em saber ouvir e apreciar, oralidade, cooper ação, afet ividade, desinibição, const r ução de r egr as, env olv im ent o em brincadeiras e conhecim ent os.” ( REDE DE TROCAS, 2000, p.6)
A análise feit a por DAYRELL ( 1996) a r espeit o do envolvim ent o de j ovens alunos do ensino not ur no em um event o pr om ovido em um a escola pública da r egião m et r opolit ana de Belo Hor izont e, ilust r a a “ r iqueza pedagógica” pr esent e nas sit uações em que os est udant es se envolvem na concepção, pr odução e apr esent ação de um espet áculo:
“ O fat o de um a t ur m a pr oduzir um a cor eogr afia, ensaiar , div idir responsabilidades, brigar com aqueles que não queriam se env olv er, produzir as fant asias, ficar t ensa na vésper a da apr esent ação, apr esent ar e ser aplaudida, é um a ex periência educat iv a int ensa. Não deix a de significar um r esgat e da capacidade de cr iar , expr essar , de pot encializar as capacidades que quase nunca são est im uladas no cot idiano desses j ovens.“ ( p. 158)
O Mom ent o Colet ivo, que ant es abr angia t oda a escola, no ano de 2001 foi desenvolvido apenas no t ur no vesper t ino ( de for m a efet iva no 1o e 3o ciclos e, espor adicam ent e, no 2o ciclo) . Acr edit o que a decisão, por par t e de alguns “ colet ivos de ciclo” de int er r om per ou abandonar o pr oj et o se deve a dois fat or es pr incipais, j á abor dados ant er ior m ent e: o elevado índice de absent eísm o docent e — que, ao m obilizar os pr ofessor es par a subst it uição de colegas, im pede que os “ hor ár ios de pr oj et o” sej am ut ilizados na pr epar ação e or ganização das sessões — e a opção de pr ivilegiar os conhecim ent os m ais “ for m alizados” .
4 .3 .3 . O gr u po de t e a t r o: h or iz on t e s a la r ga dos
Por m eio de um a par cer ia com Salom ão — m or ador da r egião, at or e est udant e do Teat r o Univ er sit ár io ( T.U.) da UFMG — a E. M. Hor izont es m ant ém , desde 1998, um gr upo de t eat r o for m ado por alunos.
O t r abalho r ealizado por Salom ão é adm ir ável. Ele dem onst r a t er gr ande envolvim ent o com o gr upo e not ável conhecim ent o na ár ea de t eat r o. Sabe, com habilidade, t r anspor elem ent os dos univer sos t eat r al e cir cense — disciplina, exer cícios, r it uais — par a o cont ext o escolar , fazendo da exper iência de int egr ar o gr upo algo ext r em am ent e significat ivo na vida dos alunos.
“ Eu gost o dem ais da aula do Salom ão. É m uit o legal, a gent e anda de perna de pau, m alabar ism o, peça de t eat r o, sabe? É super int er essant e.” ( Lucas, 12 anos, 2o ciclo)
“ Lá a gent e apr ende a andar de per na de pau, m alabar ism o, e apr ende a m exer ... a conhecer o pr ópr io cor po. I gual, em dezem br o nós vam os fazer um sar au, em j aneir o nós vam os apr esent ar um espet áculo, e pr a isso a gent e segunda, quint a e sext a, a gent e fica dir et o.” ( João, 13 anos, 3o ciclo)
Pude pr esenciar difer ent es at ividades desenvolvidas nas aulas de t eat r o: j ogos dr am át icos, exer cícios de im pr ovisação com m áscar as expr essivas, per for m ances sobr e per na de pau e a pr epar ação de um a peça. Em um a “ r ua de lazer ” pr om ovida pela escola j unt am ent e com o SESC, os int egr ant es do gr upo, com figur inos do t ipo “ clow n” , infilt r ar am - se ent r e as pessoas fazendo int er venções dur ant e t odo o event o.
no hor ár io do Pr oj et o Livr e Escolha. Cont a com apr oxim adam ent e 20 alunos do 2o e 3o ciclos, sendo que alguns deles int egr am o gr upo há m ais de t r ês anos. Com a apr oxim ação do fim do ano, por causa dos ensaios de um espet áculo, as aulas passar am a acont ecer t r ês vezes por sem ana.
4 .3 .4 . O h ip- h op v a i à e scola : diá logo com a “cu lt u r a de r u a ”
O m ovim ent o hip- hop t em m uit os r epr esent ant es na r egião onde se encont r a a E. M. Hor izont es. A dir eção da escola abr iu possibilidade par a que o m ovim ent o adent r asse “ oficialm ent e” seus m ur os e seu cur r ículo, especialm ent e por int er m édio de dois r apazes da com unidade, Tit o e André.
Os dois j ovens são, nas palavr as da dir et or a, “ par ceir os da escola” . Em bor a não sej am alunos, podem ser encont r ados na escola com fr eqüência, especialm ent e nos hor ár ios de r ecr eio, sej a pr om ovendo r odas de br eak, dança car act er íst ica do m ovim ent o hip- hop, sej a aglut inando “ discípulos” par a t r ocar idéias sobr e desenhos, discos, event os e t udo m ais que se r elacione com o vast o univer so do hip- hop.22
O hip- hop não se r est r inge ao r ecr eio. Um a de suas “ m odalidades” , o Gr afit e, foi incor por ada pelo cur r ículo escolar por m eio do Pr oj et o Livr e Escolha, em am bos os t ur nos. Além das oficinas do Livr e Escolha, são ofer ecidas, no 3o e 4o hor ár ios da sext a- feir a ( hor ár io da r eunião pedagógica, em que os alunos são dispensados m ais cedo) , duas oficinas: um a de br eak e out r a de Gr afit e. As vagas par a est as oficinas for am definidas por sor t eio, um a vez que o núm er o de int er essados er a m aior que a capacidade de at endim ent o.
Andr é m inist r a a oficina de Gr afit e e Tit o a de br eak. Além de ensinar em t r aços de desenho e passos de dança, os dois j ovens t am bém divulgam m úsica, hist ór ia e pr incípios do hip- hop ( que t em , no Br asil, a não- violência e a lut a ant idr ogas ent r e suas pr incipais bandeir as) , buscando pr opagar o m ovim ent o e gar ant ir sua cont inuidade por int er m édio dos m eninos m ais novos.
22 O m ovim ent o hip- hop, que se or iginou nos guet os de Nova Yor k, nos anos 70, e
conquist ou adept os em vár ias par t es do m undo, t em quat r o for m as básicas de expr essão, conhecidas com o “ elem ent os fundant es” : o Gr afit e ( desenho/ pint ur a) , o Break ( dança) , o Rap e o DJ ( m úsica) . A denúncia das condições sociais de vida na per ifer ia das gr andes cidades é t em a r ecor r ent e do m ovim ent o.
Tit o, Andr é e os alunos adept os do hip- hop incor por am o m ovim ent o desde a for m a de se vest ir , usando peças car act er íst icas: ber m udas com pr idas e lar gas, cadar ços gr ossos e color idos nos t ênis, t oucas de lã, cam isas sobr epost as, j aquet as e blusões m ult icolor idos. Têm t am bém o cost um e de colecionar e exibir seus desenhos em suas insepar áveis past as- cat álogo.
Na pr im eir a aula da oficina de br eak m inist r ada por Tit o, no audit ór io, havia 11 m eninos e 8 m eninas. Tit o cham ou a t ur m a par a um a conver sa inicial — o som de suas palavr as com pet indo com o do r ap que t ocava em alt o volum e. Com eçou falando dos “ elem ent os fundant es” do hip- hop e das bandeir as do m ovim ent o, dando dest aque à quest ão da não- violência.
“ Violência não é a nossa car a. Nada aqui t em a ver com a violência.”
Tit o falou t am bém da im por t ância daquele gr upo par a a pr opagação e cont inuidade do m ovim ent o hip- hop na r egião. Disse que um dia ele t er á que par ar , por isso quer cont r ibuir par a deixar , no bair r o, r aízes do m ovim ent o.