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Dilsizin Şahitliği

2.5. ŞAHİTLER İLE İLGİLİ HÜKÜMLER

2.5.1. Nikâh Akdinde Sağır ve Dilsizin Şahitliği

2.5.1.2. Dilsizin Şahitliği

O mercado de empresas de biotecnologia é dinâmico e internacional e, para que estas se mantenham competitivas, é necessário que atuem na fronteira tecnológica, estabelecendo, desde muito cedo, contatos com clientes, fornecedores e parceiros nacionais e internacionais. Para satisfazerem tais condições, as empresas enfrentam grandes desafios, especialmente a dificuldade de obterem financiamento para seu desenvolvimento (PAVANI, 2003; CHANG, 2004; FLORIN, 2005).

Na busca por capital, essas empresas poderiam recorrer aos meios tradicionais de financiamento - como empréstimos bancários, mas esses estão adequados somente às grandes empresas, capazes de assumir as responsabilidades e conseqüências desse tipo de transação, além de oferecerem garantias reais aos empréstimos. Fatores como apreensão dos investidores, falta de informações consistentes sobre fontes alternativas de financiamento, limitada experiência em mercado financeiro dos próprios empreendedores e falta de capacitação gerencial agravam a situação (VAN AUKEN, 2001).

O capital de risco ou venture capital é um mecanismo que surge como uma inovação no financiamento das PME’s de base tecnológica. O mecanismo criado consiste em atrair novos investidores para a empresa, que passariam a dividir com o dono original, a propriedade da empresa e fornecer apoio estrutural e gerencial, atuando ativamente como sócios, desde o início do investimento até o desinvestimento. No Brasil predomina o modelo de gestora de fundos de investimento, em que uma empresa, normalmente ligada a uma instituição financeira de grande porte, monta uma equipe especializada em gestão de fundos, cujas atividades consistem em prospectar possibilidades, analisar propostas concretas, avaliar negócios, avaliar os riscos envolvidos, aportar recursos e acompanhar o investimento até o momento da saída, que tende ocorrer num prazo de dez a quinze anos.

Entende-se por venture capital, os investimentos em empresas em fases iniciais de operação, sem um estrutura bem consolidada e sem um portfolio de produtos bem definido. Segundo a literatura, antes ainda da fase de VC, as empresas recém-criadas dependem de recursos ou de

parentes e amigos, ou de uma figura existente no mercado de capitais denominada de angel investor, investidor individual, com certa fortuna e disposição de aportar recursos numa empresa embrionária, mas com certo potencial de crescer e consolidar-se (NAKAMURA et al., 2006).

O venture capital apresenta-se, como uma possibilidade de financiamento do processo de inovação para as empresas de base tecnológica em contraposição às outras formas de financiamento, por várias razões. A primeira razão diz respeito à análise financeira dos bancos. A avaliação dos bancos se realiza sobre o desempenho passado da empresa, refletida em seus demonstrativos financeiros. Uma empresa emergente não possui tais demonstrativos e dificilmente preencherá condições exigidas. A segunda razão é que o empreendedor na área de base tecnológica, geralmente não possui garantias reais para tomar empréstimo nas instituições financeiras oficiais, são pesquisadores que iniciam um empreendimento sem condições financeiras para fazer endividamento. Assim é que o capital de risco pode ser considerado o financiamento adequado para as empresas de base tecnológica, considerando que sua análise volta-se para o futuro da empresa.

O capitalista de risco aposta na oportunidade do negócio e toma-se um sócio do empreendimento. A lógica do investidor de risco é bem diversa do capitalista tradicional. Enquanto o capitalista analisa o passado da empresa, sua história de lucros, seu desempenho financeiro, propriedade, etc. O capitalista de risco avalia a potencialidade do empreendimento, sua capacidade de gerar lucros futuros, ainda que a longo prazo (EMERICH et al., 2000).

A terceira razão refere-se à relevância da participação do capitalista de risco na gestão das PME’s de base tecnológica. O papel do investidor de risco não se limita ao aporte de recursos financeiros para a empresa investida. Sabe-se que essa categoria de empresas é dirigida por empresários-pesquisadores, que possuem inegável conhecimento sobre a tecnologia desenvolvida pela empresa, mas cujo conhecimento na área de gestão é muitas vezes precário. Para uma empresa que visa competir no mercado internacional a exigência de uma administração competente é primordial. A atuação do capitalista de risco no negócio, seu conhecimento do mercado, sua rede de relacionamentos, sua competência na gestão de empresas é fator decisivo para o sucesso do empreendimento.

As empresas de biotecnologia têm características bem diferentes das empresas tradicionais, pois não apresentam relação proporcional entre ativo fixo e faturamento. O maior ativo delas é o capital intelectual ou capital intangível. Para crescer e consolidarem-se, elas precisam de

aporte de recursos, mas não apresentam escala suficiente para interessar ao mercado de capitais, nem garantias para um projeto de financiamento tradicional.

Para Chang (2004) e Florin (2005), as empresas financiadas por respeitáveis capitalistas de risco desfrutam dos efeitos da reputação destes, contribuindo para o crescimento delas. Além disso, esses relacionamentos contribuem para a legitimidade das empresas iniciantes (start- ups), reduzindo a desconfiança do mercado e melhorando o desempenho das mesmas.

Entretanto, conforme apontado por Salles-Filho et al. (2001 e 2004), CGEE (2002), dentre outros, o sistema de inovação em biotecnologia no Brasil reveste-se de características peculiares, como a forte proeminência do setor público, responsável por cerca de 80% dos investimentos e atividades em pesquisa; baixo nível de investimento e execução de atividades de P&D; prevalência de empresas de menor porte, atuando em nichos específicos de mercado; ambiente institucional difuso e conflitivo no tocante a aspectos normativos e regulatórios, além de uma cultura empresarial pouco afeita a riscos, o que corrobora as conclusões do estudo de Judice e Baêta (2005), que caracteriza o empresário cientista como fortemente avesso a risco, e constata que existe uma clara preferência por financiamentos públicos (100%) convencionais (e sem reembolso) ou efetivamente nenhum financiamento (65% não acessam recursos financeiros externos).

Benzer Belgeler