6. D ZEL MOTORLARINDA YANMA VE EGZOZ EM SYONLARI
6.3. Dizel motorlar+ndan kaynaklanan kirletici emisyonlar
O projeto havia sido um sucesso, muitas experiências foram possíveis a todos os participantes dele, e a necessidade de encerrá-lo me deixava demasiadamente triste. Apesar disto a sensação de ter elaborado uma idéia, posto em prática e colhido bons frutos recuperou em mim a vontade de ser educadora
Como explicitei anteriormente, eu precisava encontrar algo que me fizesse acreditar na mudança tanto da minha vida profissional quanto da sociedade. Eu fui procurar a lótus educacional no meio do lodo em que algumas práticas colocaram a escola e a educação. E felizmente eu encontrei.
O estágio de regência com a proposta de uma parceria intergeracional (SARTI, 2009), foi fundamental para que eu firmasse em mim a certeza de que é possível fazer do ato de educar um acontecimento, tanto para quem ensina quanto para quem aprende. Sobre a parceria, Sarti (2009) afirma que:
Por meio da parceria, estudantes e professoras puderam perceber as relações intergeracionais como recurso alternativo para a formação inicial e continuada dos professores. Foi-lhes possível, inclusive, ultrapassar a visão mais convencional (e negativa) sobre o estágio supervisionado (SARTI, 2009, p. 147).
Mesmo depois do encerramento oficial do projeto, ainda estava agendada a visita de um profissional que trabalharia seu cotidiano com eles, um cotidiano totalmente diferente dos outros profissionais que passaram pelo projeto. A classe receberia a visita de um físico, um cientista.
As crianças tiveram a oportunidade de conhecer profissões ligadas às artes, ao salvamento de vidas, à engenharia, ao ramo alimentício, ao ramo das comunicações e ao considerar um equilíbrio nessa produção de conhecimentos, seria interessante que eles conhecessem um profissional que trabalhasse com pesquisa.
Assim, contatei um professor do departamento de Física da UNESP de Rio Claro para agendar uma visita à escola do grupo “Show de Física”, um projeto anexo ao curso de Física, que mostra de maneira divertida algumas curiosidades do ramo da mesma.
Ao estabelecer contato com o professor do Departamento de Física da UNESP, fui informada de que o Projeto Show de Física acontece na universidade e que para isso eu deveria levar as crianças até a UNESP para que eles pudessem assistir a apresentação dos físicos que compõem o projeto.
Infelizmente, por estarmos em julho do ano de 2008, praticamente no final do primeiro semestre letivo do ano, outro passeio seria inviável, por questões de agendamento de ônibus, autorizações com pais de alunos e questões de tempo. Ao explicar estes fatores ao professor, ele, sensibilizado e apaixonado pelo que descrevi do Projeto Profissões, decidiu ir pessoalmente à escola mostrar um pouco do seu cotidiano de pesquisador e cientista aos alunos.
Foi um verdadeiro show! O professor mostrou algumas variações de sons para os alunos, reações físicas do ar em contato com a água, modificações na voz feita por gases, bolhas de sabão gigantes! Teve até chuva de papel higiênico feita com um secador de cabelo. Os alunos adoraram! A professora se encheu de orgulho mais uma vez.
Senti naquele momento que ela continuaria a proporcionar experiências como as do projeto à sua classe, pois ela havia se apaixonado pelas formas de estabelecer a troca de conhecimento através das atividades realizadas em nosso projeto. Segue o registro contido no caderno da professora de estágio no qual ela descreve a visita do físico à escola.
CP1 – 03 de Julho de 2008.
Em continuação ao Projeto de Parceria da escola e UNESP, hoje recebemos a visita do Prof° [nome do professor] de física (professor e pesquisador) da UNESP que mostrou de forma lúdica, divertida e interativa, alguns princípios da físicas para os alunos das 3. Séries.
Considero esta atividade como o resgate da beleza e do encanto do ato de educar. 16.1 A importância da magia no ato de educar.
Da visita do professor de física e analisando todas as experiências que foram possíveis através dela, é possível extrair a importância magia no ato de educar. É curioso, pois no século XVI, magia natural era o nome dado às primeiras experiências da Física. E com o show que o professor deu em sua visita, era possível notar os olhos brilhantes das crianças a
cada experiência feita pelo professor, as bolhas de sabão enchiam os olhos de brilho, o barulho do vento os fazia pensar que o vento realmente assobiava. Sobre a educação como arte, Picollo (2005) diz que:
Esse papel mágico da arte foi progressivamente cedendo lugar ao papel de clarificação das relações sociais, ao papel de iluminação dos homens em sociedades que se tornavam opacas, ao papel de ajudar o homem a reconhecer e transformar a realidade social. Nossa sociedade, onde a complexidade tão amplamente discutida por Morin, juntamente com suas relações e contradições sociais múltiplas e cada vez mais multiplicadas, “já não pode ser representada á maneira dos mitos. (PICOLLO, 2005. p.6).
Ainda que esteja cada vez mais escassa a manifestações de magia no ato de educar dentro de uma sociedade complexa como a nossa, Picollo (2005) afirma que:
Assim sendo, a função essencial da arte para profissionais destinados a transformar o mundo, como o professor, não é, segundo o autor (:20), “a de fazer mágica, e sim a de esclarecer e incitar a ação; mas é igualmente verdade que um resíduo mágico na arte não pode ser inteiramente eliminado, uma vez que sem este resíduo provindo de sua natureza original a arte deixa de ser arte”. Desta maneira, em todas as suas formas de desenvolvimento, a arte tem sempre um pouco de magia; a arte é necessária para que o homem se torne capaz de conhecer e mudar o mundo. Mas a arte também é necessária em virtude da magia que lhe é inerente. Como Callas, não seria este o caminho a ser trilhado pelo professor interdisciplinar? (PICOLLO, 2005, p. 6, grifo do autor).
A pergunta que Picollo (2005) apresenta em seu texto referenciando a cantora lírica Maria Callas me remete ao dia da visita do físico e me faz pensar que educar é um ato mágico. Não no sentido de sem empregar algo ilusório, que engane o espectador, mas mágico no sentido de produzir certo fascínio, de se perguntar como aquilo acontece. Mágico no sentido de provocar a curiosidade, a busca por desvendar aquilo que encanta os olhos. Quem nunca quis saber o como o mágico tirou o coelho da cartola?
Educar é mágico ao provocar a vontade de saber mais, de querer entender, de encontrar explicações. E buscar respostas, encontrar soluções nada mais é que se permitir ser educado, é aprender aquilo que ainda não se sabe, é estudar, é conhecer. Para mim foi fundamental reconhecer a magia da educação naquele momento, pois me trouxe a certeza de que eu estava no caminho certo, que apesar de tudo que observei em meu estágio de observação no semestre anterior, a escola é sim um espaço de criação da contraideologia como já afirmava Gramsci (1968).
A escola é um espaço de possibilidades, de formação da autonomia, da redescoberta do sentir através do toque, de constituição de valores humanos e cidadãos, de integração da família. A escola é também o espaço da ação de atitudes positivas, de encontrar-se com os aprendizados escolares, de praticar a dedicação ao se realizar algo, de realizar vivências dentro dela e para além dela e de conhecer a magia existente no ato de educar.