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3. MATERYAL VE METOT 48 

3.2. Karayolları Çalışmalarından Kaynaklanan Olası Çevresel Etkiler 51 

3.2.2. Yapım çalışmaları nedeniyle oluşan çevresel etkiler 55 

3.2.2.1. Doğal kaynaklar üzerine etkiler 55 

Além de garantir a satisfatória execução dos trabalhos, designados aos policiais militares, a disciplina também está presente como forma controlar a obediência aos padrões de conduta pré-estabelecidos pelas Corporações. Na busca por um instrumento que fomentasse o controle sobre os policiais militares, seja na sua formação ou na sua atuação profissão, a rigidez e a exigência da especialização tornarem-se marcas indeléveis desse processo. Sob esses parâmetros, em conformidade com o exposto em Weber (1982, p. 232), percebe-se que o trabalho policial militar pode ser considerado como sendo uma profissão exercida por um funcionário burocrata, pois:

A ocupação de um cargo é uma “profissão”. Isso se evidencia, primeiro, na exigência de um treinamento rígido, que demanda toda a capacidade de trabalho durante um longo período de tempo e os exames especiais que, em geral, são pré-requisitos para o emprego. Além disso, a posição do funcionário tem a natureza de um dever.

Comparando-se tais características ao cotidiano do trabalho policial militar brasileiro é fácil perceber as semelhanças ao se tomar como exemplo aspectos como o ingresso na Corporação, no qual se tem a exigência de uma série de exames, que avaliam o candidato sob os mais diversos aspectos, como; antecedentes criminais; saúde física e mental e o nível intelectual. Após sua aprovação, o policial neófito é submetido a um severo período de formação, no qual terá que superar constantes avaliações. Apenas depois de transpor um longo e duro percurso, a Corporação entende que os policiais estejam plenamente conscientes de suas obrigações e capazes de exercer suas funções.

Portanto, observa-se que a disciplina vem se destacando nas instituições policiais militares, guiando sua ordem interna, fortalecendo paradigmas e servindo como elemento que se presta a racionalizar a obediência. Tais características fizeram com que ela modelasse os sistemas de ensino militares, ratificando Weber (1982, p. 292-293) ao afirmar que:

O conteúdo da disciplina é apenas a execução da ordem recebida, coerentemente racionalizada, metodicamente treinada, e exata, na qual toda crítica pessoal é incondicionalmente eliminada e o agente se torna um mecanismo preparado exclusivamente para a realização da ordem. Além disso, tal comportamento em relação às ordens é uniforme. [...] Para a disciplina, é decisivo que a obediência de uma pluralidade de homens seja racionalmente uniforme.

[...] A disciplina em geral, como seu ramo mais racional, a burocracia, é impessoal. Infalivelmente neutra, ela se coloca à disposição de qualquer força que pretenda seus serviços e saiba como promovê-los.

Em Weber (1982) percebe-se a descrição da disciplina como uma ferramenta de poder, empregada para sufocar a individualidade dos agentes aos quais submete. Segundo o autor, transformando a pluralidade em uniformidade, a disciplina serve ao propósito de uniformizar os homens, que se submetem aos seus ditames. Essa definição assemelha-se bastante à realidade encontrada nos quartéis das Polícias Militares, até hoje em dia. Quando exaustivos treinamentos buscam fazer da tropa uma massa homogênea, pronta para submeter-se aos mais diversos comandos.

Partindo-se da perspectiva weberiana para o ponto de vista foucaltiano, tem-se que o controle disciplinar, por vezes, tornar-se bem mais específico, estabelecendo uma correlação, tanto entre os corpos e os gestos, quanto na articulação destes corpos com os objetos que manipulam. No ambiente militar isso dá origem a uma codificação instrumental, baseada em prescrições explícitas e coercitivas. Segundo Foucault (2007, p. 130), isso ocorre quando:

Sobre toda superfície de contato entre o corpo e o objeto que manipula, o poder vem se introduzir, amarra-os um ao outro. Constitui um complexo corpo-arma, corpo-instrumento, corpo-máquina. [...] longe daquelas formas de sujeição que só pediam ao corpo sinais ou produtos, formas de expressão ou o resultado de um trabalho. A regulamentação imposta pelo poder é ao mesmo tempo a lei de construção da operação.

Foucault (2007), ainda afirma que o poder disciplinar também apresenta um caráter de sintetizar o que se pretende daqueles a quem sujeita, bem como detém a capacidade de produzir um laço coercitivo entre o produto e o aparelho de produção. Por diversos mecanismos os policiais tem sua conduta vigiada e submetida a uma severa disciplina, construindo o perfil do profissional que as Corporações Policiais Militares julgam adequado para o seu funcionamento.

Nesse aspecto, a disciplina vem a ser empregada como uma forma de garantir que as Polícias Militares, enquanto instituições burocráticas, tenham os seus

trabalhos executados de forma mais eficaz e racional. Com tais cuidados, evita-se o surgimento de intercorrências causadas, como as contestações ou as desobediências, tão detestáveis aos olhos dos que comandam suas tropas.

Diante da reflexão de ambos os autores, Weber e Foucault, cada uma a sua época, compreende-se que a disciplina relacionada às estruturas de poder é um tema que vem despertando o interesse de renomados estudiosos, ao longo dos anos. Em Weber, temos a visão icônica da Sociologia clássica, que entende a disciplina como imprescindível para a organização burocrática estatal.

Ao avaliar-se a perspectiva weberiana, observa-se a realização de uma analogia entre a evolução do Estado Moderno e o desenvolvimento da burocracia moderna. Weber embasou sua conceituação nos elementos jurídicos do século XIX, em uma época na qual o capitalismo se expandia e as empresas econômicas entravam em franca burocratização. O autor afirma que a burocracia, embora tenha existido desde a forma antiga de Estado, alcançou seu mais alto patamar de racionalidade na época da ordem legal, instituída pela Modernidade.

Diante de uma nova estrutura social que se firmava e expandia, foi necessário que o aparato burocrático pudesse contar com servidores públicos cujas características fossem: apresentar competência técnica e qualificação específica; mostrarem-se submissos aos regulamentos escritos; serem pagos em dinheiro; estar submetidos às autoridades, por meio de regras hierárquicas e de códigos disciplinares. Portanto, disciplina e burocracia tornaram-se indissociáveis.

Analisando-se as noções de Foucault sobre a disciplina, percebe-se que as conceituações deste estudioso contemporâneo estão intimamente associadas às relações de poder existentes na sociedade Moderna. Assim, no seu livro Vigiar e Punir, publicado originalmente em 1975, Foucault investigou, a partir da realidade do século XVI e XVII, como se construiu historicamente o controle da conduta dos indivíduos. Para tanto, foi preciso compreender como o poder deixou de estar concentrado nas mãos de uma única figura soberana, passando a ser controlado por instituições como: igrejas, escolas e quarteis. Logo, seja para Weber ou para Foucault, a disciplina sempre esteve presente nas estruturas de poder, sendo empregada no controle ou na coerção dos indivíduos.

Mas, embora nos quarteis, enquanto instituições governamentais burocráticas, a utilização da disciplina tenham se notabilizado pela obtenção do controle dos militares, é importante afirmar que seu emprego pode ter uma

aplicabilidade otimizada. Pois, toda organização burocrática se ampara em uma complexa engrenagem, que necessita do estabelecimento de ordens especificas inerentes a sua organização.

Trazendo-se essa premissa para a realidade das Corporações policiais militares, observa-se exemplos positivos da prática disciplinar como acontece nos casos em que se torna imprescindível sua aplicação nos procedimentos técnicos, ou nas ocasiões que exijam dos policiais militares uma perfeita atuação em equipe, durante as operações policiais. Para tanto, é essencial que se possa contar com uma tropa coesa, que tenha seus movimentos bem coordenados e ritmados sendo capaz se atender com rapidez e precisão ao que lhe é determinado por seus comandantes.

Com base nesse pressuposto, no que tange ao Curso de Formação de Oficiais paraibano, tem-se a presença enfática da disciplina, bem como dos ritmos, anteriormente citados, na ministração de aulas como: Operações de Choque, Policiamento de Estabelecimentos Prisionais, ou Ordem Unida. Todas essas, obedecem a um formato, extremamente tecnicista, no qual os procedimentos devem ser rigorosamente cumpridos, em certa ordem pré-determinada.

Na aplicação prática dos ensinamentos que lhes são repassados nas ocasiões acima citadas, é preciso que a tropa haja com bastante disciplina, executando, perfeitamente, o que lhes é ensinado, de forma homogênea, orientada e cadenciada. Da união de todos esses aspectos depende o sucesso da missão que foi destinada aos policiais militares e, por conseguinte, a sua vida e de todos os envolvidos no evento. Nesses casos, o correto e exato desempenho das técnicas e dos procedimentos, característicos da atuação do policial militar, traça a linha que esteia a sua sobrevivência.