4. ARAŞTIRMA SONUÇLARI VE TARTIŞMA
4.3. Biyoaktif Peptidlerin Biyokimyasal Özelliklerine Ait Sonuçlar ve Tartışma
4.3.2. Tulum peyniri örneklerinden elde biyoaktif peptidlerin fonksiyonel
4.3.2.1. Antioksidan aktivite
4.3.2.1.2. DPPH yöntemi ile antioksidan aktivite
Segundo Brunner (1976), as interações estão diretamente conectadas com o desenvolvimento cognitivo. Baseado nisto é de responsabilidade do tutor determinar a estrutura cognitiva prévia do aluno, pois é um fator essencial na aprendizagem; ou seja, vai conduzi-lo à significação e organização das suas experiências e possibilitá- lo ir além da informação dada, visto que para integrá-la à própria estrutura ele vai ter de aprofundá-la e contextualizá-la a partir de suas relações e do diálogo entre o professor-tutor e o aluno (PIMENTEL, 2010).
De acordo com Pimentel e Costa (2009), os processos de ensino- aprendizagem dentro dos aspectos da interação tutor-aluno só ganham sentido quando estes estabelecem um vínculo de confiança e de respeito mútuo. Tal confiança não permite atuações em tom de auto-ajuda, mas de possibilitar a ampliação do conhecimento.
Devido à multiplicidade de funções do professor-tutor, o trabalho deles em EaD necessita ser realizado em colaboração entre os outros professores-tutores, o que é importante para o desenvolvimento tanto pessoal como profissional dos que trabalham na construção do conhecimento (BELLONI, 2005). Esse trabalho colaborativo, entretanto, não se restringe apenas ao professor-tutor. Ele se estende aos alunos. É necessário que o professor-tutor de EaD abdique da postura de quem exclusivamente ensina e passe a fazer parte também de um grupo de aprendizagem, afinal para Santos (2002) eles (o professor-tutor) aumentam a complexidade da relação pedagógica tutor-aluno.
Nessa visão, o professor-tutor deve ter a responsabilidade de promover o diálogo entre os participantes interagentes, instigá-los a assumir uma postura de compromisso com o conteúdo e oportunizar a troca concreta de informações, transformando-as em conhecimento. Também podem ser realizadas interações reativas, nas quais o diálogo não é estimulado e as trocas limitam-se à transmissão do conhecimento. Este processo pode ser considerado como uma interação colaborativa, o que de acordo com Alex Primo (2008) ocorre quando as interações são mútuas.
A resolução de problemas no ambiente de aprendizado do laboratório deve ser feita com uma relação tutor-aluno afetiva e que associe os questionamentos dos diversos grupos de modo que cheguem a uma mesma conclusão, pois em relação à aprendizagem, Santoro et al (2003) afirma que esta “é vista não apenas como inteligência e construção do conhecimento, mas também identificação pessoal e relação através da interação”.
Ainda se pode considerar que a relação que deve existir entre o tutor-aluno é aquela em que os sujeitos interagentes agem em sentido de mão dupla e são afetados pela interação, como também os seus relacionamentos futuros terão novo significado (WATZLAWICK; BEAVIN; JACKSON, 1993). Assim, nesse tipo de interação, as relações passam de superficiais a um nível mais profundo e íntimo o que denota não mais uma simples troca e afastam-se tanto da perspectiva
transmissionista do antigo modelo de comunicação (emissor-receptor), quanto da pedagogia tradicional centrada na figura do professor e do conteúdo.
Por outro lado, relações existentes no laboratório do tutor-aluno são sempre temporárias e, quando se chega a conclusões, novos encaminhamentos são indicados. É um constante vir a ser, além do fato de que um comportamento não pode ser apagado ou retirado. Por isso, uma relação afetiva positiva é fundamental entre esses dois atores do processo de aprendizagem.
Segundo Belloni (2005), esse professor-tutor necessita tornar-se “parceiro dos estudantes no processo de construção do conhecimento, isto é, em atividades de pesquisa e na busca da inovação pedagógica”. Dessa forma, em EaD, alunos e professores-tutores trabalham em conjunto, em colaboração, fazendo de seus saberes trocas que levam todos a caminhar com um mesmo objetivo: o conhecimento.
Palloff e Pratt (2004) acreditam que o foco das preocupações dos educadores precisa estar voltado para o aluno, e a interação com este se deve existir quando o professor-tutor identificar os possíveis estilos de aprendizagem que o aluno está inserido, como foi visto no item 2.4.2.
Neste contexto, Machado (2010) mostra uma distinção na interação dos educadores com seus alunos do ensino presencial e da EaD perante o processo de aprendizagem. Este autor afirma que as práticas de ensino, principalmente o ensino presencial, como posto hoje, não respeitam integralmente a individualidade de cada aluno ao contrário da EaD.
Silva (2003) elege três referenciais relacionados com a aprendizagem para análise da interação: a definição de aprendizagem como um procedimento de edificação do conhecimento a partir das interações entre tutor, professores com o aluno e, principalmente, dos alunos entre tutores numa ação cooperativa. Neste sentido, compreende que a amostra das experiências vivenciadas pelos alunos necessita ser encorajada para que os convívios, a partir dessas experiências, aumentem as interações entre os estudantes e instiguem as trocas e o confronto de opiniões, o que beneficia a argumentação e possibilita o aumento da capacidade crítica bem como a construção do conhecimento. Por fim, compreende também a interação por meio da análise dos estilos dos alunos durante o processo de formação e aprendizagem permitindo a compreensão do significado dos
comportamentos e das ações e podendo também promover e estimular as interações.
Sabe-se que é primordial que a relação do tutor com o aluno nunca aconteça de forma unilateral; ou seja, somente um dos sujeitos envolvidos no processo sofrer alguma modificação, ou muito menos que a comunicação seja de forma isolada, não havendo, portanto, diálogo entre os interagentes. Neste contexto, Silva (2003), alerta sobre uma proposta de aprendizagem e interação unilateral, em que o tutor- professor deve ter em mente a participação do aluno, partilhando cognitivamente seu aprendizado; dessa forma, faz-se necessário pensar num ambiente acadêmico físico ou virtual com estratégias que sejam utilizadas de forma adequada e de mão dupla.
Por isso, o estudo das interações dentro desses ambientes de aprendizagem pode nos oferecer um bom caminho rumo à identificação dos papeis oferecidos aos atores do processo de ensino e aprendizagem no ambiente acadêmico.